Risoto de abóbora cheirosa e baby espinafre com bulgur

Já faz bastante tempo que não coloco nenhuma receita aqui. Há algum tempo atrás, a Valéria sugeriu que eu mostrasse mais receitas vegetarianas, e eu me empolguei um pouco mais em mostrar as minhas experiências na cozinha. Eu gosto muito de cozinhar – o que é assunto para um post futuro – e sou curiosíssima. Adoro criar minhas próprias receitas, assim como experimentar a dos outros. Decidi postar aqui, um pouco mais frequentemente, algumas das receitas vegetarianas que eu cozinho. É claro que vou levar em consideração a possibilidade de se poder encontrar os ingredientes no Brasil, já que a maioria das pessoas que lêem este blog são brasileiras. Sei que, na verdade, vou precisar sugerir bastantes adaptações, pois eu uso vários ingredientes fáceis de achar por aqui, mas não por aí.

Este é o caso desta receita criada por mim, um risoto de abóbora cheirosa com bulgur. Eu conheço a abóbora-cheirosa pelo seu nome em Inglês, butternut squash. É um tipo de abóbora do inverno:

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Se você não encontrar essa abóbora, use qualquer outra, ou até mesmo curgetes, um tipo delicioso de abóbrinha, padrão aqui na Suécia:

two fresh zucchini isolated

O bulgur, ou triguilho, é um velho conhecido de muitos, apesar de vocês não saberem. É aquele trigo para tabule e quibe. É delicioso em qualquer prato, é uma das minhas descobertas fantásticas aqui na Suécia. Eu cozinho exatamente da mesma maneira que o arroz, não tem erro. Eu usei o semi-integral:

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Ingredientes (4 porções tamanho Camila, dá 6 para quem come pouco)

Bulgur (use a quantidade que você gostaria para 4, meça como o arroz)

1 abóbora-cheirosa de mais ou menos 1,5Kg

Azeite

Sal

Salsinha

Cebola

Alho

Parmesão ralado

Espinafre (baby)

Tomates secos

Azeitonas pretas (usei kalamata)

Sementes de girassol

Fica fácil de fazer uma versão vegana, é só não usar o parmesão.

Comece preparando a abóbora, que deve ser assada no forno. Essa parte da receita foi tirada daqui: garlicky baked butternut squash

Erik descasca e corta a abóbora:

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Pedaços já cortados e misturados com o azeite, sal, parmesão, salsinha e alho no forno. Eles devem ser assados por uns 50 minutos. É só seguir o passo-a-passo do link acima.

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Aqui eles já estão prontos e muito gostosos. Reserve.

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Enquanto isso, eu preparei o bulgur da mesma maneira que aprendi a fazer arroz. Uma cervejinha é sempre boa para acompanhar qualquer empreitada na cozinha.

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Dourando cebola para o bulgur:

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Quando o bulgur estiver pronto, transfira para uma panela bem grande e misture a abóbora assada, o espinafre lavado, as azeitonas e os tomates secos  cortados em pedaços e as sementes de girassol. Deixe o espinafre dar uma leve amolecida com o calor do bulgur e da abóbora. Regue com mais azeite.

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Panela gigante

Pronto. É fácil, nutritivo, delicioso e vegetariano. Nós adoramos e vamos fazer muito mais vezes.

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Se alguém tiver sugestões, é só deixar um comentário.

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Lasanha de Beringela

Mais um episódio meio desastroso da cozinha maravilhosa da Camila.

Achei uma receita de lasanha de beringela, sem massa, apenas as lâminas de beringela no lugar do macarrão. Desde que descobri que amo cozinhar, sempre fico de olho em receitas novas, salvo vários links na minha conta do Delicious (os links estão no menu à direita). Bem, a receita está aqui.

Eu sou do tipo que gosta de mudar a receita, para o bem e para o mal. Às vezes é porque acho que vai ficar mais gostoso, mas em outras ocasiões é porque tenho preguiça de calcular direitinho. Eu acho chato medir e calcular tudo – como os suecos – e acredito que vai dar certo se eu tiver uma vaga ideia do quanto determinada receita leva de ingredientes. Por isso que  esta deu meio errado.

Comecei mudando os ingredientes. Vamos a uma comparação da receita original e a versão a la Camila:

Ingredientes

  • 4 berinjelas médias, cortadas em rodelas finas

Cortei duas beringelas grandes em fatias tão finas quanto papel. A terceira usei mais adiante.

  • 4 colheres (sopa) de azeite

Usei azeite em abundância. Azeite é algo com que não se pode ter restrições.

  • 200 g de mussarela de búfala (ou normal) ralada

Usei queijo amarelo gouda em abundância.

  • 2 xícaras (chá)de molho de tomate pronto

Eu fiz o meu próprio molho usando 3 latas de tomates pelados e mais uma porção de ingredientes. Ficou mais aguado que molho industrializado.

  • 2 bolas médias de mussarela de búfala, cortadas em fatias

Mais queijo gouda.

  • Folhas de manjericão fresco a gosto

Eu não tinha. Usei cebolinha.

  • Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Traduzir é complicado. Pimenta-do-reino é um termo vago. Tem vários tipos. Eu escolhi a pimenta branca.

Ingredientes extras

Temperos:

Orégano, manjericão seco, loro, pimenta branca e cebolinha

O chorizo é vegetariano, da marca Hälsans Kök.

Modo de preparo

Antes de começar a receita original, fiz meu próprio molho. Refoguei o choriço.

  • Em uma assadeira, espalhe as rodelas de berinjela e pincele com azeite.

Eu joguei tanto azeite na beringela! As rodelas sugavam o azeite e ficavam secas tão rapidamente, que eu não podia fazer mais nada, a não ser jogar ainda mais.

  • Leve ao forno quente  (200°C), preaquecido, por 15 minutos ou até dourar. Retire do forno e reserve.

Pois bem, eu abri o forno algumas vezes, a temperatura caiu (o fogão acende uma luzinha aqui se a temperatura muda) e as beringelas não ficaram douradas. Ao contrário, grudaram na forma, pois as fatias eram muito finas.

Grudou.
  • Em uma travessa refratária, espalhe colheradas do molho e faça camadas de berinjela, mussarela ralada, um pouco de molho e folhas de manjericão.

Eu reparei que a beringela encolheu e seria muito pouco. Tive a fantástica ideia de cortar a terceira beringela e nem assá-la, mas sim colocar as fatias frescas diretamente na montagem da lasanha.

Beringela fresca

  • Termine com as rodelas de mussarela de búfala. Leve para assar em forno quente (200º), preaquecido, por 20 minutos ou até a superfície começar a dourar. Retire do forno, decore com um galho de manjericão e sirva.

Mesa posta com uma das toalhas novas que minha mãe trouxe de Portugal:

O Pituti assistiu tudo:

Ao sair do forno:

Lasanha de beringela

Ficou bonita e até gostosa, mas o erro foi ter colocado a beringela fresca. Esse legume solta muita água, então o molho ficou aguado no fundo do prato. Foi a segunda tentativa, com uma receita diferente. Vamos ver se acerto na próxima. O Erik gostou.

Mistério resolvido: lasanha

Lasanha era um mistério para mim. Especialmente essas novas, cuja massa não precisa ser aferventada. Eu pensava que seria fácil, até que, há muitos meses atrás, tentei fazer uma. A Carol e a minha mãe acompanharam por skype e viram o desastre. Usei massa desse tipo citado, dois pacotes de meio quilo cada, pois a forma era grande e pensei que fosse pouca massa. Jamais façam isso. Meio quilo de massa é suficiente para ao menos 6 pessoas. Um quilo de massa e 10.000 camadas deixa a sua lasanha uma pedra, pois a massa não cozinha. Aí a expectativa de comer lasanha é substituída pela frustração de ter que comer algo parecido com bolo de macarrão.

Pois bem. Busquei e busquei várias receitas de lasanha online e encontrei uma tradicional aqui: Lasanha à Bolonhesa. Eu adaptei a receita e tornei-a vegetariana; fiz com carne moída de soja. A diferença é que é necessário preparar a soja antes de começar o ato I da receita acima. Eu trouxe soja do Brasil, proteína texturizada granulada da Mãe Terra. O site deles é uma graça, com várias formiguinhas e caracolzinhos. Eles vendem muitos produtos legais, como bizus e miojo orgânicos, viu Carol (miojo orgânico com massa caseira integral, não frita e 60% menos sódio à venda no Ao Pharmacêutico e é barato). Lou, Pam e Valéria, eles também têm cookies integrais, hehe.

Proteína Texturizada de Soja Mãe Terra

Aqui na Suécia eu geralmente uso Veggi:

Assim, o primeiro passo é preparar a soja. As instruções para hidratação estão no pacote. Depois, refoguei azeite, cebola e alho, acrescentei a soja e mais uma série de temperos (sal, pimenta, cúrcuma para cor, caldo de legumes, um pouco de mostarda e outros). Depende do gosto. Depois de refogar bastante (é importante acrescentar água durante o refogado, assim a soja não gruda), está pronto para começar a receita acima.

Segui direitinho o passo-a-passo – o que é muito raro, eu sou o tipo de chef que não se importa com instruções – e a lasanha de muito certo! Sucesso! Pode tentar essa, Day.

Lasanha à bolonhesa vegetariana

Salada de baby rúcula e rabanete para acompanhar:

Uma das coisas importantes na cozinha vegetariana é entender que não significa limitação, mas sim, adaptação. É uma questão de adaptar receitas e criar e buscar novas também. Depois que me mudei para a Suécia, descobri que amo cozinhar, mas isso é assunto para mais posts.

Aceito sugestões de desafios. Eu tento cozinhar aqui e posto os resultados.

Este post também é uma oportunidade de mostrar os presentes super fofos que eu ganhei da Carol e do Peterson:

E a toalha portuguesa linda que ganhei dos meus pais:

Vou mostrar mais em futuros posts. Estamos usando tudo e amando.

Primeiro Natal

No dia 22, antes de irmos a Uppsala passar o Natal, tivemos a nossa comemoracão particular: o primeiro Natal no apartamento. Os enfeites de Natal não foram muito especiais, haha. Na verdade apenas destaquei umas figuras de um pedaco de papel cartao que recebi na correspondência de uma loja. E o Papai Noel era de chocolate, não durou até o Natal.

Enfeites de catálogo de loja

Eu acho que foi o Rides que o comeu:

O jantar estava uma delícia, escolhi para o cardápio apenas coisas que gostamos muuuuuuuuito. E super fácil de fazer, praticamente não tivemos que cozinhar quase nada.

Cardápio: purê de batata (aprendi a amar por aqui); prinskorv (umas salsichas especiais de Natal que o Erik ama. Foi a surpresa natalina); vieiras ligeiramente salteadas no azeite e alho; tomates cereja; camarões frescos com azeite e salsinha; miolo de alcachofra; baby rúcula e salmão grelhado. Huuuuuuuuuuum…

Para beber, Samichlaus, a cerveja que presta homenagem a São Nicolau. Falei dela aqui.

Tomatinhos, salmão, camarão, rúcula e alcachofra

Prato do Erik

O Rides adorou e já estava espreitando o purê de batatas:

Vieiras

Depois ele decidiu atacar as salsichas:


Oktoberfest

Há umas semanas atrás, houve Oktoberfest aqui no apartamento. Oktoberfest para dois convidados apenas, já que não fomos a Munique. Primeiramente, a história da Oktoberfest não pode ser desvencilhada da cerveja Hofbräu München. Trata-se de uma Lager (cerveja de baixa fermentação) do estilo munchner. Fica fácil deduzir que é produzida na cidade de Munique (München). A cervejaria foi fundada em 1589 e produzia cerveja apenas para a realeza. Foi em 1810, porém, que Hofbräu ligou seu nome a Oktoberfest, ou melhor, deu origem à festa.

Quando Ludwig, filho do rei Maximilian I Joseph da Baviera, se casou com Theresa, foram convidadas mais de 40 mil pessoas. Houve uma corrida de cavalos de raça e aparentemente todos estavam muito animados, pois nessa ocasião foi decretado que a festança se repetiria todos os anos, o que se tornou a Oktoberfest. A cerveja servida no casamento foi a Hofbräu.

Não tomamos Hofbräu pois Systembolaget não traz essa cerveja para cá, mas experimentamos algumas oktoberfestbiers.

Copo de Erdinger, mas era Spaten Oktoberfest

Tentamos vestir roupas típicas – do que temos no ármario, o que não é muito. Tocamos apenas música brega alemã, Erik montou o playlist:

Erik escolhe músicas atentamente.
Ótima seleção musical.

Começo da festa:

Mais alguns canecos:

Depois de muitos:

Também comemos deliciosas bolinhas rösti, uma mistura de batata com queijo, huuuuum… Rösti e cerveja:

Erik amou.

Cinco minutos depois:




Adoro Oktoberfest.

Um ano

De volta ao blog depois de longas férias.

O título é bem claro. Um ano de Suécia!!!!!!!!! Um ano de sambo (sambo é a união estável por aqui). Estamos muito felizes, comemoramos bastante. Teve moqueca, Mohawk Extra India Pale Ale (umas das melhores IPA que eu já provei, é sensacional), La Trappe Tripel (amo), Rochefort 8 (amo), dança, música…

Na foto acima, dá para ver os nossos leds coloridos, apesar de que estavam desligados, são muito psicodélicos. As cores do arco-íris mudam gradualmente…

O fogão tem luz, adoro.

Estava meio picante

Bom, mudei o layout do blog, espero que gostem! Não tenho como escolher todos os detalhes, pois é um dos temas do wordpress e não entendo nada de linguagem. Aguardo comentários sobre a nova interface. Há, no canto superior direito, um campo para inserir o e-mail e assim receber as atualizações na caixa postal.