Visita à “cervejaria” Guinness II

Na continuação da visita à “cervejaria” Guinness, o segundo plano do prédio apresenta o processo de fabricação da cerveja passo-a-passo.

Torrefação

Moagem

Maceração

Tanque de maceração
Fervura

Fermentação

Tanque de fermentação
Maturação

Vale lembrar que tudo era de mentirinha, apenas para mostrar os passos da fabricação.

Depois da fabricação e de um vídeo institucional sobre beber com responsabilidade e a popularidade de Guinness mundo afora, há uma exposição com material de merchandizing da marca, além de pôsteres, copos e mais uma infinidade de objetos.

A harpa símbolo da marca

Abaixo, um texto explica que médicos costumavam prescrever Guinness a seus pacientes doentes, para dar uma “sustância” – mais ou menos como a estória da Caracu brasileira, não?

“Uma Guinness por dia. Guinness faz bem a você.”

No último andar do edifício, fica um bar com uma vista panorâmica linda de Dublin: o Gravity Bar. É lá que você ganha um pint muito bem tirado dessa stout.

Gravity Bar na Guinness Storehouse
Pints bem tirados

Eu adoro ver a cascata nos copos (esse efeito da espuma de Guinness, devido ao nitrogênio):

Ao sair da Guinness Storehouse, tive uma experiência muito mais genuína em termos “cervejeiros” ou de cultura irlandesa. Encontrei, sem querer, o pub mais antigo do país e, por sorte, estava lotado, com música típica ao vivo. Erik e eu não ficamos lá por tanto tempo, pois chegamos mais ao fim. Uma pena. Recomendo muito.

The Brazen Head – o pub mais velho da Irlanda

Apesar de essa questão de “experiência genuína” ser uma ilusão quando se faz turismo, foi quase o mais perto que chegamos da cultura de lá. E assim termina a viagem pela Irlanda independente. Eu adorei as duas Irlandas e quero voltar. Próxima parada: Estados Unidos.

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Visita à “cervejaria” Guinness I

A palavra cervejaria está entre aspas de propósito. Assim como as aspas marcam uma citação em um texto, elas também acabam fazendo as vezes de um sinal para indicar ironia – apesar de que um bom texto não precisa desse artifício para demonstrá-la. Enfim, eu empreguei as aspas para ironizar o conceito cervejaria na Guinness Storehouse. Não sei se por ignorância ou pura ilusão, eu acreditei que visitaria uma das plantas onde se faz esta stout. Na verdade, a Guinness Storehouse, em Dublin, nada mais é do que uma estratégia de marketing da companhia dona da marca Guinness, a multinacional Diageo. A Diageo tem marcas como Johnnie Walker, J&B, Bushmills, Smirnoff, Captain Morgan, Baileys, Jose Cuervo e outras. Pronto, foi a maior decepção da viagem à Irlanda, a visita à fábrica que não é fábrica, mas sim pura propaganda e mistificação da marca.

Cerveja é um dos assuntos de que mais gosto. Quem me conhece, sabe que virei uma curiosa desse mundo após ter trabalhado como RP na Bier & Wein Importadora. Eu gosto mesmo, gosto de provar, ler e falar sobre o assunto, mas Deus me livre de virar uma beer geek chata. Tenho o The Beer Project junto com o Erik (provar ao menos duas cervejas novas por dia), que está meio parado, e coleciono rótulos. Com essa contextualização, dá para entender que fiquei desapontada. Vale ressaltar que a visita custa 14 euros, não é barata. São 14 euros para um bombardeio de publicidade Guinness. O lado bom é que há um bar ótimo no topo do prédio, com vista panorâmica da cidade e um pint muito bem servido incluso no valor do ingresso.

A Guinness Storehouse fica em um complexo de prédios com a marca Guinness, e apenas um serve de centro de visitação. É uma das atrações turísticas número um em Dublin.

A entrada para a atração fica nessa rua:

Entrada para a Guinness Storehouse
Saguão – ansiosa para entrar na “fábrica”.

Depois de passar por lojas cheias de quinquilharias da marca, o primeiro piso apresenta os quatro ingredientes da cerveja. Note-se: de qualquer cerveja, mesmo que o marketing Diageo dê uma forçada de barra e insinue, por vezes, que certas características pertencem somente à cerveja Guinness. Os quatro ingredientes são:

Água

Lúpulo

Nessa parte eu me empolguei, queria cheirar lúpulo fresco, de verdade.

Aí outra decepção mor: o lúpulo era falso, de tecido. Diageo, dica de marketing: lúpulo de verdade seria um sucesso, pois a maioria das pessoas nunca viu, nem pegou, nem sentiu o cheiro dessa flor tão aromática (e parente da maconha).

Bonito, mas falso
Levedura (fermento)

A Guinness tem uma levedura exclusiva.

Levedura na garrafa dentro do cofre
Malte
Malteação da cevada

No próximo post, o próximo andar, onde se explicava o processo de fazer cerveja.

Irlanda: as ruas e os pubs de Dublin II (e outras coisas)

Chega agora a continuação da nossa visita às ruas e pubs de Dublin, como se mostra óbvio no nome deste post. A primeira parada é o Castelo de Dublin, que fica bem no topo de Cork Hill, atrás da Prefeitura. Construído em 1204, foi o centro do poder Britânico na Irlanda por 800 anos. A visita é grátis. Não achei nada demais.

Castelo de Dublin
Castelo de Dublin
Pátio

Centro de Dublin

Grafton Street

Esta rua é uma das duas principais ruas de comércio de Dublin. Há muitas lojas caríssimas.

Grafton Street

Pelos arredores, fica uma parte muito cool da cidade:

College Green

Próximo a essas ruas, fica College Green. Tipo de praça de três lados, tem abrigado a maioria das manifestações políticas na cidade e é onde se localiza o Bank of Ireland, que até 1800 era o Parlamento Irlandês, a primeira casa de parlamento bicameral a ser construída para esse propósito no mundo.

College Green
The Fitzwillian Casino & Card Club

Erik e eu não resistimos a uma visita a esse cassino de Dublin, o qual ficava do outro lado do rio.

Uma das pontes por cima do rio Liffey

A caminho, encontro lembranças da Suécia:

The Fitzwilliam Casino

Erik jogou um campeonato de pôquer e eu, com certa técnica desenvolvida pessoalmente, joguei na roleta e ganhei um bom dinheirinho.

Campeonato de pôquer em Dublin

Irlanda: as ruas e os pubs de Dublin I

Infelizmente não passei muito tempo em Belfast, apenas uns dois dias. A road trip seguiu para a Irlanda, a República da Irlanda, independente do Reino Unido. Eu e Erik seguimos para uma parte lindíssima desse país, cheia de lagos, pastagens, ovelhas, fiordes, vilarejos… Um charme. Também não tivemos muito tempo por essa parte, o litoral da Província de Connacht, mas passamos uma noite em um bed&breakfast muito fofo, depois de jantar em um restaurante aconchegante. Estávamos já dirigindo há horas, querendo ao mesmo tempo achar um lugar para dormir e ver o magnífico cenário. Acabamos encontrando uma meia dúzia de casas e hospedagens perto de uma reserva. Infelizmente não me lembro o nome do local, bem lindo e pitoresco. Quero voltar a essa parte da Irlanda para fazer essas rotas cênicas com mais calma, experimentar vários bed&breakfasts isolados, ver os lagos, as montanhas dramáticas, as estradas tortuosas… Eu aconselho a qualquer um que tenha tempo a passar um mês calmamente dirigindo nessa região. Não há fotos e nem mais posts pois não havia como carregar as baterias da câmera.

Ao acordar no bed&breakfast, na verdade uma casa linda pertencente a uma senhora que prepara uma mesa de café da manhã de luxo para os hóspedes, mal engolimos a comida e já tivemos que seguir viagem para Dublin, a fim de devolver o carro a uma da tarde. Chegamos atrasados, nos perdemos nessa cidade enorme de trânsito caótico. Todas as malas foram jogadas na calçada em frente ao hostel onde tínhamos reserva, enquanto Erik me deixava para ir devolver o carro sozinho. Depois de eu conseguir arrumar tudo direitinho e subir com todas as malas até a recepção do hostel, descubro que fizemos a reserva para a semana errada. Nada podia dar mais errado. O Erik não voltava nunca, eu estava já bem preocupada. Saí pelas ruas a procura de um lugar para ficar. Quando volto para o hostel, onde as malas ficaram (com enorme preocupação, pois o rapaz que trabalhava lá era muito estranho e grosso), Erik já está de volta. Ele tinha conseguido finalmente achar a concessionária. Encontramos um hostel excelente para ficar. Que bom que fizemos a reserva errada! O outro lugar que achamos era muitíssimo melhor e bem localizado, ótimo mesmo.

O hostel fica nessa rua:

E Dublin, capital da Irlanda, fica aqui:

Assim, começo a mostrar um pouco das ruas de Dublin, dos dublinenses e do que fizemos nesta cidade divertida. Não muito mais do que ir a pubs e passear por essas ruas.

Todas as imagens são da parte central, comercial de Dublin, dos dois lados do rio Liffey, o qual corta a cidade.

Rio Liffey
Rio Liffey

O’Connell Street, a principal avenida de Dublin

Essa avenida estava cheia de turistas.

Outras ruas do centro

Pubs

Durante o dia, para um pint e um café…


Quero deixar claro, aqui, que sempre gostei muito de Guinness. Não tomei Guinness só porque estava em Dublin. Mas tomei para experimentar todos os pints de Dublin.

… e pubs à noite, para mais pints

O pub abaixo é da vizinhança, bem simplinho. Depois de algumas, fizemos amizades com todos os frequentadores assíduos. Vejam que um cochila e outra abre a boca enquanto o Erik canta Elvis.

Dublinenses

Eu cantei também, I’ll stand by you, do Pretenders. Depois ainda dancei YMCA.

Vejam o A de YMCA.
Cachaça

No dia seguinte, ressaca e café. A caminho de onde tomamos o café e vejo:

Comitê do Sinn Féin
Escritório do partido de esquerda republicano Sinn Féin, ligado ao IRA
Loja fofa de música

Chegada a Liverpool

Quando o peito dói ao ver as fotos das férias que acabaram, é porque você realmente gostou de onde foi. É assim que estou agora, a rever algumas fotos de Los Angeles, sentada na sala do apartamento de Liverpool. Agora começa mais uma aventura, uma fase diferente. Todos estão dormindo, Erik, Jamie e Rob, os dois últimos nossos mais novos companheiros do dia-a-dia. Eles são muito doces. Enquanto eu estava em Portugal com papai e mamãe, Erik ralava por aqui para conseguir algo decente, bem localizado e não tão caro. Resultado: cheguei na noite de segunda a um apartamento super cool, onde moram os dois rapazes que alugaram o quarto extra para mim e para o Erik.

Jamie e Rob se formaram em Literatura, trabalham o dia todo, gostam de música, cinema e livros. O apartamento está cheio deles, tem coisa melhor? Tem um X-Box também. Nosso quarto não é grande, mas cabe tudo. O chuveiro é ótimo. Os problemas: não há ármarios na cozinha para colocar nossas latas de sopa e o carpete que cobre a casa está bem sujo. Fora isso, tudo está ótimo! O prédio é lindo, antigo, e bem no centro. Há tudo aqui por perto, supermercados, cafés, lojas, pubs, tudo.

Todo recomeço, assim como em Linköping e Ålesund, dá um frio na barriga, pois é começar do zero mesmo. Tenho que descobrir como ir a todos os lugares, onde encontrar determinadas coisas, arranjar um emprego, entender o espírito das coisas por aqui. Além de finalmente terminar o curso de sueco. É bastante trabalho, dá frio na barriga, dá ansiedade. Mas é muito bom. Enquanto vou fazendo essas coisas, aproveito para postar aqui, como vocês já devem imaginar, as estórias dos outros cantos por onde estive, junto a atualizações das trapalhadas por aqui. Assim, nos próximos posts, relatos de Camila em:

Nos gigantes Estados Unidos:

E:

Não tinha nenhuma foto minha, então vai o Rides II.

 

Próximas viagens

 

Esta é a última semana na Noruega. Vou sentir falta de Ålesund, realmente gostei desta cidade. De alguma maneira, me senti um pouco em casa aqui. Ålesund me lembra Santos (SP, Brasil) em alguns aspectos, até as luzes amarelas da noite me fazem ficar nostálgica. Estou de folga hoje, acabei de voltar do meu café preferido daqui, Lyspunktet, depois de três xícaras e meia de café. Tenho apenas mais três dias de trabalho na lanchonete e preciso começar a refazer as malas, pois vamos embora de Ålesund na segunda (20.08) bem cedo. Mas para onde eu e Erik vamos agora?

Tiraremos umas férias de quatro semanas. O primeiro destino é a Irlanda. Primeiro vamos para Belfast, Irlanda no Norte (a parte que ainda pertence ao Reino Unido), em uma mini “roadtrip”. Depois, quatro dias em Dublin, na Irlanda que é independente. Vai ser muito legal, sempre quis ir para a Irlanda. O que quero fazer por lá? Ir a muitos pubs e tomar muita cerveja. Olhar as pessoas, pegar um feeling do lugar.

Depois de uma semana na Irlanda, vamos para longe… Só que mais perto do Brasil: Estados Unidos. Sim, vou finalmente visitar o vizinho de cima. Primeiro passamos três dias em Nova Iorque, depois o resto do tempo em Los Angeles. São duas semanas no total. Diversas razões motivaram essa ida aos Estados Unidos agora. O melhor amigo do Erik mora em Los Angeles, então temos um lugar para ficar. Ele logo se mudará do país. Além disso, encontramos passagens baratíssimas (Dublin-NY-LA-Londres) e temos a oportunidade de fazer essa viagem agora.

Quando voltarmos dos Estados Unidos, aterrissaremos em Londres, mas eu sigo viagem sozinha. O Erik vai para Liverpool, procurar um lugar para nós morarmos até o fim do ano, e eu vou para Portugal! Sim, meus pais estão lá e esta é também uma ótima oportunidade para encontrá-los, já que estaremos no mesmo continente, hehe… Então eu sigo sozinha de Londres a Porto e passo uma semana com eles. Essas são férias de verdade, pois vou relaxar na terrinha. Eu já fui para Portugal, mas era muito pequena. Só é uma pena que a minha irmã Carol não estará lá. 😦

Estou muito ansiosa por essas próximas viagens e, ao mesmo temp0, já um pouco saudosa de Ålesund. Gostei bastante desta temporada na Noruega. Ainda trago mais um post daqui, sobre uma pequena viagem muito especial que fizemos no domingo passado, aos fiordes. Fica para o próximo post.