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De volta a Psykjunta

Depois que o mestrado terminou, passei um mês só aproveitando com a galera que iria embora para casa (seus países de origem). Quem aí se lembra de um certo festival psicodélico em Småland, esse estado sueco coberto por florestas e fazendas? Está aqui para refrescar a memória: Psykjunta. Pois é, eu e Erik planejamos há uns meses atrás, antes da graduação, irmos novamente ao Psykjunta, pois foi uma experiência muitíssimo legal no ano passado. Este ano, não foi diferente.

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Como no ano passado, tivemos que acampar também. Dessa vez, além do trio da última vez (eu, Erik e o Jonas, irmão do Erik), vieram também a Mirsini e o Pontus, super amigo do Erik. Dessa vez também ficamos mais tempo, de sexta a domingo. tivemos sorte, pois fez sol todos os dias, mas à noite, especialmente a de sábado… Muita chuva! E  dentro da barraca que eu dividi com a Mirsini. Acabou chovendo mais para o lado dela.

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É muito bom ficar em barraca, né. Acho que traz algo da infância. É aconchegante, é aventura. Mas aventura também pode ficar meio complicada quando chove dentro, como aconteceu, quando vomitam bem ao lado de onde você estae dormindo… Mas enfim, fizemos churrasco na sexta e no sábado, churrasco de hambúrguer e cachorro-quente vegetarianos, estava tudo muito bom.

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Mirsini, Jonas, eu e Pontus

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Os Hellman
Os Hellman

Teve bagunça dentro da barraca:

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O tempo ficou feio na noite de sábado:

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Dentro do festival, as coisas estavam animadas.

Psykjnta 2015
Psykjnta 2015

Tinhas umas coisas meio estranhas na área do festival, como uma escultura de papel alumínio e um escorregador:

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Ao menos parece papel alumínio.

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Discutindo coisas
Discutindo coisas “muito” importantes

Todas as bandas que eu assisti eram excelentes. Não sei como, mas a acústica é ótima nesse lugar. Havia dois palcos, como antes.

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O outro palco é o principal:

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Mirsini e eu no palco principal, o “circo”

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De verdade, gostei de absolutamente todas as bandas que assisti. Essas meninas, por exemplo, vale a pena baixar umas músicas delas:

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Esta outra banda, chamada Dungen, está fazendo sucesso por aqui na cena indie. Eles tocaram uma trilha sonora para um filme de animação muito bonito, mostrado em um telão. A banda não apareceu até o fim do filme. Tocaram no escuro. A trilha era toda improvisada, eles tocavam à medida que as coisas evoluíam no filme. Brilhante.

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Dá para assistir aqui. Sério, assistam. É muito bonito e mágico. Outra banda que tenho ouvido ultimamente, que também está fazendo sucesso no cenário indie aqui e foi uma das principais atrações é Amason.

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Duas músicas são muito boas: Yellow Moon e Ålen.

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Só de canto enquanto bandas tocavam.

Nessa noite de sábado, como comentei antes, choveu, choveu muito. Ficou tudo enlamaçado. O bom desse festival é que, além de ser pequeno, o palco principal é coberto graças a Deus. Então pode cair o que for de chuva lá fora, a não ser que sua barraca não seja muito boa, como a minha, que custou uns 70 reais apenas.

Chuva na noite de sábado
Chuva na noite de sábado

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Na manhã seguinte, domingo, estávamos lógicamente de ressaca. Fomos ao palco principal onde fica o único café do festival, que nem serve comida boa. Tinha pão integral com manteiga de amêndoas e pepino. Até é bom, mas isso não é comida para curar ressaca de festival.

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Manteiga de amêndoa com pepino e café

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Tinha um violeiro muito talentoso tocando a trilha do café:

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Foi nesse momento que percebi que todo o chocolate que tínhamos havia se metamorfoseado em uma massa homogênea durante o ensolarado dia anterior:

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Comi mesmo assim.
Comi mesmo assim.

E é isso minha gente. Esse foi o Psykjunta 2015. Ficou um gosto muito bom de festival. Foi difícil ir embora; por mim, ficaria por mais uma semana. Dependendo de onde eu estiver no ano que vem, estarei lá novamente.

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Onde ficar em Milão e uma noite no teatro Scala

A resposta para a primeira pergunta implícita no título do post é simples: Navigli! Navigli é um distrito boêmio cheio de bares, pubs, restaurantes, ateliers de arte, música ao vivo e todas essas coisas que são as melhores nesse tipo de viagem. Há vários “Navigli“, de acordo com a Wikipedia, que costumava ser uma rede de canais, hoje abandonados. Naviglio Grande é a área onde fiquei, bem hip – tinha até uma lanchonete fast-food 100% vegana, além de lojas vintage.

Naviglio Grande
Naviglio Grande

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Atelier
Atelier

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O que é bem gostoso em Naviglio Grande são os restaurantes e cafés com suas mesinhas no passeio, à beira do canal. Sentar a uma delas e tomar um café ou outro drink ao sol é uma excelente maneira de passar parte do dia. Principalmente se também envolver comida. Foi o que fizemos em um dos restaurantes mais lotados:

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Pizza em Naviglio

Há com certeza melhor pizza do que essa; muitos dos restaurantes são bem turísticos. Mas ainda assim, fora a pizza ter sido saborosa, o melhor foi ter sentado ao sol e observado as pessoas que passavam. A concorrência para conseguir uma mesa é quase impossível. À noite também não faltam restaurantes nem bares. Achamos uma pérola, um restaurante cheio de italianos mesmo, com um menu pequeno, escrito à mão, e decoração rústica. A comida era muito boa, preços muito baratos, mas porções bem pequenas. Fino. Infelizmente, não me lembro do nome.

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As cervejas especiais têm bastante espaço em vários pubs/bares do local. Um excelente bar que serve suas próprias cervejas artesanais, bem pequeno, é o BQ Birra Artigianale. Para drinks refinados e uma atmosfera quase perfeita, o Ugo Bar, bem próximo ao BQ Birra, é ótimo.

Um dos muitos bares com boas cervejas. Já não me lembro do nome.
Um dos muitos bares com boas cervejas. Já não me lembro do nome tampouco.

Voltando para os arredores da praça central de Milão, onde fica a famosa catedral de Duomo, vamos agora a um outro tipo de atração na cidade, uma atração historicamente exclusiva ao aos nobres e abastados: o Teatro alla Scala, ou La Scala, como é conhecido, uma das casas de ópera mais famosas do mundo.

La Scala, Milão
La Scala, Milão

Eu e Erik demos uma de refinados, compramos entradas que não as mais baratas, mas as segundas mais baratas, e fomos a essa casa de ópera assistir a um balé! Gente, todo mundo deveria fazer isso. Não digo exatamente ir ao La Scala, pois nem todos trilham os mesmos caminhos, mas é bom ficar ligado nas casas de show e teatros na sua região, pois muitas vezes há espetáculos bons e gratuitos. Mais do que pelo espetáculo, muitas casas valem pelo nível do estabelecimento em si. O La Scala é lindo! Eu nunca tinha entrado em uma casa de ópera antes. Que luxo.

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Assentos caros

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Uma coincidência muito legal é que estou lendo Adeus às Armas (Farewell to Arms) do Hemingway nesses dias em que escrevo estes posts sobre Milão, e algumas partes da narrativa se passam lá, inclusive há menções ao La Scala e à galeria do último post. Enfim, referências literárias à parte, fora eu ter podido apreciar a beleza do teatro, a apresentação foi boa. Eu não entendo nada de balé, apesar de ter dado os meus pulos quando criança, mas gostei. Gostei mais ainda por ter caído no sono. Sim, eu caí no sono durante o balé, aquele sono pesadamente leve, irresistível, que não há como escapar. Perdi algumas partes, mas o balé era bem monotônico, então capturei o conjunto da coisa de qualquer maneira. Não acho que o meu cochilo ateste a chatice do balé; pelo contrário, atesta o conforto da obra. Mesmo que eu invariavelmente caísse no sono em cada ópera e balé que assistisse, iria continuar frequentando esses eventos. Foi um sono bom.

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Balé no teatro La Scala

E chega ao fim a “série” de posts sobre essa viagem curtinha à Itália. Nos próximos posts, mostrarei um pouco de Lund, onde morei até Junho deste ano, e também mais uma edição do Psykjunta, festival psicodélico em Småland.

Viajando pela Jamaica: Montego Bay

Montego Bay é um daqueles lugares bem turísticos mesmo. Turismo de excursão. Acredito que muitos turistas que visitam a Jamaica achem que Mobay, como a cidade é conhecida, seja destino obrigatório. Mas não é. Apesar de haver praias lindíssimas, como é a regra na Jamaica, dá para pular esse destino. A não ser que você se hospede na cidade ao invés de em um dos resorts de luxo mais afastados, com o intuito de sentir o caos das cidades um pouco maiores da Jamaica. Nada contra a turistada que se hospeda nos resorts, cada um que fique contente com o tipo de viagem que lhe agrade. Essa história também de mochileiros-viajantes-turistas que criticam a turistada mainstream por não procurar alguma “essência” ou “experiência” ou “originalidade” é uma das piores babaquices do imaginário desses tipos. Enfim, vamos falar de Mobay. Eu fui, junto com Erik e Mirsini.

Passei, se não me engano, uns quatro dias em Montego Bay já no finalzinho de novembro do ano passado. Era inverno, mas estava bastante calor. Não há inverno na Jamaica. A cidade em si é barulhenta, colorida. Uma área muito turística é a Gloucester Avenue, a Hip Strip, que não tem nada de hip. Se você já foi ao Sudeste Asiático, por exemplo, vai reconhecer o mesmo cenário: intermináveis lojinhas/barracas de porcarias baratas para turistas – chaveiros, canecas, cangas etc. É nessa avenida que fica a única praia onde fomos em Montego Bay: Doctor’s Cave. É uma praia privada, há que se pagar a entrada. Custa em torno de 10 dólares americanos, e cada cadeira, 5. Não preciso dizer que a praia estava mesmo cheia de americanos. A Jamaica é tão perto da Flórida.

Doctor’s Cave é muito bonita, mas não espere nada selvagem. É aquele destino ideal se o que você quer é mesmo vida fácil, sol e conforto. O mar é lindo, cristalino, e é possível fazer snorkeling perto da beira mesmo, pois já bastante o que se ver.

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Doctor’s Cave, Montego Bay

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Sueco à sombra. Mirsini, de coque, à direita

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A água é tão cristalina…

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Ficamos na praia até o anoitecer.

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Mirsini

Para ver o destino anterior, Portland, clique aqui.

A flora tropical jamaicana: Jardim Botânico Castleton

No dia 27 de setembro, um sábado, eu e Mirsini passamos o dia visitando partes diferentes da Jamaica. Keith, que é basicamente o único representante do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA) e trabalha no mesmo escritório onde eu trabalho, nos convidou para um tour até Ocho Rios, mais ao norte da ilha. Fiquei muito feliz pelo convite, ele é um amor, muito gentil. Éramos cinco no carro: eu, Mirsini, Keith, sua esposa e Alex, voluntário que também trabalha no mesmo lugar. Saímos cedo, rodamos por quase uma hora e chegamos à primeira parada, o Jardim Botânico Castleton.

Na entrada, havia algumas barracas: um bar, uma barraca de drinks e uma outra de sopa de frutos do mar. Parece que é tradicional tomar essa sopa picante em um copo.

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Parada para sopa na entrada do parque

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Bar

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Barraca de drinks

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Barraca de sopa. Keith e Alex à esquerda.

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Entramos no parque, muito bonito, diversas espécies de plantas tropicais. Quem vai gostar muito das fotos que seguem é a minha querida amiga Elena, que sempre lê este blog. Ela mora na Guatemala e entende tudo de plantas, principalmente árvores.

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Não é lindo?

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Mirsini no parque

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O dia estava bonito, como sempre na Jamaica.

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Fomos também ver o rio, no mesmo parque, do outro lado da estrada.

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IMG_1627Keith e Alex chupam cana. A cana aqui é muito doce e suculenta!

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Esse dia não terminou no parque. Fomos ainda à praia, minha primeira vez na Jamaica. Fica para o próximo post.

Casa em Kingston

Finalmente começarei a postar uma pouco mais sobre a experiência de viver em Kingston, Jamaica. Já falei um pouco da cultura stush, mostrei um pouco das ruas do bairro onde morava e a casa de onde fui expulsa. Agora vou mostrar a casa onde acabei indo morar, por puro golpe de sorte.

No dia seguinte em que fui expulsa da casa anterior, a chefe n.02 do escritório – e por tabela, chefe n.02 do PNUD no Caribe – ofereceu a sua própria casa para eu e Mirsini morarmos. Ela não sabia que nós duas tínhamos sido expulsas, foi coincidência. Ela mora sozinha com o filho e uma moça que trabalha lá. A casa é uma mansão, e eu e Mirsini moramos no piso térreo. Temos privacidade, pois a chefe e o filho pequeno moram nos outros andares. Ela foi bem generosa e não exigiu aluguel, apenas uma contribuição para pagar a conta de luz – eletricidade é bem cara na Jamaica.

A casa fica em um bairro da alta classe de Kingston. Todas as manhãs pegamos uma carona na BMW da chefe e vemos outras das muitas placas diplomáticas que circulam na cidade. As áreas ricas de Kingston têm apenas condomínios fechados. Acho que a elite tem medo da violência e de pobre. Enfim, estou experimentando um pouco do que é viver como rica em um país de alta inequalidade e pobreza. Mas vamos ao que mais interessa neste momento, a casa.

A sala de estar é bem grande e é separada da cozinha por um balcão. No início, Mirsini e eu dormíamos na sala; agora mudamos o sofá-cama abaixo para o outro ambiente. Nós dividimos a mesma  cama, o que gera desafios, já que uma e outra sempre acorda quando alguém se vira abruptamente.

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Reparem na vista da janela…

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Tem até sofá especial:

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A bonita escada abaixo leva ao primeiro andar da casa:

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Banheiro luxo com banheira hidro:

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Este é o quarto onde estamos dormindo agora, é bem grande:

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Essa janela à esquerda tem sido um grande problema, pois a luz nos acorda muito cedo.

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Reparem também nos nossos guarda-roupas à esquerda:

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A área externa é bem ampla.

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A casa tem muitas varandas que, de tão grandes, parecem sala de estar.

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Casa

Adoro essa ponte e a escada que levam diretamente do jardim à varanda. E sim, tem piscina!

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Sob a ponte fica um laguinho com carpas:

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Para ser bem sincera, sem exagero, não costumo aproveitar a piscina como queria. Ainda não consegui passar um sábado ou domingo inteiro ao sol. Sempre há algo a fazer. Durante a semana já está escuro quando volto para casa. Às vezes chove no fim-de-semana – apesar de que a Jamaica é um eterno verão. Faz sol e calor todos os dias. Sol caribenho.

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Esta foi uma das poucas vezes em que aproveitei um pouco:

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Mirsini

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IMG_1555Mirsini aproveita a vida de rica

Estamos curtindo morar aqui, não posso reclamar de falta de conforto (apesar de os mosquitos estarem em toda a parte).

Subida à Acrópole

Se não me engano era domingo quando decidimos visitar um dos pontos turísticos mais famosos de toda a Grécia, a Acrópole, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Ao invés de repetir com minhas palavras, consultemos diretamente a Wikipedia:

“A Acrópole de Atenas é a mais conhecida e famosa acrópole do mundo. Embora existam muitas outras acrópoles na Grécia, o significado da Acrópole de Atenas é tal que é comunente conhecida como A Acrópole, sem qualificação. É uma colina rochosa de topo plano que se ergue 150 metros acima do nível do mar, em Atenas, capital da Grécia, e abriga algumas das mais famosas edificações do mundo antigo, como o Partenon e o Erecteion.

As acrópoles da Antiga Grécia eram, como o próprio nome diz, “cidades altas” (do grego ἄκρος, “alto”, e πόλις, “pólis“); construídas no ponto mais elevado das cidades, serviam originalmente como proteção contra invasores de cidades inimigas, e quase sempre eram cercadas por muralhas. Com o tempo, passaram a servir como sedes administrativas civis ou religiosas. A Acrópole de Atenas foi construída por volta de 450 a.C., sob a administração do célebre estadista Péricles; foi dedicada a Atena, deusa padroeira da cidade. A maior parte das estruturas da Acrópole de Atenas estão em ruínas; entre as que ainda estão de pé, estão o Propileu, o portal para a parte sagrada da Acrópole; o Partenon, templo principal de Atenas; o Erecteu, templo dos deuses do campo, e o Templo de Athena Nice, simbólico da harmonia do estado de Atenas.”

Para quem teve a paciência e ler até aqui, foram justamente essas ruínas e construções que tive o gosto de ver na Acrópole: Partenon, Erechtheion, Templo de Atena Nike e outros. Mas ainda não é o momento de mostrá-los aqui; é necessário fazer a subida até a Acrópole. Ao largo da Acrópole existe um longo passeio que liga duas partes da cidade. Mirsini me disse que às vezes costuma caminhar por ali com seus amigos, ou seja, gregos aproveitam essa atração ateniense, não apenas os turistas.

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Passeio

Começa a subida até a Acrópole. O tempo estava bem quente e seco, um céu azul divino.

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Gosto de prestar atenção à vegetação quando viajo; gosto de perceber as diferenças em relação ao que é familiar para mim e imaginar como se adaptam ao clima.

IMG_0654Vegetação mediterrânea

IMG_0656Mais subida…

O primeiro monumento de importância histórica logo aparece depois da catraca dos tíquetes – sim, a visita é paga. Há desconto para estudantes, então leve seu cartão e identidade. Pois bem, o monumento é Odeon de Herodes Ático, um verdadeiro anfiteatro de pedra. Segundo a Wikipedia, foi construído no ano de 161 DC por um rico ateniense e dedicado à memória de sua esposa. Nos dias atuais recebe artistas famosos e abriga apresentações artísticas diversas. Eu nunca pensei que veria um anfiteatro grego verdadeiro, e é bem impressionante, amplo, profundo.

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IMG_0661Vão da platéia e Atenas ao fundo

 

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A entrada da Acrópole chama-se Propylaea e é tão celébre que o nome virou sinônimo de portões monumentais como este em outras partes do mundo. Foi construído sob comando de Péricles durante a era de ouro de Atenas, quando tudo corria bem para esse povo depois das Guerras Médicas. A construção, que teve início em 437 AC, levou quase 1000 anos e ainda assim não foi terminada. Se alguma informação estiver errada, culpem a Wikipedia.

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IMG_0672Mirsini

Vista de Atenas:

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Com uma vista dessas, parece mesmo lógico os governantes de Atenas terem feito da Acrópole o centro político-administrativo de Atenas. O objetivo era mesmo ter uma vista de tudo o que estava ocorrendo na cidade.

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IMG_0683Vista de dentro da Acrópole para fora

No próximo post adentramos a Acrópole e visitamos o famoso Partenon.

Outras coisas que fiz em Atenas estão aqui e aqui.

Três coisas que fazem da Grécia um destino delicioso (e um pouco de Atenas)

Começa, neste post, a saga grega. Eu & Erik viajamos para a Grécia de 04 a 20 de julho, ou seja, acabamos de voltar para a Suécia. Estou tentando mudar o padrão de postar sobre viagens muito tempo depois de as ter feito. Vamos ver se consigo manter esse ritmo.

A viagem para a Grécia foi uma delícia. Houve três motivos para termos ido para lá, sendo o último muito especial:

1) Férias em um lugar ensolarado

2) Visitar minha querida Mirsini. Eu e Mirsini nos conhecemos no mestrado

3) Comemorar 05 anos que eu & Erik nos conhecemos e estamos juntos

Motivos válidos. Mas desde quando precisamos de razões para viajar, né?

Conhecemos vários lugares na Grécia: a capital Atenas, Filiatra – perto de Kalamata, onde os pais de Mirsini tem uma casa, Zakynthos e Antiparos – duas ilhas, cada uma em uma costa.

Eu simplesmente amei a Grécia. Três coisas fazem a Grécia ser muito boa (é claro que há sempre mais motivos):

1) As pessoas

Apesar do pouco tempo que passei por lá, percebi que os gregos são simplesmente muito simpáticos, atenciosos e prestativos. Desconhecidos fazem questão de ajudar se percebem que você está meio perdida. E fazem de tudo para ajudar mesmo, procuram endereços no smartphone, puxam pela memória, e conversam, conversam, conversam… É sempre uma oportunidade para falar um pouco. Falando em língua, nem todos falam Inglês, e os que falam parecem se sentir tímidos ao mesmo tempo que querem puxar conversa.

Mirsini, seus pais e o namorado Christos foram incríveis. Não estou escrevendo isto porque ela pode jogar tudo no Google Translate assim garantindo mil pontos para mim. Estou escrevendo isto porque é verdade mesmo. Eles foram muito hospitaleiros e acolhedores, mais ainda do que o necessário. Houve altas disputas para pagar as contas das tavernas, e Erik e eu ganhamos um litro e meio de azeite caseiro (maravilhoso) e azeitonas Kalamata dos pais de Mirsini. Eu e Erik basicamente quase não movemos um dedo para planejar a viagem lá.

2) O tempo

Este ano o inverno estava “ruim” na Grécia de acordo com Mirsini. Para ser justa, estava sim um pouco ventoso, mas o tempo estava excelente. Muito calor, céu azul e sol. O tempo é bem seco, então é necessário abusar da loção de pele e filtro solar. Fiquei bem bronzeada. As noites ficam frescas e agradáveis com céus estrelados.

3) A comida

Comida grega = feta

Essa equação não fecha para mim. Detesto queijo feta, aliás detesto qualquer queijo que não esteja amolecido. Mas queijos brancos, nem amolecidos. É o caso do feta. O pior é que a cozinha grega é cheia de pratos com esse queijo, e os turistas todos amam. Ou seja, muitos dos pratos disponíveis conterão feta. Dito isso, devo admitir que comida grega é uma delícia! Pedi muitos pratos sem feta, e deu certo na maioria das vezes. É claro que há vários outros sem esse queijo branco. Do que provei da cozinha grega, na maior parte das vezes em tavernas como a que mostrarei em seguida, ficou claro que é uma cozinha que abuso do azeite, e isso eu amo. Abusam mesmo, são litros em qualquer salada, fritura, molho… É uma cozinha mediterrânea, e geralmente os ingredientes são frescos. Come-se muito tomate, que são vermelhos e maduros, azeitonas, abobrinha, berinjela e outros legumes. As frutas são muito boas, claro, pois vêem o sol por muitos meses ao ano. Comi muitos pêssegos e nectarinas, e as cerejas são maravilhosas. Os gregos gostam muito também de salgados, todos folhados, mas o recheio não varia muito: é feta e espinafre ou algum outro tipo de queijo branco. Gregos também gostam muito de café, e bebem bastante uma versão de iced coffee com bastante espuma para espantar o calor.

Comi em muitos restaurantes, comer é sempre uma das melhores coisas em viagens. Como mais um exemplo do primeiro item, é comum ganhar itens gratuitos em restaurantes: entradas, aperitivos, sobremesas… É inacreditável. Água é sempre servida gratuitamente em qualquer bar/restaurante antes mesmo de se pedir algo. Este é um país para mim, hehe…

Cheguei em Atenas no dia 04, de manhã, e Mirsini nos pegou de carro. Eu e Erik nos hospedamos na casa dela e dormimos a tarde inteira, estávamos muito cansados.

À noite experimentamos a boa comida grega na Grécia pela primeira vez. Fomos a uma taverna em subúrbio de Atenas. O melhor de conhecer alguém é que eles(as) sempre sabem dos melhores lugares, e Mirsini fez questão que a gente conhecêsse o maior número possível.

IMG_0602Taverna grega em Atenas

As tavernas geralmente servem porções para serem divididas entre várias pessoas ao invés de pratos individuais ou para dois, o que deixa a refeição mais divertida, pois é possível experimentar de tudo. Gostei bastante dos bolinhos de abobrinha (Kolokithokeftédes), parecidos com os da minha mãe, fava, salada grega e outros.

IMG_0603Mirsini e eu

Uma coisa boa de experimentar: raki, a cachaça da Grécia, feita com bagaço de uva. Bem forte, cai bem com as comidas saborosas e cheias de azeite.

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Mais tarde encontramos as amigas de infância de Mirsini. Fiquei muito contente de encontrá-las, pois conhecê-las significa conhecer um pouco mais de Mirsini. Eu e Mirsini nos conhecemos em um ambiente muito diferente de nossas origens, a Universidade de Lund no sul da Suécia, portanto é muito interessante ter a chance de conhecer a pessoa em seu ambiente original. As amigas dela foram super fofas.

De bar em bar, acabamos passando o resto da noite em um com vista panorâmica da capital. Muito bonito. A Acrópolis, que mostrarei em post futuro, está ao fundo. Essa é a área antiga da cidade, onde se localiza um bairro chamado Monastiraki, com sua praça e estação de metrô de mesmo nome. Nessa praça e ruas adjacentes fica um famoso flea market, mercado de rua. Infelizmente não tive tempo de garimpar o mercado. A construção bem ao centro da foto, com cúpula arredondada, é a Mesquita Tzistarakis, otomana. Ao lado estão ruínas da Biblioteca de Hadrian, que já no ano de 267 DC sofreu com uma invasão estrangeira. Quanta história.

Tirei tudo isso da Wikipedia. É lógico que pode haver erros, mas vale como um pano de fundo.

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