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Onde ficar em Milão e uma noite no teatro Scala

A resposta para a primeira pergunta implícita no título do post é simples: Navigli! Navigli é um distrito boêmio cheio de bares, pubs, restaurantes, ateliers de arte, música ao vivo e todas essas coisas que são as melhores nesse tipo de viagem. Há vários “Navigli“, de acordo com a Wikipedia, que costumava ser uma rede de canais, hoje abandonados. Naviglio Grande é a área onde fiquei, bem hip – tinha até uma lanchonete fast-food 100% vegana, além de lojas vintage.

Naviglio Grande
Naviglio Grande

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Atelier
Atelier

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O que é bem gostoso em Naviglio Grande são os restaurantes e cafés com suas mesinhas no passeio, à beira do canal. Sentar a uma delas e tomar um café ou outro drink ao sol é uma excelente maneira de passar parte do dia. Principalmente se também envolver comida. Foi o que fizemos em um dos restaurantes mais lotados:

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Pizza em Naviglio

Há com certeza melhor pizza do que essa; muitos dos restaurantes são bem turísticos. Mas ainda assim, fora a pizza ter sido saborosa, o melhor foi ter sentado ao sol e observado as pessoas que passavam. A concorrência para conseguir uma mesa é quase impossível. À noite também não faltam restaurantes nem bares. Achamos uma pérola, um restaurante cheio de italianos mesmo, com um menu pequeno, escrito à mão, e decoração rústica. A comida era muito boa, preços muito baratos, mas porções bem pequenas. Fino. Infelizmente, não me lembro do nome.

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As cervejas especiais têm bastante espaço em vários pubs/bares do local. Um excelente bar que serve suas próprias cervejas artesanais, bem pequeno, é o BQ Birra Artigianale. Para drinks refinados e uma atmosfera quase perfeita, o Ugo Bar, bem próximo ao BQ Birra, é ótimo.

Um dos muitos bares com boas cervejas. Já não me lembro do nome.
Um dos muitos bares com boas cervejas. Já não me lembro do nome tampouco.

Voltando para os arredores da praça central de Milão, onde fica a famosa catedral de Duomo, vamos agora a um outro tipo de atração na cidade, uma atração historicamente exclusiva ao aos nobres e abastados: o Teatro alla Scala, ou La Scala, como é conhecido, uma das casas de ópera mais famosas do mundo.

La Scala, Milão
La Scala, Milão

Eu e Erik demos uma de refinados, compramos entradas que não as mais baratas, mas as segundas mais baratas, e fomos a essa casa de ópera assistir a um balé! Gente, todo mundo deveria fazer isso. Não digo exatamente ir ao La Scala, pois nem todos trilham os mesmos caminhos, mas é bom ficar ligado nas casas de show e teatros na sua região, pois muitas vezes há espetáculos bons e gratuitos. Mais do que pelo espetáculo, muitas casas valem pelo nível do estabelecimento em si. O La Scala é lindo! Eu nunca tinha entrado em uma casa de ópera antes. Que luxo.

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Assentos caros

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Uma coincidência muito legal é que estou lendo Adeus às Armas (Farewell to Arms) do Hemingway nesses dias em que escrevo estes posts sobre Milão, e algumas partes da narrativa se passam lá, inclusive há menções ao La Scala e à galeria do último post. Enfim, referências literárias à parte, fora eu ter podido apreciar a beleza do teatro, a apresentação foi boa. Eu não entendo nada de balé, apesar de ter dado os meus pulos quando criança, mas gostei. Gostei mais ainda por ter caído no sono. Sim, eu caí no sono durante o balé, aquele sono pesadamente leve, irresistível, que não há como escapar. Perdi algumas partes, mas o balé era bem monotônico, então capturei o conjunto da coisa de qualquer maneira. Não acho que o meu cochilo ateste a chatice do balé; pelo contrário, atesta o conforto da obra. Mesmo que eu invariavelmente caísse no sono em cada ópera e balé que assistisse, iria continuar frequentando esses eventos. Foi um sono bom.

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Balé no teatro La Scala

E chega ao fim a “série” de posts sobre essa viagem curtinha à Itália. Nos próximos posts, mostrarei um pouco de Lund, onde morei até Junho deste ano, e também mais uma edição do Psykjunta, festival psicodélico em Småland.

Três coisas que fazem da Grécia um destino delicioso (e um pouco de Atenas)

Começa, neste post, a saga grega. Eu & Erik viajamos para a Grécia de 04 a 20 de julho, ou seja, acabamos de voltar para a Suécia. Estou tentando mudar o padrão de postar sobre viagens muito tempo depois de as ter feito. Vamos ver se consigo manter esse ritmo.

A viagem para a Grécia foi uma delícia. Houve três motivos para termos ido para lá, sendo o último muito especial:

1) Férias em um lugar ensolarado

2) Visitar minha querida Mirsini. Eu e Mirsini nos conhecemos no mestrado

3) Comemorar 05 anos que eu & Erik nos conhecemos e estamos juntos

Motivos válidos. Mas desde quando precisamos de razões para viajar, né?

Conhecemos vários lugares na Grécia: a capital Atenas, Filiatra – perto de Kalamata, onde os pais de Mirsini tem uma casa, Zakynthos e Antiparos – duas ilhas, cada uma em uma costa.

Eu simplesmente amei a Grécia. Três coisas fazem a Grécia ser muito boa (é claro que há sempre mais motivos):

1) As pessoas

Apesar do pouco tempo que passei por lá, percebi que os gregos são simplesmente muito simpáticos, atenciosos e prestativos. Desconhecidos fazem questão de ajudar se percebem que você está meio perdida. E fazem de tudo para ajudar mesmo, procuram endereços no smartphone, puxam pela memória, e conversam, conversam, conversam… É sempre uma oportunidade para falar um pouco. Falando em língua, nem todos falam Inglês, e os que falam parecem se sentir tímidos ao mesmo tempo que querem puxar conversa.

Mirsini, seus pais e o namorado Christos foram incríveis. Não estou escrevendo isto porque ela pode jogar tudo no Google Translate assim garantindo mil pontos para mim. Estou escrevendo isto porque é verdade mesmo. Eles foram muito hospitaleiros e acolhedores, mais ainda do que o necessário. Houve altas disputas para pagar as contas das tavernas, e Erik e eu ganhamos um litro e meio de azeite caseiro (maravilhoso) e azeitonas Kalamata dos pais de Mirsini. Eu e Erik basicamente quase não movemos um dedo para planejar a viagem lá.

2) O tempo

Este ano o inverno estava “ruim” na Grécia de acordo com Mirsini. Para ser justa, estava sim um pouco ventoso, mas o tempo estava excelente. Muito calor, céu azul e sol. O tempo é bem seco, então é necessário abusar da loção de pele e filtro solar. Fiquei bem bronzeada. As noites ficam frescas e agradáveis com céus estrelados.

3) A comida

Comida grega = feta

Essa equação não fecha para mim. Detesto queijo feta, aliás detesto qualquer queijo que não esteja amolecido. Mas queijos brancos, nem amolecidos. É o caso do feta. O pior é que a cozinha grega é cheia de pratos com esse queijo, e os turistas todos amam. Ou seja, muitos dos pratos disponíveis conterão feta. Dito isso, devo admitir que comida grega é uma delícia! Pedi muitos pratos sem feta, e deu certo na maioria das vezes. É claro que há vários outros sem esse queijo branco. Do que provei da cozinha grega, na maior parte das vezes em tavernas como a que mostrarei em seguida, ficou claro que é uma cozinha que abuso do azeite, e isso eu amo. Abusam mesmo, são litros em qualquer salada, fritura, molho… É uma cozinha mediterrânea, e geralmente os ingredientes são frescos. Come-se muito tomate, que são vermelhos e maduros, azeitonas, abobrinha, berinjela e outros legumes. As frutas são muito boas, claro, pois vêem o sol por muitos meses ao ano. Comi muitos pêssegos e nectarinas, e as cerejas são maravilhosas. Os gregos gostam muito também de salgados, todos folhados, mas o recheio não varia muito: é feta e espinafre ou algum outro tipo de queijo branco. Gregos também gostam muito de café, e bebem bastante uma versão de iced coffee com bastante espuma para espantar o calor.

Comi em muitos restaurantes, comer é sempre uma das melhores coisas em viagens. Como mais um exemplo do primeiro item, é comum ganhar itens gratuitos em restaurantes: entradas, aperitivos, sobremesas… É inacreditável. Água é sempre servida gratuitamente em qualquer bar/restaurante antes mesmo de se pedir algo. Este é um país para mim, hehe…

Cheguei em Atenas no dia 04, de manhã, e Mirsini nos pegou de carro. Eu e Erik nos hospedamos na casa dela e dormimos a tarde inteira, estávamos muito cansados.

À noite experimentamos a boa comida grega na Grécia pela primeira vez. Fomos a uma taverna em subúrbio de Atenas. O melhor de conhecer alguém é que eles(as) sempre sabem dos melhores lugares, e Mirsini fez questão que a gente conhecêsse o maior número possível.

IMG_0602Taverna grega em Atenas

As tavernas geralmente servem porções para serem divididas entre várias pessoas ao invés de pratos individuais ou para dois, o que deixa a refeição mais divertida, pois é possível experimentar de tudo. Gostei bastante dos bolinhos de abobrinha (Kolokithokeftédes), parecidos com os da minha mãe, fava, salada grega e outros.

IMG_0603Mirsini e eu

Uma coisa boa de experimentar: raki, a cachaça da Grécia, feita com bagaço de uva. Bem forte, cai bem com as comidas saborosas e cheias de azeite.

IMG_0607Raki

IMG_0608Sueco na Grécia

Mais tarde encontramos as amigas de infância de Mirsini. Fiquei muito contente de encontrá-las, pois conhecê-las significa conhecer um pouco mais de Mirsini. Eu e Mirsini nos conhecemos em um ambiente muito diferente de nossas origens, a Universidade de Lund no sul da Suécia, portanto é muito interessante ter a chance de conhecer a pessoa em seu ambiente original. As amigas dela foram super fofas.

De bar em bar, acabamos passando o resto da noite em um com vista panorâmica da capital. Muito bonito. A Acrópolis, que mostrarei em post futuro, está ao fundo. Essa é a área antiga da cidade, onde se localiza um bairro chamado Monastiraki, com sua praça e estação de metrô de mesmo nome. Nessa praça e ruas adjacentes fica um famoso flea market, mercado de rua. Infelizmente não tive tempo de garimpar o mercado. A construção bem ao centro da foto, com cúpula arredondada, é a Mesquita Tzistarakis, otomana. Ao lado estão ruínas da Biblioteca de Hadrian, que já no ano de 267 DC sofreu com uma invasão estrangeira. Quanta história.

Tirei tudo isso da Wikipedia. É lógico que pode haver erros, mas vale como um pano de fundo.

IMG_0610Monastiraki, Atenas

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Cafeína é tudo que preciso

Este post bem rapidinho vem a calhar neste momento tão estressante de produzir o segundo paper (artigo científico) em apenas um mês de mestrado.

Eu amo café, né, gente (passo a mão na barriga).

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Fonte aqui.

Surpresa a bordo

Vai ser um pouco difícil começar a contar sobre um fim-de-semana tão maravilhoso quando não estou me sentindo assim. Ainda mais por conta de o motivo de fazer as duas coisas acontecerem (o fim-de-semana e a minha tristeza)  ter sido o mesmo,  mas vamos lá. Antes que todo mundo comece a postar comentários imensos, estou bem. Na medida do possível. Ainda assim vai um relato talvez meio sem espírito, meio sem graça.

No fim-de-semana retrasado foi meu aniversário de 29 anos. Como já expliquei, ganhei uma viagem surpresa do Erik: um mini-cruzeiro à Estônia. Eu, que nem gosto de viagens, fiquei super empolgada. De fato, o fim-de-semana foi uma delícia.

Esses mini-cruzeiros aos países bálticos, incluindo a Finlândia, são coisa muito comum aqui. Custam bem pouco e atraem gente simples. Dá para fazer várias viagens dessas por ano. Os maiores atrativos para as pessoas são: o restaurante estilo bufê salve-se quem puder (não existem tantos por aqui), a loja duty-free a bordo e a bebedeira em geral. Na verdade, é muito mais legal do que isso. No caso do cruzeiro à Estônia, o navio é super novo – tem no máximo cinco anos de uso – e há várias “atividades” como shows, discoteca, diferentes restaurantes que não o bufê, piano bar, fora a própria área externa.

No dia 15 deste mês, um sábado, fomos então Estocolmo para passar uma tarde na cidade ensolarada, até embarcarmos às 6 da tarde.

DSC08258Erik no trem de Linköping a Estocolmo. Mil pontos pela surpresa de aniversário.

É claro que chegamos atrasados e fomos, literalmente, os últimos a entrarem no navio. Eu não sabia que é necessário chegar com uma certa antecedência ao píer. Calculamos que uns quinze minutos seriam suficientes. O que importa é que deu certo e pegamos este navio:

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O quarto era muito bom. Pequeno, mas confortável, com uma grande cama de casal e uma janela redonda, enorme, de onde dava para ver o Mar Báltico.

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Mas o que é esse detalhe à esquerda?

Esse detalhe à esquerda é, na verdade, uma surpresa linda que me aguardava no quarto! Assim que abri a porta, dei de cara com  isso:

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Frutas, chocolate e champanhe

O Erik conseguiu fazer uma surpresa de verdade, nem desconfiei. Ele passou horas na semana anterior tentando encomendar essa surpresa.

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Fiquei muitíssimo feliz, começamos muito bem. Já tive a certeza de que seria um fim-de-semana muito feliz mesmo. Como o navio já estava saindo de Estocolmo, levamos a garrafa e o balde de gelo até a área externa e nos sentamos ao sol. Conversamos por horas e acabamos com a garrafa. Aconselho a todos: não sabe o que fazer? Pegue o seu amor (qualquer pessoa muito querida), compre uma garrafa de champanhe (qualquer um serve) e sente-se ao sol em um lugar público. Para quem mora em Santos, no jardim da praia mesmo – até que alguém de acuse de vadiagem, hehe. É muito bom.

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Visita à Escócia: Edimburgo

Quando eu e Erik descobrimos, ainda na Suécia, que iríamos morar na Inglaterra, já tratei de fazer mil planos de viagem. Eu pelo menos queria visitar a Irlanda e a Escócia. O Erik não estava assim tão empolgado, mas pelo o que eu já tinha visto no blog da Louise e em imagens das Highlands, eu imaginei que seria deslumbrante. Que bom que acabamos conseguindo enfiar mais essa viagem no finalzinho de 2012. Quando eu já não estava mais trabalhando em Liverpool e o Erik também já não estava mais estudando, marcamos as passagens de trem para Edimburgo. Infelizmente não foi uma viagem longa, apenas três noites, mas o suficiente para adorar Edimburgo!

Edimburgo, a capital da Escócia, não é uma cidade muito grande. Tem uma população de quase 500 mil pessoas e é antiquíssima, tendo sido fundada antes do século 7. É muito óbvio que se trata de uma cidade antiga, pois ao descer na estação Waverley, bem no centro da cidade, dá para ver muitos prédios antigos. Eu achei a cidade lindíssima já ao sair da estação, mas também bem fria. Era o começo do inverno e o clima me pareceu bem úmido. Eu já estou, obviamente, mais acostumada a temperaturas baixas, mas a umidade do ar é sempre um fator importante e muda a sensação térmica. Passamos um pouco de frio em Edimburgo, nada muito sério, mas a umidade lá não dá trégua. As ruas ficam todas molhadas mesmo, sem chover uma gota. A cidade, no inverno, é escura, meio marrom/acinzentada, com um pouco de neblina às vezes. Junte esse clima a prédios medievais e pronto, dá para sentir o peso da Idade Média.

O pouco tempo que passei em Edimburgo me fez ver que a cidade tem realmente um ar de cultura. Há museus, uma universidade super tradicional, vários estudantes, cafés, restaurantes… É uma cidade divertida, olhando pôsteres no bairro onde fiquei, dá para perceber que tem sempre coisas acontecendo, coisas a fazer. Eu moraria lá por uns seis meses, só aproveitando essa atmosfera cultural, jovem e divertida de Edimburgo. Vale muito a pena visitar esta cidade e eu adoraria também poder voltar por mais tempo. Apesar de a cidade ser pequena, eu e Erik concordamos que daria para passar pelo menos uma semana só aproveitando as redondezas de onde fica o hostel onde nos hospedamos. As pessoas são simpáticas, amigas, engraçadas e sou fã do sotaque escocês.

A caminho do hostel:

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O hostel é um dos melhores no qual já me hospedei. A equipe está simplesmente fazendo tudo do jeito correto, do jeito que mochileiros gostam. Cada detalhe foi muito pensado e o hostel oferece uma infra-estrutura fantástica. Dá para ficar lá por bastante tempo, é limpo, confortável, super jovem e barato. Uma diária em um quarto para seis, com beliches, custa 10 euros. Super recomendo.

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Arredores do hostel, que fica na parte da cidade antiga, Old Town, Patrimônio da UNESCO:

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Todos os dias, depois de acordarmos, eu e Erik subimos a rua abaixo…

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… e chegamos nessa rua, no limite sul da Old Town:

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Foi em um café super fofo que almoçamos todos os dias, o Union of Genius (à esquerda na foto abaixo). Não é propriamente um café, mas um estabelecimento que apenas serve sopas, de preferência feitas com ingredientes locais e orgânicos. Há, geralmente, seis opções no cardápio do dia e muitas são vegetarianas/vegans. As sopas são uma delícia. Eu adoraria ter um negócio assim.

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As sopas são servidas nessas panelinhas de cerâmica. A grande, como a da foto abaixo, custa 4 libras. Barato e uma delícia!

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Fim dessa rua:

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Lá também saimos à noite. Um dos lugares que mais gostei, por motivos óbvios, foi o bar da escocesa Brew Dog. Essa marca de cervejas é bem hip agora, então logicamente o bar estava cheio desse público, mas o clima era bem agradável. Dá para passar horas conversando e experimentando. Eu estava interessada em provar os rótulos que não chegam a Linköping e, acima de tudo, em tomar cerveja boa. Um dos rótulos provados foi a BrewDog / Ballast Point San Diego Scotch Ale. Muito boa.

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Bar da Brew Dog em Edimburgo

Também visitamos a parte nova de Edimburgo, do outro lado. Há lojas, restaurantes, é bastante comercial. Ao sair da estação Waverley, ao invés de caminhar para a esquerda, sentido Old Town, é só ir para a direita. Não tirei muitas fotos dessa parte da cidade.

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Despedida de Liverpool

Já estou na Suécia, mas queria contar um pouquinho do que fiz nos meus últimos dias em Liverpool. Além de passar horas no computador tentando postar sobre as recentes viagens e acabar minhas últimas atividades do curso de sueco, aproveitei para sair com os amigos que fiz lá. Os últimos dias foram meio iguais: computador, arrumar as malas, comer porcarias, bebida. Estou precisando desintoxicar agora que cheguei a Linköping. Tenho um livro sobre isso, vou dar uma lida e ver se faço algum programa de uma semana.

Umas semanas antes de eu ir embora, fui a um dos restaurantes mais finos de Liverpool, o The Restaurant Bar & Grill, que apesar do nome meio estúpido, serve uma comida refinada. Sabe quando você percebe que está comendo algo feito por um chef mesmo, bem leve, saboroso, com diferentes texturas…? Isso me fez pensar bastante nas pessoas que têm acesso a esse mundo em um outro nível como uma coisa normal, diária. Eu fui a esse restaurante porque houve uma competição de vendas no Viva Brazil. O prêmio foi um jantar para dois nesse restaurante. A Joana ganhou e me levou. A irmã dela, a Valeska, também foi. No jantar, estava incluso uma garrafa de vinho, entrada, prato principal e sobremesa.

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Eu, a portuguesa Joana e a baiana Valeska no The Restaurant Bar & Grill

Minhas escolhas:

  • Vinho: branco, Muscadet Sevre Et Maine Sur Lie Domaine De Grands Presbyteres 2010 £25.50 (o melhor vinho branco que já tomei)
  • Entrada: aspargos grelhados em azeite de trufas £7.50
  • Prato principal: torta de abóbora-cheirosa grelhada e espinafre com cebolas caramelizadas e queijo devonshire £12.95
  • Salada: salada de tomate e cebola roxa £3.95

Tudo estava uma delícia! A Joana, vencedora da competição, escolheu lagosta.

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De sobremesa, nós três escolhemos o Knickerbockerglory, sorvete de creme, chocolate e framboesa com calda de framboesa e wafers. Uma delícia também, taça bem servida.

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Enfim, os últimos dias foram tranquilos, preguiçosos, mas ainda assim corridos. Não tivemos problemas algum com o peso das malas, acho que eu já estou bem treinada na arte da otimização máxima de espaço em malas. A parte da limpeza no apartamento foi fácil, nossos flatmates Rob e Jamie já haviam limpado o geral, então eu e Erik apenas limpamos nosso quarto. Vamos sentir saudades deles! Nós quatro fomos a um restaurante tailandês super bom e chique, o Chaophraya, para ter um último jantar de confraternização.

Depois de uma comida ótima, fui encontrar com as amigas do Viva Brazil, Gisela, Joana, Patricia e Gemma no bar McGuffie’s, bastante frequentado pelo povo do restaurante.

Da esquerda para a direita: Gisela, Joana, eu e Gemma
Da esquerda para a direita: Gisela, Joana, eu e Gemma

Depois desse bar, fomos a mais uns três, quatro lugares. Aí a coisa já ficou mais descontrolada. Rob, Jamie e Erik ainda estavam conosco no começo, mas depois foram embora.

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Da esquerda para a direita, fileira de trás: eu, Gisela e Rob
Da esquerda para a direita, fileira da frente: Patricia, Gemma, Jamie, o braço do Erik e Joana (de regata)

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Essa noite foi memorável, muito divertida. Vou sentir falta de todos.

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Como ganhar dinheiro em Las Vegas (e uns drinks também)

No post anterior as luzes dos cassinos e hotéis da Strip brilharam. Agora é o momento de mostrar o que eu, Erik e Seth fizemos nesses lugares, o que é muito simples: jogar!

O que eu achei mais divertido em Las Vegas, além do jogar e apostar e desperdiçar dinheiro, foi o fato de se poder caminhar de cassino para cassino com o seu drink em mãos. Explico. Os cassinos, como já citado, ficam em hotéis luxuosos. A entrada é gratuita, assim como o álcool. Que combinação. Basta jogar algo, seja apostar na roleta ou nas máquinas caça-níquel, que algum bartender já te pergunta o que você quer beber. Conquanto que as apostas continuem, você pode pedir um drink atrás do outro. Dica para quem quiser tirar o maior custo-benefício possível: jogue nas máquinas de pôquer (um pôquer bem simples, apenas formar a melhor combinação de 5 cartas) que ficam nos balcões dos bares. Coloque uma nota de dez dólares, faça apostas baixas, tipo 20, 50 centavos e peça um drink. Quando você tiver perdido um ou dois dólares, é só ir embora. Ou seja, diversão e um martini com gin Hendrix por um dólar. Quer algo mais barato do que isso? Mostrarei a técnica em uma foto adiante.

Nós três usamos esse artifício, mas também apostamos muito dinheiro de verdade em outros jogos. Mais legal ainda do que “comprar” um drink por um dólar é sair do cassino com o drink em mãos. Isso é permitido em Las Vegas, não há problema em sair com o copo de vidro pela rua e nem em entrar em um outro cassino já com um drink. Não posso expressar o quanto eu gostei disso. Ainda mais em noites quentes no deserto de Nevada. para vocês conseguirem entender, é só me imaginar caminhando pelas ruas, pelas luzes, sacudindo o copo ao meu ouvido para ouvir o tilintar do gelo.

Na primeira noite em Las Vegas, nos arrumamos e saímos para jogar de cassino em cassino.

Caesars Palace

É aquele bem famoso e chique, perto do Bellagio. Veja aqui.

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Caesars Palace

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O salão abaixo é só para apostas esportivas:

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Aqui estou eu em ação, fazendo o que expliquei no começo. Reparem que o monitor do jogo está mesmo no próprio balcão do bar. Reparem na minha cuba libre.

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Eu não sei bem como explicar, muitos diriam que é sorte de principiante, mas algo incrível aconteceu em Las Vegas. Eu ganhei dinheiro em todas as máquinas, incluindo roleta e roda da fortuna, em que joguei – e foram muitas. Erik e Seth estavam impressionados. Eu também não entendi o que aconteceu, e o mesmo se repetiu na segunda noite.

Dicas:

  • Não aposte muito pouco. Tem que ser pelo menos uns dois dólares nas máquinas caça-níquel, ao menos cinco na roda da fortuna e dez na roleta. Não pode ter medo, tem que fazer valer a pena.
  • Ao jogar, aposte sempre o máximo. Nada de colocar cinco dólares na caça-níquel e fazer apostazinhas de 10 centavos só para o jogo durar. Isso tem muito menos probabilidade de dar dinheiro.
  • Jogue nas máquinas que de alguma maneira “te chamaram”, não em qualquer uma. Foi assim da primeiro vez que ganhei dinheiro lá, logo na primeira máquina em que  joguei. Quando bati o olho, entre as várias do enorme salão, esta me chamou:

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E ganhei!DSC09639

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Abaixo, a roda da fortuna. Foi o mesmo caso, quando a vi, fiquei maravilhada com o tamanho e as cores, o brilho. A máquina me chamou. Apostei cinco, junto com os meninos, e ganhei 65.

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Roda da fortuna no Casino Royale

Muitas apostas e drinks dá fome. Comemos pizza no Venetian. Mais um detalhe: é permitido fumar dentro dos cassinos, irrestritamente. Deve ser o último lugar do mundo. Tive que fumar um pouquinho, pela diversão.

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Dieta saudável no Venetian

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No dia seguinte, antes de irmos para um campeonato de pôquer (próximo post), esquentamos no nosso próprio hotel, o Cosmopolitan. Vejam a mesma técnica de jogar nas máquinas de pôquer do bar:

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A blusa verde é mais uma da coleção memórias. Comprei em Los Angeles:

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Vida boa

No próximo post, apostas sérias: campeonatos de pôquer.

Este post foi uma maneira que encontrei de contar a sorte que tive por lá, mas é importante deixar claro que foi pura sorte mesmo. Não adianta ter esperanças de virar um milionário. É melhor ter um budget do quanto gastar nessas diversões e vê-las como isso mesmo, diversões. O mesmo que pagar a entrada de uma discoteca.