Sasan Gir: safári no lar dos últimos leões asiáticos

Na sequência deserto  – mar, veio a selva. Sáfari na selva. Sasan Gir é uma reserva florestal no estado de Gujarat, relativamente perto de Diu. Isso, na Índia, quer dizer muita estrada, afinal o país é enorme. Sasan Gir é uma reserva muito importante por abrigar os últimos leões asiáticos (Panthera leo persica), uma subespécie de leão. Há também muitos outros animais, como leopardos, ursos, najas, hienas, antílopes… Da Wikipedia:

“It is the sole home of the pure Asiatic Lions (Panthera leo persica) and is considered to be one of the most important protected areas in Asia due to its supported species. The ecosystem of Gir, with its diverse flora and fauna, is protected as a result of the efforts of the government forest department, wildlife activists and NGOs. The forest area of Gir and its lions were declared as “protected” in the early 1900s by the then Nawab of the princely state of Junagadh. This initiative assisted in the conservation of the lions whose population had plummeted to only 15 through slaughter for trophy hunting.

The April 2010 census recorded the lion-count in Gir at 411, an increase of 52 compared to 2005. The lion breeding programme covering the park and surrounding area has bred about 180 lions in captivity since its inception.

[…]

The count of 2,375 distinct fauna species of Gir includes about 38 species of mammals, around 300 species of birds, 37 species of reptiles and more than 2,000 species of insects.”

No jipe, a caminho do sáfari em Sasan Gir
Sasan Gir

Logo no começo, vimos um sambar, um tipo de veado bem grande:

Sambar

Pavão selvagem

Cupinzeiro gigante

Mas a pergunta é: vi ou não vi um leão? Vi uma pantera beeeeeeeem longe (as orelhas), mas de leão, só as pegadas:

Pegadas de leão

Ao final do safári, Erik e eu tivemos que esperar pelo ônibus em uma pequena vila:

Nessa parte da Índia, as pessoas bebem café em pires:

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Cenas de Diu III: os pescadores de Vanakbara

Por ser uma cidade à beira mar, é claro que há atividade pesqueira na região. Um lugar legal de se visitar é uma vila de pescadores chamada Vanakbara. Eu e Erik alugamos uma moto novamente. Aliás, eu bati a moto na traseira de um pequeno caminhão, mas não foi nada. Os rapazes que alugam as motos constataram que não estava avariada. Bem, Vanakbara é uma vila cheia de barcos, bandeirinhas, crianças correndo, peixe secando ao sol, mulheres trabalhando e cheiro de pescado. Tudo ao estilo indiano.

Em um desses passeios de moto (algo a se fazer em Diu), já não me lembro se a caminho de Vanakbara, encontramos uma árvore gigantesca:

Árvore gigante
Primeira vez em meses que finalmente pude usar shorts.
Diu é tropical.

Também paramos por aqui, um ponto famoso da ilha, a uns três quilômetros da cidade:

Templo Gangeshwar, dedicado a Shiva.

Ali mesmo, havia gente pescando, apenas com linha, sem vara:

E anoitece… As cores da Índia sempre me maravilham.

Vila Vanakbara
Vanakbara

Peixe seca ao sol.
Carreta de peixe
Homens do mar

Tudo é meio rudimentar. Os homens quebram grandes blocos de gelo manualmente.

Muito bonito. Os melhores horários para visitar Vanakbara são o começo da manhã e o fim da tarde. Lógico que fomos no fim da tarde.

De Diu, praia, rumei para a selva, Sasan Gir. No próximo post.

Cenas de Diu II: o forte português

Como mencionado no post anterior, uma das principais atrações de Diu, além da cerveja barata, é o F0rte de Diu, uma construção portuguesa dos tempos coloniais. Foi construído em 1535, quando Portugal estava no auge do pioneirismo marítimo (lembram-se das aulas de História?), mas foi a partir de 1537 que Portugal tomou total controle do forte e da cidade de Diu. Foram 424 anos, o período colonial mais longo do mundo.

Forte de Diu

Brasão da terrinha
Vista a partir de onde estão os canhões

Periquitos

Capela de São Tiago
Interior da capela

Placa em Português

Bem diferente dos fortes do Rajastão, não?

 

Cenas de Diu I

A jornada pelo Rajastão chegou ao fim. Eu e Erik mudamos totalmente de ares e fomos do deserto para o mar. É em um dos territórios da união que fica Diu, chamado Damão e Diu. Esse território fica bem perto do estado de Gujarat, até pensei que fosse parte dele. Diu é uma pequena cidade da Ilha de Diu.

Mas por que será que nos interessamos em visitar uma cidadezinha perdida em um ilha parte de um território indiano? A ver. Com uma ajudinha da Wikipedia, fica mais fácil entender  por quê:

  • Há um forte português
  • Há uma catedral portuguesa
  • É uma ex-colônia portuguesa. Ficou sob posse de Portugal até 1961.
  • É permitida a venda de álcool, e é onde é mais barato na Índia
  • E finalmente… É o décimo distrito MENOS populoso da Índia!

Para honrar as minhas raízes lusas, poder finalmente beber uma cerveja e descansar da intensidade e caos da Índia, aturamos uma viagem longuíssima de quase um dia. Primeiro, um ónibus leito imundo, depois um mais um ônibus que nos levou por estradas bem poeirentas. Depois, Diu.

Rua em frente ao hotel
Pracinha da feira

Por ser um lugar onde o álcool é permitido e barato, há muitos turistas indianos, principalmente homens. Ao tomar uma em um bar repleto de moscas, o cardápio deixa claras as regras do jogo:

Taxa de vômito 100 rúpias (3,70 reais). Vomitou, pagou.
Empreendimento honesto

Dá para perceber a influência portuguesa na arquitetura:

Catedral portuguesa
Catolicismo e hinduísmo lado a lado.

Diu fica em uma ilha, como já mencionado, à beira-mar:

Avenida da praia

Forte Panikotha, no meio do mar, parece um navio de cimento.

Notei que retroblogar trás um problema grave: eu acabo não contando as verdadeiras aventuras que passei em determinado lugar, pois as estórias ficam “velhas”. A memória já não fica mais fresca e a empolgação para contar diminui. É bem melhor escrever durante as viagens, mas bem difícil também, por falta de infra, tempo… Enfim, uma dessas estórias aconteceu em Diu, vou citá-la brevemente aqui. Havia um restaurante chamado, literalmente, nome em Português mesmo, “O Coqueiro”, a uns cinco minutos do hotel. A comida era de Goa/portuguesa, imagina se não amei. Era boa mesmo, comi lá quase todos os dias. O restaurante fica no quintal da frente de uma simpática família, chão de terra. O dono é muito bonzinho, simpático, prestativo. Ainda assim, aconteceram alguns fatos estranhos lá:

Duas vezes, havia pedaços de vidro na comida.

Uma vez, um rato roeu o dedão do Erik.

Uma vez durante o jantar, um sujeito parou sua moto em frente à porta do restaurante, me mandou beijos e se masturbou.

Isso fez a experiência gastronômica um tanto peculiar. Mas eu recomendo “O Coqueiro”.

No próximo post, mais um forte. Sei que todos já estão cansados de fortes, mas acho que é o último, e português.

O forte Kumbhalgarh

Quando estávamos em Udaipur, Erik e eu decidimos fazer uma pequena viagem de um dia, uma visita a um forte magnífico: o forte Kumbhalgarh. É o segundo forte mais importante de Mewar, região centro-sul do Rajastão. A pequena viagem vale muito à pena, pois a construção é linda e o caminho, mais ainda. Mais um pouco de info sobre o forte, diretamente da Wikipedia, em Inglês (não há uma página em Português):

Kumbhalgarh is a Mewar fortress in the Rajsamand District of Rajasthan state in western India. Built during the course of the 15th century by Rana Kumbha, and enlarged through the 19th century, Kumbhalgarh is also a birthplace of Maharana Pratap, the great king and warrior of Mewar. Occupied until the late 19th century, the fort is now open to the general public as a museum and is spectacularly lit for a few minutes each evening. Kumbalgarh is situated 82 km from Udaipur towards its northwest and is easily accessible by road. It is the most important fort in Mewar after Chittaurgarh.

Built on a hilltop 1100 metres above sea level, the fort of Kumbhalgarh has perimeter walls that extend 36 kilometres.[1] The frontal walls are fifteen feet thick. Kumbhalgarh has seven fortified gateways. There are over 360 temples within the fort, 300 ancient Jain and the rest Hindu. From the palace top, it is possible to look tens of kilometers into the Aravalli Range. The sand dunes of the Thar desert can be seen from the fort walls.

A vista é formidável, se alonga até onde os olhos não podem ver.

Forte Kumbhalgarh
Dentro do forte

Ponto mais alto do forte

Cenas do caminho de volta a Udaipur

Vilas esquecidas

Cenas de Udaipur III: o templo Jagdish e a religiosidade indiana

Uma outra atração famosa, a poucos metros do Palácio da Cidade, é o templo hindu Jagdish. Atrás do templo, há distribuição de comida para a população de rua e homens santos.

Atrás do templo

Sobra um pouco para outros também:

O templo Jagdish

Mulheres de uma tribo do Rajastão
Casal

Nas escadarias do templo

Há sempre pequenos altares pelas ruas e a religiosidade está em todo lugar na Índia.

Devotos de Sai Baba (o original)

Comemoração na rua

Espectadora

Criança trabalha na rua.

 

Cenas de Udaipur II: o Palácio da Cidade

Às margens do Lago Pichola, fica o Palácio da Cidade, considerado o maior do Rajastão em seu estilo. Por preguiça de resumir/traduzir, aí vai um pouco de informação diretamente da Wikipedia:

City Palace, Udaipur, is a palace complex in Udaipur, in the Indian state Rajasthan. It was built by the Maharana Udai Singh as the capital of the Sisodia Rajput clan in 1559, after he moved from Chittor. It is located on the east bank of the Lake Pichola and has several palaces built within its complex. Udaipur was the historic capital of the former kingdom of Mewar in the Rajputana Agency and its last capital.[1][2][3][4][5]

The City Palace in Udaipur was built in a flamboyant style and is considered the largest of its type in Rajasthan, a fusion of the Rajasthani and Mughal architectural styles, and was built on a hill top that gives a panoramic view of the city and its surrounding, including several historic monuments such as the Lake Palace in Lake Pichola, the Jag Mandir on another island in the lake, the Jagdish Temple close to the palace, the Monsoon Palace on top of an overlooking hillock nearby and the Neemach Mata temple. These structures are linked to the filming of the James Bond movie Octopussy, which features the Lake Palace and the Monsoon Palace. The subsequent publicity has resulted in the epithet of Udaipur as “Venice of the East”.[4]

Visitamos o lindo palácio em um dia ensolarado.

Portão do palácio

Era o marajá que saía com sua comitiva.

O palácio da cidade

Jardim onde há lojas e cafés.

Eu amo os desenhos rajastanis, como os do portal acima e o elefante abaixo:

Interior do palácio

O balanço real