Songkran 2016: ano novo em Bangkok

Songkran é o Ano Novo tailandês. Aqui estávamos no ano 2559, agora é 2560. Muito futurístico. Songkran também é comemorado em outros países asiáticos, como Camboja, Laos, Myanmar e outros. Na Tailândia, esse feriado é geralmente comemorado entre 13 e 15 de abril com muitas guerras de água e festas por todo lado. As celebrações duram mais ou menos uma semana. Muita gente deixa Bangkok e parte para outras regiões.

Aparentemente, jogar água um no outro tem um motivo muito parecido com o pular de sete ondas no Ano Novo brasileiro: serve para lavar as impurezas do ano que passou, fazendo com que as pessoas comecem o novo ano de alma lavada. Um costume importante é lavar o Buda com água perfumada, tanto estátuas em casa quanto em templos.

Eu e as outras estagiárias do escritório, Manca (Eslovênia) e Sonam (Butão) fomos a dois lugares para participar das guerras de água. O marido da Sonam e uma amiga americana da Manca também estavam conosco. A primeira parada foi em frente ao shopping Central World, onde havia uma grande guerra de água coletiva e uma área de balada com banho de espuma. Para chegar ao Central World, é só descer na estação Chidlom (BTS) e continuar pelo skywalk. Lá já logo ficamos ensopados. Outro lugar em que também fomos foi Silom, uma avenida que fica tão cheia que parece um festival. É a maior festa de rua do Songkran em Bangkok.

Eu ía postar uns vídeos aqui, mas o wordpress não deixa eu fazer isso sem um upgrade, então fazer o quê? Fiquemos com as fotos mesmo.

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A caminho de Central World com Kimberly, amiga americana da outra estagiária
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Aqui a maquiagem ainda estava boa. Notem a camisa tipo havaiana. Todos usam no Songkran
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Guerra de água em frente ao shopping Central World
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No meio, à esquerda: Manca; à direita, Sonam. Atrás, da esquerda para a direita: Kimberly, eu e Sam, marido de Sonam

Abaixo já temos imagens de Silom, onde a festa é muito mais intensa – apesar de que a foto abaixo está meio vazia, não faz jus ao evento.

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Songkran em Silom

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 Olha, é muito divertido participar da guerra de água. Não há como escapar imune. Se o seu negócio é não se molhar, é melhor procurar outros eventos secos que a cidade também oferece nessa semana no meio de abril.

Ano novo tailandês: guerra de água

Feliz Songkran! Ano-novo tailandês

De volta a Psykjunta

Depois que o mestrado terminou, passei um mês só aproveitando com a galera que iria embora para casa (seus países de origem). Quem aí se lembra de um certo festival psicodélico em Småland, esse estado sueco coberto por florestas e fazendas? Está aqui para refrescar a memória: Psykjunta. Pois é, eu e Erik planejamos há uns meses atrás, antes da graduação, irmos novamente ao Psykjunta, pois foi uma experiência muitíssimo legal no ano passado. Este ano, não foi diferente.

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Como no ano passado, tivemos que acampar também. Dessa vez, além do trio da última vez (eu, Erik e o Jonas, irmão do Erik), vieram também a Mirsini e o Pontus, super amigo do Erik. Dessa vez também ficamos mais tempo, de sexta a domingo. tivemos sorte, pois fez sol todos os dias, mas à noite, especialmente a de sábado… Muita chuva! E  dentro da barraca que eu dividi com a Mirsini. Acabou chovendo mais para o lado dela.

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É muito bom ficar em barraca, né. Acho que traz algo da infância. É aconchegante, é aventura. Mas aventura também pode ficar meio complicada quando chove dentro, como aconteceu, quando vomitam bem ao lado de onde você estae dormindo… Mas enfim, fizemos churrasco na sexta e no sábado, churrasco de hambúrguer e cachorro-quente vegetarianos, estava tudo muito bom.

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Mirsini, Jonas, eu e Pontus

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Os Hellman
Os Hellman

Teve bagunça dentro da barraca:

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O tempo ficou feio na noite de sábado:

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Dentro do festival, as coisas estavam animadas.

Psykjnta 2015
Psykjnta 2015

Tinhas umas coisas meio estranhas na área do festival, como uma escultura de papel alumínio e um escorregador:

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Ao menos parece papel alumínio.

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Discutindo coisas
Discutindo coisas “muito” importantes

Todas as bandas que eu assisti eram excelentes. Não sei como, mas a acústica é ótima nesse lugar. Havia dois palcos, como antes.

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O outro palco é o principal:

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Mirsini e eu no palco principal, o “circo”

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De verdade, gostei de absolutamente todas as bandas que assisti. Essas meninas, por exemplo, vale a pena baixar umas músicas delas:

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Esta outra banda, chamada Dungen, está fazendo sucesso por aqui na cena indie. Eles tocaram uma trilha sonora para um filme de animação muito bonito, mostrado em um telão. A banda não apareceu até o fim do filme. Tocaram no escuro. A trilha era toda improvisada, eles tocavam à medida que as coisas evoluíam no filme. Brilhante.

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Dá para assistir aqui. Sério, assistam. É muito bonito e mágico. Outra banda que tenho ouvido ultimamente, que também está fazendo sucesso no cenário indie aqui e foi uma das principais atrações é Amason.

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Duas músicas são muito boas: Yellow Moon e Ålen.

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Só de canto enquanto bandas tocavam.

Nessa noite de sábado, como comentei antes, choveu, choveu muito. Ficou tudo enlamaçado. O bom desse festival é que, além de ser pequeno, o palco principal é coberto graças a Deus. Então pode cair o que for de chuva lá fora, a não ser que sua barraca não seja muito boa, como a minha, que custou uns 70 reais apenas.

Chuva na noite de sábado
Chuva na noite de sábado

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Na manhã seguinte, domingo, estávamos lógicamente de ressaca. Fomos ao palco principal onde fica o único café do festival, que nem serve comida boa. Tinha pão integral com manteiga de amêndoas e pepino. Até é bom, mas isso não é comida para curar ressaca de festival.

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Manteiga de amêndoa com pepino e café

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Tinha um violeiro muito talentoso tocando a trilha do café:

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Foi nesse momento que percebi que todo o chocolate que tínhamos havia se metamorfoseado em uma massa homogênea durante o ensolarado dia anterior:

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Comi mesmo assim.
Comi mesmo assim.

E é isso minha gente. Esse foi o Psykjunta 2015. Ficou um gosto muito bom de festival. Foi difícil ir embora; por mim, ficaria por mais uma semana. Dependendo de onde eu estiver no ano que vem, estarei lá novamente.

Formatura do mestrado

Trago hoje um post bem esperado por algumas pessoas, pelo menos pelos meus pais, que já pediram várias vezes: um post com as fotos da festa de graduação do mestrado. A festa aconteceu no dia 08 de junho, seis dias depois da defesa da minha tese. Eu tenho que admitir que imaginei esse dia inúmeras vezes; não havia nada que eu quisesse mais do que sentir aquele alívio de “fim”. E o dia finalmente chegou e passou, como tantos outros.

A festa foi uma celebração simples no principal prédio da universidade, um casarão lindo, muito antigo, que fica bem no centro da cidade. Casarão é diminutivo neste caso; é realmente um palácio. A cerimônia foi organizada pela universidade, que custeou todo o babado. A parte chata, mais oficial, começou às 10 da manhã. Os estudantes entraram o salão em fila, a maioria carregando bandeiras referentes às nacionalidades dos alunos. Muitas fotos não estão muito boas, foram tiradas com o celular do Erik. Na foto abaixo, notem as bandeiras brasileira e portuguesa. São as minhas duas nacionalidades.

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Eu estou lá no fim da fila

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Depois dessa entrada com as bandeiras, nós nos sentamos nas primeiras fileiras e ouvimos discursos do diretor do programa de mestrado e da diretora do departamento de Ciências Sociais da Universidade de Lund.

Discurso
Discurso

Depois começou a entrega dos diplomas, cópias falsas, lógico. Eu ainda nem mandei o requerimento para a entrega do verdadeiro.

Quando chegou a minha vez, eu tive que me concentrar no salto, né. Não queria cair na frente de todo mundo, o que seria muito possível de minha parte. Só que quando ouvi meu nome e me levantei, um dos sapatos meio que descolou do pé. Eu dei uma sambadinha e tudo deu certo. Muita gente veio comentar depois que eu fiz um movimento muito engraçado, tipo um passinho de dança, lá na frente. E eu ainda por cima me virei para o público, depois de pegar o diploma, e meio que agradeci, haha. Não sei por que, mas senti que devia uma atenção ao público.

Recebendo o diploma
Recebendo o diploma
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Beijo na ex-diretora do programa, Lisa.

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LUMID turma 8

Depois da cerimônia, que foi curta, teve bastante sessão de fotos.

Anna (Suécia)
Anna (Suécia)
Mirsini
Mirsini
Louise (Suécia), ao centro
Louise (Suécia), ao centro
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Querídissima Elena (alemã, mas vive na Guatemala)

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Da esquerda para a direita: eu, Elena, Catherine (África do Sul), Mirsini, Louise, Emanuel (Suécia), Florence (Canadá)
Da esquerda para a direita: eu, Elena, Catherine (África do Sul), Mirsini, Louise, Emanuel (Suécia), Florence (Canadá)
Da esquerda para a direita: Anna Maria (Hungária), Elena, eu, Daniela (Áustria), Catherine, Mirsini e Sophie (Áustria)
Da esquerda para a direita: Anna Maria (Hungária), Elena, eu, Daniela (Áustria), Catherine, Mirsini e Sophie (Áustria)

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A universidade também bancou o coquetel com champagne. Foi no mesmo prédio. Champagne à vontade e canapés que estavam uma delícia de verdade – teve até canapés vegetarianos e veganos.

Salão
Salão

Teve mais discurso:

Lisa, ex-diretora do programa
Lisa, ex-diretora do programa
Sanna (Suécia), à esquerda. Já nem me lembro do que estávamos falando.
Sanna (Suécia), à esquerda. Já nem me lembro do que estávamos falando
Queridíssima Malin (Suécia)
Queridíssima Malin (Suécia)

A foto abaixo pertence à Malin, eu roubei do facebook. É o meu grupo de orientação da tese:

Da esquerda para a direita: eu, Elena, Malin, Sophie e Andrea (orientadora)
Da esquerda para a direita: eu, Elena, Malin, Sophie e Andrea (orientadora)

Do lado de fora do prédio, quando a festa acabou…

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… teve  piquenique no jardim até quase o fim da tarde.

À esquerda, de malha: Emelie (Suécia)
À esquerda, de malha: Emelie (Suécia)
Emilia (Suécia/Estados Unidos)
Emilia (Suécia/Estados Unidos)

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Fama pós Dia das Nações Unidas 2014

Saí na edição impressa do principal jornal Jamaicano, o Jamaica Observer, após a festa luxo do Dia das Nações Unidas 2014. Estou na mesma página que o diretor do FMI na Jamaica – aí já não sei se isso é coisa boa – e, claro, na mesma página que os meus chefinhos.

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Coluna social do Jamaica Observer

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“As estagiárias Mirsini Kazakou (à esquerda) e Camila Azevedo tiram uma folga de suas tarefas no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento”

Próxima parada, secretária-geral da ONU.

Dia das Nações Unidas

O post sobre as belezas naturais da Jamaica ficará novamente para a próxima vez. Ao invés de natureza, vou escrever sobre o Dia das Nações Unidas como pretexto para contar um pouco – bem pouco – do meu trabalho no PNUD. O PNUD é o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a agência do sistema ONU que trata do “desenvolvimento“. A ONU é mais conhecida  pelo trabalho da UNICEF (crianças), UNESCO (patrimônio cultural) ou do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Eu mesma, antes de começar o mestrado, não tinha ideia do que a ONU realmente é e o que de fato faz. O PNUD é um mistério para quem não estuda/trabalha na área de desenvolvimento internacional, relações internacionais e outras. Mas é onde estou fazendo o meu estágio atualmente, e é onde eu aprendi muito bem o que faz o PNUD.

Na sexta dia 24 de outubro foi comemorado mundialmente o Dia das Nações Unidas. Aqui na Jamaica, houve um coquetel chique com todas as agências, alguns ministros e outras personalidades da área em um hotel fino, o Pegasus. Eu e Mirsini fomos, lógico. Houve discurso do Ministro das Relações e Comércio Exterior, seguido pelo discurso do meu superior, o chefe do sistema ONU no Caribe. Depois algumas criancinhas apresentaram uma coreografia bem feliz. Tudo para mostrar ao mundo o trabalho que o sistema ONU presta.

20141024_212459Eu e Mirsini com o pessoal do PNUD Jamaica no Dia das Nações Unidas

Ainda não dá para falar muito das coisas mais interessantes. O meu trabalho no escritório tem um escopo limitado. Eu e Mirsini temos que dar conta de três “projetos” que são exigência da universidade, mas que devem ao mesmo tempo atender aos interesses da organização. Em suma, temos que prestar um serviço de valor. Os “projetos” têm a ver com o alinhamento estratégico do PNUD Jamaica com o PNUD global, além de também estar trabalhando com uma proposta para angariar recursos para um projeto de acesso à água e saneamento básico e uma análise sobre eficácia do desenvolvimento no país. Parece tudo muito importante e legal, mas garanto que não é tanto. Também acabo ajudando em outros projetos. O melhor desse escritório são as pessoas; gosto muito da maioria.

O estágio, como já escrevi há algum tempo atrás, é obrigatório no programa de mestrado. Tenho que admitir que ando aprendendo muitíssimo, tem sido uma experiência muito curiosa e interessante, principalmente para compreender mais sobre a arquitetura do poder na política. Vou terminá-lo já por volta do dia 18 de novembro, o que é uma pena, pois seria mais frutífero se eu tivesse mais tempo para aprender e digerir a experiência. A boa notícia é que estou me dando bem no escritório, e as pessoas parecem gostar da nossa contribuição. Assim que o 18 de novembro chegar, vou passar umas duas, três semanas viajando pela Jamaica até embarcar para o Brasil no começo de dezembro. Aí começa outra luta: o trabalho de campo para minha tese de mestrado. Medo.

Quem quiser saber mais sobre como conseguir um estágio na ONU, é só deixar um recado.