Visita à Escócia: Edimburgo

Quando eu e Erik descobrimos, ainda na Suécia, que iríamos morar na Inglaterra, já tratei de fazer mil planos de viagem. Eu pelo menos queria visitar a Irlanda e a Escócia. O Erik não estava assim tão empolgado, mas pelo o que eu já tinha visto no blog da Louise e em imagens das Highlands, eu imaginei que seria deslumbrante. Que bom que acabamos conseguindo enfiar mais essa viagem no finalzinho de 2012. Quando eu já não estava mais trabalhando em Liverpool e o Erik também já não estava mais estudando, marcamos as passagens de trem para Edimburgo. Infelizmente não foi uma viagem longa, apenas três noites, mas o suficiente para adorar Edimburgo!

Edimburgo, a capital da Escócia, não é uma cidade muito grande. Tem uma população de quase 500 mil pessoas e é antiquíssima, tendo sido fundada antes do século 7. É muito óbvio que se trata de uma cidade antiga, pois ao descer na estação Waverley, bem no centro da cidade, dá para ver muitos prédios antigos. Eu achei a cidade lindíssima já ao sair da estação, mas também bem fria. Era o começo do inverno e o clima me pareceu bem úmido. Eu já estou, obviamente, mais acostumada a temperaturas baixas, mas a umidade do ar é sempre um fator importante e muda a sensação térmica. Passamos um pouco de frio em Edimburgo, nada muito sério, mas a umidade lá não dá trégua. As ruas ficam todas molhadas mesmo, sem chover uma gota. A cidade, no inverno, é escura, meio marrom/acinzentada, com um pouco de neblina às vezes. Junte esse clima a prédios medievais e pronto, dá para sentir o peso da Idade Média.

O pouco tempo que passei em Edimburgo me fez ver que a cidade tem realmente um ar de cultura. Há museus, uma universidade super tradicional, vários estudantes, cafés, restaurantes… É uma cidade divertida, olhando pôsteres no bairro onde fiquei, dá para perceber que tem sempre coisas acontecendo, coisas a fazer. Eu moraria lá por uns seis meses, só aproveitando essa atmosfera cultural, jovem e divertida de Edimburgo. Vale muito a pena visitar esta cidade e eu adoraria também poder voltar por mais tempo. Apesar de a cidade ser pequena, eu e Erik concordamos que daria para passar pelo menos uma semana só aproveitando as redondezas de onde fica o hostel onde nos hospedamos. As pessoas são simpáticas, amigas, engraçadas e sou fã do sotaque escocês.

A caminho do hostel:

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O hostel é um dos melhores no qual já me hospedei. A equipe está simplesmente fazendo tudo do jeito correto, do jeito que mochileiros gostam. Cada detalhe foi muito pensado e o hostel oferece uma infra-estrutura fantástica. Dá para ficar lá por bastante tempo, é limpo, confortável, super jovem e barato. Uma diária em um quarto para seis, com beliches, custa 10 euros. Super recomendo.

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Arredores do hostel, que fica na parte da cidade antiga, Old Town, Patrimônio da UNESCO:

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Todos os dias, depois de acordarmos, eu e Erik subimos a rua abaixo…

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… e chegamos nessa rua, no limite sul da Old Town:

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Foi em um café super fofo que almoçamos todos os dias, o Union of Genius (à esquerda na foto abaixo). Não é propriamente um café, mas um estabelecimento que apenas serve sopas, de preferência feitas com ingredientes locais e orgânicos. Há, geralmente, seis opções no cardápio do dia e muitas são vegetarianas/vegans. As sopas são uma delícia. Eu adoraria ter um negócio assim.

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As sopas são servidas nessas panelinhas de cerâmica. A grande, como a da foto abaixo, custa 4 libras. Barato e uma delícia!

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Fim dessa rua:

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Lá também saimos à noite. Um dos lugares que mais gostei, por motivos óbvios, foi o bar da escocesa Brew Dog. Essa marca de cervejas é bem hip agora, então logicamente o bar estava cheio desse público, mas o clima era bem agradável. Dá para passar horas conversando e experimentando. Eu estava interessada em provar os rótulos que não chegam a Linköping e, acima de tudo, em tomar cerveja boa. Um dos rótulos provados foi a BrewDog / Ballast Point San Diego Scotch Ale. Muito boa.

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Bar da Brew Dog em Edimburgo

Também visitamos a parte nova de Edimburgo, do outro lado. Há lojas, restaurantes, é bastante comercial. Ao sair da estação Waverley, ao invés de caminhar para a esquerda, sentido Old Town, é só ir para a direita. Não tirei muitas fotos dessa parte da cidade.

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12 comentários sobre “Visita à Escócia: Edimburgo

  1. Pingback: Surpresa: um castelo medieval no centro de Edimburgo |

  2. Eu amo Edinburgo, é tão linda! Mas acho muito cinza pra se morar. Na suécia é cinza igual na escócia?
    Nem preciso falar o quanto amo escoceses e o sotaque escocês né? Eles são tão simpáticos e prestativos, não tem como não se apaixonar hehe
    Eu tava vendo seus posts sobre Edinburgo. Vocês não foram no monte com os monumentos? Chama Calton Hill onde tem o National Monument, Scott Monument, Nelson’s Monument. Foi um dos lugares que mais gostei lá.

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    1. Então você já foi a Edimburgo. Como a minha memória é ruim, ahaha! Ai, é verdade, que cidade linda! Mas é muito cinza mesmo. Como disse, eu moraria por uns seis meses lá, só paar curtir a cidade mesmo.

      Os escoceses são muito legais e simpáticos. Incluindo o David, hahah! Não conversamos com muitos, mas dá para perceber. E o sotaque é um charme mesmo.

      Não, não fomos. Fica para a próxima. Parece que foi um tempão, mas na verdade só ficamos na cidade por três dias. Acho até que fizemos muito.

      A Suécia não é tão cinza, mas é escura. Fica tudo muito escuro no inverno e o sol não aparece por muitos dias seguidos. É que eu acho que a diferença da Escócia é que, pelo menos Edimburgo, é muito úmida e foggy, então isso contribui para o tom acinzentado da cidade. Sem contar que os prédios antigos são todos marrons, escuros.

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  3. Pingback: Visita noturna a um dos lugares mais mal-assombrados do mundo |

  4. Camila, que post interessante e bem escrito! Sua descrição de Edimburgo foi tão precisa! Legal a recomendação do hostel, super barato mesmo, e às vezes o barato assusta se não
    houver uma indicação, né?
    Engraçado que na pergunta do Q&A vc disse q não tinha a menor ideia de que tipo de negócio você abriria, mas vc viu como disse aqui prontamente que adoraria ter um local como
    esse, que serve comidas orgânicas, produzidas localmente e tal? Você está tão engajada com alimentação e tudo mais, já pensou um pouco nessa possibilidade?
    As fotos do post estão lindas.
    Beijos, Camis!

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    1. Já, eu pensei nessa possibilidade quando queria responder o Q&A, mas senti que talvez ter um restaurante não fosse o negócio que eu queria ter. Mas olha, todas as vezes que eu fui ao Union of Genius, fiquei pensando como seria legal. Sei que é mais uma desculpa, mas aqui na Suécia há uma grande dificuldade prática em relação aos ingredientes. No longo inverno simplesmente não dá para achar muitas coisas que são locais, orgânicas etc. Não cresce quase nada, o solo congela. Sem contar que os suecos têm o costume de levar o almoço na lancheirinha, porque custa caro comer fora todo dia. Por outro lado, eu acho que esse negócio é a cara dos suecos, fofo, saudável, politicamente correto, responsável ambientalmente…
      Obrigadíssimo pelos elogios, beijão!

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  5. the veggie brunette

    Big, fat thumbs up for visiting the Brew Dog bar in Edinburgh 🙂 (I want to make a trip to Aberdeen, where their brewery is – I already imagined it, it will be like visiting a sanctuary or something :D). Edinburgh is awesome I think, especially during the spring and the summer, not to mention the Fringe festival (I think it’s in August sometimes).

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    1. I had plans of visiting the brewery, but you know how it is… Few days in Edinburgh, so I figured it was better to just try to enjoy the little time we had. I’d have liked to visit the Highlands too. Next time then.

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  6. Hummmmm sabe que só pela sua descrição da cidade, já me interessou demais conhecer Edimburgo? Deve ser única, linda, com uma atmosfera e tanto!
    E gostei de poder ver a tão falada “Old Town”, como cita Andrea Corr, em uma de suas músicas, com mesmo nome. Só assistindo a uma apresentação dela, para se ter noção do que ela deve ter passado´lá….hahahha
    As fotos estão belíssimas. Que bom que o hostel era gostoso e não faltou nada.
    E ainda bem que aproveitaram tanto a cidade de di, quantod e noite, indo a bares e restaurantes bacanas, bonitos, aconchegantes e baratos.
    Amei!

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