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De volta a Psykjunta

Depois que o mestrado terminou, passei um mês só aproveitando com a galera que iria embora para casa (seus países de origem). Quem aí se lembra de um certo festival psicodélico em Småland, esse estado sueco coberto por florestas e fazendas? Está aqui para refrescar a memória: Psykjunta. Pois é, eu e Erik planejamos há uns meses atrás, antes da graduação, irmos novamente ao Psykjunta, pois foi uma experiência muitíssimo legal no ano passado. Este ano, não foi diferente.

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Como no ano passado, tivemos que acampar também. Dessa vez, além do trio da última vez (eu, Erik e o Jonas, irmão do Erik), vieram também a Mirsini e o Pontus, super amigo do Erik. Dessa vez também ficamos mais tempo, de sexta a domingo. tivemos sorte, pois fez sol todos os dias, mas à noite, especialmente a de sábado… Muita chuva! E  dentro da barraca que eu dividi com a Mirsini. Acabou chovendo mais para o lado dela.

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É muito bom ficar em barraca, né. Acho que traz algo da infância. É aconchegante, é aventura. Mas aventura também pode ficar meio complicada quando chove dentro, como aconteceu, quando vomitam bem ao lado de onde você estae dormindo… Mas enfim, fizemos churrasco na sexta e no sábado, churrasco de hambúrguer e cachorro-quente vegetarianos, estava tudo muito bom.

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Mirsini, Jonas, eu e Pontus

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Os Hellman
Os Hellman

Teve bagunça dentro da barraca:

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O tempo ficou feio na noite de sábado:

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Dentro do festival, as coisas estavam animadas.

Psykjnta 2015
Psykjnta 2015

Tinhas umas coisas meio estranhas na área do festival, como uma escultura de papel alumínio e um escorregador:

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Ao menos parece papel alumínio.

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Discutindo coisas
Discutindo coisas “muito” importantes

Todas as bandas que eu assisti eram excelentes. Não sei como, mas a acústica é ótima nesse lugar. Havia dois palcos, como antes.

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O outro palco é o principal:

Mirsii e eu no palco principal, o
Mirsini e eu no palco principal, o “circo”

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De verdade, gostei de absolutamente todas as bandas que assisti. Essas meninas, por exemplo, vale a pena baixar umas músicas delas:

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Esta outra banda, chamada Dungen, está fazendo sucesso por aqui na cena indie. Eles tocaram uma trilha sonora para um filme de animação muito bonito, mostrado em um telão. A banda não apareceu até o fim do filme. Tocaram no escuro. A trilha era toda improvisada, eles tocavam à medida que as coisas evoluíam no filme. Brilhante.

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Dá para assistir aqui. Sério, assistam. É muito bonito e mágico. Outra banda que tenho ouvido ultimamente, que também está fazendo sucesso no cenário indie aqui e foi uma das principais atrações é Amason.

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Duas músicas são muito boas: Yellow Moon e Ålen.

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Só de canto enquanto bandas tocavam.

Nessa noite de sábado, como comentei antes, choveu, choveu muito. Ficou tudo enlamaçado. O bom desse festival é que, além de ser pequeno, o palco principal é coberto graças a Deus. Então pode cair o que for de chuva lá fora, a não ser que sua barraca não seja muito boa, como a minha, que custou uns 70 reais apenas.

Chuva na noite de sábado
Chuva na noite de sábado

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Na manhã seguinte, domingo, estávamos lógicamente de ressaca. Fomos ao palco principal onde fica o único café do festival, que nem serve comida boa. Tinha pão integral com manteiga de amêndoas e pepino. Até é bom, mas isso não é comida para curar ressaca de festival.

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Manteiga de amêndoa com pepino e café

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Tinha um violeiro muito talentoso tocando a trilha do café:

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Foi nesse momento que percebi que todo o chocolate que tínhamos havia se metamorfoseado em uma massa homogênea durante o ensolarado dia anterior:

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Comi mesmo assim.
Comi mesmo assim.

E é isso minha gente. Esse foi o Psykjunta 2015. Ficou um gosto muito bom de festival. Foi difícil ir embora; por mim, ficaria por mais uma semana. Dependendo de onde eu estiver no ano que vem, estarei lá novamente.

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Formatura do mestrado

Trago hoje um post bem esperado por algumas pessoas, pelo menos pelos meus pais, que já pediram várias vezes: um post com as fotos da festa de graduação do mestrado. A festa aconteceu no dia 08 de junho, seis dias depois da defesa da minha tese. Eu tenho que admitir que imaginei esse dia inúmeras vezes; não havia nada que eu quisesse mais do que sentir aquele alívio de “fim”. E o dia finalmente chegou e passou, como tantos outros.

A festa foi uma celebração simples no principal prédio da universidade, um casarão lindo, muito antigo, que fica bem no centro da cidade. Casarão é diminutivo neste caso; é realmente um palácio. A cerimônia foi organizada pela universidade, que custeou todo o babado. A parte chata, mais oficial, começou às 10 da manhã. Os estudantes entraram o salão em fila, a maioria carregando bandeiras referentes às nacionalidades dos alunos. Muitas fotos não estão muito boas, foram tiradas com o celular do Erik. Na foto abaixo, notem as bandeiras brasileira e portuguesa. São as minhas duas nacionalidades.

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Eu estou lá no fim da fila

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Depois dessa entrada com as bandeiras, nós nos sentamos nas primeiras fileiras e ouvimos discursos do diretor do programa de mestrado e da diretora do departamento de Ciências Sociais da Universidade de Lund.

Discurso
Discurso

Depois começou a entrega dos diplomas, cópias falsas, lógico. Eu ainda nem mandei o requerimento para a entrega do verdadeiro.

Quando chegou a minha vez, eu tive que me concentrar no salto, né. Não queria cair na frente de todo mundo, o que seria muito possível de minha parte. Só que quando ouvi meu nome e me levantei, um dos sapatos meio que descolou do pé. Eu dei uma sambadinha e tudo deu certo. Muita gente veio comentar depois que eu fiz um movimento muito engraçado, tipo um passinho de dança, lá na frente. E eu ainda por cima me virei para o público, depois de pegar o diploma, e meio que agradeci, haha. Não sei por que, mas senti que devia uma atenção ao público.

Recebendo o diploma
Recebendo o diploma
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Beijo na ex-diretora do programa, Lisa.

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LUMID turma 8

Depois da cerimônia, que foi curta, teve bastante sessão de fotos.

Anna (Suécia)
Anna (Suécia)
Mirsini
Mirsini
Louise (Suécia), ao centro
Louise (Suécia), ao centro
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Querídissima Elena (alemã, mas vive na Guatemala)

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Da esquerda para a direita: eu, Elena, Catherine (África do Sul), Mirsini, Louise, Emanuel (Suécia), Florence (Canadá)
Da esquerda para a direita: eu, Elena, Catherine (África do Sul), Mirsini, Louise, Emanuel (Suécia), Florence (Canadá)
Da esquerda para a direita: Anna Maria (Hungária), Elena, eu, Daniela (Áustria), Catherine, Mirsini e Sophie (Áustria)
Da esquerda para a direita: Anna Maria (Hungária), Elena, eu, Daniela (Áustria), Catherine, Mirsini e Sophie (Áustria)

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A universidade também bancou o coquetel com champagne. Foi no mesmo prédio. Champagne à vontade e canapés que estavam uma delícia de verdade – teve até canapés vegetarianos e veganos.

Salão
Salão

Teve mais discurso:

Lisa, ex-diretora do programa
Lisa, ex-diretora do programa
Sanna (Suécia), à esquerda. Já nem me lembro do que estávamos falando.
Sanna (Suécia), à esquerda. Já nem me lembro do que estávamos falando
Queridíssima Malin (Suécia)
Queridíssima Malin (Suécia)

A foto abaixo pertence à Malin, eu roubei do facebook. É o meu grupo de orientação da tese:

Da esquerda para a direita: eu, Elena, Malin, Sophie e Andrea (orientadora)
Da esquerda para a direita: eu, Elena, Malin, Sophie e Andrea (orientadora)

Do lado de fora do prédio, quando a festa acabou…

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… teve  piquenique no jardim até quase o fim da tarde.

À esquerda, de malha: Emelie (Suécia)
À esquerda, de malha: Emelie (Suécia)
Emilia (Suécia/Estados Unidos)
Emilia (Suécia/Estados Unidos)

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Fim da comemoração de 30: ilha de Kleven e Lindsteds myr

Acabei de voltar da Grécia e alguns milhares de posts virão sobre essa viagem deliciosa. Mas antes de começar essa tarefa gigantesca, aproveito para postar o último da série do fim-de-semana de aniversário em Oslo. A segunda de aniversário, 16 de junho, foi passada em uma cidadezinha bem turística na costa leste da Suécia, Smögen, mostrada no post anterior. Agora aproveito para trazer imagens de uma parte muito bonita de Smögen, a junção com a ilha de Kleven.

IMG_0588Smögen

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Smögen se conecta à ilha de Kleven por meio de uma ponte. Acho que não é a ponte abaixo. O que se vê na imagem abaixo é a Lindsteds myr, uma espécie de pântano. A região mais ao sul de Kleven se localiza depois dessa área.

IMG_0591Lindsteds myr

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Gosto muito de paisagens assim, onde é possível ver o mar até os olhos podem enxergar, de preferência ao alto.

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Depois dessa visita, dirigimos de volta a Eksjö, e o fim-de-semana de comemoração do aniversário chegava ao fim.

De vila de pescadores à atração turística: Smögen

Deixamos Oslo no início da tarde de segunda 16 de junho, meu aniversário de 30. Fui acordada com um café da manhã especial: muffins de chocolate com brigadeiro, morangos e chantilly. Tudo feito pelo Erik. Eu senti o cheiro de chocolate quando ainda estava na cama, mas fiquei em dúvida do que seria. Ganhei também uma máscara de mergulho, mas o resto do presente é para ser aproveitado na Jamaica: um curso de mergulho com certificação PADI. Eu amei toda a surpresa, achei tão fofo ele ter a vontade de comprar ingredientes e cozinhar tudo em meio a uma mini-viagem. Foi uma comemoração ótima de 30, bem tranquila.

Depois de comer muitos muffins com brigadeiro  – aliás, feito com leite condensado brasileiro que a Carol tinha enviado, deixamos Oslo em direção a Smögen (Ismoguen), um pequeno povoado de pouco mais de mil habitantes, mas que recebe muitos turistas no verão. Smögen fica em uma ilha na costa oeste da Suécia, perto da divisa com a Noruega.

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Passei a tarde em uma área chamada Smögenbryggan, um deck/cais ladeado por casas de estilo bem característico, restaurantes e barcos à vela. Smögenbryggan foi, historicamente, um porto de pesca onde se realizava leilões de frutos-do-mar, Smögens Fiskauktion. Esses leilões começaram em 1919 devido aos baixos preços que os pescadores recebiam pela produção. O leilão acontece ainda hoje. Aparentemente, o cais de Smögen é naturalmente protegido devido a sua geografia, o que elevou Smögen a cais mais visitado por barcos da região de Bohuslän, “estado” onde fica este povoado. Tudo isso você acha na Wikipedia em sueco.

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IMG_0574Suecos aproveitam o verão em uma das maneiras favoritas: em um barco

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Caminhamos pela Smögenbryggan e nos sentamos em um café para almoçar e tomar uma lättöl (cerveja fraca, motoristas podem tomar) ao sol. Amo o mar e sinto muito a falta da praia.

Trinta: Festival Psykjunta

Quando o Erik sugeriu um festival psicodélico em Småland, região onde ele mora hoje, para comemorar meu aniversário de 30, confesso que não me empolguei muito. Não pelo fato de ser um festival deste tipo, coisa que muito aprecio, mas por ser em Småland. Estava em dúvida se seria mesmo psicodélico, até porque o que é “psicodélico” em 2014? O negócio é que foi, sim, um tanto hippie. O festival chama-se Psykjunta e ocorreu na pequena Alvesta, em uma área abandonada onde antes ficava um parque de diversões estilo circense, na sexta 13 de junho. Fomos nós três: eu, Erik e o irmão, Jonas. Acampamos de sexta para sábado e, neste dia, dirigimos até Oslo. Jonas voltou para a fazenda da irmã no sábado.

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2014-06-14 10.56.12Minha barraca

Não foi um festival muito grande, mas havia várias barracas e vans. As pessoas capricharam no estilo festival-hippie-psicodélico, menos eu, que decidi ir com roupa de ginástica. Queria ficar seca e não sabia o estado da coisa e da bebedeira. Não bebi muito, na verdade. Mas Erik levou uma garrafa de champagne e logo brindamos meu aniversário que ainda vinha. Começou a chover e nos abrigamos na barraca do Jonas.

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Havia várias barracas de comida, sempre oferecendo opções vegetarianas/vegan. Havia também algumas barracas de bebida. Nós nem vimos tantas bandas assim, mas houve uma muito boa, uma banda sueca antiga de rock progressivo chamada Träd Gräs och Stenar (“Árvore, grama e pedras”). O pai do Erik é fã deles.

2014-06-13 19.39.34Träd Gräs och Stenar

Mais tarde, na noite de sexta, foi a vez de uma das atrações principais, os americanos The Brian Jonestown Massacre. Como já disse, é uma das bandas preferidas do Erik. Eu não tenho muita paciência para a música deles, mas o show foi realmente muito bom. Já é o segundo que vejo, o primeiro foi em um clube legal de Estocolmo, Debaser.

2014-06-13 23.42.54The Brian Jonestown Massacre

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No dia seguinte, após uma noite muito mal-dormida na barraca quente, acordei exausta. Pegamos um táxi até a cidade só para comer pizza e depois voltamos ao acampamento. Quase no fim-de-tarde, eu e Erik pegamos a estrada em direção à Noruega.

2014-06-14 10.08.37Manhã seguinte

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Guia completo de esqui: nível avançado

Finalmente este guia chega ao fim: o nível avançado. É aqui que mostrarei toda a minha destreza nas altas montanhas de Sälen.

Depois do primeiro dia de esqui com um instrutor do tipo Thumper, não esquiei no dia seguinte, pois era Natal. Aprendi mais uma lição mesmo sem pegar nos esquis:

Sétima lição

Dor. Muita dor. Esta lição é sobre a imensa dor que sentimos nos tornozelos logo após tirar as botas. Parece que, pelo fato de as botas serem muito duras, os tendões trabalham dobrado para fazer a gente conseguir se movimentar nos esquis. Ainda assim, dor de verdade é a do dia seguinte. Sabe o como é o primeiro dia de academia da sua vida? Ou quando você se junta a um time de futebol, vôlei ou o que seja? Então, é assim que você se sente nas 24 horas posteriores. Os músculos todos doem, principalmente aqueles que você nem sabia que tinha. É um excelente exercício para as coxas e o bumbum. Meus músculos estranharam; deviam achar que eu estava doente por colocá-los para trabalhar pesado assim. Fazia muito tempo que eu não me exercitava.

Oitava lição

Esta lição é bem positiva. É quando você aprende que, mesmo com dores pelo corpo, você quer esquiar mais. Todos os dias!

No segundo dia de esqui, fui junto com o Erik. Ele queria me ver esquiando e eu queria esquiar com ele. Depois e uma aquecimento nas colinas de nível intermediário (de verdade, bem  básico, hehe), ele me convenceu a ir para uma montanha de verdade. Quando eu a vi, pensei que não daria. Mas aí eu percebi que havia a opção e esquiar apenas na última parte da descida. É aí onde estão algumas crianças, perto de uma cerquinha:

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Peguei o teleférico em formato de T de novo e tudo correu bem. Tirei várias fotos nas muitas vezes que estava sendo levada acima.

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Já o teleférico de cadeiras é para quem vai esquiar do topo da montanha:

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Na subida, publicidade da Coca-Cola. Nem aqui escapamos.

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Assim, foi exatamente deste ponto que desci uma montanha de verdade pela primeira vez:

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Devo dizer que senti que foi um upgrade e tanto. Fez bastante diferença e, no começo, senti medo. Depois, gostei tanto que não queria mais parar. É incrível a velocidade que você chega se apenas descer com os esquis paralelos um ao outro. Vista da descida:

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Lá vou eu.

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Erik também esquia um pouco.

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Depois de algumas horas esquiando na parte da manhã, paramos para comer uma pizza de almoço. Que sensação deliciosa! O corpo já está meio cansado, meio frio, os pés começam a congelar e o estômado, a roncar. Essas paradas  – para comer, para tomar um café ou cerveja – fazem parte desse esporte que parece solitário, mas é um tanto social.

Depois do almoço delicioso, o Erik se encontrou com alguns outros Hellmans para ir esquiar nas montanhas altas de verdade, e eu fiquei nessa mesma, sozinha, até o teleférico fechar.

Assim terminam os posts dessa semana gostosa no resort de Lindvallen em Sälen. Além, claro, das lembranças das coisas que fiz com todos que estiveram lá, o mais importante que ficou foi a descoberta de uma nova atividade da qual eu gosto muito, esquiar. Espero poder treinar mais um pouco em breve.

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Sälen, foto emprestada do FB do Jonas, irmão do Erik.

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Um safári de moto em meio à nevasca

Depois de um dia de esqui e comemorações de Natal, tive a oportunidade de experimentar mais uma atividade na neve: um “safári” de snöskoter (isnoiscuter), uma moto especial para a neve. O veículo é bem grande e pesado. As rodas são, na verdade, como dois esquis gigantes. Esse safári é uma das atrações do resort e custa uma fortuna.

Todos participaram do safári, e o grupo era formando não apenas pelos Hellman (e uma Azevedo), mas também por alguns casais desconhecidos. Diga-se de passagem, alguns desses só atrasaram o safári, pois caiam da moto toda hora.

Eu amo a sensação de aventura e liberdade, e motos são excelentes para isso. Eu me senti exatamente assim quando andei de moto na Índia. Em Sälen eu não dirigi a moto, fui na garupa do Erik. Abaixo, as motos de neve do nosso grupo:

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Dá para reparar bem no tempo ruim daquele dia. Não tivemos sorte, o céu não abriu e o sol tampouco apareceu. Havia muita neve, como já contei anteriormente, e nevou mais durante todo o safári, o que aumentou o sentimento de aventura. Não dava para enxergar nada, tudo estava muito nublado. Em certo momento, tive que deixar nas mãos do divino ou do destino, pois se eu me preocupasse o tempo inteiro sobre (bem) possíveis acidentes, eu não me divertiria. Era este o nível de visibilidade:

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As motos, como dito, são grandes e pesadas. Andar em alta velocidade em uma trilha coberta de neve faz com que você se sinta em uma batedeira, de tanto sacolejos e saltos e sustos. O corpo ficou todo doído depois, principalmente a parte interna das coxas. Deve ter sido pela pressão de tentar me manter sentada na moto. Eu quase saí voando em muitos momentos.

Assim, é importante ter um capacete, e como bons suecos, todos usaram os seus. As caretas abaixo são por causa da neve insistente batendo no rosto:

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Jonas, irmão do Erik

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Siddy, namorada de Jonas, corajosa guiou sozinha em uma moto

Assim fomos, em fila, tentando chegar a pelo menos 50 Km/h. Até termos que parar devido às quedas do povo mais atrás.

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Eu e Erik à direita

Depois da metade do percurso, o instrutor diz para pararmos, pois é hora de tomar um café bem quente e comer waffles com chantilly em uma casinha no meio da brancura.

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O lugar era aconchegante, mas era cheio de umas coisas bem nórdicas:

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Peles e armamento: já esperam o fim dos tempos de tanta neve

O sáfari foi muito divertido, adorei andar velozmente “no céu”, sem ver um metro adiante. Também senti medo, claro, e quase derrubei eu e o Erik da moto, afinal ser garupa não é fácil. Foi uma pena não ter sido mais longo. Essa paradinha para o café é meio enganação, mas ao mesmo tempo, um café é sempre bom (passo as mãos na barriga).