Praia de Soros

Uma outra atração de Antiparos, melhor que as praias I e II, é a praia de Soros, uma das mais populares da ilha. De fato, Soros é uma praia bem bonita e dá para passar o dia inteiro nadando e descansando na areia, tanto debaixo do sol quanto à sombra de uma árvore. Há um bar/restaurante meio badalado e meio caro. Soros não fica tão longe do centrinho da ilha; a distância é em torno de 10 Km. A caminho de Soros, na moto alugada, vejo uma das tantas igrejinhas da ilha:

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 Praia de Soros

Eu e Erik vimos dois barcos muito bonitos, próximos à praia. O Erik realmente amou esses barcos, e já ficou a sonhar em ter uma barco no futuro. Ele gostou mais do vermelho; eu, do azul.

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Última parada na Grécia: ilha de Antiparos

A próxima e última parada na Grécia foi a charmosa ilha de Antiparos. Depois de muitos dias de diversão e natureza em Zakynthos, acompanhados de Mirsini e Christos, Erik e eu dissemos adeus aos dois e fomos sozinhos para Antíparos, uma ilha mais ao estilo estereotípico grego.  Antiparos fica na outra costa do país, no mar Egeu:

É um ilha bem pequena e turística, a cerca de um pouco mais de um quilômetro de distância de outra ilha bem maior, Paros. Antiparos se parece muito mais com as ilhas gregas que muitos têm em mente: casas brancas com janelas e portas azuis, ruas estreitas en tortuosas, muitas flores, sol e céu azul e mais.

Abaixo, o cais de Antiparos. Ao centro, um pouco à esquerda, é possível ver a principal rua comercial e turística de Antiparos:

2014-07-19 16.51.51Cais de Antiparos

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Em meio ao passeio do cais, homem leva polvo nas mãos:

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O hotel onde eu e Erik nos hospedamos era muito bonito e confortável. Demos sorte, pois o nosso quarto era exatamente o do canto superior direito da foto abaixo, com uma linda varanda, além de o lugar ter sido reformado há pouco tempo. Tudo era muito limpo, fresco, branco.

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IMG_1095Vista da nossa varanda

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Ruas próximas ao hotel:

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Uma noite, jantei na taverna abaixo, simples, mas comida muito gostosa. A berinjela ao forno com molho de tomate estava divina.

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Aproveito para mostrar mais um pouquinho da rua principal, onde todos os turistas perambulam à noite. A rua é repleta de lojas e restaurantes.

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IMG_1147Livraria

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Essa viagem a Antiparos foi especial, entre outros motivos, pois eu e Erik comemoramos cinco anos de termos nos conhecido e estarmos juntos. Tivemos três jantares luxo comemorativos no restaurante acima, que fazia pratos de macarrão divinos.

Nos próximos posts, um pouco mais das belezas naturais e ruas de Antiparos.

A praia do navio naufragado

Um dos pontos altos de Zakynthos, e considerado por alguns como uma das praias mais bonitas da Grécia, é Navagio, ou melhor, a praia do naufrágio. Em 1983, o navio Panagiotis, carregado de cigarros provavelmente contrabandeados, naufragou no local. Assim, o local também é chamado de “praia do contrabando” (Smugglers Beach). Antes de chegar à praia do naufrágio, a vista já dá uma ideia do quão bonita é a área. Na verdade, o acesso à praia do naufrágio so é possível por meio de barco; não há estrada até lá. Onde dá para chegar de carro ou moto, e de onde se pega o barco a caminho dessa praia, é Porto Vromi, uma outra praia bem bonita e pequena. A caminho de Porto Vromi:

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E finalmente, a pequena Porto Vromi:

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É daí que se pega o barco para chegar à praia do naufrágio. Alugar o seu próprio barquinho a motor, como fizemos duas vezes, é uma ótima opção. No nosso caso, a maré estava muito revolta, então não estavam disponibilizando barcos para alugar nesse dia. Tivemos que nos contentar com um barco maior cheio de turistas. Mas tranquilo, somos turistas também, e a praia do naufrágio é uma das mais bonitas que já vi.

IMG_0791Barco para praia do nafrágio ao centro

IMG_1033Porto Vromi vista do mar

Já no barco a caminho da praia do naufrágio, muito mar azul, desfiladeiros e cavernas:

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Essa foi a primeira vista da praia do naufrágio. O mar é tão azul, e o paredão de calcáreo tão branco, que quase dói aos olhos.

IMG_1009Praia do naufrágio à distância

IMG_1011Um paraíso neon surreal

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IMG_1020O contrabandista Panagiotis

Esta praia me lembrou um pouco de Koh Phi Phi Leh na Tailândia, a praia do filme “A Praia”

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Esta é só para deixar claro o quão inacreditável a cor da água é:

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Relaxei bastante deitada nas pedrinhas à beira-mar. O passeio, que custou em torno de 10 euros cada, dura umas duas horas e meia. Não é necessário agendar nada. Assim que chegar a Porto Vromi, é só se dirigir a um dos estandes na praia e comprar um bilhete. A parada na praia do nafrágio dura cerca de uma hora, tempo suficiente para apreciar essa beleza deslumbrante. Quero voltar lá algum dia.

No caminho de volta, uma outra atração interessante. O que há na caverna abaixo?

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A face de Poseidon, deus dos mares!

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Muito lindo. Assim termina a série sobre Zakynthos. Nos próximos posts, além de eu trazer um pouco das aventuras na Jamaica, trarei a última parte da viagem à Grécia, a linda ilha de Antíparos.

Passeios de barco em Zakynthos II

Este é o segundo passeio de barquinho alugado que fizemos pela costa de Zakynthos. No primeiro passeio, basicamente exploramos os arredores da ilha de Marathonissi, saindo de Agios Sostis. O segundo passeio foi meio que o mesmo, mas saindo da praia de Keri.

 IMG_1038Praia de Keri

IMG_1037Muitos barcos

Logo que deixamos a praia e navegamos à esquerda, logo vimos formações muito bonitas:

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Em seguida, fomos novamente em direção a Marothonissi para tentar avistar mais tartarugas. Acabamos avistando outra coisa, bem interessante, talvez minha carreira no futuro:

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Olhando mais de perto, sim, é um barco-bar chamado Oasis! É só encostar e fazer um pedido.

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Mais formações belíssimas… Com a cor do mar entre o azul e o verde, é um espetáculo.

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O mais gostoso de alugar esses barquinhos é que dá para parar onde e quando você quiser. Passamos um bom tempo nos bronzeando ao natural nessa prainha linda e solitária:

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Também fizemos muito snorkeling e nadamos em cavernas que pareciam iluminadas por luz neon.

IMG_1069Eu e Erik explorando a caverna

 

Aproveitei para tentar aprender a guiar o barco. Consegui, mas tenho que me concentrar muito. Não posso fazer duas coisas ao mesmo tempo, não tenho a coordenação necessária.

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Acabamos vendo mais uma tartaruga Caretta caretta. E foi meio desastroso para mim. Quando já estávamos voltando a Keri, avisto algo circular, marrom, boiando. Era mais uma tartaruga! Ficamos tão excitados que a Mirsini começou a gritar para que eu pulasse na água para nadar com a tartaruga. Depois de umas cervejas, como já disse fim-de-dia, e na adrenalina de ter que agir rápido, caí como um saco de batata na água. O barco me atropelou, raspou minha cabeça. Eu praticamente colidi contra a lateral e o fundo do casco. Não vi mais a tartaruga e nem nadei com ela. Assim, se vocês estiverem com ganas de nadar com uma tartaruga ou outro ser aquático, não façam como eu; não despenquem, dêem um pulinho, um impulso. Eu terminei com o tornozelo, a canela e a cabeça doloridos por alguns dias.

Passeios de barco em Zakynthos I

Em meio a perrengues pesados na Jamaica – fui expulsa da casa onde moro ontem – tentarei continuar com os posts sobre a viagem deliciosa à Grécia. Espero começar a contar um pouco da aventura na Jamaica ainda este fim-de-semana.

Pois bem, na ilha de Zakynthos talvez o ponto mais alto seja a natureza. Mirsini e seu namorado Christos juraram que Zakynthos é uma das ilhas mais bonitas em termos de belezas naturais. O mar é, de fato, turquesa, chegando a ficar quase “branco” em certos lugares. O que mais aconselho, e que fizemos por duas vezes, é alugar um barquinho a motor e passar o dia explorando as pequenas ilhas ao redor e a costa, além de nadar e praticar snorkeling, claro.

Existem várias empresas que organizam passeios de barco, passeios estes onde os turistas podem nadar, ver tartarugas e outros. Essas empresas, geralmente, têm estandes pela praia – vimos alguns deles em Agios Sostis e Keri. Outros tipos de atividades também fazem parte da oferta, como mergulho. Mas o melhor mesmo (talvez com exceção de mergulho), é alugar o seu próprio barquinho. Não é muito difícil guiá-lo, eu mesma tentei um bocado. Fora isso, é bom barganhar, pois os primeiros preços sugeridos são sempre bem caros. É só insistir com jeito e, assim, conseguir um preço melhor, talvez até mais tempo no mar.

Os lugares que valem a pena ser visitados são muitos, mas nós visitamos os arredores de Agios Sostis e Keri, onde é possível ver as tartarugas marinhas, na Grécia chamadas de Caretta caretta, o nome científico da espécie. Vale lembrar que estão ameaçadas de extinção.

Nesta primeira vez, partimos de Agios Sostis:

IMG_0892 Estávamos muito felizes e logo aproveitamos para fazer uma das coisas mais prazerosas quando se tem um barco: tomar cerveja gelada.

 

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IMG_0906A costa é realmente muito bonita e, apesar das differenças, lembrou-me um pouco a Tailândia.

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Passamos uma boa parte do tempo explorando a ilha de Marathonissi, a Ilha da Tartaruga. Além de ter forma de tartaruga, é por lá que vivem muitas Caretta caretta. Estávamos ansiosos para vê-las, mas é claro que não é fácil. É preciso sorte para estar no momento certo, quando as tartarugas vêm à superfície para respirar.

IMG_0927Ilha de Marathonissi

Marathonissi recebe muitos barcos cheios de turistas, pois existem duas praias – uma bem pequena, logo abaixo – e cavernas ao longo das muralhas que ladeiam a ilha.

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IMG_0923Cavernas

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IMG_0925Prainha

Estávamos em busca de caretta carettas, sempre de olho no mar. Até que Erik avista uma cabeça, uma pessoa praticando snorkeling um tanto perto da ilhota abaixo. Quando nosso barco chega mais perto, surpresa: não é nenhum nadador, é uma tartaruga grande, que logo submergiu.

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carettaCaretta caretta. Fonte aqui

E de repente, um barco pirata cheio de turistas:

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O dia passa, o sol fica mais baixo, e o primeiro passeio de barco fica perto do fim.

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Mais cavernas:

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E um pouco mais de cerveja.

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A passagem à esquerda, na foto abaixo, era larga o suficiente para nosso barco:

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IMG_0965Fim de tarde

No próximo post, mais um passeio de barco, desta vez partindo de Keri.

 

De vila de pescadores à atração turística: Smögen

Deixamos Oslo no início da tarde de segunda 16 de junho, meu aniversário de 30. Fui acordada com um café da manhã especial: muffins de chocolate com brigadeiro, morangos e chantilly. Tudo feito pelo Erik. Eu senti o cheiro de chocolate quando ainda estava na cama, mas fiquei em dúvida do que seria. Ganhei também uma máscara de mergulho, mas o resto do presente é para ser aproveitado na Jamaica: um curso de mergulho com certificação PADI. Eu amei toda a surpresa, achei tão fofo ele ter a vontade de comprar ingredientes e cozinhar tudo em meio a uma mini-viagem. Foi uma comemoração ótima de 30, bem tranquila.

Depois de comer muitos muffins com brigadeiro  – aliás, feito com leite condensado brasileiro que a Carol tinha enviado, deixamos Oslo em direção a Smögen (Ismoguen), um pequeno povoado de pouco mais de mil habitantes, mas que recebe muitos turistas no verão. Smögen fica em uma ilha na costa oeste da Suécia, perto da divisa com a Noruega.

IMG_0565Smögen

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Passei a tarde em uma área chamada Smögenbryggan, um deck/cais ladeado por casas de estilo bem característico, restaurantes e barcos à vela. Smögenbryggan foi, historicamente, um porto de pesca onde se realizava leilões de frutos-do-mar, Smögens Fiskauktion. Esses leilões começaram em 1919 devido aos baixos preços que os pescadores recebiam pela produção. O leilão acontece ainda hoje. Aparentemente, o cais de Smögen é naturalmente protegido devido a sua geografia, o que elevou Smögen a cais mais visitado por barcos da região de Bohuslän, “estado” onde fica este povoado. Tudo isso você acha na Wikipedia em sueco.

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IMG_0574Suecos aproveitam o verão em uma das maneiras favoritas: em um barco

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Caminhamos pela Smögenbryggan e nos sentamos em um café para almoçar e tomar uma lättöl (cerveja fraca, motoristas podem tomar) ao sol. Amo o mar e sinto muito a falta da praia.

Aker Brygge, o cais de Oslo

Quando deixamos as estátuas de Vigeland no Frognerparken, eu e Erik fomos para a área do cais, onde é possível pegar a ferry para ilhas e fiordes ao redor. É lógico que eu queria fazer isso, amo andar de barco, mas o próximo sairia muito tarde, então a ver navios no cais mesmo. Falando em navios, havia um bem grande atracado lá:

IMG_0531Cais de Oslo, com a fortaleza Akershus ao fundo

Essa região fica bem próxima ao centro, basta pegar um bonde (o “metrô” da cidade). O cais de Oslo antes era como muitas dessas áreas: para os fortes. Era ali que se construíam barcos. Mas as últimas décadas trouxeram um processo de gentrificação forte, e o cais se transformou em uma área classe média/alta, cheia de bares e restaurantes caros e uma marina. Hoje é conhecido como Aker Brygge.

IMG_0530Aker Brygge

Ainda não havia tomado café, então eu e Erik paramos para uma xícara à beira mar. O lugar valeu pela vista, mas o café era caro e ruim.

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IMG_0533Braços cruzados pelo frio da forte brisa do mar

IMG_0534Renascendo das trevas do mestrado. Precisava de um corte de cabelo urgente

  A marina tem aquele ar de gente rica nórdica. Porque é o lugar dessa gente, né.

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IMG_0542Esses não estão preocupados com as mudanças climáticas

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Erik gostou muito de um barco alemão à venda. Lógico que não cabe no nosso bolso, mas se coubesse, tenho certeza que ele gostaria de comprá-lo. O Erik ama velejar e disse que sabe conduzir um barco à vela. Espírito escandinavo.

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IMG_0554Aker Brygge

Mais tarde jantamos em um restaurante chique para celebrar meu aniversário. Adorei a visita a Oslo, foi rápida, mas deu para ver um pouco dos pontos mais visitados. No dia seguinte, segunda 16 de junho, já 30, dirigimos de volta à Suécia, mas paramos para passar a tarde em uma cidadezinha à beira mar, no litoral sueco, onde muitos também têm seus barcos: Smögen. Assunto do próximo post.