Bodes e comércio no bairro de Barbican

Agora que já mostrei a casa onde estou morando, é a vez de mostrar um pouco do bairro, Barbican, e as ruas adjacentes. Este foi um dos dias em que finalmente saí a pé. Acabo andando de táxi frequentemente, por conta da segurança – não é uma boa ideia caminhar à noite. Assim, só sobram as tardes de sexta, sábado e domingo para caminhar durante o dia – isso se eu não estiver ocupada com os afazeres que ficam para o fim-de-semana. Tento manter os afazeres em um mínimo, mas, bem, tenho que limpar o banheiro de vez em quando, não?

Em uma tarde de sábado há umas duas, três semanas atrás, eu e Mirsini demos, então, uma volta pelo bairro. Barbican é um bairro de rico; há muitos condomínios fechados. Eu moro em um deles, como já disse, por puro golpe de sorte. Apesar de ser um bairro de abastados, os contrastes estão próximos em Kingston. É comum ver esses condomínios fechados e, um pouco adiante talvez, umas casinhas mais humildes. Kingston é uma cidade muito claramente separada por classe. Downtown (seria algo como o centro da cidade), é onde os cidadãos medrosos dos condomínios fechados acham que não devem ir. De fato, os níveis de violência em Kingston são altos, e a taxa de homicídios da Jamaica é uma das mais altas do mundo. Daria para discorrer sobre isso eternamente, e os efeitos que a desigualdade tem no espaço urbano. Mas ao invés, vamos logo ao bairro de Barbican:

IMG_1465

IMG_1464

Descendo a rua, contraste:

IMG_1466

Há muitos negócios ao redor. Abaixo, alguns desses comércios, na Barbican Road:

IMG_1467

IMG_1468

Há também muitos vendedores de frutas nas ruas, não apenas em Barbican, e não apenas em Kingston. As frutas mais comuns são: banana, abacaxi, abacate, mamão e akee.

IMG_1477

A Jamaica parece ter uma cultura forte de comida de rua. Há sempre barracas e outros tipos de lugares para comer, especialmente churrasco no meio da rua. A barraca abaixo fica bem próxima de onde moro, ainda na Barbican Road. Quero provar algo com vegetais.

IMG_1473

IMG_1472

IMG_1471

Pela Barbican Road, chega-se a uma praça bem descampada onde sempre há bodes. Kingston é área urbana, mas é muito comum ver bodes e cabras pelas ruas. As pessoas que vivem em comunidades próximas trazem os animais para pastar nas áreas verdes da cidade.

IMG_1490

IMG_1488

Eu imagino que estes bodes pertençam aos vendedores de pneus:

IMG_1484

IMG_1493

IMG_1495

IMG_1486

IMG_1479

IMG_1496

Mais barracas de frutas e legumes ao lado de uma dos supermercados mais caros da cidade:

IMG_1497

A caminho desse supermercado, há mais negócios ainda e uma avenida bem movimentada (talvez continuação da Barbican Road).

IMG_1474

IMG_1502Avenida

IMG_1506

IMG_1507Supermercado Loshusan, onde costumo fazer compras

Anúncios

O vilarejo de Agios Georgios

Mais uma atração bonita da ilha de Antiparos, e talvez até bem popular, é o vilarejo de Agios Georgios. O vilarejo é pequeno e fica a cerca de 11 Km da vila do centro, onde me hospedei e onde estão os restaurantes e outras amenidades. Uma estrada segue toda a costa da ilha, e ao fim está Agios Georgios. Existem duas praias bem pequenas na área, e algumas tavernas à beira-mar. Eu e Erik visitamos Agios Georgios e muitas outras partes da ilha, pois como já disse, alugamos uma moto. Isso deixou tudo mais fácil. A estrada principal é asfaltada, assim é muito fácil chegar a Agios Georgios. Basta segui-la até o fim.

Agios Georgios não é para quem procura agito. É um lugar bem tranquilo, calmo. As praias são ideais para se passar o dia descansando, lendo, nadando… As tavernas, por outro lado, são uma ótima opção para tomar uma cerveja quando a garganta seca ao fim-da-tarde. Foi isso que fizemos as duas vezes em que visitamos Agios Georgios.

IMG_1203

Pequena praia em Agios Georgios:

IMG_1202

Ao fundo, a taverna onde eu e Erik paramos para uma cerveja:

IMG_1189

IMG_1192

IMG_1199

Erik prefe Fix; eu prefiro a Alpha

Dá para notar o que está dependurado em um mastro na foto acima? É peixe e polvo secando ao sol. Triste de ver, mas é cartão-postal do lugar, então tirei umas fotos:

IMG_1187

IMG_1186

IMG_1188

O próximo post é o último da série sobre a Grécia. Mostrarei um pouco mais da ilha, o que vi em um dos passeios de moto.

Sem-teto na Jamaica

Antes de continuar com a série sobre a Grécia e mostrar a ilha de Antíparos, trago o primeiro post sobre a temporada na Jamaica, terra de sol, suor, jerk, música e gente boa.

Cheguei à Jamaica no dia 08 de agosto, ou seja, há 25 dias. No dia 26 de agosto, depois de apenas 18 dias, fui expulsa da casa onde moro. Como consegui esta façanha ainda é um fato inexplicado, mas já fui expulsa de outros lugares antes, como escola e bares. Talvez a explicação seja que a dona da casa era uma louca ditadora.

A dona da casa, à qual vamos chamar de senhora S., é estrangeira e mora em Kingston já desde a década de 70. Segundo ela, sabe tudo. Na verdade, de acordo com sua personalidade e transtorno obssessivo-compulsivo, ela sempre sabe tudo de tudo. Com 70 anos, ela mora em uma casa em bairro nobre da capital. Tem várias qualidades de se admirar; é independente, mão firme, esperta, cheia de disposição e administra todo seu patrimônio, que não é pequeno, sozinha. Vive sozinha também.

Não sei se por conta da infância ou vida dura no país de origem, mas é mão-de-vaca e provavelmente sofre da síndrome de acumulação possessiva. Todos os móveis e pertences de outras propriedades vendidas estão nesta casa onde mora, acumulando. Alguns estão bons, mas há muita coisa no quintal e na casa a ser jogada fora, como duas banheiras velhas enferrujadas que descansam na grama do lado de fora.

A casa é grande, muito boa, mas precisa de uma boa reforma. Os móveis são de madeira de qualidade, mas bem antigos. Junte-se a isso as qualidades de acumulação e sovinice e aí se dá uma receita perfeita para criar insetos e outros bichos. Ela cuida da casa sozinha, o que é realmente um fardo, mas também paga faxineira e jardineiro de vez em quando. É lógico que ele, o jardineiro, não consegue dar conta de um jardim enorme. A janela do meu quarto era quase tomada por um mato alto. Resultado: muitos insetos. Formigas voadoras, baratas voadoras, lagartixas e mosquitos.

Os quartos que eu e Mirsini alugamos são muito bons. As condições é que se complicaram. Em primeiro lugar, a casa é um fortaleza. Explicarei em post futuro a questão da violência na Jamaica, país com um dos mais altos índices de homicídios no mundo. Assim, uma senhora sozinha quer, logicamente, viver em uma fortaleza. Havia cadeados para tudo. O pesado portão da frente se abria automaticamente para os carros, mas nós tínhamos que entrar e sair por um portãozinho para gente muito baixa com um pesado cadeado. A porta principal, de acesso à intocada sala de estar, era trancada e suplementada por grade também trancada por cadeado. Todas as janelas e portas/portões do jardim eram assim. Imaginem a chatice que é viver em uma casa que é uma prisão; é um saco ter que trancar e destrancar cadeados só para poder pendurar roupas no quintal.

A pior dificuldade é a personalidade extremamente difícil da senhora S.. Ela praticamente queria ter controle total sobre tudo. A primeira noite já foi bastante reveladora nesse aspecto. Nem bem cheguei a Kingston, extremamente cansada de uma viagem longuíssima, e ela já queria discutir a situação da cozinha. Foi prometido, pela pessoa do escritório que nos auxiliou nesse processo, que teríamos uma cozinha completa. Mas ao chegar, vimos que a cozinha grande, espaçosa e completa era somente para a senhora S.. Podíamos comer à mesa, mas nada de cozinhar lá e usar todos os utensílios. A nossa cozinha, para quem aluga os quartos, era a área de serviço, completamente não adaptada à nada. A senhora S. simplesmente colocou dois fogareiros lá, umas panelas velhas com teflon corroído e um escorredor de pratos e é isso.

Uma das loucuras maiores é como a senhora S. lida com as coisas. Assim, logo no começo da conversa que ela insistiu para que tivéssemos, logo falou que encontraríamos um meio-termo para agradar a todos. A questão é que é só discurso, no qual ela mesma acredita. Ela não escuta, não dá chance a nenhuma nova ideia e acaba impondo a maneira dela, para tudo. Foi assim que a conversa sobre a cozinha, logo na primeira noite, terminou: com uma certeza na cabeça da senhora S. de que foi magnânima; com uma ponta de frustração e intuição de que a coisa ia ser difícil na minha.

E assim foram todas as outras conversas. Acho que nesse nível deve ser ou doublespeak ou esquizofrenia. Ela se ficava brava com as mais pequenas coisas. Não podíamos deixar copos na mesa da cozinha por um instante. Nem a sanduicheira na bancada – note-se que a cozinha é enorme e a senhora S. mal usa todo o espaço. Não era bagunça. Ela não nos deu chave para o nosso quarto, então Mirsini e eu não podíamos trancar a porta. Por algumas vezes a senhora S. entrou no meu quarto para abrir as janelas! Sim, as janelas eram outra fonte de tensão. Ela queria mandar no quesito abrir ou não as janelas. Ela queria porque queria que deixássemos as janelas abertas o dia inteiro até voltarmos do escritório, pois deixa a casa e o quarto dela, a cinco metros do nosso, ventilados. Concordo e eu também queria deixar as janelas abertas, não fosse o esquadrão de mosquitos neste país forno tropical. Eu era mordida 24 horas por dia, mordidas grandes, ao menos dez/dia. E a mulher nunca colocou redes de mosquitos na janela. Dizia que não precisava. Isso porque há uma epidemia de chikungunya na Jamaica, incluindo Kingston. Há também uma seca que já dura seis meses, então não havia água depois das 9 da noite. Era necessário acordar cedo para tomar um banho decente antes de ir trabalhar. Suor, ao contrário da água encanada, corre 24 horas ao dia.

A queda de energia elétrica também ocorria frequentemente. Ema das noites, a energia acabou cedo, por volta das 7, e não voltou até a madrugada. Eu deitei na cama, relaxei, escutei música. De repente, escuto um barulho, um certo peso leve pousando no chão. Quando vejo, é barata voadora  – estilo dos trópicos, grande, alimentada. Aí lá vem a senhora S. tentar matar a barata, quando eu apenas pedi para que me emprestasse a lanterna e o spray. Tudo no escuro, sem luz. Fui chamada de imatura. Barata morta, deito na cama para dormir. Mas ainda escuto mais do mesmo barulho. Tenho a impressão de ver uma coisinha escura no ar, mas viro para o lado e tento dormir. Quando olho para o espelho, vejo mais uma barata voadora enorme voando contra o objeto. Porta fechada, sem luz, vôo para cima com o chinelo. Eu queira ter o apanhador de insetos da Peta, mas desta vez, não teve solução. Mais uma barata morta e algumas noites dividindo a cama com Mirsini no quarto dela. Na outras noites, foram lagartixas também bem alimentadas que se esconderam na penteadeira onde eu tinha minhas coisas. Aprendi, depois de alguns dias, a tentar ignorar o fato de estarem lá. Na verdade, lagartixas andavam pela minha janela fechada, do lado de fora, todas as noites. Era por isso também que eu não queria deixar as janelas abertas. Mas foi uma queda-de-braço para insistir nisso.

Outra das muitas coisas em que a senhora S. metia o bedelho era a geladeira. Eu e Mirsini a dividíamos com a outra menina que já morava lá, Dana, das Bahamas. A geladeira era usada por nós três de maneira razoável, sem abuso. Era uma geladeira para nós três. Mas a senhora S. insistia em mandar na maneira como nós, usuárias da geladeira, deveríamos usá-la. Queria mandar no que e como colocávamos dentro da geladeira. Não queria farinha na geladeira, por exemplo. Ou seja, as usuárias não podiam decidir democraticamente a melhor maneira de usar a geladeira, mas sim a dona dela, senhora S., é queria usar dessas disposições, um pouco como o mundo funciona. Quando começamos a usar uma nova geladeira, foi o ápice de tudo. A senhora S. comprou gavetas baratas de plástico para que reorganizássemos tudo dentro da geladeira sua maneira – um pouco estúpido, pois as benditas gavetas iriam tomar espaço. Aí que tentamos convencê-la do contrário. Pronto, ficou irritadíssima. Ainda mais porque deve ter gasto uns poucos dólares (EUA) em cada uma, o que foi jogado em nossa cara.

Nos últimos dias, a senhora S. nos disse um par de vezes que sabia que eu e Mirsini não estávamos “confortáveis” em sua casa e que se nós quiséssemos nos mudar, não seria problema para ela – como se tivéssemos que pedir permissão para isso. Enfim, ela estava tentando ser legal. A loucura é que apenas dois dias depois de ter repetido esse mantra, nos chamou para conversar e sumariamente nos expulsou da casa. Disse que ela mesma não estava à vontade em sua própria casa e que os abusos foram muitos. Eu achei uma piada e disse isso. Rolou uma certa discussão, tentamos argumentar que ela não consegue chegar a nenhum meio-termo e quer tudo do jeito dela, um jeito peculiar. Não adianta e fomos sentenciadas como prisioneiros de Guantánamo, que na verdade não tem direito a julgamento nenhum, nem defesa. A senhora S. nos deu cinco dias de aviso prévio. Cinco dias para duas garotas sozinhas na violenta Kingston.

Hoje estamos muito bem, foi um sinal divino para que tomássemos uma decisão. Era tenso morar lá. A senhora S. também não gostava que saíssemos e voltássemos tarde por conta dos inúmeros alarmes. Eu e Mirsini vivíamos aos cochichos, pois era difícil ter privacidade para falar mal da senhora S.

As fotos abaixo mostram o meu quarto.

 IMG_1244A casa, assim como o meu quarto, apesar de grande, era velha com móveis velhos, o que atraía muitos bichos como já dito.

IMG_1247Janela, motivo de conflitos, e também onde as lagartixas passeavam todas as noites

IMG_1246Rides na Jamaica

IMG_1253A cama onde eu dormia, com lençol branco

IMG_1248A penteadeira onde as lagartixas se escondiam

IMG_1254Formigas gigantes voadoras tomando um sol na luminária acima da cama

IMG_1250Banheiro bom, grande

Mais aventuras da Jamaica em posts futuros, mas não deixem de conferir o último post sobre a praia do naufrágio em Zakynthos. É uma praia lindíssima de mar azul neon.

Um pouco deste semestre

Quem acompanha este blog há tempos sabe que eu sempre gosto de mostrar os lugares onde vivo ou para onde viajo. Desta vez foi uma exceção: fora o post sobre o local onde moro, não há nada por aqui que mostre essa cidade fofa que é Lund. Eu simplesmente não tive tempo, ou me desesperei demais e pensei não ter tempo para essas coisas – fotografar a cidade. Uma pena, pois são essas “coisas” que realmente são mais relaxantes e divertidas. Tenho algumas poucas fotos tiradas com o celular em diferentes  ocasiões, às quais aproveito para postar aqui.

1) Seminário do curso de gerenciamento

Tivemos muitos seminários neste programa de mestrado até agora, em diferentes formatos: apresentações, debates, role play, discussões… Os professores nos tratam como bebês e falam que vale nota, mas nunca vale. No seminário abaixo, o grupo estava apresentando a quantas andava a proposta de projeto “de desenvolvimento” que tivemos que elaborar ao longo do semestre. Três professores dos cursos de Saúde Pública, Desenvolvimento Sustentável/Manejo de Recursos Naturais e  Desenvolvimento Rural e Urbano estavam lá para ajudar com sugestões e também nos colocar na parede.

2014-03-05 15.08.57

O projeto do meu grupo foi sobre soberania alimentária no Haiti:

2014-03-05 15.09.15Problem tree

2) Dia Internacional das Mulheres

Teve demonstração no dia Internacional das Mulheres. Eu e Erik acompanhamos a demonstração, que também incluiu protestos por conta de problemas no sistema de saúde e polícia.

2014-03-08 15.23.28Praça principal de Lund, onde se concentram muitas demonstrações

2014-03-08 15.23.31

“Luta das mulheres é luta de classes”

3) St. Patrick’s Day

Eu e alguns amigos da classe comemoramos o St. Patrick’s em um bar meio parado onde não estava acontecendo muita coisa. No caminho de volta para casa, vimos que o pub abaixo, o John Bull, ainda estava aberto, e uma banda tocava músicas típicas irlandesas como Whiskey in the Jar.

Acabamos decidindo entrar e tomar mais uma, e foi muito divertido.

2014-03-18 01.10.34

Eu, Augusto (Itália) e Mirsini (Grécia)

2014-03-18 01.11.42

4) Lebres aproveitam a primavera

Sempre há lebres no extenso jardim atrás da casa onde moro. Adoro vê-los quase diariamente. Eles estão aproveitando o mato e as flores.

2014-04-25 19.10.57

5) Surpresas da Páscoa 2014

Como já virou costume, meus pais enviam uma caixa pesada de surpresas de Páscoa todos os anos. Amo receber caixas!

2014-05-18 16.58.12

Meu ovo favorito

Este ano veio uma surpresa especial, inesperada:

2014-05-18 16.58.29Cachaça Nega Fulô

Amei, ainda nem abri.

6) Penúltimo piquenique para celebrar a entrega do penúltimo trabalho

Ainda faltava um trabalho e mais uma celebração, hehe, mas esta já estava em clima de despedida. Todos estavam felizes, pois tínhamos acabado de entregar a proposta de projeto mencionada no item 1. Ainda faltava mais um exame (e um rascunho de proposta de tese, para mim), mas já dava para sentir as férias. O dia estava lindo no Stadsparken (“Parque da Cidade”), onde fizemos o piquenique.

2014-05-30 20.40.54

Da esquerda para a direita: Joana (Suécia – saiu do programa depois do primeiro semestre), Dayu (Indonésia), Florence (Canadá), Yasmin (Suécia), namorado da Lívia e Emelie (Suécia).

 

2014-05-30 18.44.25Da esquerda para a direita: Florence, Emelie, Anna Lena (Suécia – fala Português fluentemente, morou no Brasil) e Sara (Suécia).

 

2014-05-30 18.44.39Da esquerda para a direita: Augusto (Itália), Anna (Suécia) e Andrei (Bielorrússia)

Picnic may 14

7) Visita ao cavalo de Elena em Lomma

Elena também é da classe. Viramos amigas, adoro ela. Ela é alemã, mas mora na Guatemala com o namorado guatemalteco. A irmã dela mora aqui em Lund e acabou de comprar uma fazenda, que não é a que está abaixo. O local da foto é um aras onde pessoas pagam uma taxa para que os cavalos morem lá. Elena e a irmã tem um cavalo que está lá. Também não é o da foto abaixo, mas sim o marrom das últimas duas fotos.

2014-06-11 19.03.17

2014-06-11 19.03.34

Estávamos muito cansadas, pois tínhamos acabado de entregar a última tarefa do primeiro ano, um rascunho de proposta de tese de mestrado. Eu não aguentava mais ficar sentada em frente ao computador, então fomos a Lomma para alimentar o cavalo e limpar o estábulo. Lomma fica nos arredores de Lund. Depois disso tudo, fomos até a praia de Lomma, caminhamos, foi uma delícia.

2014-06-11 19.04.02Elena e seu cavalo

 

2014-06-11 19.04.18

No primeiro semestre de 2015, se tudo der certo, estarei de volta a Lund. Aí tentarei tirar fotos da cidade.

Tirinha 2: A Language Older than Words

Já faz bastante tempo que publiquei minha primeira tirinha. Prometi que continuaria, mas sabem como é… Mal dá tempo para escrever posts comuns, imaginem fazer tirinhas. É claro que sempre é uma questão de priorização do tempo, mas não estou esquentando muito a cabeça no momento, pois o principal desafio agora é sobreviver este semestre do mestrado.

Mesmo assim, encontrei uma ferramenta excelente para criar tirinhas, Stripcreator. É muito fácil e oferece vários tipos de enquadramento, personagens etc. Eu não resisti e criei uma, que provavelmente não é assim muito boa, mas foi mais para testar a ferramenta. Os personagens não foram desenhados por mim, então terei problemas caso fique famosa, hehe.

Esta minha nova tirinha, tirinha 2, é também uma referência bem explícita a um dos meus livros favoritos. “A Language Older than Words” é de Derrick Jensen, fundador do movimento Deep Green Resistance (traduzido pela Wikipedia como Resistência Verde Profundo). É uma das minhas críticas preferidas à Modernidade.

Então lá vai, tirinha 2, só para testar a nova ferramenta:

Screen shot 2014-04-26 at 11.37.24 PM

Banksy

Eu nunca re-bloguei nenhum post, mas este merece. É sobre o Banksy em Nova York, e o caminhão cheio de animais fofinhos de pelúcia supostamente a caminho do matadouro.
A fonte é um outro artista que sigo já há algum tempo, o qual faz uns desenhos e pinturas maravilhosos.

umanbn

Banksy, the elusive British street artist is in New York this week, where amongst other things he hired a street vendor and set up a stall in Central Park selling his original artworks for only $60’00 each. Apparently only a few people bought the works thinking it to be a hoax. What I loved even more was the slaughterhouse delivery truck traveling the Meatpacking district, full of cute, stuffed, squeaking animals. Have a look at the video here. I love Banksy’s work which compels us to confront the hypocrisies and cruelties of modern society, while at the same time making us smile. It is all credit to him, that in our celebrity obsessed culture he still chooses to remain anonymous. He must be the most famous unknown person. Meat_Truck.04plusheats-01Banksy

Ver o post original

Os vira-latas de Linköping

Vira-latas são adoráveis, como todos os outros animais, não? Mas aqui em Linköping, os vira-latas são um pouco diferentes. Eles têm orelhas bem finas e pontudas.  Eles têm pelo bem macio. Eles são dentuços. Eles comem grama. Eles são… coelhos! Ou melhor, lebres. Aqui tem muito coelho solto pela cidade, nem tanto pelo centro, mas sim pelos bairros residenciais, como onde moro. Não sei como pode uma cidade ter coelhos assim, vira-latas, comendo no jardim dos outros, é incrível. Deve ser pelo fato de haver uma floresta próxima, talvez eles venham de lá. Fato é que os vejo quase todos os dias aqui no jardim do prédio. Acho que tem sempre um mesmo que vem aqui, comer as gramíneas. No inverno dá para ver muitas pegadas na neve, muitas mesmo; aí sem tem uma ideia da quantidade de coelhos soltos por aqui. De madrugada é também um bom período do dia para vê-los – aí eles tomam conta da cidade, junto com passarinhos (na primavera, pois no inverno os pássaros são espertos e imigram).

Assim, todos os dias vou à janela para ver se flagro alguma dessas delícias comendo grama bem em frente do prédio.

DSC08227

Jardim em frente ao prédio, a primavera já havia chegado. Há algo na grama?

Sim, um coelho!

DSC08223

DSC08225Eles comem bastante.

DSC08221

DSC08228

Na grama mais verde do vizinho

DSC08235

Agora são dois.

DSC08232Fugindo

Há mais ou menos um mês atrás, havia uma pata que passou um bom tempo aqui no jardim também. Não sei se ela estava doente, pois os patos vivem no rio, logo abaixo da próxima rua. Ela ficava sentadinha na grama, andava para lá e para cá comendo do chão. Eu acabei levando comida todos os dias que a via, e também água em um potinho. Ela era tão inteligente que logo aprendeu a me reconhecer, aprendeu a reconhecer o meu assobio, os meus beijinhos e a beber a água do potinho. Isso pode parecer fácil para quem tem passarinhos em gaiola, mas patos selvagens não sabem para que servem o potinho. eu fui jogando pedacinhos de pão até ela chegar bem próxima ao potinho. Ela logo percebeu que o pão e a ração para passarinhos eram muito secos. Então ela me ensinou a colocar a comida na água. Um dia ela não voltou mais, mas eu fiquei feliz, pois provavelmente ela se sentiu bem e foi embora. Afinal, patos não vivem em jardim, ela precisa de água para nadar.

Sintam-se à vontade para contar histórias de interação com animais.