Cinco músicas: Ruspo

lançamento

Há um certo tempo comecei uma nova categoria neste blog, a “cinco músicas”. Na esteira das cinco escolhas da Valéria, do Quero Apenas Cinco Coisas, decidi apresentar cinco indicações dos artistas que mais gosto. Sem propensão à crítica musical, esta seção é mais como um conselho de amiga. Seriam as cinco músicas que eu te apresentaria para te fazer gostar de certo(a) artista.

O segundo post do “cinco músicas” neste blog traz um artista mais do que especial. De verdade, não no clichê de press-release. É o Ruspo, projeto do  meu amigo pessoal de longa data (e jornalista) Ruy Sposati.

O Ruy e eu ficamos amigos na faculdade de jornalismo. O encontro foi logo no começo do primeiro ano, em uma tentativa frustrada de ir a um protesto em São Paulo. A tampa da manteigueira de vidro dos meus pais tinha que cismar de cair e cortar meu pé justamente nessa manhã. Fui para a faculdade mesmo assim, achando que um cortezinho só não poderia impedir a minha nobre jornada. Mas impediu. O sangue não parava de escorrer; colocaram-me sentada em uma cadeira do lado de fora do campus. Correram para chamar um táxi. E quem fez tudo isso? Ruy, junto ao amigo também de papel fundamental nessa e outras histórias, Renato Santana. Hoje esses dois ainda caminham meio juntos; trabalham no Cimi, o Conselho Indigenista Missionário.

Bom, fiquei  muito amiga desse cara que ia para as aulas de camiseta pintada à mão, “socialmente aceitável” era a minha favorita. Nisso vieram as longas cartas e os projetos musicais comigo, que nunca saíram do papel. Mas eu escrevia bastante, dava muito palpite, sugeria instrumentos. Escutava os CDs que ele me mandava com suas influências – foi ele quem me apresentou Belle & Sebastian.

É por tudo isso e mais que ver o Ruspo sendo lançado como um artista “oficial” –  em toda a contradição que isso significa para quem o conhece de verdade – é uma satisfação das poucas que se tem. Foi quase como se fosse meu.

capa

Aproveito para disponibilizar aqui o release do álbum:

“A música híbrida e aventureira de Ruspo

Texto da contra-capa de Esses Patifes, por Lunaé Parracho.

Há algo de novo na música brasileira. É Esses Patifes, o primeiro lançamento de Ruspo. Com 14 faixas feitas na estrada, é um disco em que as canções se dão como mapas. Escritas e gravadas durante os últimos dois anos entre as cidades de Santos, Campinas e São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Altamira e Belém (PA) e Campo Grande e Dourados (MS), as músicas acompanham os caminhos do autor, que é também jornalista, através dum Brasil de distâncias graves e silêncios longos.

A geografia invade também a sonoridade, num pastiche de sons mesclado a vinhetas de uma Europa pós-guerra e a possibilidades intertextuais imediatas com diversas escolas e expressões musicais – e ainda assim, absolutamente brasileiro. Uma brasilidade de ouvido aberto para o mundo, imersa num padrão criativo que dispensa as fronteiras. Por essa razão, este é um disco difícil de categorizar.

Os cruzamentos são tão inesperados quanto fantásticos, no sentido estrito do termo. Uma criança indígena cantando em Araweté junto de calmas guitarras de post-rock, em ALTAMIRA, a história da construção da hidrelétrica de Belo Monte pelos olhos de um operário!

Em EUA – recriação de um microconto de Franz Kafka quase cantada por Paulo Diniz -, as únicas coisas consistentes na música são a linha de baixo de jazz estóica e repetitiva e as maracas terapêuticas. O resto muda e e se transforma constantemente. Tudo nessa música é excêntrico. Espere pelo solo de guitarra ridículo no final, que parece ter sido gravado por um menino de 14 anos que está lendo tablaturas pela primeira vez.

A tapeçaria das canções e seus intertextos, referências, cópias e colagens e sinapses que elas estabelecem, e os erros e ironias que carega, resulta numa tessitura multicor única e enigmática. É preciso ouvir pra sentir e entender. Ouvir Luzia Luluza de Gil discutir colonialidade com jambu em BELÉM, BELÉM. Bater palma com o sobrinho da Kátia Abreu no funk pseudo-barroco CHATUBA DO AGROBOY. Entender a lipogramática anti-eletricidade de ANASTÁCIO, parceria com o produtor inglês Mr. Bird, com suas escaletas distantes e soturnas e flautas de efeito hipnótico. Pegar a estrada junto com dois perdidos na atmosfera empoeirada da Rodovia Transamazônica, subvertida aqui num baixo digital de rádio FM dos anos 80 e guitarras debaixo d’água na faixa-título.

Chocalhos, blim-blons, gamelans, samplers, sintetizadores e uma sensibilidade aguçada para melodias, reorganizados em uma banda diferente a cada pista. Sem sobrar, sem ser over. Esses Patifes tem estilo e ouve-se do início ao fim, como obra, um pouco como antigamente, no sentido de se recostar para prestar atenção em alguma coisa.”

E a versão em Inglês, para quem lê este blog via Google Translate:

“The Hybrid and Adventurous Music of Ruspo

By Lunaé Parracho

“Esses Patifes” is Ruspo’s debut album. With 14 tracks crafted on the road, it’s a record where songs are given as maps. Written and recorded during the last two years in four Brazilian states, from São Paulo to the Amazon Rainforest, the songs follow the author’s journalistic path through a severely distant and silent country.

Geography also invades the sonority of this work, in a pastiche of sounds mixed with vignettes from a post-war Europe and immediate intertextual possibilities with various movements and musical expressions – and yet absolutely Brazilian. One Brazilianness with ears open to the world, immersed in a creative pattern that transcends borders. “Esses patifes” is an album that is hard to categorize.

The intersections are as unexpected as fantastic, in the strict sense of the term. An Indian Araweté child singing along to calm post-rock guitars in ALTAMIRA, a track which tells the history of the Belo Monte Dam’s construction through the eyes of a worker.

EUA (short for USA in Portuguese) recreates a Kafka-esque tale as if it was sung by Brazilian 70s singer Paulo Diniz. The only consistent things in the music are the stoic jazz bass line and the repetitive therapeutic maracas. The rest turns and changes constantly; everything about this song is eccentric. The ridiculous guitar solo at the end seems to have been played by a 14 year-old boy who is reading a Pavement tablature for the first time.

The tapestry of the songs and their intertexts, references, copy-and-pastes, and the synapses they establish, along with the errors and ironies that they carry, results in a unique and enigmatic multi-coloured fabric. You need to listen to feel and understand. You need to listen to Luzia Luluza Gil discuss coloniality with jambu in BELÉM BELÉM; to clap hands with Katia Abreu’s nephew on the pseudo-baroque Brazilian funk CHATUBA DO AGROBOY; to understand the anti-electricity of ANASTÁCIO, a collaboration with English producer Mr. Bird, with its distant melodic and gloomy flutes; you need to hit the road along with two lost guys in the dusty atmosphere of the Trans-Amazon Highway, subverted in an 80s digital FM radio bass with underwater guitars in the title-track.

Rattles, bells, gamelans, samplers, synths and a high sensitivity to melody, rearranged in a different band every track. No leftovers; no ‘over’ sensation. “Esses patifes” has style and can be heard from start to finish, a bit like in the old days, when you had to sit back to pay attention to a record – or anything else.”

Aqui estão, então, as cinco músicas do primeiro álbum de Ruspo, lançado pelo selo Um Distante Maestro. Sou suspeita, mas está muito bom mesmo! E aproveitem, pois é obra livre, o download é gratuito. Já está faz tempo em meu Ipod.

Cinco músicas do Ruspo

Ruspo

Esses Patifes

Tekoha

Altamira

Belém, Belém

Santos

Vocês podem baixar o álbum aqui:

http://umdistantemaestro.com.br

Ou ouvir em streaming aqui:

http://soundcloud.com/ruspo

Já saiu materinha no Globo. O facebook é esse aqui:

O twitter é esse:
Aproveitem!

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Cinco músicas: Bruce Springsteen (próximo show)

É fácil dar um update bem rápido do que tenho feito ultimamente. Só existe um item na lista: trabalho. Bom, ando saindo bastante também, ao menos mais frequentemente do que comparado a minha vida reclusa de antes. Este fim-de-semana que passou, tivemos um amigo do Erik aqui. No próximo fim-de-semana, vamos a Estocolmo. Motivo: um encontro com the boss, Bruce Springsteen. Eu e Erik vamos ao show do Bruce Springsteen na Friends Arena em Estocolmo.

Bruce Springsteen é cantor do qual gosto muito, muito mesmo. Ele fez algumas das músicas que estão em minha lista de melhores de todos os tempos. Falando em listas, a Valéria Hernandorena tem um blog excelente com listas de cinco coisas em diversos temas. Na verdade, o blog dela não é tão simples assim, mas ao invés de eu explicar muito, vocês podem visitá-lo aqui. Pois bem, ela me sugeriu que eu começasse uma série de posts com dicas de música. Eu gostei da ideia, e aproveitando que vou ao show do Bruce no sábado, já começo com ele mesmo. Copiei o formato de apenas cinco elementos na lista. Do contrário, eu ficaria eternamente decidindo que músicas deveriam fazer parte dela.

Começo, então, o primeiro post com dicas de música. Não quero parecer pretensiosa, não tenho a mínima intenção em dar uma de crítica musical. O negócio aqui é mesmo colocar as cinco músicas que mais gosto dos artistas que mais gosto. O que vai determinar as escolhas é a pergunta: “Se eu tivesse que apresentar o cantor(a) X para meu amigo, quais as cinco músicas que realmente o fariam colocar esse artista no mp3 player para sempre?” É nesse sentido que farei as escolhas, ao invés de escolher o que é representativo de uma carreira inteira, por exemplo – seria uma loucura, e como já disse, não estou concorrendo a uma vaga no Pitchfork.

Cinco músicas do Bruce Springsteen

Bruce+Springsteen

Ai se eu já fosse nascida nessa época… Homens, por favor, copiem o estilo.

My Hometown

Disco: Born in the U.S.A.

“Last night I sat him up behind the wheel and said son take a good
Look around
This is your hometown”

As letras do Bruce Springsteen são as melhores se você quiser entender um pouco da cultura da classe trabalhadora americana.

The River

Disco: The River

“Now those memories come back to haunt me, they haunt me like a curse
Is a dream a lie if it don’t come true
Or is it something worse that sends me
Down to the river though I know the river is dry”

Dancing in the Dark

Disco: Born in the U.S.A.

Essa é para ouvir se você estiver se sentindo sem saída, sem saber o que fazer da vida.

“I get up in the evening, and I ain’t got nothing to say
I come home in the moring, I go to bed feeling the same way
I ain’t nothing but tired, man I’m just tired and bored with myself

[…]

I check my look in the mirror wanna change my clothes my hair my face
Man I ain’t getting nowhere I’m just livin in a dump like this
There’s something happening somewhere baby I just know that there is”

Human Touch

Disco: Human Touch

“So you’ve been broken and you’ve been hurt
Show me somebody who ain’t
Yeah, I know I ain’t nobody’s bargain
But, hell, a little touch up and a little paint…
You might need something to hold on to
When all the answers, they don’t amount to much
Somebody that you could just to talk to
And a little of that human touch”

Eu acho que depois dessa, é impossível não dar um pouco de human touch para ele, né?

Downbound train

Disco: Born in the U.S.A.

Isso é Bruce Springsteen, isso é América:

“I had a job, I had a girl
I had something going mister in this world
I got laid off down at the lumber yard
Our love went bad, times got hard
Now I work down at the carwash
Where all it ever does is rain
Don’t you feel like you’re a rider on a downbound train”

Espero que gostem das músicas. O próximo artista é muito especial.

Um luxo de surpresa: The Cosmopolitan, Las Vegas

Em meio à estadia em Los Angeles, Seth, Erik e eu pegamos um avião para uma das cidades mais divertidas onde já estive: Las Vegas.

Lá eu tive uma surpresa maravilhosa. O Erik já tinha me dito que estava preparando alguma coisa, uma pequena surpresa. Ao chegar, eu descubro que a “pequena surpresa” é simplesmente uma suíte divina no hotel mais novo e luxuoso da cidade, The Cosmopolitan. Erik e Seth conseguiram reservar online uma suíte com um preço excelente. Nós três dividimos o mesmo quarto, bem grande, com duas camas king size.

The Cosmopolitan fica na Las Vegas Strip, a avenida principal da área dos cassinos. O hotel é na verdade um resort e um cassino. Todos os hotéis dessa área são também cassinos, estes sempre localizados na piso térreo. The Cosmopolitan abriu no final de 2010, custou 3.9 bilhões de dólares, tem 2995 quartos e um cassino de 7 mil metros quadrados. É um novo conceito em termos estéticos, pois os outros cassinos têm uma aparência brega/cool/kitsch – que eu adoro – mas The Cosmopolitan uniu design e gosto. É muito bonito.

The Cosmopolitan of Las Vegas. Fonte: wikipedia
The Cosmopolitan of Las Vegas. Fonte: wikipedia

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No saguão há umas pilastras com telas que mudam os motivos frequentemente:

Saguão
Saguão

Mais uma pilastra, com telas mostrando livros:

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Bar no saguão
Bar no saguão
Cassino do hotel
Cassino do hotel

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Elevador coberto de telas
Elevador coberto de telas com imagens fluídas

A suíte era divina.

Suíte
Seth na suíte

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Havia todos esses “pequenos” luxos e mimos, como roupão, pantufas, cremes hidratantes, sabonetes e tudo o mais.

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Podíamos pedir serviço de quarto pela TV. É tudo integrado em um sistema.

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Vista da janela

Ficamos em Las Vegas por duas noites. eu aproveitei a piscina todos os dias, pelo menos um pouco. O verão em Las Vegas é insuportável, chega a 50 graus. Deve ser a cidade mais insustentável do mundo, pois todo esse luxo fica no meio do deserto. Não dá para andar pelas ruas à tarde, é sempre bom se esconder nos cassinos ou restaurantes com ar-c0ndicionado.

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Tinha sistema de som no quarto e tocamos bastante música. Acabou tocando uma que eu já não ouvia há tempos, mas que amo. É “All my little words”, do Magnetic Fields. Olha aí, Valéria, indicação! 🙂

Agora sempre que a escuto, me lembro dessas aventuras.

FYF Fest: festival de bandas em LA, segundo dia

No dia seguinte, domingo 02 de setembro, em mais um ensolarado dia em Los Angeles, estávamos de volta para o segundo dia de FYF Fest. Veja o primeiro aqui.

O segundo dia foi bem mais legal que o primeiro, pois vi bandas das quais gostei muito.

Ainda na casa do Seth:

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Segundo dia de FYF Fest
Segundo dia de FYF Fest

No segundo dia, vimos: White Fence (legalzinho), Givers (a menina é muito boa), Father John Misty (comentários abaixo), Beirut (adoro) e provavelmente outras de que já me esqueci.

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White Fence

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Givers

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A minha mais nova banda preferida é Father John Misty. Não é exatamente banda preferida, mas tenho ouvido muito o disco deles, Fear Fun, e a música que está no repeat e escuto um milhão de vezes bem alto todos os dias é deles: Hollywood Forever Cemetery Sings é fantástica! O show não foi tão bom assim, mas o vocalista tinha uma presença de palco bem como o Scott Weiland, ex-Stone Temple Pilots e ex-Velvet Revolver. Lembra-se dele, Carol, quando vimos o show dessa última banda?

Achei o clipe meio ruim, mas a qualidade do som está ótima:

Father John Misty
Father John Misty

Hollywood Forever Cemetery Sings tinha acabado de tocar, foi a última:

Dançando ao sol no show de Father John Misty
Dançando ao sol no show de Father John Misty

O show do Beirut, à noite, foi bom também. Ele tocou a minha música favorita, A Sunday Smile:

Looks

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Looks na tenda VIP

Seth, Erik e eu tínhamos acesso também ao trailer do marca de rum Sailor Jerry, já que foi um amigo do Seth que trabalha nessa empresa é quarranjou os convites. Tomamos uns drinks de graça.

Tenda VIP
Tenda VIP

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Encontrei com o ator David Cross, que interpreta um dos melhores personagens do seriado de TV Arrested Development, o Tobias Fünke.

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David Cross
Tobias Fünke azul
Tobias Fünke azul

E assim terminam os posts sobre as duas semanas que passei em Los Angeles. Próxima parada: Las Vegas.

FYF Fest: festival de bandas em LA, primeiro dia

Eu adoro festivais, mas ainda não fui em muitos. Festivais são legais por diversos motivos, mas principalmente porque as pessoas passam o dia em uma outra frequência, literalmente.

O Fuck Yeah Festival (FYF) acontece anualmente em Los Angeles. Este ano foi no Los Angeles State Historic Park, nos dias 01 e 02 de setembro.

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O Seth arranjou convites VIPS para a gente, o que significa acesso às tendas com sofás, sombra, mais conforto. No verão de Los Angeles, isso vale muito. Estava muito quente e empoeirado.

Preparada ainda na casa do Seth, primeiro dia:

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Peça com memória: vestido verde da loja do Exército da Salvação na Noruega

Fila enorme, o que evitamos, mais um benefício de entradas VIP.

Eu registrei muitos looks bem legais, aproveitem. 🙂

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Calor

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Muito calor

Neste primeiro dia, vimos as bandas: The Vaselines, Future Islands, Chromatics (muito bons), Sleigh Bells (uma merda) e M83 (chato). Aí fomos embora, depois de um dia inteiro, cansados e com fome, apesar da farta distruição de Ben & Jerry’s na tenda VIP.

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The Vaselines

Os Chromatics fizeram um show muito bom. Gosto muito desse tipo de som que eles fazem. Tick Of The Clock é uma faixa muito legal:

Carol, acho que você gostaria muito dessa banda.

Looks

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O look abaixo está fantástico, bem à la Devendra Banhart.

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Devendra Banhart
Devendra Banhart

Malibu

Malibu é uma cidade à beira-mar, parte do condado de Los Angeles. Na verdade, parece apenas uma das praias de Los Angeles, mas é considerada uma cidade. São 34 Km de uma linda costa, banhada pelo Pacífico, onde vivem muitos milionários e celebridades. No verão americano, eu queria aproveitar e ir à praia, então claro, Malibu! Na verdade, é uma das melhores escolhas, pois a praia é muito bonita, aparentemente limpa, e a areia é mais quente.

Antes de chegarmos à praia, paramos em Santa Mônica para comer em um restaurante delicioso, o Marmalade Café.

Santa Mônica, Califórnia
Santa Mônica, Califórnia

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Marmalade Café
Marmalade Café
Pacific Coast Highway
Pacific Coast Highway
Malibu

Malibu também é o nome de uma ótima música de uma banda chamada Hole. Eu comprei o disco Celebrity Skin, com essa música, quando tinha uns 15 anos e o ouvia todos os dias. Eu realmente adoro essa música. Pensei muito nela quando estava em Malibu.

Vejam Malibu no vídeo e nas fotos.

Hey, hey
You know what to do
Oh baby drive away, to Malibu

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Neste momento, quando decidi ir para a água, eu já estava pensando muito nessa música. Foi um momento bem inspirado.

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And the sun goes down
I walk into the waves

(Courtney faz a mesma coisa no clipe)

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Oceans of angels…

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Oceans of stars…

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Down by the sea is where you drown your scars

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Tenho que registrar aqui que, assim que cheguei perto do mar, vi uma barbatana grande subindo e depois desaparecendo na água. Era um golfinho! Lá tem tubarões mansos, que ficam a uma certa distância da praia, além de golfinhos que aparecem de vez em quando. Fiquei prestando muita atenção e depois vi quatro juntos. Estavam lá nadando e brincando o tempo todo, até que eu vi um saltar ao longe. Foi muito bonito.

O mar é uma das coisas que mais sinto falta.

Going to California

Eu sempre amei Going to California, de uma das minhas bandas preferidas, o Led Zeppelin. Sempre pensei, também, que o dia em que eu estivesse no avião, indo para a Califórnia, eu escutaria essa música.

Esse dia chegou, 30 de agosto de 2012 e, para variar eu… me esqueci de escutar a música.

“Going To California”

Spent my days with a woman unkind, Smoked my stuff and drank all my wine.
Made up my mind to make a new start, Going To California with an aching in my heart.
Someone told me there’s a girl out there with love in her eyes and flowers in her hair.
Took my chances on a big jet plane, never let them tell you that they’re all the same.
The sea was red and the sky was grey, wondered how tomorrow could ever follow today.
The mountains and the canyons started to tremble and shake
as the children of the sun began to awake.

Seems that the wrath of the Gods
Got a punch on the nose and it started to flow;
I think I might be sinking.
Throw me a line if I reach it in time
I’ll meet you up there where the path
Runs straight and high.

To find a queen without a king,
They say she plays guitar and cries and sings… la la la
Ride a white mare in the footsteps of dawn
Tryin’ to find a woman who’s never, never, never been born.
Standing on a hill in my mountain of dreams,
Telling myself it’s not as hard, hard, hard as it seems.

Há também uma outra, Going to San Francisco, do Scott McKenzie. Eu nem escutei essa no avião e nem fui para São Francisco.