Onde eu gostaria de morar: Greenwich Village

Ok, o bairro já sofreu uma tremenda gentrificação e hoje abriga a classe média-alta de Nova York, mas ainda assim, é um bairro delicioso, arborizado, com lojinhas muito legais e acima de tudo, uma história cultural fantástica. O Greenwich Village fica ao norte do SoHo.

Por que eu gostaria de morar lá?

Greenwich Village é conhecida por ser um paraíso para artistas desde o final do século 19. Da Wikipedia (com meus negritos):

“The Village hosted the first racially integrated night club in the United States,[21] when the nightclub Café Society was opened in 1938 at 1 Sheridan Square[22] by Barney Josephson. Café Society showcased African American talent and was intended to be an American version of the political cabarets Josephson had seen in Europe before World War II. Notable performers there included among others: Pearl Bailey, Count Basie, Nat King Cole, John Coltrane, Miles Davis, Ella Fitzgerald, Coleman Hawkins, Billie Holiday, Lena Horne, Burl Ives, Leadbelly, Anita O’Day, Charlie Parker, Les Paul and Mary Ford, Paul Robeson, Kay Starr, Art Tatum, Sarah Vaughan, Dinah Washington, Josh White, Teddy Wilson, Lester Young, and The Weavers, who also in Christmas 1949, played at the Village Vanguard.

The Village again became important to the bohemian scene during the 1950s, when the Beat Generation focused their energies there. Fleeing from what they saw as oppressive social conformity, a loose collection of writers, poets, artists, and students (later known as the Beats) and the Beatniks, moved to Greenwich Village, and to North Beach in San Francisco, in many ways creating the east coast-west coast predecessor to the Haight-AshburyEast Village hippie scene of the next decade. The Village (and surrounding New York City) would later play central roles in the writings of, among others, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William S. Burroughs, James Baldwin, Truman Capote, Marianne Moore, Maya Angelou, Rod McKuen, and Dylan Thomas, who collapsed at the Chelsea Hotel and died at St. Vincents Hospital at 170 West 12th Street, in the Village after drinking at the White Horse Tavern on November 5, 1953.

[…]

The Village had a cutting-edge cabaret and music scene. The Village Gate, the Village Vanguard and The Blue Note (since 1981), hosted some of the biggest names in jazz on a regular basis. Greenwich Village also played a major role in the development of the folk music scene of the 1960s. Music clubs included Gerde’s Folk City, The Bitter End, Cafe Au Go Go, Cafe Wha?, The Gaslight Cafe and the Bottom Line. Three of the four members of The Mamas & the Papas met there. Guitarist and folk singer Dave Van Ronk lived there for many years. Village resident and cultural icon Bob Dylan by the mid-60s became one of the foremost popular songwriters in the world, and often developments in Greenwich Village would influence the simultaneously occurring folk rock movement in San Francisco and elsewhere, and vice versa. Dozens of other cultural and popular icons got their start in the Village’s nightclub, theater, and coffeehouse scene during the 1950s, 1960s, and early 1970s, notably besides Bob Dylan, there were Jimi Hendrix, Barbra Streisand, Peter, Paul, and Mary, Bette Midler, The Lovin’ Spoonful, Simon & Garfunkel, Liza Minnelli, Jackson Browne, James Taylor, Eric Andersen, Joan Baez, The Velvet Underground, The Kingston Trio, Carly Simon, Richie Havens, Maria Muldaur, Tom Paxton, Janis Ian, Phil Ochs, Joni Mitchell, Laura Nyro, and Nina Simone among others. The Greenwich Village of the 1950s and 1960s was at the center of Jane Jacobs‘s book The Death and Life of Great American Cities, which defended it and similar communities, while critiquing common urban renewal policies of the time.”

Fonte: Robert Otter
Capa do segundo disco de Bob Dylan tem Greenwich Village como cenário.

Esse disco é muito bom. Aqui vão duas indicações de faixas, sem considerar as conhecidíssimas “Blowing in the Wind” e “A Hard Rain’s A-Gonna Fall”:

Girl from the North Country

Tem também “Don’t Think Twice It’s Alright” e “I Shall Be Free”, mas o site SoundCloud não me deixa mais fazer uploads para colocá-las aqui. Eu também não achei as versões originais no You Tube. Quem quiser, é só me pedir e eu envio até o disco todo em mp3.

Até Raulzito morou lá em seu exílio. Imaginem se eu não gostaria de viver lá também, mesmo que esses tempos já tenham ido embora…

Raul Seixas

Medo da Chuva, do álbum Gita, dos tempos da foto acima:

Greenwich Village hoje
Greenwich Village

Avenida adjacente ao bairro

14 comentários sobre “Onde eu gostaria de morar: Greenwich Village

  1. Cássia

    Oi Camila, acompanho seu blog já tem um tempinho mas fiquei curiosa pra saber onde tudo começou? Porque você saiu aqui do Brasil ? Não sei se já falou isso em algum lugar aqui mas não consegui achar! Beijo, adoro seu blog!

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    1. Oi Cássia!

      Desculpe a demora em responder. Seu comentário caiu no spam e eu não checo essa caixa de spams frequentemente.

      Obrigado por acompanhar, fico muito feliz que goste do blog!

      Tudo começou quando eu conheci um bofiscândalo sueco em São Paulo. Eu estava fazendo um happy hour com amigos em um barzinho e ele estava lá, de férias. Nós nos conhecemos e foi tudo muito rápido. Depois de um mês ele voltou para a Suécia e, mais um mês adiante, foi a minha vez.

      Depois de eu ter me mudado para a Suécia, meu namorado e eu começamos a fazer muitas viagens. Aproveitamos as circunstâncias.

      A página do “Sobre” está incompleta mesmo, não tive muita paciência. Vou escrever algo mais claro.

      Um beijo,
      Camila

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  2. Valéria H.

    Que legal este post, Camila 🙂 Adoro quando há indicações musicais!
    Este lugar parece ser muito inspirador, é a sua cara. Acho legal termos essas aspirações, é mais ou menos como acontece com meu sobrinho Renatinho… Quando ele tinha dois anos, ele queria o barco do Imaginext. Aos três anos ele ainda queria muito… Aos quatro ele continua falando no mesmo brinquedo! Não é apenas uma vontade temporária pq ele viu na TV… Nesse Natal ele vai ganhar… 🙂 Acho que é como falávamos antes, quando queremos algo por bastante tempo, geralmente é um desejo genuíno e não devemos ignorá-lo 🙂

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    1. Concordo! Eu acho que o Renatinho é muito esperto. Ele sabe que se desejarmos de verdade, acontece. Eu meio que acredito na lei de atração, sabe? Lembra de The Secret, falávamos tanto disso na Wizard, hehehe…

      Eu, quando criança, quis muito um monstrengo chamado Neb. Era um alienígena para brincar de operação. Dava para abrir a cabeça, a barriga, tinha órgãos com gosma verde dentro dele. Eu queria tanto que até escrevi uma cartinha para a Xuxa – lembra daquela parte do programa que ela sorteava brinquedos? Eu nunca ganhei o Neb, foi a maior frustração. Ninguém queria me dar porque achavam horroroso.

      Dá uma olhada aqui:
      http://www.trash80s.com.br/2009/12/ta-lembrado-o-monstrinho-de-brinquedo-neb/

      É engraçado como eu ainda me lembro tanto disso. Por isso que o Renatinho vai ficar bem feliz com esse brinquedo que ele quer. 🙂

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  3. Este post é daqueles bem interativos e gostosos de acompanhar. Adorei tudo, as indicações, as explicações sobre os artistas e suas músicas e influências.
    Sei muuuuuuuuuuuito bem o quanto gostaria de morar aí sim, e vejo isso em um futuro próximo. Vc vai conseguir…é isso aí, realize!
    As fotos estão maravilhosas, e gostei muito de ver uma tua e uma do Erik. Adorei demais a que tem um rapaz com o seu cachorrinho e uma de uma moça sentada em um café. São fotos bastante artísticas.

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    1. Não resisti a do rapaz com o cachorrinho. Eu falei com ele e mexi no puculinho. Ele era muito novinho, desses que vão ficar grandes e as patolas estão bem molinhas ainda. Ele era uma graça, muito teimoso, não fazia nada do que o rapaz falava. Essa foto foi tirada justamente quando ele se recusava a andar. Ele sentou, empacou e não queria sair dali. O rapaz estava todo sem graça, não sabia o que fazer.

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  4. Pingback: Onde eu quero definitivamente morar: Los Angeles «

  5. Demais este post!
    1. “bohemian scene” – sua cara;
    2. Renatinho mesmo pequeno já surpreendendo a tia coruja
    3. Só vc mesmo pra querer um brinquedo como o Ned hauahuah imagino seus pais se recusando a comprar !
    4. Eu tb cliquei no link gentrificação hauhau
    5. Melhores comentários de moda vindos da Carol….
    6. adoraria ir em um club assim para ouvir jazz…a gente já importa tanta porcaria da cultura america, poderíamos copiar algo de interessante…
    bjo

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    1. Hehehe, adoro esse estilo de comentário. Vou copiar.

      SEMPRE quis o Neb e ainda quero. Vou comprar no Mercado Livre. Vi um intacto, na caixa, por 400 reais. Muito caro.

      Eu coloquei o link para clarear o conceito, né? Eu também aprendi isso há pouco tempo. O Erik começou a falar disso e eu me fiz de entendida, mas depois procurei online, uahhuahauha…

      Carol é uma grande entendedora de moda. 😉

      Então, falando em um club de jazz, tem dois muuuuuuito bons em SP: o Kabul (amo, tem noites de música cubana também – fácil de chegar, bem perto da Consolação) e o Teta. Valem muito a pena.

      Bjs!

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  6. Pingback: Still room at the (Stonewall) Inn | Women and Words

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