Eu sobrevivi à Índia: parte III

Aqui está a terceira parte deste “manual” de sobrevivência à Índia. Segunda parte aqui.

17) Há muitos animais por toda parte.

Isso quer dizer que a natureza está mais próxima das pessoas tanto quanto afastada, esta última impressão simbolizada em como os animais são miseráveis também. Nas ruas, nas cidades e nos campos de arroz, nas vilas, há animais por todo canto, muitos tipos, não apenas animais de companhia.

Gafanhoto em hospedaria (guest house). Pushkar, Rajastão, Índia

18) Direitos animais ou bem-estar animal = zero.

Eu poderia escrever ao menos 100 posts diariamente para o resto da vida sobre direitos animais no mundo. Apesar de certamente haver organizações lidando com o tema na Índia, o mal trato aos animais é flagrante, assim como na Malásia e Tailândia também. E o resto do mundo.

Se você quiser saber como estão os animais em determinado país, olhe para as pessoas. Se estas são miseráveis, tenha certeza que, à luz da hierarquia existente, os animais estarão em condições piores ainda. Mesmo que você não seja muito ligado(a) a essas questões, você vai sentir vontade de chorar ao ver o estado dos milhares de cachorros de rua.

Este até que está bem. Varanasi, Uttar Pradesh, Índia

19) Há diferentes tipos de vegetarianismo.

Algumas pessoas são totalmente vegetarianas, outras comem muitos tipos de carne e apenas substituíram a carne de vaca pela de cordeiro (mutton). Cordeiro é muito comum em cardápios, pelas ruas, pelas casas… A vaca foi substituída pelo cordeiro.

Nós somos a carne de vaca. Pushkar, Rajastão, Índia

20) Você vai ter que comer comida vegetariana.

Ainda assim, apesar de muitas pessoas comerem cordeiro, frango, peixe e outros tipos de carne, a grande maioria dos indianos é vegetariana, por diferentes motivos: casta, religião, pobreza (vegetais são mais baratos, não?) e outras.

A culinária indiana é incrível e extremamente diversificada. Eles têm muita tradição em cozinhar comida vegetariana e sabem usar legumes, temperos e grãos como ninguém. Por isso, não coma chicken curry (frango ao curry) todos os dias até enjoar. Aventure-se pela cozinha vegetariana. Alguém pode dizer que isto é propaganda de uma vegetariana. Não. Isto é um apelo a abertura de horizontes, ao novo, a tentar experimentar a cultura de lugar pela sua comida.

Mesmo que não seja pela experiência em si, você vai acabar comendo comida vegetariana de qualquer jeito, afinal, é difícil encontrar carne (animais para comer) em muitos lugares.

Deliciosa kofta com pão naan. Udaipur, Rajastão, Índia

21) Não tenha medo de comer em restaurantes sujinhos e barracas de rua.

Sim, isso requer coragem, mas é recompensador. O ideal é usar o bom senso e se arriscar um pouco. Há pessoas que simplesmente não poderiam provar nada por medo de que haja contaminação por sei lá o que. É claro que isso é uma realidade, mas há tantos restaurantes simples, deliciosos e que oferecem pratos principais por cinco reais para dois que não dá para ignorar. Não deixe de experimentar as samosas vendidas nos trens. Geralmente estão velhas, mas são uma delícia.

O famoso homem dos omeletes de Jodhpur, Rajastão, Índia.

22) Você vai encontrar produtos para ficar branco.

Assim como na Malásia e na Tailândia, há muitos produtos para clarear a pele. Os slogans são descarados e prometem “branquear” a pele. É muito claro, pelos filmes, publicidade, pôsteres, outdoors e programação da TV que, quanto mais branca é a pessoa, mais bonita.

Estrelas brancas de Bollywood
Pessoas comuns. Jodhpur, Rajastão, Índia
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12 comentários sobre “Eu sobrevivi à Índia: parte III

  1. Cecilia

    Oi Camila, Acabei de me atualizar no seu blog e só posso dizer que sua vida está cheia de experiências e visões ricas de outras culturas e outras realidades…Seus textos continuam envolventes e suas fotos excepcionais, realmente os seus leitores se sentem transportados para sua viagem…muito legal ! Adorei saber dos seus cursos e das suas novas metas, não pára nunca…rsss
    Preciso te mandar um email contando algumas novidades…
    Beijos, Cecilia

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    1. Obrigado, Ce! Que bom que gostou das coisas que andei postando por aqui. Pois é, muitas experiências para contar, mas eu fiquei mesmo curiosa de saber das suas novidades… Aguardo o e-mail então.
      Beijão!

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  2. valhernandorena

    Poxa, quando vi a foto do Houseful 2, já imaginei que haveria todo um conjunto de links para as atuações de nossos extras favoritos, ou uma fotinho, quem sabe… um comentário… hehe bjos!

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    1. Hehhehe, ainda vai demorar um pouco para eu fazer um post sobre a minha carreira cinematográfica. Vai ser quando eu escrever sobre Agra. Essa foto é para dar um gostinho apenas.
      Beijão!

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  3. Lou

    Vou ter que ser honesta e dizer que eu não seguiria sua dica número 21. Eu perdi frescura de muita coisa viajando e me adapto fácil às situações, mas se tem uma coisa que acho que nunca vai mudar é frescura com comida haha. Eu tenho pavor, acho que é até uma fobia, de passar mal por causa de comida. Nunca passei pq sou uma freak de tão cuidadosa (exceto quando era criança né) e não pretendo passar.

    Adorei as fotos!! Que fofos os cordeirinhos. É tão triste pensar nos animais maltratados.

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  4. Pingback: Eu sobrevivi à Índia: parte IV « ✈

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