Os vira-latas de Linköping

Vira-latas são adoráveis, como todos os outros animais, não? Mas aqui em Linköping, os vira-latas são um pouco diferentes. Eles têm orelhas bem finas e pontudas.  Eles têm pelo bem macio. Eles são dentuços. Eles comem grama. Eles são… coelhos! Ou melhor, lebres. Aqui tem muito coelho solto pela cidade, nem tanto pelo centro, mas sim pelos bairros residenciais, como onde moro. Não sei como pode uma cidade ter coelhos assim, vira-latas, comendo no jardim dos outros, é incrível. Deve ser pelo fato de haver uma floresta próxima, talvez eles venham de lá. Fato é que os vejo quase todos os dias aqui no jardim do prédio. Acho que tem sempre um mesmo que vem aqui, comer as gramíneas. No inverno dá para ver muitas pegadas na neve, muitas mesmo; aí sem tem uma ideia da quantidade de coelhos soltos por aqui. De madrugada é também um bom período do dia para vê-los – aí eles tomam conta da cidade, junto com passarinhos (na primavera, pois no inverno os pássaros são espertos e imigram).

Assim, todos os dias vou à janela para ver se flagro alguma dessas delícias comendo grama bem em frente do prédio.

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Jardim em frente ao prédio, a primavera já havia chegado. Há algo na grama?

Sim, um coelho!

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DSC08225Eles comem bastante.

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Na grama mais verde do vizinho

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Agora são dois.

DSC08232Fugindo

Há mais ou menos um mês atrás, havia uma pata que passou um bom tempo aqui no jardim também. Não sei se ela estava doente, pois os patos vivem no rio, logo abaixo da próxima rua. Ela ficava sentadinha na grama, andava para lá e para cá comendo do chão. Eu acabei levando comida todos os dias que a via, e também água em um potinho. Ela era tão inteligente que logo aprendeu a me reconhecer, aprendeu a reconhecer o meu assobio, os meus beijinhos e a beber a água do potinho. Isso pode parecer fácil para quem tem passarinhos em gaiola, mas patos selvagens não sabem para que servem o potinho. eu fui jogando pedacinhos de pão até ela chegar bem próxima ao potinho. Ela logo percebeu que o pão e a ração para passarinhos eram muito secos. Então ela me ensinou a colocar a comida na água. Um dia ela não voltou mais, mas eu fiquei feliz, pois provavelmente ela se sentiu bem e foi embora. Afinal, patos não vivem em jardim, ela precisa de água para nadar.

Sintam-se à vontade para contar histórias de interação com animais.

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11 comentários sobre “Os vira-latas de Linköping

  1. Que fofo! Eu amei este post. Eu adoro coelhos e lebres. Eu já tive uma lebre, ganhei de um amigo quando tinha uns 12 anos. Acabei não ficando com ela, pois não tinha espaço para cuidar e graminha. Queria que ela tivesse um lugar para correr, para brincar, comer. Então, devolvi para ele, já que tinha um sítio e poderia dar um lar melhor para a lebre. Também já tive um coelho, o nome dele era Juliano. Na verdade, ele era da minha irmã mais velha, já que quando o Juliano morreu eu tinha apenas 5 anos e então, eu convivi pouco com ele. Mas ele era muito fofinho. Fiquei muito triste quando morreu. Então, não tivemos mais coelhos nem lebres, eles precisam de espaço para viver e não acho que tem que ficar presos em gaiolas. Um beijão.

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    1. Concordo totalmente! Acho que você fez certo em devolver a lebre para o seu amigo que tem um sítio. Eles ficam muito mais felizes com sol, grama e espaço para viver. Adorei o nome do coelho da sua irmã, Juliano!

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  2. buscandonemo

    Ai que fofo biza adorei o que vc foi pelo patinho..olha aqui tb tem muitooossssssss coelhos, no jardim do meu namorado eu ja vi uma ninhada deles…acho que ele nao gosta muito que eles comem o jardim dele, mas eu amo, ate deixo umas folhinhas de alface para eles, qdo estive em Stockholm havia um cemiterio lindo perto do hotel e havia mtosss la no cemiterio
    São tao fofos e bonitinhos né

    Bjusss

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  3. Amei este post! Que idéia vc teve de montar um, somente pra dizer algo cotidiano da sua vida. Eu adoraria ter estas gostosuras diariamente pra observar da janela, e assistir suas travessuras… Como eles são lindos! Eu amo coelhinhos, tenho vontade de apertar quando os vejo de frente, de lado, ou de costas com aquele bumbunzinho fofinho. As fotos que mostram eles fugindo é uma graça…dá vontade de pegá-los!!
    Simplesmente amei tudo que fez pela patinha. Não tirou nenhuma foto dela? Como sabia a hora certa que ela aparecia pra levar a comida e a água? Parabéns, me orgulho sempre de vc ser assim com os animais, Camila 🙂

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    1. Ah, que isso Carol. Olha quem fala…

      Eu sempre olho bastante pela janela, então eu logo percebi mesmo, só de observar, que ela vinha mais ou menos no fim da tarde. Pode ser que antes, mas aí eu estava no trabalho, portanto, não sei.

      Os coelhos são lindos mesmo! Imagina a minha agonia, de Felícia, ao vê-los aqui da janela!

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  4. Aww, que fofos! Aqui em Oxford tem coelhos também mas não são lebres, são aqueles mais gordinhos. Mas não tem perto de casa, eles ficam nos parques mais afastados, perto do rio. Nos parques mais movimentados, só tem esquilos e patos. Como já mostrei também, no meu quintal sempre tem animais: esquilos, gatos, pássaros.
    Fiquei curiosa, como você sabe que a pata era fêmea? Eu não sei reconhecer.
    Beeeijos

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    1. Aqui em Linköping, e em vários outros lugares, tem sempre muitas lebres. São tão fofas! Eu acho que eles vêm aqui no jardim pois há um rio muito próximo, que eu também já mostrei, além de uma floresta. Mas elas estão por todo lado mesmo.

      Então, em relação aos patos, é um tipo específico, aqueles com pescoço verde (tem muito por aí nos rios, não?). A fêmea é marrom e um pouco menor. O macho é o colorido, com o pescoço verde. Eu aprendi observando mesmo. Já vi vários patos de pescoço verde correndo atrás das fêmeas marrons para acasalar. Seria legal checar no google, hehe.

      É tão bom ter esses animais perto de casa, né?

      Beijão!

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  5. Que graça! Parabéns pela iniciativa e bondade em cuidar da pata. Com certeza ela sumiu pois se sentiu melhor e isso aconteceu graças à vc!
    P.s. Que delicia todos estes coelhos! Parece o filme do Wallace e Grommit rsrs

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  6. Valéria H.

    Achei estranho eu não ter comentado ainda este post, que foi um dos meus favoritos do blog 🙂
    Muito linda a história da patinha. Quando eu era a criança me lembro de ter tentado salvar um passarinho que apareceu no meu quintal. Segundo a minha avó, ela precisava de um lugar quentinho (não sei era ela, é q p/ mim na época passarinho era mto feminino, se não me engano, eu falava passarinhA mesmo… hehe), então pegamos uma caixa de sapatos, fizemos furinhos, colocamos algodão. Minha avó achou q seria bom se a caixinha ficasse atrás da geladeira, por ser quentinho. Tadinha da passarinha. Não sei se foi exatamente por isso, mas ela acabou morrendo e eu queria tanto que ela vivesse… Foi uma pena.
    Altos comentários sobre coelho e lebre e eu aqui pensando qual a difereça entre os dois. Tive de pesquisar. http://coelhosblogs.blogspot.com.br/2011/05/diferencas-entre-coelhos-e-lebres_20.html
    Lembrei na hora do post da Louise sobre o quintal dela tbm, q gracinha.
    Achei super legal como você escreveu o post. O bom de quando você escolher um lugar mais ou menos definitivo para ficar, é que vai poder ter um animalzinho, né? Já pensou em algum?
    Bjos!!

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    1. Que comentário fofo! Adorei saber dessa sua história de pequena.
      Olha, temos muita vontade de ter cachorro, então seria esse o animal para o futuro. Mas como já expliquei, não dá para ter um cachorro se os dois estão o dia inteiro fora e viajam muito. Não teríamos com quem deixar… Vamos ver bem mais para a frente. Por enquanto, estou matando as saudades dos salsichas daqui.
      Beijo!

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