Tentativa de chegar à Koh Phi Phi Leh

Koh Phi Phi Don, Krabi, Tailândia

Há vários passeios de bote que saem de Koh Phi Phi Don, a maior das ilhas Phi Phi. Os mais populares, provavelmente, são os que têm o mesmo destino final: Koh Phi Phi Leh, a ilha do Leonardo diCaprio. Na verdade, a ilha onde o filme A Praia foi gravado. As pequenas agências de turismo espalhadas por toda Phi Phi Don se aproveitam da popularidade que a outra ilha ganhou por conta do filme e até colocam fotos do ator nas portas.

Eu queria visitar Phi Phi Leh, lógico, além de praticar snorkeling, já que essa área deve ser uma das melhores do mundo para mergulho e afins.

Eu e Erik embarcamos em um desses passeios. O roteiro era ótimo, incluía uns cinco pontos diferentes e o bote era tipicamente tailandês. Infelizmente, o dia estava encoberto e o sol aparecia preguiçosamente.

Barco típico tailandês

Eu amo passear de barco. A paisagem natural dessa região é um espetáculo e as formações rochosas são incríveis.

Barco de pesca pelo caminho

Não escolhemos um bom dia. Depois de um certo tempo a bordo do bote, o sol preguiçoso se escondeu de vez, o céu nublou e alguns pingos de chuva caiam aqui e ali. Acabamos ficando por menos tempo em alguns pontos. Paramos em uma praia, mas o mar estava tão agitado que o bote não chegava muito perto da areia. A água estava turva e a visibilidade era baixa para snorkeling. Ainda assim, arrisquei-me junto a outras três pessoas a nadar para longe sem pés de pato só para ver umas formações bonitas de coral. Consegui chegar lá, mas ainda assim a visibilidade não era das melhores. O problema foi voltar. Quando eu estava a cerca de uns quatro, cinco metros do bote, acho que peguei uma corrente e não conseguia me mover. Eu nadava, nadava e não saia do lugar. O rapaz que guiava o barco já estava apitando para ir embora. Ao final, consegui subir a bordo, mas depois de fazer sinal para que o barco viesse me buscar. Aqui parece pior do que foi. Na verdade, devo ter passado apenas um minuto dando braçadas sem sucesso. Mas a sensação ficou. Assusta, mas o que estava por vir assusta mais ainda.

O que veio foi uma tempestade em meio ao mar. Esse bote tailandês é um barquinho muito resistente, mas quando enfrenta ondas de cinco metros, a história muda. Imaginem o barco abaixo e uma onde dessa altura na frente dele. Melhor, imaginem estar sentados na parte frontal do bote. Era onde eu estava.

Ondas de cinco metros ou mais de altura

O bote enfrentava as ondas assim, subia, subia, subia até parecer que ia virar. Uma atrás da outra. As pessoas começaram a fica apreensivas, mas eu ainda estava me divertindo. Parecia uma montanha russa. Tudo ficou escuro, chuva, alguns raios. O condutor do bote recebeu uma ligação no celular e, ao invés de seguirmos de volta à Phi Phi Don, retornamos para ajudar uma outra embarcação. Aparentemente, algumas pessoas de um outro grupo como o nosso desapareceram. Não tenho certeza e não vou afirmar que essas excursões perdem turistas em meio a tempestades, mas os condutores estavam bem apreensivos. Não entendo nada da língua, e o pouco que o condutor falou, em Inglês, foi evasivo. Depois dessa “busca”, navegamos e mais e mais ondas. Voltamos de novo, para esperar a tempestade passar. O condutor estava um pouco temeroso e pediu que todos vestissem coletes salva-vidas. Aí, sim, fiquei um tanto assustada. Faltava um colete e justamente o Erik ficou sem. A costa estava sempre do lado direito e não muito longe, então acho que poderíamos nadar até um dessas casinhas caso algo acontecesse:

Não seria como A Praia, mas sim como Náufrago (com casinhas).

Depois de muito sobe e desce e momentos em que o bote, literalmente, surfou as ondas, conseguimos voltar a Koh Phi Phi Don e, logicamente, a ida a Phi Phi Leh foi cancelada. Decepção.

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8 comentários sobre “Tentativa de chegar à Koh Phi Phi Leh

  1. Dayane Andrade

    Meu Deus! Você não me contou isto. Nossa, que emoção! Eu acho que não conseguiria me divertir numa situação desta. Imagina vocês naufragarem… que horror! Mas com certeza é uma experiência que não dá nem para descrever. A representação das ondas de 5 metros de altura me assustaram…rsrsrs. É comum este tipo de tempestade por lá?

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  2. Camila, chorei de rir com a fotinho toda desenhada no Paint tentando demonstrar as ondas. Mas foi perfeito para nós, que estamos do lado de cá, conseguir visualizar a verdadeira ocorrência que se deu. Que aventura! Eu estaria com medo. Considero que muita parte desta falta de medo é retirada pelo insistente pensamento de que, com a gente não vai acontecer nada…
    Mas as fotos mostraram o quanto bonito é o lugar, mesmo sem sol. Árvores bastante altas, paredes rochosas altíssimas e belas também.
    Mas, quando saímos bem de algo, é porque vale a experiência. Sem dúvida.

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    1. Nossa, Carol, você foi direto ao ponto. Muito dessa falta de medo é porque a gente acha que não vai acontecer com a gente. Eu comecei a ficar com medo quando pensei “Não acredito… Será que vai acontecer alguma coisa de verdade?”. Foi aí que fiquei com medo, quando percebi que algo poderia acontecer de fato.
      A fotinho deu o maior trabalho, hehe…

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  3. Pingback: A caminho de Koh Phi Phi Leh novamente « ✈

  4. Nossa Camis, que experiência péssima. Eu tb adoro andar de barco, mas nunca passei por algo assim. Como vc e a Carol disseram o maior erro é achar que nada vai acontecer com a gente. E me partiu o coração imaginando vc ver o Erik sem colete!! Ainda bem que nada de grave aconteceu.

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