Perguntas de dezembro 2012

Além do Lou in Wonderland, a fantástica Louise Horstmann tem também o Happiness Box, blog sobre a sua busca por felicidade e as coisas que ela tem aprendido no caminho. Ela começou recentemente a postar uma série de 10 perguntas para cada mês, tiradas de uma agenda de cinco anos. Há uma pergunta por dia e ela escolhe as melhores. Eu respondi as 10 de dezembro honestamente, mas acima de tudo, espontaneamente, sem pensar demais. Gostei do exercício e resolvi registrá-lo aqui. Tudo esta em Inglês, pois o Happiness Box é escrito nessa língua.

Perguntas:

    1. On a scale of one to ten, how happy are you?
      What made you choose that number? Is there something you can do to improve it?
    2. Who do you miss?
      Think of ways you can contact this person more. Maybe you can go visit in 2013.
    3. What is your most recent act of generosity?
      Helping other people is proved to have an effect on happiness.
    4. Where do you find joy?
    5. What are your top three wishes?
      Maybe you can turn them into your New Year’s Resolutions.
    6. Why are you impressive?
      Thinking positively about yourself will boost your self-esteem.
    7. If you had to move to a new city, where would you move?
      It’s good to know what kind of place you like to live and why. It makes you realize your priorities.
    8. If you could be the best at anything, what would it be?
      Maybe you won’t be the best in the world but you can spend more time working on this skill.
    9. When was the last time you felt at peace?
      It’s always good to go back to places or moments when you feel at peace, even in meditation.
    10. What is your most cherished memory this year?
      Remembering good moments can boost your happiness.

Respostas:

1) 6

2) Almost everybody in Brazil and England. My parents, my sister, my dogs, some good friends, and fun acquaintances. I have to travel in order to visit them or talk via skype. Chat. Write e-mails.

Teco, Pepe, Pingo e Caco ao sol na Fonte do Sapo, Santos, SP
Teco, Pepe, Pingo e Caco ao sol na Fonte do Sapo, Santos, SP

3) Doing all the work at home on my own so that my partner could dedicate a 100% of his time on studies for the finals. And still plan a huge birthday surprise in the meanwhile. By work I meant moving things back into my place after 6 months abroad. : /

4) Reading, cooking, drinking and being with Erik.

Riding a bike with Erik in Pushkar, India
Riding a bike with Erik in Pushkar, India

5) One: find a job in something I believe in, something important for people and the world. Feel that I am being paid to do something I would for free.

Two: Be happy in Sweden.

Three: Discover which path to take to achieve number one and two.

6) I am impressive because I took the challenge of moving to a foreign country.

7) Finding this out is part of my 5 year plan. I still don’t know. There’s got to be good weather with defined seasons, a lot of sun, but a real winter too (or at least the possibility of traveling to see a real winter once in a while). A place where there are good fresh vegetables and fruits in abundance all year, where people are friendly and fun. A place that is by the sea, but not far from a big city and its entertainments.

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8) I would like to be the best in everything I do. I know it sounds megalomaniac.

9) On top of the Sukkertoppen mountain in Ålesund, Norway.

Ar fresco...
Ålesund, Noruega

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10) The trip to the US.

Los Angeles, EUA
Los Angeles, EUA
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9 comentários sobre “Perguntas de dezembro 2012

  1. Valéria H.

    Ei, Camis!
    Adoro essas perguntas que a Louise deixa no happiness-box! Esse livro Q&A deve ser ótimo, assim como o Listography… Achei super legal como você respondeu a todas as perguntas de maneira bem direta e sucinta. Eu tentei responder também, mas faltou objetividade… fiz umas respostas enormes para as primeiras e para as outras estou pensando eternamente… hehe… É difícil ir ao ponto como vc fez! Acho que isso é muito bom, mostra que você tem muitas coisas claras na cabeça, o que já não é meu caso nem para começar!!
    Essa fotos dos salsichinhas são demaaais! Destaque para o Pepe e boina, claro! d:)
    Achei muito fofa a número 3. Dizer “eu te amo” é fácil, fazer coisas como você fez é a expressão do amor de verdade, né? Estou meio piegas hoje… hehehe… ou sempre, nasci assim mesmo… hehe… Bom, mas adorei ler isso, no final é por essas coisas que vamos nos lembrar de quem amamos, pelas ações.
    A sua resposta 5 é muito do que eu queria para mim também… Tentei pensar em trabalhos que eu faria mesmo sem ser paga para isso e que influenciariam outras pessoas positivamente, e me vêm a mente estes:
    – Por incrível que pareça, dar aula. Acho que entre inglês e português, eu preferia dar aula de português. Conseguir fazer com que a língua materna, leitura, interpretação de texto sejam bem abordados entre crianças e adolescentes é dar uma grande contribuição humana, não é? Até mesmo dar aulas para crianças no ensino básico, mas isso envolveria fazer outra faculdade. A parte difícil é que tudo isso está no plano da minha cabeça, tenho medo de ficar com toda essa ilusão e chegar lá à sala de aula e os alunos serem inatingíveis, sabe aquela imagem de alunos em escolas públicas que não estão preparados ou vivem situações sociais caóticas e descontam nos professores ou então os de escola particular que acham que são seu “patrão”? Então, não sei se eu saberia como agir. Não tenho a pretensão de ser o Morgan Freeman em Meu Mestre, Minha Vida (procurei o nome do filme, é aquele em q ele dá aula em uma escola em um bairro complicado, em que os jovens estão inseridos no tráfico de drogas em situações violetas etc., ele vai lá, revoluciona tudo e todos o amam). Só queria ser professora mesmo, compartilhar histórias, leituras, não precisava ser mais do que isso!! Acho que já seria ótimo…
    – Traduzir textos relevantes, como livros de arte, literatura, pesquisas, biografias importantes, textos sobre história, sociologia… Chegar a isso é bem difícil, eu teria que começar de alguma forma que não sei exatamente qual, mas talvez enviando cvs para todas as editoras do mundo e tentar fazer bem um teste, não sei. Já pensei em fazer uma pós em tradução para ver se conheço mais pessoas da área, algumas prometem fornecer testes de editoras, coisas do tipo.
    – Trabalhar com pesquisas. Adorei meu TCC e acho que gostaria de viver pesquisando História, literatura, encontrando relações entre a obra de diferentes autores e entre fatos históricos.
    – Algo relacionado a criação artística, mas essa parte é mais difícil, porque envolve algo que eu teria de começar do zero e na verdade não tenho naturalmente um talento perceptível nessa área. Teria de aprender algo, me dedicar. Não é impossível, eu poderia voltar a estudar piano, ou fazer aulas de pintura, sei lá. Agora até virar um “trabalho”, isso sim é complicado, mas queria algum dia tentar compor uma música ou pintar quadros, da melhor maneira que eu puder, não só como um simples passatempo. Mesmo que não haja retorno financeiro, gostaria de dar meu melhor nessa área. Acho que seria muito recompensador de qualquer forma!
    Talvez eu precisasse de um foco ou tentar pôr na balança o que mais quero fazer, o que é mais viável. Gostaria de dar aula em escola, fazer faculdade de pedagogia, ou fazer pós-graduação em tradução e me envolver nessa área, ou tentar buscar aulas como aluno especial visando ao mestrado, ou estudar arte? Talvez eu ainda possa fazer tudo isso na minha vida, mas preciso escolher por onde começar e o tempo é uma questão importante! A necessidade do dinheiro tbm é escravizante… ou os trabalhos mal remunerados são um grande problema em nossa vida… hehe… Eu preciso uma quantia x todo mês para pagar aluguel etc (estou sempre falando isso, né?) e acho que dar aula não me garantiria esse mínimo. Se dar aula em um período na escola garantisse essas necessidades básicas, seria ótimo, pq eu poderia então me dedicar a todas essas outras coisas, seria apenas uma questão de anos! Você me fez refletir bastante com esse post… Engraçado como às vezes precisamos pôr os pensamentos em palavras para eles parecerem mais concretos, né?
    Acho legais trabalhos humanitários, gostaria de fazer algo, mas aí seria mais voluntariamente. Camis, consigo pensar você trabalhando na sua área e sendo feliz 🙂 Jornalismo é tão amplo, imagino que você se envolveria bastante se fosse um trabalho relevante. Há uma menina que era da sala do Eduardo no Liceu, que é jornalista e ela fez uma viagem para a Palestina, fez entrevistas, pesquisou os conflitos israelo-palestinos e lançou um livro mais sobre o ponto de vista palestino, imagino você gostando de fazer algo assim, estou errada? Hoje ela trabalha no Observatório da Educação, de uma Ong., imagino você lá tbm… hehe
    Você é uma boa professora, talvez uma carreira acadêmica tbm fosse legal. Vc escreve muito bem, adoraria ler romances escritos por você!!! Já pensou? Ou ensaios, talvez… é algo para pensar, hein!
    A parte two, é só tirar o Sweden para mim… hehe… ser feliz é um grande desafio… eu odeio quando me vejo inventando paranoias (não q vc faça isso, mas eu faço todo o tempo!). Sabe, fico me comparando às pessoas, é horrível. Eu queria ser feliz sendo eu mesma, sem querer ser nenhuma outra pessoa, nem invejando nada de ninguém. Nossa, é tanto autocontrole q eu preciso ter a todo tempo, para não surtar…
    Aceitar o desafio que você aceitou realmente fez de você alguém muito impressive!! Fico imaginando o que você sentiu que a impulsionou a ter essa coragem. Um sentimento maravilhoso, certamente. 🙂
    ADOREI o 8! Hehehehehe Aliás, isso é algo que não gosto muito no meu trabalho atual… eu não quero ser a melhor… eu só quero ir lá, fazer as coisinhas, voltar e receber o pagamento de 15 em 15 dias… isso me faz surtar às vzs, mas então penso que é passageiro… só q eu preciso tomar conta da minha vida, ou nunca vai ser só passageiro!! Minhas contas já se acertaram, agora preciso pensar em como agir daqui p/ frente, estou um pco mais livre para escolher…
    Camis, adorei o post e suas respostas… Talvez não seja o melhor ficar falando só sobre mim o tempo todo no comentário, mas imagina tipo um dialogo, vc falou uns no post e eu falei os outros aqui… hehe
    Beijinhos, preciso comentar o outro post!! Fiquei pensando tanto nele, se não responder lá, vai ser estranho!!

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    1. Nossa, Valéria, obrigada pelo comentário gigante. Adorei! Há muito o que comentar no seu comentário, mas vou ser sucinta, hehe.
      Sabe, Valéria, eu decidi ir direto ao ponto deliberadamente mesmo. Eu sei que não tenho muita objetividade e penso demais, por isso eu queria fazer este exercício de colocar para fora as respostas não pensadas, que vêm direto da alma mesmo. No fundo, por mais que a gente enrole e analise mil ângulos de um determinado assunto, a gente sempre sabe mais ou menos o que quer. Ou pelo menos como nos sentimos em relação às coisas da vida. Eu acho que você deveria tentar o mesmo exercício no próximo post de Q&A.

      Quanto a número 3, se tem uma coisa que já aprendi em relação ao amor, é que ele não é assim esse ser externo a nós. Ele é algo que, depois de um tempo, tem que ser contruído no dia-a-dia mesmo, e isso na prática, por ações concretas. Eu não acho saudável essa atitude de que o amor acontece e continua acontencendo. De fato aconteceu na minha vida, passei a acreditar em amor à primeira vista, mas para continuar acontecendo, depende de ações concretas mesmo. Eu conversei sobre isso com a Louise em Londres e ela me falou uma coisa muito esperta que sua mãe a disse: a de que os casais chegam a um ponto que é estratégico. Se não se cultivar o amor na prática, ao chegar a esse ponto, o amor morre, o relacionamento acaba. É um ponto sutil entre continuar apaixonado e desapaixonar-se.

      Quanto a trabalho, achei as suas considerações muito realistas, acho que você também tem as coisas claras na cabeça, mais do que pensa. Você já releu o que escreveu? Deveria servir de guia para as suas próximas escolhas, pois ao menos as áreas que você gosta estão delineadas. E você já parou para pensar que pode fazer todas ao mesmo tempo? O bom da sua área é que dá, sim, para conciliar traduções, aulas, pesquisa e criação artística. Talvez o conselho que você me deu também sirva para você: carreira acadêmica.

      Eu sei que poderia ser feliz na minha área, jornalismo, mas apenas se fosse algo relevante. No meu último ano de faculdade, eu já estava cheia da área, não sentia vontade nenhuma de trabalhar em jornal diário. Eu não tenho vontade nenhuma de fazer esse lixo de jornalismo de hoje. Às vezes eu considero a carreira acadêmica, devido aos meus tópicos de interesse, mas não sei se gostaria de passar a vida pesquisando… Escrever trabalhos acadêmicos é um sofrimento. Sou muito perfeccionista. 🙂 Eu acho que você deveria escrever um post sobre esses possíveis caminhos profissionais/acadêmicos na sua vida. Ajudaria muito a priorizar coisas e descobrir como chegar a algum lugar.

      A minha meta, acima de tudo, é felicidade, não importa o lugar. Mas como sei que ainda ficarei aqui na Suéciampor um certo tempo, quero me focar em conseguir ser feliz aqui. Ou ao menos surtar menos. Porque na segunda noite depois que voltei a este país, eu já estava surtando, chorando e dizendo para o Erik que eu ia embora, que ia deixá-lo. 😛 Eu também estou no auto-controle/discontrole o tempo inteiro aqui, é impossível não surtar. Mas me deixa triste ver que você tem essa neura de querer ser outra pessoa etc. Você é maravilhosa por ser a Valéria, mais ninguém. Eu não quero outra pessoa diferente como amiga, quero a Valéria.

      Ufa, acabei comentando o comentário por demais.
      Beijos!

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  2. Eeee, adorei ser mencionada e que bom que você gostou da ideia das perguntas 🙂
    Eu também penso muito em trabalhar com algo que eu faria de graça. Acabei de ver um vídeo no facebook que falava sobre isso ‘E se dinheiro não existisse?’.
    Meus três desejos foram viajar pelo mundo, ter uma casa e ser professora de yoga (que é esse mesmo desejo).
    Eu devia colocar minhas respostas no louinwonderland também, não tinha pensado nisso hehe.
    Não incluo a parte pessoal no Happiness Box mas posso usar o outro blog pra isso.
    Você realmente parece em paz na montanha na Noruega. E a primeira foto é fooofa demais!!
    Beijos

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  3. Bem legal a ideia do blog da Louise! Gostei muito das suas respostas e está aí um exemplo de texto que eu acredito ter mais de você, suas sensações e impressões, deixando de lado a característica guia de viagem do blog! Muito bom!

    PS.: Valéria, você estava realmente inspirada…hehehe

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    1. Hehehe, adoro quando as minhas amigas que só se conhecessem por este blog interagem. 🙂

      É verdade, Day. Este post foi uma tentativa de fazer as coisas mais da maneira como você falou no outro post, quando eu escrevi que estava pensando em terminar o blog. Você reparou como li a sua cartilha? Heheh!

      Beijos!

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  4. Pingback: Perguntas de janeiro 2013 |

  5. Amei tudo! Cada detalhe, o quanto de sinceridade, sutileza e singeleza havia nas suas respostas. E acredito que pra vc ser feliz, Camila, não falta muito. Só não podemos esquecer que é impossível ter tudo, ser tudo, saber tudo, realizar tudo, e aí sim, dizer: “ahhhhhhh agora é que eu sou feliz”. Assim, felicidade não chega nunca.

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    1. Concordo, concordo muitíssimo! Eu acho que felicidade não é essa coisa distante que pode acontecer amanhã, no futuro, mas sim algo que a gente mesmo faz né? Ou pelo menos que a gente mesma tenha construído as circunstâncias necessárias. Eu acho essa ideia de apenas ser feliz no futuro um terror, porque na verdade nós nunca “temos o futuro”, a única coisa que de fato temos é o presente agora.

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