Brasileiros aceitam tortura

Nesses momentos, tenho vergonha do Brasil.

andre dahmer

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5 comentários sobre “Brasileiros aceitam tortura

  1. LUIZ CLAUDIO PONTES

    Cuidado com o que você lê na imprensa “murdochiana” brasileira nesse momento. Os blogs “sujos” daqui são bem mais confiáveis. Sugiro o ADVIVO e VIOMUNDO . Ambos são produzidos por ex-correspondentes internacionais dos maiores – não melhores – veículos de comunicação brasileiros.

    Vai aí um bom motivo para você e a Índia terem orgulho – ou não terem vergonha – do Brasil.
    Como você deve saber, os indianos sofrem bastante com essa doença horrível.
    Leia a matéria abaixo.

    Brasil desenvolve vacina contra esquistossomose
    Enviado por luisnassif, qua, 13/06/2012 – 19:00
    Por zanuja castelo branco
    De Agência Brasil

    Brasil desenvolve vacina contra esquistossomose e promete imunização mundial em até cinco anos

    Gilberto Costa

    Brasília – O Brasil criou e vai produzir a vacina contra esquistossomose, doença crônica causada pelo parasitaSchistosoma encontrado em áreas sem saneamento básico. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou hoje (12), no Rio de Janeiro, os resultados dos testes clínicos de segurança da vacina desenvolvida pelo Laboratório Esquistossomose Experimental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

    A descoberta é, na avaliação da Fiocruz, um grande feito dos cientistas brasileiros, uma vez que a doença afeta 200 milhões de pessoas em áreas pobres e tem potencial para atingir um universo de 800 milhões de pessoas expostas aos riscos de contágio no Brasil (principalmente no Nordeste e em Minas Gerais), nos países africanos e na América Central.

    A esquistossomose é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda doença parasitária mais devastadora, atrás apenas da malária. “É uma doença dos países pobres, associada à miséria”, resume Miriam Tendler, chefe do Laboratório Esquistossomose Experimental em entrevista à Agência Brasil. Ela calcula que, no prazo máximo de cinco anos, seja possível imunizar a população dos locais onde ocorre a endemia.

    O anúncio feito no Rio é relativo à fase de testes de segurança e eficácia da vacina – exigidos antes da liberação para produção em grande escala. Vinte voluntários participaram dos testes no Brasil que confirmaram a segurança da vacina, cuja eficiência já havia sido comprovada em laboratório com mamíferos.

    “A gente tem informações associadas à eficácia que são a imunogenicidade. Ela induziu uma excelente resposta imunológica, que é o que queremos dos indivíduos vacinados”, disse Miriam Tendler.

    Segundo a pesquisadora, além de eficiente, “é uma vacina segura”. Para ela, “essa segurança é o maior atributo de uma vacina. Só a partir da confirmação da segurança é que se pode fazer testes em mais larga escala”, explicou. Os testes em larga escala serão feitos no Brasil e na África.

    As pesquisas para produção da vacina contra esquistossomose tiveram início em 1975 na Fundação Osvaldo Cruz. Na primeira década de pesquisas, os cientistas brasileiros conseguiram identificar o princípio ativo que poderia exercer efeito farmacológico contra o parasita. Na segunda década de trabalho foi identificada a proteína (S14), também presente em outros parasitas. Essa constatação dá a possibilidade de se produzir uma vacina polivalente – ou seja, que serve para a prevenção de outras doenças parasitárias, inclusive aquelas que atingem gado de corte.

    Na década de 1990, o Brasil deposita a primeira patente com as descobertas e nos anos 2000, por meio de parceria público privada (PPP) e com apoio da Financiadora de Projetos (Finep) cria-se um modelo de negócio que permitiu a industrialização da vacina cuja segurança foi anunciada hoje.

    Miriam Tendler calcula que os resultados já poderiam ter sido obtidos há dez anos e atribui a longa trajetória da pesquisa a problemas de descontinuidade de financiamento e de arranjo institucional. “Para você efetivamente fazer um produto de dentro de uma instituição acadêmica é uma coisa muito complexa e complicada. Então as parcerias [PPP, possíveis após a Lei nº 11.079/2004] são fundamentais.” A pesquisadora não sabe quanto custou o desenvolvimento da vacina ao longo de mais de três décadas.

    A esquistossomose (também conhecida no meio científico como bilharzíase) é causada por seis espécies do parasita Schistosoma. O ciclo típico da doença tem início com a contaminação da água por fezes humanas infectadas com ovos do parasita transformados em miracídios (larvas). Essas larvas contagiam caramujos, se multiplicam, voltam à água e infectam as pessoas pela pele.

    As pessoas contaminadas podem sentir dores de cabeça, fraqueza, falta de ar, dor abdominal, diarreia e tosse com sangue. A doença pode afetar o fígado, os rins, a bexiga, os pulmões, a medula e o cérebro e levar à morte. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários. Mesmo após o tratamento é possível nova contaminação.

    Edição: Lílian Beraldo

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    1. Luiz,

      Essa informação de que os brasileiros aprovam o uso de tortura para a obtenção de provas em investigações é parte dos resultados de um estudo do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Não é invenção dos jornalões nem das revistas semanais.

      Eu não sou mesmo do tipo que muda para o exterior e acha que o Brasil é uma merda. Pelo contrário, amo o meu país e é por isso mesmo que sinto vergonha de saber que quase metade da população diz aceitar o uso de práticas de tortura. É, sim, motivo de muita vergonha. Assim como a questão da vacina contra a esquistossomose é motivo de orgulho.

      Abraços!

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  2. LUIZ CLAUDIO PONTES

    Amiga, sei que a prática da tortura por aqui é largamente utilizada pela polícia em todo o território nacional e que ela deriva, sobretudo da utilização que o estado fez do aparato de segurança, principalmente após 64, a ponto de um ex-presidente do Golpe Militar – Pedro Aleixo – se manifestar contra o AI-5, dizendo que a promulgação do Ato o levaria a ter medo de um simples “guarda de esquina”.
    Só te respondi ao post com uma boa notícia sobre o Brasil, porque a imprensa daqui – que enriqueceu com a ditadura – veiculou a pesquisa da USP como forma de satanizar a possível negligência do atual governo em relação aos direitos humanos. Vivemos hoje no Brasil uma ditadura das comunicações, onde os grandes monopólios da mídia se colocam como partidos de oposição, assim como ocorre com a FOX do Sr. Murdoch, lá nos EUA. A imprensa daqui tem assumido práticas golpistas que envolvem espionagem, alianças com o crime organizado e perseguição a jornalistas que dela discordam. Trabalhar na grande mídia brasileira tem sido uma “tortura” para os bons profissionais. Sei que nosso país está longe de ter a qualidade de vida das nações desenvolvidas da Europa, mas o avanço aqui conseguido nos últimos anos no campo social, faz com que tenhamos esperança de que a tortura em nossos cárceres e em nossas ruas seja definitivamente banida daqui a algum tempo.
    PS1: Vale dizer que saiu aqui no Brasil um livro intitulado Memórias de uma Guerra Suja. Ele é o depoimento de um ex-delegado do DOPS que “arrependido”, conta a dois jornalistas – em detalhes – o que acontecia nos porões da ditadura. É chocante. A gente fica entre a náusea e a cólera depois de ter contato com esse livro. No entanto, uma das partes mais lamentáveis desses relatos, são as passagens em que o delegado narra a íntima ligação das maiores empresas de comunicação brasileiras com o aparato da tortura. Não é para menos que a grande mídia nacional ignorou – e até escondeu – o grande sucesso do livro, assim como tem camuflado o terrorismo de estado praticado contra os estudantes da USP pelo governo de S. Paulo, por intermédio de um reitor simpático à repressão e que apoiou a ditadura.
    PS2: Seu blog é soft. Perdoe-me se eu o recheei com assuntos tão pesados. Não irei fazê-lo novamente. Prometo.
    Desculpe-me.
    Forte Abraço

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