O inferno da busca por um emprego

Desde que voltei para Linköping, bem no finalzinho de dezembro, comecei a definir minhas metas para este ano de 2013. Uma das mais importantes está diretamente relacionada a trabalho. Coloquei lá na listinha de metas escrita à mão que conseguiria um emprego mais relevante. Veja bem, aqui eu já poderia começar uma dissertação de mestrado sobre as ideias que temos sobre trabalho e status social. Ao invés, vou explicar simplisticamente que este ano decidi arranjar um emprego que seja melhor – sabe-se lá o que isto de fato significa – do que algo como garçonete e professora de Inglês. Um emprego em algo com significado. Há dois caminhos em minha mente: uma atividade simples responsável por deixar o saldo bancário verde e o objetivo maior, o sonho, o qual seria trabalhar com algo no qual acredito. Ser paga para fazer algo que eu faria de graça.

Em relação ao primeiro caminho, o de algo simples, sem grandes demandas, confortável e que me gere renda, posso dizer que já estou quase lá. Mas no que se refere ao segundo…

É um inferno estar desempregada, quando na verdade deveria ser um momento de pura liberdade e alegria. As relações infernais são travadas na minha mente, derivadas de todas as pressões sociais e experiências sofridas anteriormente, o que deixou a minha relação com o duo trabalho-dinheiro bem problemática. Minha criação tem um grande peso nisso. Eu basicamente não aprendi a planejar e entender que as escolhas podiam estar mesmo nas minhas mãos. Não, pelo contrário, aprendi a temer o futuro e agarrar qualquer coisa, sem perceber que na verdade sempre tive uma posição privilegiada à qual permite escolher.

Mudar-me para a Suécia agravou esse processo. O medo de toda essa nova aventura aumentou exponencialmente o medo pelo o que o futuro reserva. Em termos mais práticos, a ansiedade atacou em doses cavalares novamente, muito devido à apreensão de não ter mais dinheiro e não poder contribuir financeiramente para a vida do casal. É importante enfatizar que eu sei que, na verdade, apesar de uma pessoa não contribuir financeiramente, há diversos tipos de contribuição tão importantes quanto e que, infelizmente, nós, a sociedade, não os vemos como tal. Assim, fiquei ainda mais neurótica em ganhar dinheiro. E como se ganha dinheiro? Para os comuns, como eu, trabalhando.

Eu tenho tentado ativamente mudar de maneira radical a minha relação com o dinheiro e o trabalho. O lastro intelectual eu já tenho, as ideias já estão todas aqui. Agora eu quero sentir que estou vivendo de acordo. Uma conclusão muito importante a que cheguei foi sobre como mudar-se para um país é uma super oportunidade para recomeçar. Já que eu cresci sem saber fazer escolhas estratégicas, agora eu finalmente posso começar de novo e fazer tudo diferente. Por todos esses motivos é que minha tática é a dos dois caminhos citados. Um trabalho simples, confortável e que me gere renda, para o agora, para gerar um fluxo de renda. Mas o segundo caminho é o de arranjar o “trabalho dos sonhos”. Fazer algo com significado.

O trabalho “simples” que eu quero para agora não inclui trabalhos muito simples. Eu decidi, depois de Noruega e Inglaterra, focar em algo mais interessante do que ser garçonete ou assistente de cozinha. Não há nada de errado com esses trabalhos, mas agora, de imediato, quero algo mais, de preferência em um escritório com um salário decente no fim do mês. Meio-período é bem vindo. Por que? Porque há que sobrar tempo para o que realmente importa: buscar o segundo caminho, o que eu quero de fato, sem me importar com o nível de dificuldade e ilusão. Finalmente não ceder às pressões das vozes da tradição e do medo.

A prática

Como o título bem esclarece, procurar emprego é, na prática, um inferno. Quem gosta de escrever um currículo, uma visão parcial e diminutiva do significado da sua vida? Quem gosta de escrever uma carta de apresentação, aquele meio pelo qual você se mostra um ser perfeito, pró-ativo, realizado, mas que está implorando por uma entrevista? Agora, quem gosta de fazer essas duas coisas na segunda língua? Na terceira? E na quarta? Este é o meu caso. Sueco é minha quarta língua. Dá para imaginar a dificuldade envolvida em todo esse processo?

Eu defini um mínimo de quatro horas diárias para a busca de emprego. Dá para escrever uma carta de apresentação muito bem escrita e procurar por algumas posições. Tenho que eliminar muitos anúncios, claro, principalmente os que descrevem posições cujas atividades lidam com a língua em si. Exemplo: repórter para o jornal X. Ops, mas não é essa a minha profissão, inicialmente? É. O que torna tudo AINDA mais complicado. Minha profissão, se é que tenho uma, é altamente dependente da língua como ferramenta de trabalho, mesmo que você não trabalhe como um jornalista em si. Ainda bem que nem é isso que quero.

Eu peço para o Erik revisar muitas cartas, trabalhamos juntos, eu encho o saco dele, brigo para não mudar as palavras, e assim vai. Haja paciência. Pior do que isso é o tédio. Como é chato buscar emprego. Frustrante. Há tantas outras coisas que eu poderia estar fazendo, bem mais gratificantes… Mas aí me lembro que é um passo necessário para esse segundo caminho. Daí vem a força.

Tenho que me lembrar de não me auto-sabotar ou “me abusar”. Há muitas outras lutas aqui nesta vida na Suécia, então se há um dia que eu realmente estou muito para baixo, é definitivamente mais saudável não passar quatro horas me irritando mais ainda. Há altos e baixos, momentos de bastante fé e pura decepção. O segredo é não dar muito valor a nada disso, pois essa vida não deve ser levada tão à sério de qualquer maneira.

Uma outra regra que criei foi a de não fazer nada disso no fim-de-semana. Esses dias são sagrados para relaxar e fazer somente o que quero, fora umas coisinhas aqui e outras ali.

Meu escritório onde trabalho buscando emprego geralmente está assim:

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Aqui estou eu tomando essas decisões importantes na vida (e aproveitando para hidratar o cabelo ao mesmo tempo):

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Eu sei que muitos dos que seguem este blog não vão resistir ao ímpeto de me deixar palavras de força, de que eu vou conseguir algo logo etc. Pelo contrário, eu encorajo aqui o sangue nos olhos e o ódio no coração que todos vocês já devem ter sentido nessa situação. Deixem aqui os seus relatos de puro tédio ou desespero. Vamos rir juntos.

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14 comentários sobre “O inferno da busca por um emprego

  1. …adorei o “e aproveitando para hidratar o cabelo ao mesmo tempo”! Hehe
    É mto chato procurar emprego. Parece que você não é nada do que querem. Ao mesmo tempo vc é tudo que eles poderiam querer e eles que nunca vão saber só de ver seu currículo! O desesperador (ou depois já fica engraçado mesmo) é quando você se pega mandando currículo p/ vagas nada a ver. Como recepcionista responsável por organizar eventos sociais, no meu caso. Ou quando você precisa responder aquelas perguntinhas-peneiras estilo Catho, “você tem conhecimento sobre xyz?”, aí vc sem nunca ter ouvido falar no “xyz” se questiona: será q tenho??? Hehe Eu vejo algumas editoras, organizações educacionais, empresas legais, q penso, “poxa, bem q eu podia trabalhar lá… gosto do assunto, me interesso naturalmente, como vou parar lá dentro?” Continuo sem saber… O q vc falou sobre a língua, nas nossas profissões, é mesmo um peso muito grande. Um trabalho que não é exatamente o q vc procura, mas q vc poderia fazer, é tradução… O problema é que essa área tem mta exploração tbm, então não sei se vc conseguiria trabalhar só as quatro horas, eles querem mto resultado e pagar pouco, o que é bem estressante, como sabemos…
    Vc tem pensado em estudar mais na Universidade de Linkopig? Vc foi tão bem, né? O meio acadêmico talvez ajude a fazer algumas conexões a trabalhos mais significativos, ou não?
    De alguma forma as experiências todas vão levando às próximas. Sei q não é p/ ficar sendo animada… hehehe… mas acho que enquanto estamos muito ansiosas querendo algo, é difícil isso acontecer. Acho que coisas excepcionais acontecem quando estamos nos preparando, mas não esperando tanto. Talvez eu esteja me inspirando naquelas histórias de mulheres que querem engravidar por anos e quando desistem, acabam engravidando. É difícil lidar com as pressões, mas tbm sempre vai haver algum chato ou alguma chatice.
    Bjos, Camis!

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  2. the veggie brunette

    I knew when I moved here that it’d take me some time to find some job, any job. After couple of months of job search (and failures) I realized that without Swedish, this town wouldn’t offer anything for me, so instead of hours of hours of anxious and desperate job hunt, I set out to be the perfect housewife 😀 a role that always annoyed me and could not imagine how being homey and all busy in the kitchen can be fun. Anyway, so I challenged myself and set out that I am going to explore this “career path” (I mean if I am going to be out of work for long time I better enjoy it). I looked up recipes, and cooked an baked, and the whole place was shiny and very clean and there was dinner by the time D came home from work, all housewife style.
    I enjoyed this for two month…But hey, at least I tried this as well 😀
    I think your current job hunt should be strategic, like you describe as well. Think big, think in time: you might not be in the same town from a couple of months on. The job market is tough, we are hitting a crappy season again (just like in 2009, when we moved into town), recruitment (from corporate side) takes tons of time (at least three months), so if your plans about the masters are still on. then
    – enjoy that few months of teaching you have left in town – no strings attached, so if you move somewhere else, you can do that without quitting your dream job
    – enjoy your free time – prepare for September: 1) hunt part time jobs close to the university – even if your academic future is still unclear, sending a random CV here and there won’t hurt anyone; think about how much studying takes and think what type of work you can do as a side activity when studying; 2) check out the course literature and start reading – this is your perfect time to read: you have time to make notes that you can use when you don’t have time to read your course literature because you work beside your studies.

    !BIG HUGS!

    When you feel like being tired of all this search, go over the other side of the road and dip into the pool, or just walk from sauna to sauna 😉

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    1. Hi Edina!

      Thanks for your long and lovely comment.

      You’re right, I totally agree. If there’s anything important for us to get a job here, it is to be fluent in Swedish. Believe it or not, I’ve been working on that for a long time now and I think I’ve come a long way. All this job searching is in Swedish, which means reading, writing and having interviews in Swedish. I am getting somewhere, just don’t know where, hehehe… 🙂

      You’re right too when it comes to enjoying the free time. It’s the best time ever, isn’t it? Not working… I love to dedicate myself to homey things, although it doesn’t look like it. I mean, not ALL homey stuff, but cooking, planning the weekly menu, doing the groceries, organizing the place etc… I’ve been enjoying it, but I could have enjoyed it even more, because now I’ve kinda come to a situation where I feel I actually have chances of finding interesting opportunities (and I’ve found some things already…). Looking for a job is a job in itself and, now that I know I actually have chances, I’ve been dispensing the proper amount of time on this activity – that is, a lot. There’s really not so much free time left. : /

      The master’s plans are definitely on. The programs are not here in Linköping, as you know, so when it comes to the job search, I am aiming anywhere, as long as it’s worthy. If I happen to get a dream job in Uppsala, for example, I think I’d put the master’s plan on hold for some time. In the meanwhile, I am also looking for simple positions in the region (like administrative stuff) so as to have a constant flow of money straight into my pockets. 😉

      Thanks for the advice! I already have some news, but I wanna tell you in person, next wednesday.

      Hugs!!!

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  3. Para nós que somos ansiosas a busca por emprego é algo muito complicado. Ter que lidar com toda esta situação inesperada, não é fácil. As análises: a atividade da vaga é muito boa, mas não paga tão bem assim; a localização é ótima, mas a atividade…xiii. E as qualificações? O super-humanos que as empresas buscam? O mais complicado na hora de procurar emprego, é ter a capacidade de fazer uma autoanálise, encarar a realidade do que você realmente está apto a fazer e fazer bem, do que aquilo que você sonha que pode fazer. Boa sorte aí amiga! Espero que toda esta busca seja recompensada com uma ótima oportunidade. Beijos.

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    1. Day, verdade!

      Fico feliz como estes comentários se tornaram extensões do post, pois cada um aqui acrescentou coisas ótimas. Eu concordo contigo, as análises matam a gente, não é? E ainda por cima, às vezes a gente viaja na maionese também. A gente quer acreditar que dá para convencer a outra pessoa lá do outro lado, a ler o seu currículo, quando na verdade a gente nem preenche os requisitos, hehe… Como você disse também, e que requisitos! Super-heróis, é isso o que querem.

      Aqui, existe a diferença de uma análise a menos: o salário. Para mim, vindo do Brasil, qualquer emprego aqui paga super bem. Então eu estou super feliz sempre. Algumas pessoas me contaram, e é verdade, que eu fui mal-paga no meu emprego anterior aqui em Linköping (de professora). Eu, mesmo sabendo que rolou uma exploração, estava bem contente. Era um ótimo salário mesmo assim.

      Por outro lado, o difícil para mim aqui é essa parte realista do final do seu comentário, a de ” encarar a realidade do que você realmente está apto a fazer e fazer bem, do que aquilo que você sonha que pode fazer”. Isso tem sido difícil, pois pode significar frustração atrás de frustração, já que o que estou apta a fazer deve ser em sueco. E eu estou “apta em Sueco’? Não totalmente. Ufa!

      Obrigado pela força, Day!
      Beijão!

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  4. Procurar emprego é um saco mesmo. Eu entendo o que você sente. Eu também tive que trabalhar em ‘empregos ruins’ (lembrando que isso é relativo, o seu emprego ruim que é professora de inglês, eu acho bom hahaha) como bartender, garçonete, etc. e é aceitável por algum tempo pela experiência diferente e pelo dinheiro mas não vale a pena ficar em um emprego que você não gosta e que não vai te levar mais perto do seu sonho.
    Uma das coisas que eu resolvi fazer aqui em Oxford enquanto não conseguia um emprego bom foi arranjar outros modos de ganhar dinheiro que não usassem todo meu tempo…aulas particulares de português e yoga, traduções, aulas de inglês aqui e ali. Tive outras ideias que acabaram não indo pra frente tipo levar cachorros pra passear e vender brigadeiros hahaha. Mas acho que vale a pena pra você pensar em coisas que você possa fazer pra ganhar um dinheirinho extra. Assim você se sente menos culpada e aproveita mais essa época de desempregada sem tanto stress. Esses dias até pensei em numerologia. Eu sei fazer e tem quem pague hehe
    Enfim, pense nos seus talentos que parecem inúteis porque eles podem ser úteis, não como profissão mas como um alívio pra essas horas de desespero.
    Eu nem consigo imaginar o quão difícil deve ser procurar emprego na sua quarta língua, realmente deve ser um inferno. Procurar emprego e escrever carta de apresentação é chato até na própria língua.
    Na verdade, eu tenho que lembrar que tive muita sorte nesse sentido de criação e culpa. Eu me sinto culpada por mim mesma hehe Mas ao contrário do seu caso, meus pais são os primeiros a dizer: “Você é jovem, agora é o momento para se demitir de empregos ruins, fazer cursos, viajar, não ser tão responsável.”
    Apesar de que eu acho que não existe idade para nada, mesmo com 47 anos e meio, ainda dá tempo de se demitir, viajar e recomeçar. Mas entendo o que eles querem dizer =)

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    1. Oi Lou!

      Obrigadíssimo pelo comentário tão legal! Você realmente captou o espírito do meu post. Quando comecei a pensar em parar o blog, recebi conselhos (seus também 🙂 ) de escrever mais coisas pessoais. Foi isso que fiz, e nesse assunto, não dá para ser pessoal sem reclamar. Era isso mesmo o que eu queria escrever: procurar emprego é um saco! Como você mesma escreveu acima, já é mega chato na nossa própria língua, na quarta então…

      Concordo plenamente com o que você escreveu no primeiro parágrafo. Não dá para ficar em um emprego que você não gosta e ainda por cima te leva mais para longe dos seus sonhos. Isso é suicídio. Olha, eu não acho que ser professora de Inglês seja um emprego desses ruins, heheheh… Não, muito pelo contrário! É que eu decidi tentar algo além disso, pois sei que isso não é o que quero fazer da vida para sempre. Se eu sei disso, é bom eu fazer alguma coisa nesse sentido, mas de toda maneira, sempre fui muito grata de ter emprego nessa área aqui. É o melhor que podia ter acontecido. 🙂

      Heheh, excelente conselho, o de pensar nos talentos e tentar ganhar um dinheiro extra com eles. Sabe que um monte de “especialistas” falam sobre isso também? Em como há oportunidades escondidas nas nossas habilidades. Hahaha, eu também decidi passear com canhorros! Coloquei um anúncio em um site de vizinhos que ajudam vizinhos. Quando eu tive uma resposta, eu não consegui visualizar a mensagem, pois era só para assinantes. :*( E o cachorro era lindo. Super apóio a sua ideia de numerologia. Faça sim! Se não der certo, é mais uma história engraçada. E dessas, a gente nunca tem o suficiente. 😉

      Também concordo com o seu último parágrafo, é assim que quero levar a vida.

      Beijão!

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  5. José Maria C A Azevedo

    Camila:

    Ando devagar porque já tive pressa
    e levo esse sorriso, porque já chorei demais
    Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
    eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
    Conhecer as manhas e as manhãs,
    o sabor das massas e das maçãs,
    é preciso amor pra poder pulsar,
    é preciso paz pra poder sorrir,
    é preciso a chuva para florir.
    Penso que cumprir a vida seja simplesmente
    compreender a marcha, e ir tocando em frente
    como um velho boiadeiro levando a boiada,
    eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
    de estrada eu sou
    Conhecer as manhas e as manhãs,
    o sabor das massas e das maçãs,
    é preciso amor pra poder pulsar,
    é preciso paz pra poder sorrir,
    é preciso a chuva para florir
    Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
    Um dia a gente chega, no outro vai embora
    Cada um de nós compõe a sua história,
    e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
    e ser feliz
    Conhecer as manhas e as manhãs,
    o sabor das massas e das maçãs,
    é preciso amor pra poder pulsar,
    é preciso paz pra poder sorrir,
    é preciso a chuva para florir
    Ando devagar porque já tive pressa
    e levo esse sorriso porque já chorei demais
    Cada um de nós compõe a sua história,
    e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
    e ser feliz…

    Seu Pai

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    1. Oi pai!

      Eu sei que já falei pelo Skype, mas vou responder aqui também: amei a letra dessa música aqui. Tão linda! E se encaixou muito bem. Pensei bastante no “significado” dela por um tempão e pode ter certeza que algo ficou. 🙂

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  6. Aí que lindo o comentário do seu pai, ele não precisou escrever nada mais além da música para explicar seu ponto de vist e dar aquele conselho de pai.
    É péssimo procurar emprego (ainda mais para ansiosas como nós) mas o que é ainda pior é trabalhar em um lugar que vc não goste. lembra da wizard? É sempre um bom exemplo que como poderia ser pior rsrs
    Eu também estou procurando emprego (explico mais no meu blog) e o que eu acho mais frustrante é não ter um objetivo profissional definido. Isso faz vc atirar pra todos os lados e não colher nenhum fruto :/
    Força para nós! Devo dizer que achei muito inspirados o que vc escreveu sobre tabalhar com algo que faria de graça. Isso é algo que eu tenho buscado a vida toda e ainda não encontrei.

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    1. Com certeza é muito ruim trabalhar em lugar do qual não gostamos e com o que não gostamos. Hehehe, apesar de tudo, eu lembro da Wizard com carinho, principalmente dos momentos de diversão na sala dos professores. 🙂

      É verdade, é muito frustrante não ter um objetivo definido, concordo totalmente com a frase de atirar para todos os lados. Na verdade, os objetivos não precisam ser extremamente definidos e limitadores, mas devem ter uma direção clara. Aí fica mais fácil saber o que fazer.

      Acho que muitas pessoas não encontraram esse tipo de atividade, a que faríamos de graça. É raro.

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  7. Se você me permite, eu fiquei super emocionada com o post do seu pai. Que fofo! Que sensibilidade. Eu adoro esta música. Ela é sensacional e nos faz refletir que a nossa felicidade depende de nós! Simples assim! É o como diz na linda música de Almir Sater: “Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz…”

    Sei que no fundo não é tão simples assim, mas está aí o nosso aprendizado diários, senti-nos feliz e buscarmos sermos felizes em tudo que fazemos.

    Beijos!

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    1. Claro que permite, você pode tudo, Day. 😉
      Pode comentar o que quiser. Eu também amei. Meu pai tem essa sensibilidade assim, sempre escondida, mas que se mostra nos detalhes.
      Eu já gostava muito dessa música, costumava ouvi-la dançando com uma vareta de incenso no quarto, hehe.
      Concordo com o que você escreveu, é isso mesmo.
      Beijão!

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  8. Pingback: A alegria nunca-vinda do seguro-desemprego |

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