Cenas de Udaipur I: arte e o maior turbante do mundo

Após Jodhpur, rumei a mais uma cidade de nome parecido, Udaipur:

Udaipur é uma cidade bem preparada para receber mochileiros. Uma impressão geral que tive, após visitar tantas cidades em regiões distintas, é que os indianos aprenderam a capitalizar sobre os viajantes classe média “hippies” que invadem todas essas cidades  – eu e Erik inclusos. Eles estão certos mesmo. Não faltam restaurantes com apelo para esse público em Udaipur. A questão é que é difícil para os indianos, maioria bem simples, que nunca deixaram a região, entender todas as demandas dos viajantes ocidentais. Assim, quando você pedir uma pizza, por exemplo, não espere nada no terreno do conhecido. Ainda nesse exemplo, o que vale a pena é comer a d-e-l-i-c-i-o-s-a comida indiana. Esse exemplo se estende a outras áreas. Os restaurantes Subways das maiores cidades servem para aquela escapadela estratégica quando tudo ficar muito intenso e caótico.

Rua de Udaipur e seus inúmeros restaurantes para turistas/mochileiros

A cidade, conhecida como a Cidade dos Lagos, fica à beira do Lago Pichola, artificial:

Udaipur, Rajastão
Lago Pichola

No lago fica uma ilha, chamada Jag Niwas, à qual abriga o Palácio do Lago, uma residência de verão do Maharana Jagat Singh II, 62 sucessor da dinastia real Mewar e governante de Udaipur de 1628 a 1654 (está tudo lá na Wikipedia). Agora o palácio é um luxuoso hotel:

Hotel Palácio do Lago
Gangori Ghat

Nesse ghat, conhecemos um casal que morava nos arredores da cidade. Vi todo o álbum de fotos da família e da casa humilde que tentavam acabar de construir no deserto (não se esqueçam que estamos no Rajastão, área desértica). Ele dava aulas de música e ela vendia jóias/bijuterias típicas.

Menina no Gangori Ghat

Ao pé desse ghat, fica o Bagore-ki-Haveli, uma haveli onde se localiza um museu com uma coleção linda de bonecos e um show artístico à noite.

Bagore-ki-Haveli
Coleção de bonecos (eu queria todos)

Adoro os tecidos.

Há também outros itens…

… incluindo o maior turbante do mundo!

O maior turbante do mundo
Show artístico – Dharohar

Dharohar é um concerto musical que acontece no local todas as noites, com performances que mostram sete danças tradicionais rajastanis.

Dança Gavri, pela tribo Bheel, uma luta entre uma deusa e um demônio

Dança Chari, tradicional da comunidade Gujjar do norte do Rajastão

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4 comentários sobre “Cenas de Udaipur I: arte e o maior turbante do mundo

  1. Noooooooooooooosssa AMEI esse post!
    As fotos dos bonecos…que lindos, quão bem feitos e bem trabalhados, ricos em detalhes. Deve ter sido super interessante estar em um lugar cheio deles, enfeitando mesmo a sala. Os elefantes lindos também.
    A sua foto com o maior turbante do mundo ficou uma graça, espontânea.
    Sempre gostei de assistir danças e ouvir as músicas diferentes em plena rua, pena que isso tem tão pouco aqui no Brasil, e quando tem são aqueles argentinos cantando Guantanamera cheios de flautas velhas…hahahaha
    Lindas as roupas dos atores, a maquiagem…fico imaginando o quanto curtiram o espetáculo.

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    1. HAHAHA, mas eu gosto das apresentações Guantanamera! Sempre paro para ouvir.
      É muito legal mesmo assistir esses espetáculos, mas não foi na rua, não. Foi no mesmo lugar onde os bonecos estão, só que à noite.

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  2. Pingback: O forte Kumbhalgarh «

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