A volta

Agora que já estou de volta à Suécia – depois de seis meses de férias, é hora de reorganizar a vida para o ano novo que já chegou. Janeiro já está no meio eu ainda nem consegui parar para definir as metas deste ano. Sim, eu sou dessas que param para escrever os objetivos de curto e longo prazo. Como sou muito desorganizada, acho excelente vê-los no papel. Acredito que ajuda a organizar os pensamentos, o que leva a mais chance de concretizar essas metas.

Enfim, tenho algumas notas mentais, já, em relação a este blog. Assim, pretendo mudar as categorias e retroblogar sobre as últimas viagens (Tailândia e Índia). O Brasil merece posts também, que virão antes de Tailândia e Índia. Tudo isso permeado por posts atuais desta vida suecada. Aliás, aceito muitas sugestões para este blog, como temas, novas categorias, páginas etc.

A viagem foi ótima, muito mais tranquila do que a ida ao Brasil. Passamos algumas horas no Aeroporto de Cumbica, então jantamos eu e Erik no Viena. Ao entrar no avião, surpresa: tínhamos sido transferidos para business class. Excelente. As poltronas eram super confortáveis, grandes, reclináveis, com apoio para pernas/pés. Recebi um kit contendo máscara para dormir, meias, chinelinhos, manteiga de cacau para os lábios, hidratante e protetores de ouvido. A TV saía do braço da poltrona e esta tinha uma luminária cada: luminárias individuais.

Após a decolagem, foram servidas as bebidas, logo tomei um whisky para me sentir bem cansada. As bebidas são as mesmas da classe econômica, e a Turkish Airlines não peca em qualidade, nem quantidade. Antes do jantar, comi canapés de salmão defumado (voltei a comer peixe no Brasil), avelãs e mais umas coisinhas. O jantar não foi nada vegetariano, então serviram carne de vaca e frango. Comi só os acompanhamentos, muito bons. Cuscuz marroquino e uma salada bem bonita, além de vinho. Por isso, dormi a maior parte do tempo e só acordei quando o avião sobrevoava o norte da África para ver uma das paisagens mais bonitas: o deserto do Sahara. Um mar de dunas de areia até os olhos se perderem no horizonte.

A conexão de três horas no aeroporto de Istambul passou rápido, assim como o vôo de lá a Estocolmo. Mais um jantar deliciosíssimo, desta vez na classe econômica: purê de batata, salmão ao molho de limão e legume refogados. De entrada, havia tahine com azeitonas pretas e molho picante de tomate.

Cheguei tarde em Uppsala, onde mora a mãe do Erik. No dia seguinte, partimos para Linköping com o nosso pitutinho Mini Two, que está muito feliz em voltar para casa. Aí é muita bagunça para arrumar, muitas coisas para organizar. Eu gosto. É uma chance de fazer aquela limpeza/reorganização básica.

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14 comentários sobre “A volta

  1. Lou

    É bom estar de volta em casa né?
    Eu também sou dessas que escreve as metas mas tenho que admitir que andava meio sem metas, agora que estou começando a me animar mais com as coisas e pensar em colocar minha vida nos eixos de novo.
    Mas como assim foram transferidos pra business class? Que maravilha ein.
    Sobre a comida vegetariana, não sei na Turkish airlines, mas normalmente você pode pedir quando marca a passagem.
    Gostei da foto da bagunça que é a volta hehe

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    1. Camila

      É bom mesmo estar de volta, mas a gente nunca volta inteira…
      Lou, desculpa mesmo por aquele dia em que você ligou. Eu estava muitíssimo atrapalhada, para variar, só deu tempo de visitar meu avô. Eu ainda estava terminando de fazer as malas cinco minutos antes de ter de sair para pegar o ônibus para Cumbica. Sabe aquelas coisas que a gente joga dentro da mala de qualquer jeito, bem bagunçado mesmo? Então…
      Pois é, eu também estou começando a me animar mais com essas coisas de colocar a vida nos eixos, hehe. Desde que saí do Brasil, nunca mais planejei metas nem nada. Deve ser por isso que tudo fica desorganizado e, eu, perdida.
      Eu não achei a opcão de vegetariano no site deles. É muito confuso.
      Beijão!

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  2. A foto deste post diz muito. Achei super engraçada….é bem vc mesmo em meio a tanta bagunça. E saíram seus produtos também!!!! É …a fase de arrumação parece que não vai terminar nunca e também, nunca sabemos por onde começar. Mas deve ter sido muito legal arrumar todas as coisas novas que vc ganhou.
    Nunca fiz plano no papel de metas para o ano e acho que nem nunca vou fazer. Acho chaaaato….
    Ah….a viagem na businnes class, hein?! Que bom!!!!

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    1. Camila

      É chato fazer esses planos no papel, mas por incrível que pareça, ajuda a gente a se organizar, a ir na direção do que queremos.
      Sairam os produtos, sim, como eu havia te dito. Parecia uma loja de cosméticos. Eu gostei bastante de ver e desembrulhar todas as coisas novas, é tipo Natal de criança. Estou bem empolgada em usar tudo, estou tirando várias fotos. 😉

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  3. Valéria

    Oi, Camila!
    Pena que não nos vimos novamente…
    Eu tbm faço metas, neste ano meu foco está na organização de casa e nas finanças. Na verdade, como o que sobra é bem pouco, se eu não mantiver uma planilha de gastos bem organizada, não sobrará nada. Eu tbm tenho alguns objetivos concretos, como comprar uma máquina de lavar roupa, não usar cartão de crédito e ir liquidando algumas coisinhas, então manter td escrito é fundamental. Eu tenho um caderno pequeno em que vou anotando gastos, coisas a fazer, compras necessárias, o quanto vou gastando do dinheiro destinado a comida. Por enquanto estou na linha, mas é só janeiro, ainda, né… 🙂
    Tbm anotei alguns objetivos referente à minha saúde e sinto que se não tiver cada uma dessas coisas anotada para depois acompanhá-las com mais observações, não verei os resultados tão claramente. A maior parte das metas é beeem prática, como “não deixar louça dormindo na pia”, e possível de ser realizada se eu mantiver o foco. Acho que a palavra do ano é autocontrole… Bjinhos!!

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    1. Camila

      Oi Valéria!

      Pena mesmo… Mas da próxima vez, nos veremos muito mais.
      Eu sou como você, preciso ter tudo escrito para poder perceber que estou, concretamente, fazendo algo. Parece que se eu não colocar minhas metas no papel, elas simplesmente não existem. Eu sou bem neurótica em relação a cumprir objetivos e todas as mil coisas que quero fazer na vida, no geral, e no dia a dia. Acontece que sempre acabo pensando que não faço nada, que não estou chegando a lugar algum. Aí é ótimo olhar para listas de uns anos atrás. Você realmente percebe que fez, sim, várias coisas. Isso ajuda muito a controlar a ansiedade.
      A minha palavra do ano é autocontrole no desenho dessas metas. Sempre quero fazer absolutamente tudo e acabo por escrever listas absolutamente inatingíveis. LIstas com 10.000 objetivos + 20 passos práticos de como alcançar cada um, hehehe… A minha palavra do ano é, mesmo, uma expressão, uma meta em si: acabar com o perfeccionismo. Assim, eu me decido por objetivos factíveis, possíveis, tanto em qualidade quando quantidade.

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    1. Valéria

      Deixei um novo comentário q não consegui mandar 😦
      Vou tentar de novo.
      Havia escrito referente_ sem s, desculpe!

      Sobre as metas, eu havia comentado que para evitar as listas viagem na maionese, algo q estou fazendo é separar os objetivos por áreas e me concentrar em apenas duas metas para cada uma, mas ainda sim metas práticas! Depois vou tentar ir revisando, algo como: passei dessa fase? Agora sim posso fazer outra meta.

      Eu tinha dito outra coisa tbm, mas não me lembro 😦
      Bjinhos!

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      1. Camila

        Adorei essa idéia, acho que vou adotar. Já estou eu aqui, louca, pensando em colocar cinco metas pelo menos para cada objetivo, hehe… Tenho que repetir um milhão de vezes que o meu foco é evitar as listas viagem na maionese.
        Beijão!

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  4. Pingback: Natal 2011 no interior « ✈

  5. Dayane Andrade

    Muito bom colocar as metas no papel. Eu não tenho este hábito, faço notas mentais… hehehe. Mas, tenho certeza que este ano você vai conseguir concretizar muitos objetivos. Tem um ano inteirinho pela frente! Vamo que vamo!

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  6. Pam

    Só coloquei minhas resoluções de ano novo no papel uma vez, pra nunca mais. Eu tenho o péssimo defeito de não correr atrás das coisas que eu quero, então escrever meus objetivos é somente mais uma forma de frustração. Mas quem sabe eu mudo…

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    1. Camila

      Mas será que, ao visualizar os seus objetivos, você não se sentiria compelida a correr atrás deles? Ou mais organizada, menos ansiosa/estressada? Eu acho que colocar no papel traz um grande benefício indireto, que é o fato de você acabar com a ansiedade e o estresse, pois organizar/gerenciar o tempo combate esses males. Se está no papel, você se sente mais tranquila, mais focada, sabendo o que fazer (e até como e quando fazer) e isso leva embora a ansiedade. Acho que funciona assim comigo.

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  7. Pingback: De volta à Tailândia: Koh Phi Phi Don « ✈

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