Cenas de Mumbai I: onde o dinheiro está

Cenas de Mumbai I: onde o dinheiro está

Após a selva, Erik e eu fomos para a selva urbana: Mumbai (ex-Bombaim). Como sintetizar o que é esta cidade? Bombaim é como a São Paulo da Índia, o centro finaceiro do país. A capital da Índia é Nova Delhi, mas o dinheiro e o glamour de Bollywood não está lá, mas em Mumbai. Mumbai fica no estado de Maharashtra:

Bombaim ou Mumbai (em marata मुंबई, Mumbaī, em inglês Mumbai ou Bombay) é a maior e mais importante cidade da Índia, com uma população estimada em 12 478 447 habitantes (2011[1]) residindo apenas em seu núcleo urbano, ou 20 748 395, se consideramos sua região metropolitana, conhecida como Grande Mumbai, a segunda maior do país[2] — atrás apenas da Grande Deli — e a 4.ª mais populosa do mundo.

[...]

As sete ilhas que vieram a constituir Bombaim são habitadas, há séculos, por nómadas que tinham como a pesca a principal fonte de sobrevivência. Durante séculos, as ilhas ficaram sob o controle de sucessivos impérios indianos, antes de ser cedido ao Império de Portugal e, posteriormente, a Companhia Britânica das Índias Orientais, controlada pelo Império Britânico.

[...]

Todos esses atributos fazem com que a cidade seja considerada a mais rica do país, com um Produto Metropolitano Bruto (PMB) estimado em US$209 bilhões em 2008,[3] segundo cálculos da PricewaterhouseCoopers, e correspondendo a cerca de 5,5% do PIB do país. A cidade ainda é responsável por quase 70% de todas as transações comerciais e financeiras da Índia.” (Olha aí, Val, a Price)

Mumbai é agradável. Gostei bastante, mais do esperava. Passei uma semana no bairro onde 99% dos turistas (principalmente mochileiros) ficam e onde há bastante agito, restaurantes, bares: Colaba. Mumbai foi a primeira cidade que realmente me passou um feeling de ser uma cidade propriamente dita. Ou seja, o tipo de cidade urbanizada que eu estava acostumada. É tudo uma questão de referência, não? Uma semana passou rápido, pois a cidade é enorme e há sempre algo a se fazer. Fui a muitos restaurantes, alguns barzinhos e até duas baladas. Mumbai tem de tudo. É uma Índia caminhando para o modo de vida ocidental; é muito interessante ver os jovens classe média em locais c0mo os citados acima. É um meio de caminho entre a tradição, a cultura e a ocidentalização.

Colaba (você acabará se hospedando aqui se for a Mumbai)

Lojas caras

O tradicional Leopold’s

Mumbai é cheia de construções imponentes da época em que estava sob domínio britânico. O prédio abaixo é um hotel luxuoso:

Taj Mahal Palace & Tower

Carruagem para turistas

Gateway of India (Portal da Índia)

Um monumento em formato de arco, muito visitado por turistas, muitos destes indianos. É um ponto popular para os jovens passarem tempo, ver e ser vistos; é um “passatempo” gratuito. Mas aparentemente, segundo a Wikipedia, a construção não traz boas memórias:

“It is the place where the Viceroys and Governors used to land upon their arrival in India. The Gateway of India, though built as a welcome to King George V for his visit of 1911, then an event of grand significance for British India and the British empire, today serves as a “monumental memento” of colonialisation and subjugation by the British over the people of India.[11] Built right next to the imposing and prestigious Taj Mahal Palace & Tower hotel,[22] for Britishers arriving for the first time to India, the gateway was a symbol of the power and majesty of the British empire.[3]

Gateway of India

Mais prédios característicos de Mumbai, em torno do mesmo bairro, Colaba:

National Gallery of Modern Art (NGMA) (Galeria Nacional de Arte Moderna)

Também localizada em Colaba, existe uma outra unidade na capital Nova Delhi e é a principal galeria de arte da Índia. Logicamente que não se pode tirar fotos, mas tentei uma vez:

Como explicado no ínicio do post, há muito dinheiro em Mumbai…

Carro estacionado em Colaba

… mas também muita miséria, como mostra o filme “Quem quer ser um milionário?” (Slumdog Millionaire), de Danny Boyle. Mumbai, talvez por ser o centro financeiro do país, é uma cidade de contrastes fortíssimos; pobreza e riqueza podem estar a apenas um metro de distância. No próximo post, um pouco de “Quem quer ser um milionário?” da vida real.