Road trip na Irlanda: a ponte do precipício

Depois de andar pelo caminho do gigante, era a vez de andar na corda bamba. Explico. Há poucos quilômetros do Giant’s Causeway, antes mesmo de chegar lá, fica uma outra atração bem visitada, muito pelo aspecto “perigoso” da façanha: uma ponte antiga feita de corda chamada Carrick-a-Rede, que liga a terra firme a uma ilhota de mesmo nome, Carrickarede. Assim, tanto o Giant’s Causeway quanto a ponte Carrick-a-Rede ficam nesta região, bem ao norte:

O caminho, para variar, era lindo:

De carro, há que pegar uma estradinha que leva ao estacionamento e portão. Dali, é uma boa caminhada de uns 20 minutos até chegar à ponte.

Entrada da estradinha

É depois deste portão que se começa a caminhada:

Portão

O que o Erik estava lendo ali? Ele leu que essa ponte foi construída por pescadores de salmão há muito tempo; mas, provavelmente por conta de pesca predatória, os peixes desapareceram, assim como os pescadores.

O cenário durante a caminhada é lindo também, bem dramático:

Claro que eu e Erik estávamos atrasados. Fomos os últimos a serem aceitos na fila para andar pela ponte, que é suspensa a 30 metros acima do mar. Bem alto. Neste ponto, infelizmente, todas as minhas baterias já tinham morrido. Então tive que buscar algumas imagens para mostrar aqui. Basta clicar em cada uma para ser levado à fonte.

Ponte de corda de Carrick-a-Rede

Tem cavernas por perto, parece um cenário de piratas.

Andei aqui. (fonte)

Acaba aqui a viagem pela Irlanda do Norte. Logo, a outra Irlanda independente.

 

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Road trip na Irlanda: no caminho do gigante

A calçada do gigante, ou The Giant’s Causeway, é uma das principais atrações turísticas da Irlanda do Norte. Como eu havia já dito em outros posts, é para lá que fomos no primeiro dia em que acordamos em Belfast, depois de passar por Carrickfergus e Glenarm. Demoramos quase um dia inteiro para chegar lá, não porque seja tão longe, mas porque dormimos no carro, paramos em vários lugares, nos perdemos, pegamos várias estradinhas.

Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, The Giant’s Causeway é algo como um acidente geológico, formações de rocha basáltica que se constituíram a partir de uma erupção vulcânica. É uma reserva natural que recebeu um boost com estruturas turísticas, restaurante e muitas bugigangas para vender. Fica cheio de turistas.

A questão é que as formações hexagonais são tão incríveis que as pessoas, há muito, muito tempo atrás, tiveram que ser criativas para explicar algo que não podiam compreender. Aí surgem as lendas, e a de lá é sobre um gigante, o Finn MacCool. Segundo a estória, foi ele quem construiu esse caminho. No saguão para os turistas, eles mostram um vídeo que conta a lenda e a explicacão científica.

O lugar é muito bonito. Tem que caminhar uns vinte minutos até chegar ao caminho de MacCool.

Aqui tem início o local onde estão as rochas hexagonais. Parece feito por um gigante mesmo.

The Giant’s Causeway

Aqui seria o lugar preferido de Carol e Peterson, pois eles não precisariam por rato de pelúcia nenhum para ver as pessoas assustadas, trupicando nas pedras. Isso acontece naturalmente lá.

Finn MacCool quem fez.

Ele deixou pistas lá e também perdeu os sapatos.

Camelo, bota e órgão – Finn deixou pistas nas rochas.
Onde está a bota do Finn? Ele a perdeu fugindo de Benandonner.
Aqui
Finn é mais alto do que dois ônibus double-decker.

O vilarejo de Glenarm

No primeiro dia que acordamos em Belfast, eu e Erik decidimos sair bem cedo, às 8 da manhã, para visitar um local bem famoso no extremo norte. Assim, teríamos o dia todo para dirigir por estradinhas e também não pagaríamos mais uma diária do albergue. O primeiro lugar que paramos foi Carrickfergus, mostrado no post anterior.

Quem nos conhece sabe que detestamos acordar cedo. A certa altura, depois de Carrickfergus, nós dois estávamos tão cansado que tivemos que parar para dormir no carro. Como todas as malas foram deixadas no carro mesmo, enquanto estávamos na Irlanda do Norte, tínhamos quase tudo o que precisávamos. Leia-se: um lençol.

Estrada
Onde estacionamos para dormir
Erik dorme no carro.

Após duas horas de sono pesado, paramos em um lindo vilarejo para tomar café. Muito cênico. Chamava-se Glenarm. A Wikipedia informa que o último censo de 2001 contabilizou 582 habitantes.

Glenarm

Entrada para a floresta

Há sempre arranjos de flores nas casas e estabelecimentos:

Há um castelo bem antigo em Glenarm, mas só vi o portão:

Portão do castelo de Glenarm

Newcastle e Carrickfergus

O fio da meada vai se perder aqui, pois vou voltar no tempo, um dia. Na verdade, no post anterior, contei das perturbações de Belfast e mostrei um pouco da paisagem vista pela  road trip. Mas neste post, vou mostrar uma cidadezinha que encontrei por acidente, no primeiro dia em que botei os pés na Irlanda.

Erik e eu estávamos no carro, a caminho da Irlanda do Norte, Belfast, e decidimos que, apesar de cansados da viagem , queríamos já aproveitar para ver alguma coisa. No mapa, decidimos tentar seguir uma das rotas cênicas, no nordeste da Irlanda do Norte. E assim chegamos a Newcastle (não confundir com a que fica na Inglaterra):

Passei mais ou menos uma hora lá, só para tomar um café. Foi a primeira cidadezinha da Irlanda do Norte que visitei.

Newcastle, Irlanda do Norte

Lá tinha uns negócios de jogo, que não chegavam a ser cassinos, mas tinham muitas máquinas caça-níquel.

O engraçado é que crianças podiam jogar!

Futura fã de Las Vegas

Ao escurecer, finalmente eu e Erik chegamos a Belfast, mostrada no post anterior. Ao acordar, pegamos o carro e rumamos a uma das atrações turísticas mais famosas de lá. Só que fomos bem devagar, pegando inúmeras estradinhas, nos perdendo e encontrando cidades que eram uma graça. O primeiro lugar onde paramos se chamava Carrickfergus. Foi no cais dessa cidade que tomamos café da manhã, sentados em um banco.

Visa större karta

Cais de Carrickfergus
Cais de Carrickfergus

Havia um forte:

Forte de Carrickfergus

Início das novas aventuras: Belfast e o começo da road trip

Eu sei que o título está meio metido por conta de “road trip”, mas é que essa é realmente uma daquelas expressões das quais não há uma tradução à altura em Português. Viagem pelas estradas? Viagem? Viagem de carro? Então, vai “road trip” mesmo, a pequena jornada de quatro dias a rodar de carro pelas duas Irlandas.

Assim que cheguei a Dublin, peguei o carro e fui diretamente a Belfast, capital da Irlanda do Norte, passar uma noite em um hostel antes de começar a road trip:

Eu sempre quis ir para Belfast, sempre gostei de como essa palavra soa. A cidade não é tão grande, mas tem um ar de uma capital divertida, mas meio decadente. Não por menos, Belfast tem uma longa história de violência separatista e religiosa, The Troubles. Uma questão política, acima de tudo.

Eu não tirei tantas fotos de Belfast, pois as três baterias que tenho estão uma porcaria e eu não tinha adaptadores. Assim, não tenho imagens dos muros pintados com os rostos de quem morreu em conflitos, nem das redes e portões que separam os bairros protestantes dos católicos.

Peace line (muros que separam os bairros). Fonte aqui.
Portões. Fonte aqui.

Existe um filme de que eu gosto muito, chamado “Em Nome do Pai“, que se passa na década de 70, justamente nesse contexto de inquietação e bombardeios. É com o Daniel Day-Lewis, que eu adoro. A trilha é muito boa também.

Daniel Day-Lewis em “Em Nome do Pai” (“In the Name of the Father”)

As ruas de Belfast (desta vez, minhas próprias imagens):

Belfast, Irlanda do Norte

A road trip começou no dia seguinte, ao acordarmos em Belfast. Os caminhos de lá são cênicos, lindos, campestres, bucólicos, verdes. O primeiro passo é adaptar-se a dirigir do lado oposto, ao estilo inglês:

Erik tenta se adaptar.
Rides II viaja conosco.
Lindas paisagens bucólicas

Ao dirigir pelas estradinhas, você se depara com cidades fofas, igrejas, ovelhas, pubs…


No próximo post, mostro uma cidadezinha que encontramos entre Dublin e Belfast, no primeiro dia a caminho da Irlanda do Norte.

Chegada a Liverpool

Quando o peito dói ao ver as fotos das férias que acabaram, é porque você realmente gostou de onde foi. É assim que estou agora, a rever algumas fotos de Los Angeles, sentada na sala do apartamento de Liverpool. Agora começa mais uma aventura, uma fase diferente. Todos estão dormindo, Erik, Jamie e Rob, os dois últimos nossos mais novos companheiros do dia-a-dia. Eles são muito doces. Enquanto eu estava em Portugal com papai e mamãe, Erik ralava por aqui para conseguir algo decente, bem localizado e não tão caro. Resultado: cheguei na noite de segunda a um apartamento super cool, onde moram os dois rapazes que alugaram o quarto extra para mim e para o Erik.

Jamie e Rob se formaram em Literatura, trabalham o dia todo, gostam de música, cinema e livros. O apartamento está cheio deles, tem coisa melhor? Tem um X-Box também. Nosso quarto não é grande, mas cabe tudo. O chuveiro é ótimo. Os problemas: não há ármarios na cozinha para colocar nossas latas de sopa e o carpete que cobre a casa está bem sujo. Fora isso, tudo está ótimo! O prédio é lindo, antigo, e bem no centro. Há tudo aqui por perto, supermercados, cafés, lojas, pubs, tudo.

Todo recomeço, assim como em Linköping e Ålesund, dá um frio na barriga, pois é começar do zero mesmo. Tenho que descobrir como ir a todos os lugares, onde encontrar determinadas coisas, arranjar um emprego, entender o espírito das coisas por aqui. Além de finalmente terminar o curso de sueco. É bastante trabalho, dá frio na barriga, dá ansiedade. Mas é muito bom. Enquanto vou fazendo essas coisas, aproveito para postar aqui, como vocês já devem imaginar, as estórias dos outros cantos por onde estive, junto a atualizações das trapalhadas por aqui. Assim, nos próximos posts, relatos de Camila em:

Nos gigantes Estados Unidos:

E:

Não tinha nenhuma foto minha, então vai o Rides II.

 

Próximas viagens

 

Esta é a última semana na Noruega. Vou sentir falta de Ålesund, realmente gostei desta cidade. De alguma maneira, me senti um pouco em casa aqui. Ålesund me lembra Santos (SP, Brasil) em alguns aspectos, até as luzes amarelas da noite me fazem ficar nostálgica. Estou de folga hoje, acabei de voltar do meu café preferido daqui, Lyspunktet, depois de três xícaras e meia de café. Tenho apenas mais três dias de trabalho na lanchonete e preciso começar a refazer as malas, pois vamos embora de Ålesund na segunda (20.08) bem cedo. Mas para onde eu e Erik vamos agora?

Tiraremos umas férias de quatro semanas. O primeiro destino é a Irlanda. Primeiro vamos para Belfast, Irlanda no Norte (a parte que ainda pertence ao Reino Unido), em uma mini “roadtrip”. Depois, quatro dias em Dublin, na Irlanda que é independente. Vai ser muito legal, sempre quis ir para a Irlanda. O que quero fazer por lá? Ir a muitos pubs e tomar muita cerveja. Olhar as pessoas, pegar um feeling do lugar.

Depois de uma semana na Irlanda, vamos para longe… Só que mais perto do Brasil: Estados Unidos. Sim, vou finalmente visitar o vizinho de cima. Primeiro passamos três dias em Nova Iorque, depois o resto do tempo em Los Angeles. São duas semanas no total. Diversas razões motivaram essa ida aos Estados Unidos agora. O melhor amigo do Erik mora em Los Angeles, então temos um lugar para ficar. Ele logo se mudará do país. Além disso, encontramos passagens baratíssimas (Dublin-NY-LA-Londres) e temos a oportunidade de fazer essa viagem agora.

Quando voltarmos dos Estados Unidos, aterrissaremos em Londres, mas eu sigo viagem sozinha. O Erik vai para Liverpool, procurar um lugar para nós morarmos até o fim do ano, e eu vou para Portugal! Sim, meus pais estão lá e esta é também uma ótima oportunidade para encontrá-los, já que estaremos no mesmo continente, hehe… Então eu sigo sozinha de Londres a Porto e passo uma semana com eles. Essas são férias de verdade, pois vou relaxar na terrinha. Eu já fui para Portugal, mas era muito pequena. Só é uma pena que a minha irmã Carol não estará lá. 😦

Estou muito ansiosa por essas próximas viagens e, ao mesmo temp0, já um pouco saudosa de Ålesund. Gostei bastante desta temporada na Noruega. Ainda trago mais um post daqui, sobre uma pequena viagem muito especial que fizemos no domingo passado, aos fiordes. Fica para o próximo post.