Jerusalém e Belém

Este post acaba caindo bem em época de Páscoa.

Finalmente chegamos à Terra Santa, ou seja, Jerusalém.



Visitamos o Muro das Lamentações, sagradíssimo para a comunidade judaica. Podia-se sentir a religiosidade no ar, homens e mulheres rezavam intensamente em frente ao muro. Os homens ficavam separados das mulheres, e obviamente o lado dos homens era mais divertido. Separadas dos homens por um tipo de cerca, as mulheres – eu inclusa – se amontoavam em cima de cadeiras para ver o fervor masculino. As pessoas estavam exaltadas e havia pequenas cerimônias aqui e ali. Todos vestidos com roupas mais arrumadas, as mulheres com um look contido, típico, lenço na cabeça para muitas.

Percorremos, depois do muro, a Via Dolorosa, uma longa viela por onde biblicamente Jesus carregou a cruz. Contém nove das catorze estações da Via Crúcis, todas demarcadas. Assim, vimos os pontos onde Jesus caiu, onde ele encontra sua mãe, onde Verónica limpa seu rosto… Há muitas capelas, igrejas, onde a Igreja Católica e a Ortodoxa convivem lado a lado. A Via Dolorosa é antiquíssima, muito bonita, cheia de pequenos negócios.

Vimos também o Calvário, onde Jesus foi crucificado. Existe uma igreja gigante perto do monte, onde há imagens e também uma pedra à qual simboliza o ponto onde o corpo de Jesus foi untado com óleos, depois de morto. As pessoas se emocionam, choram, mas o que chama de fato a atenção é o número de turistas fotografando o entorno. Parece que as pessoas não mais aproveitam 0 momento, mas sim se ocupam em tirar fotos às quais serão vistas, provavelmente, uma vez na vida. Chega a ser irritante, pois não há aquele esperado clima de serenidade-espiritualidade-enlevação ou o que seja. Apenas um monte de turistas ocupados em bater um milhão de fotos. Desta vez não estou inclusa, pois a bateria da câmera acabou, hehe… Por isso não há fotos dos lugares citados ou de Belém.

Mirante

Jerusalém

Depois do Calvário, almoçamos em um mosteiro e seguimos para o lado palestino de Jerusalém, Belém, o West Bank. Um muro gigantesco separa essas duas regiões. Para passar para o outro lado, é necessário mostrar passaporte – os palestinos mostram um tipo documento com a autorização para ir a Jerusalém, entrar por uma porta giratória com detector de metais e outras chatices. É muito triste presenciar a dificuldade pela qual os palestinos passam diariamente para poder trabalhar ou que quer que seja do outro lado.

Assim que deixamos o muro, o cenário muda completamente. São visíveis os sinais de uma “cidade” em ascenção, mas ainda destruída aqui e ali. O comércio parece ir bem, mas as pessoas são bem simples. Em Belém, visitamos uma igreja muito antiga, sob a qual se localiza o ponto onde Jesus nasceu e a manjedoura. É uma igreja também dividida por católicos e ortodoxos, com pinturas do século VIII nas paredes. Um tanto diferente das igrejas que estamos acostumados, mais escura, não há bancos ou nada. Mais uma vez, a euforia das máquinas dos turistas estraga o momento. Assim  que desci até a manjedoura, depois do empurra-empurra, sentei-me ao sol do lado de fora.

Alguns dias a mais em Dahab e a viagem chega ao fim.

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