Breve reflexão sobre o trabalho de garçonete

Há muito tempo atrás, eu decidi que um dia ainda escreveria bem honestamente sobre  minha experiência como garçonete em Liverpool, Inglaterra. Queria esperar até o fim da temporada, lógico, pois a maioria eram brasileiros e portugueses e poderiam ler a série de reclamações que eu postaria.

As minhas reclamações não envolveriam as pessoas que trabalhavam lá. Muito pelo contrário, fiz excelentes amizades e sinto falta delas. Um dia ainda quero visitá-las. Não, as reclamações envolveriam mesmo o trabalho em si. Eu acho que nunca desgostei tanto de um trabalho como aquele – apesar de que, no final, eu já estava mais acostumada e conseguia aproveitar um pouco mais.

Agora já não preciso me dar ao trabalho de escrever um longo texto sobre isso. O criador do Oatmeal fez isso por mim, então eu aproveito para publicar aqui um de seus “comics” sobre o assunto. Retrata bem um pouco do que eu senti ao trabalhar como garçonete, com exceção dos gases (só de vez em quando).

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Duas amigas exploram Londres: Piccadilly Circus e Soho

No sábado de manhã, após a noitada no The Lexington, acordei cedo e com muita ressaca para me encontrar com a Louise, diretamente de Oxford a Londres. Passamos o dia inteiro juntas, caminhando pela Piccadilly Circus. Foi delicioso. Entre muitas coisas que conversamos, falamos de como seria tão legal se morássemos na mesma cidade. Poderíamos passar vários dias passeando e tirando fotos juntas. Fazer yoga. Entre outras coisas.

É tão bom poder viver perto dos seus amigos.

De qualquer maneira, passamos o dia na Piccadilly Circus, à qual não é um circo, mas sim um espaço público onde várias ruas se encontram, quase que como uma praça. É o mesmo tipo de lugar que a Times Square em Nova York, apesar de que não se pode comparar. Piccadilly Circus é muito legal e movimentada, mas Times Square é ainda mais divertida, pois Nova York tem um ar de jovialidade no ar que a Inglaterra definitivamente não tem. A Piccadilly Circus é mais uma atração turística em Londres e há mesmo bastante o que ver nos arredores.

Quando nos encontramos, Louise também de ressaca, estávamos as duas morrendo de fome. Era aquela fome que o álcool causa no dia seguinte, um grande vazio no estômago, algo desesperador. Sem contar a sede. Fomos então ao Pizza Express.  A gente sempre come pizza, em Oxford foi assim também. Pedi a Bianca Formaggi, pizza de quatro queijos: mussarela, gorgonzola, parmesão e gruyére. Acho que a Louise também pediu a mesma. Nem preciso dizer que passamos muito tempo apenas decidindo o que pedir e tomando litros de água. Apesar de ser uma rede, gostei muito da pizza, estava uma delícia, com bastante queijo comparado ao que se faz aqui na Suécia. A maioria das fotos ficaram muito ruins, então não há muitas de nós duas. Mas já está aqui uma que roubei da Louise no Facebook:

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Piccadilly Circus

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Depois de horas, eu e Louise finalmente deixamos o restaurante, compramos mais água e fomos caminhar pela área. Achamos, sem querer, um amontoado de gente já comemorando o Natal. Tinha até batucada, samba. Muitos estavam vestidos de Papai Noel e gritavam que queria o Natal já. Nós nos empolgamos e fomos para o meio. É tão legal encontrar esse tipo de manifestação, festa, assim, sem querer. A Louise registrou essa nossa atividade de uma maneira bem melhor no seu blog Lou in Wonderland. O post está aqui.

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Achamos um cassino e eu convenci a Louise a entrar e apostar algo. Las Vegas feelings. Apostamos na roleta, mas perdemos.

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Abaixo, a Regent Street, rua bem conhecida e movimentada também. Fica exatamente na área onde estão os luminosos.

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As luzes de Natal estavam lindas.

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Quando já era noite, nos encontramos com o Erik na Piccadilly Circus. Depois fomos para o Soho. Sim, também há um Soho em Londres, além do que visitei em Nova York. Essa área de Londres também é bem cool. Fomos a um bar e tomamos uns drinks.

Soho

“Soho é um distrito de Londres, na Inglaterra, localizado no borough de Cidade de Westminster.

É um distrito de entretenimento que, durante a última parte do século XX, adquiriu certa reputação devido aos seus sex shops e por sua vida noturna, assim como à indústria cinematográfica.”

Havia mesmo muitas sex shops a caminho do bar. Depois passeamos pelo Soho e nos encontramos com Mathilda e uma amiga. Mathilda foi nossa flatmate em Ålesund, Noruega. Ela mora em Londres.

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Louise não dormiu em Londres, voltou para Oxford na mesma noite. Foi muito legal, muito gostoso ter passado esse dia juntas. Conversamos muito, estávamos até cansadas, hehe.

Eu, Erik, Mathilda e amiga acabamos ficando em um bar super mega cool e caro perto da Regent Street, bebendo copos de vinho a 15-20 reais cada. Foi divertido também. Há muito dinheiro em Londres e eu queria experimentar esse lado também. Na volta, eu e Erik encontramos:

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E também uma loja da Moschino, que mostro aqui especialmente para a Carol, que ama essa marca. Tirei as fotos para ela.

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No dia seguinte, domingo, voltamos para Liverpool, e assim acaba a viagem a Londres e o ciclo de posts sobre a Inglaterra.

Próxima parada: Sälen, Suécia.

Noite londrina

Com todas as atividades turísticas daquela sexta – Buckingham Palace, St. Jame’s Park, Big Ben – estava na hora de relaxar. Eu e Erik nos encontramos com Rob e Jamie, nossos flatmates de Liverpool, e mais uns amigos deles, para comer em um restaurante indiano delicioso, o Potli – An Indian Market Kitchen. O lugar fica em uma rua onde opções de restaurantes asiáticos e do oriente médio não faltam, King Street, Hammersmith. Eu pedi samosas (um tipo de pastel vegetariano) e dal (sopa de lentilhas), pratos simples, sem erro. Uma delícia! Super recomendado para quem quiser comer uma boa comida indiana em Londres.

Com a barriga cheia, pegamos um ônibus e um trem do metrô e fomos parar na Pentonville Road. Era hora de sair, badalar. Um amigo do Rob conhecia este lugar, assim como o restaurante. Nada como ter dicas de quem mora na cidade. O clube se chama The Lexington e era bem hip. Hip basicamente significa bem modernoso, cheio de hipsters. Se você não tem muita certeza de como os integrantes que se identificam com esta subcultura se parecem, você pode ver vários aqui e aqui.

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Palco no segundo andar

Térreo, onde passamos grande parte do tempo:

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Jamie, Rob e Erik

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Fazia parte da decoração um papel de parede de padronagem vintage, quadros, cabeças de animais…

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E poltronas.

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Rob é um amor.

O Lexington foi o máximo. Eu bebi e dancei e suei muito. Depois de umas quatro ou cinco, todos se empolgavam para comprar mais um round, seja de shots ou da singapurense Tiger, a cerveja da ocasião. Nós nos divertimos muito e a ressaca foi grande no dia seguinte, mas inda assim, levantei da cama cedo, para me encontrar com a Louise. 🙂

Na volta, eu quase não aguentava mais a minha bexiga fazendo pressão psicológica e nem os meus pés, destruídos pelas novas botas mexicanas. Quando o ônibus parou, eu saí correndo, o Erik atrás, avistei o único estabelecimento comercial fechando as portas e implorei para usar o banheiro. Deu tudo certo.

Mais turismo: Big Ben e o Palácio de Westminster

Depois de uma visita ao St. James Park e seus habitantes de penas, eu e Erik chegamos a um dos pontos mais turísticos de Londres: o Big Ben, localizado no Palácio de Westminster. Ao pesquisar um pouco sobre o relógio na Wikipedia, descobri algo interessante que imagino poucos sabem:

“Big Ben, ao contrário do que muitos pensam, não é o famoso relógio do Parlamento Britânico, tão pouco a sua torre. É o nome do sino, que pesa 13 toneladas e que foi instalado no Palácio de Westminster durante a gestão de sir Benjamin Hall, ministro de Obras Públicas da Inglaterra, em 1859. Por ser um sujeito alto e corpulento, Benjamin tinha o apelido de Big Ben. Todos os dias, a rádio BBC transmite as badaladas do sino. O sino foi fundido por George Mears em 1858, media quase 3 metros de diâmetro e pesava 13, 5 toneladas.
No dia 26 de junho de 2012 foi anunciado que a Torre do Big Ben seria renomeada para “Elizabeth Tower” em homenagem à rainha Elizabeth II pelos seus 60 anos de reinado. A cerimônia que oficializou este novo nome aconteceu aos pés da Torre em 12 de setembro de 2012.[1]

O nome do relógio é Tower Clock (Torre do Relógio), e é muito conhecido pela sua precisão e tamanho.”

Então o Big Ben é o sino. Então eu não vi o Big Ben, mas som a Tower Clock, agora chamada de Elizabeth Tower.

Como já expliquei mais de uma vez em inúmeros posts de viagens, eu não me empolgo muito para visitar pontos turísticos, mas os que vi em Londres realmente valem a pena. O “Big Ben” é lindo. Ao caminhar por uma rua próxima, a primeira visão que tive foi de admiração por ver um marco turístico tão celebrado. É aquela sensação de “estou vendo na vida real o que já vi tantas vezes em fotos”. A torre é linda, mais ainda no fim de tarde, como nesse dia. Gostei muito da delicadeza das linhas da torre e do relógio, iluminado este por uma tênue luz verde.

A caminho do Big Ben, na Great George Street, há uma praça. O Big Ben fica logo adiante:

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Palácio de Westminster

O Palácio de Westminster, onde fica o  Big Ben como já explicado acima, é extremamente importante para a vida política da Inglaterra:

“O Palácio de Westminster, também conhecido como Casas do Parlamento, (em inglês Houses of Parliament) é o palácio londrino onde estão instaladas as duas Câmaras do Parlamento do Reino Unido (a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns). O palácio fica situado na margem Norte do Rio Tamisa, no Borough da Cidade de Westminster próximo de outros edifícios governamentais ao longo da Whitehall.”

Essa estrutura me surpreendeu, pois é de fato muito bonita e imponente. Vale a pena de verdade caminhar por essa área, a arquitetura é de cair o queixo. Não poderia ser diferente, já que Londres é a capital de um país que sempre teve muito poder historicamente, e isso se reflete em uma arquitetura imponente. O poder é exercido por meio da distribuição do espaço e arquitetura também, não?

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Palácio de Westminster

Finalmente, o Big Ben, ou melhor, a Elizabeth Tower:

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Na mesma área, fica a St. Margaret’s Church, pertencente à Abadia de Westminster. Tanto o Big Ben, quanto o Palácio de Westminster e esta igreja são Patrimônios Mundiais da UNESCO.

St. Margaret’s Church

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Esta igreja também me impressionou bastante, é lindíssima!

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Eu e Erik continuamos o nosso passeio. Cruzamos o rio Tâmisa, vimos o London Eye (a mega roda-gigante)…

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… e também encontramos um pequeno café sueco. A Suécia está em todo lugar. Paramos para um café, claro, e falei um pouco de sueco com a atendente. Småland é uma região na Suécia. Significa literalmente “terra pequena”. É onde mora a irmã mais velha do Erik e sua família.

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Depois do café, finalmente chegamos aonde queríamos: o Tate Modern, museu de arte moderna de Londres. Na saída, há uma ponte para pedestres que cruza o Tâmisa, à qual mais parece uma passarela em um aeroporto. Muito legal. Vista da ponte:

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A ilha dos patos

Depois de ver o Buckingham Palace e o Green Park, este bem rapidamente, eu e Erik achamos um outro parque, o St. Jame’s Park. Ele fica bem pertinho dessas outras atrações visitadas, então dá para ver uma imediatamente depois da outra. Na verdade, o parque fica na direção do Big Ben. Essa parte de atrações turísticas de Londres pode ser feita em um dia, não há necessidade de pegar o hop-on hop-off, aquele ônibus vermelho double deck para turistas, bem característico da cidade. Aliás, o tíquete para adulto estava caríssimo. No final das contas, foi muito mais gostoso andar, até porque não choveu mais e a iluminação, como contei no post anterior, estava linda. O único problema eram as minhas novas botas vintage mexicanas, que estavam me matando.

Com cinco minutos de caminhada, cheguei à ilha dos patos, uma parte do St. James Park habitada por… patos! Não só patos, mas gansos, outras aves e literalmente centenas de esquilos. Os esquilos eram tão travessos e acostumados com os turistas, que eles subiam pelas pernas e costas das pessoas. Sem medo algum. Isso me lembrou o Battery Park em Nova York. Os esquilos do St. Jame’s não tem vergonha na cara. 🙂 Os gansos também são bem sociais e chegam perto, bem perto.

St. Jame’s Park

A ilha dos patos (Duck Island) é o nome dessa parte do parque bem à direta do mapa:

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Duck Island

Eu amo patos, então eu não pude me conter e tirei várias fotos. Ainda mais quando eles são tão desinibidos e posam para a câmera.

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Eles chegam bem pertinho da grade.

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Foi uma delícia caminhar por esse parque, mais um lugar descoberto sem querer. Ao final, avistei mais uma surpresa, um conjunto de prédios muito imponentes e bonitos. Eu e Erik ficamos imaginando o que eram. Vejam bem, não tínhamos um guia de Londres.

Os prédios são um palácio, o St. Jame’s Palace, que fica no limite norte do parque. É um dos palácios mais antigos de Londres.

St. Jame’s Palace

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Alguém tem alguma lembrança de um lugar muito legal encontrado, sem querer, ao viajar?

Viagem a Londres: The Buckingham Palace

Depois de voltar da Escócia, creio que passei um ou dois dias em Liverpool e saí para mais um passeio: Londres. Desde pequena que me interesso por esta cidade. Minha irmã dizia que queria morar em Paris; eu, em Londres. Lembro-me de assistir aquele programa da MTV, Na Real, terceira temporada em Londres, e desejar muito morar nessa cidade. Eu tinha uma pequena foto do Big Ben, recortada de uma revista, guardada na minha agenda. Eu imaginava que Londres fosse bem rock ‘n roll, que seria a oportunidade de viver uma vida de aventuras. Com o tempo, meio que perdi o interesse. Mas sempre soube que, um dia, visitaria essa cidade.

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Em dezembro do ano passado finalmente tive a oportunidade. Eu não tinha grandes expectativas, estava de boa, animada para encontrar a Louise Horstmann. Mas olha, Londres é o máximo! Eu adorei a capital inglesa, é uma cidade muito mais bonita do que eu esperava e muito, muito divertida. Quero voltar mais vezes, ainda mais agora, que nossos antigos flatmates de Liverpool estão morando lá.

Foram três dias de passeios, restaurantes e festa. Fomos em uma quinta-feira e voltamos no domingo. O hostel era ok, decente, muito bem localizado no bairro de Kensington, bem perto do metrô. Na sexta nos encontramos com nossos flatmates de Liverpool, Rob and Jamie. No sábado, finalmente encontrei a Lou. Mais tarde, a minha ex-flatmate da Noruega, Mathilda, que mora em Londres. Foi um fim-de-semana bem agitado e divertido.

Ao chegarmos, Erik e eu fomos a um restaurante indiano. Depois, tentamos achar um pub que eu queria experimentar, mas estava fechado. Mesmo assim, valeu a andança, pois acabamos conhecendo a Tower Bridge sem querer, um dos pontos turísticos mais famosos de Londres. É muito linda à noite, muito mesmo. Vale à pena atravessar o rio Tâmisa caminhando por ela.

“A Tower Bridge é uma pontebáscula construída sobre o Rio Tâmisa, na cidade de Londres, capital do Reino Unido. Foi inaugurada em 1894 e, atualmente, é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, além de ser conhecida como uma das pontes mais famosas do mundo. É localizada ao lado da Torre de Londres.”

Para variar, estava sem baterias, então as fotos não são minhas:

Tower Bridge

No dia seguinte começamos as atividades oficialmente turísticas, ou seja, ver as atrações e os monumentos famosos. Não sei, não gosto muito desse tipo de atividade quando viajo, mas por outro lado há coisas bem interessantes de se ver sim, como o Castelo de Edimburgo, por exemplo. Ou a ponte acima. Foi a primeira vez que visitei Londres, senti quase uma obrigação de ver certos lugares. O primeiro deles, na sexta-feira, foi o Palácio de Buckingham, a residência oficial da família real.

O lugar estava cheio de turistas e câmeras, como era de se esperar. Eu era mais uma com a minha câmera – nunca se esqueçam de deixar a câmera de lado e aproveitar os lugares visitados com os seus próprios olhos.

Nesse dia, parava e começava a chover constantemente. Quando cheguei ao lado principal do palácio, o céu estava carregado de nuvens de chuva azul escuras, mas também com raios de sol bem dourados, aquela luz que anuncia a chuva que vem. Foi a iluminação perfeita, deixou tudo mais bonito, e um tanto real. Espero ter capturado essa luz com a minha câmera.

Palácio de Buckingham

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Antes que me perguntem, não, eu não vi a troca da guarda.

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Os portões são realmente muito mais bonitos do que eu esperava.

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Na mesma área, bem em frente ao palácio, fica o Victoria Memorial, um monumento localizado no centro do Queen’s Gardens (Jardins da rainha) e dedicado à ela. Foi o que mais gostei; o material, provavelmente mármore, é tão branco, e a estátua, tão dourada, que ficou lindo contra o céu chuvoso.

Victoria Memorial

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Para quem olha para a frente do palácio, hà um parque à direita, o Green Park. Caminhei nesse parque um pouco, mas ele não estava nada verde, já que era dezembro e o inverno batia à porta.

Green Park

Abaixo, o Canada Gate (Portão do Canadá), no lado sul do parque.

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Os passeios turísticos continuam no mesmo dia. A próxima visita é St. Jame’s Park e aos animais que vivem lá.

Retrospectiva 2012 II

Hoje está ainda mais frio do que ontem. Está -14C lá fora, mas aqui dentro está bem quentinho, ao som de Father John Misty. Acabei mais tarefas referentes aos estudos do semestre que vem (mais detalhes em outro post), fiz uma lasanha gigante e agora é hora de continuar com a retrospectiva 2012. Primeira parte aqui.

6) Conseguir um emprego na Inglaterra

Esta eu pensava que seria ainda mais difícil do que a da Noruega. A Inglaterra anda à beira de uma crise e o desemprego, principalmente entre os jovens, é alto. Eu sabia, também, que Liverpool não é uma capital. Os resultados não poderiam ter sido melhores. Procurei bastante, mandei muitos currículos online, mas o mais importante, fui a vários lugares pessoalmente. Eu havia decidido procurar por empregos simples, como garçonete, recepcionista etc. Mostrar-se é a melhor maneira de ter maiores chances. Eu recebi muitas ligações para entrevistas, inclusive para empregos melhores, como professora. Acabei ficando no Viva Brazil.

Castle Street, Liverpool
Castle Street, Liverpool

7) Ficar fluente em sueco

Esta meta ainda não foi conquistada 100%. Eu melhorei muito, principalmente pela experiência na Noruega. Eu apenas falava sueco no asilo e meus companheiros de apartamento eram todos suecos. Pratiquei muito lá e isso fez a maior diferença. Ainda assim, eu não fiz o principal, que é falar sueco todos os dias com o Erik. É difícil, dá preguiça e não é natural. Nossa língua, do casal, é inglês. Nos conhecemos assim. Mas não é desculpa, algumas horas por dia é algo bem possível.

8) Exercitar-me

Viajei na maionese e nem tentei realizar esta meta.

9) Fazer yoga

Idem. Mas pelo menos procurei grupos em Linköping e o preço é inacessível.

Tentei praticar yoga para continuar com o hábito saudável.
Yoga no forte de Jaisalmer, India

10) Retirar as pintas

Continuam aqui: a da boca e uma do braço.

11) Começar um dia vegan pela semana

Sim, decidi colocar no cardápio da semana um dia de comida vegan. Tem funcionado. Na verdade, percebi que algumas coisas que jea costumava cozinhar era vegan.

12) Aprender coisas para a casa

Esta meta não soa como Camila, mas eu queria mesmo aprender a plantar temperos e outras coisas. Tentei plantar algumas coisas, mas até agora, não avancei neste quesito.

Plantando cebolinha
Plantando cebolinha

13) Ler ao menos 10 livros

Eu fiquei por pouco nesta. Também, com tantas leituras para os cursos e um computador sempre disponível, não vale. Mas criei uma regra saudável: desligar o computador e ler um livro duas horas antes de ir para a cama. Nem sempre obedeço, como hoje, mas tenho tido sucesso.

Um dos livros que li em 2012 foi “O Vermelho e o Negro”, de Stendhal. Este livro é um clássico, um dos melhores romances já escritos sobre o século XIX. Ele me marcou muito, muito mesmo. Ainda penso constantemente no personagem principal, Julien (quase JuliAn). Este romance deveria ser leitura obrigatória em cursos de História Moderna.

o vermelho e o negro

14) Viajar

Esta meta está sempre presente desde que me mudei. O ano de 2012 foi muitíssimo melhor do que eu esperava e viajei muito. O que inclui uma visita aos meus pais em Portugal e à Louise em Oxford. As viagens foram: Noruega, Irlanda do Norte, Irlanda, Estados Unidos, Portugal, Inglaterra, Escócia e o Sälen, mais ao norte da Suécia. Nada mal mesmo.

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Eu e minha mãe em Murtosa
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No quarto de Louise, Oxford, Inglaterra

15) Fazer algo que eu nunca tenha feito

Esta é aquela meta que se repete todos os anos. Em 2012, fiz várias coisas que nunca havia experimentado antes, graças a Deus, como jogar pôquer em um campeonato e esquiar.

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Pôquer em Las Vegas, Estados Unidos
Sälen, Suécia
Sälen, Suécia

Havia mais metas, claro, a lista era longa e eu viajei mesmo em várias. Mas o fundamental é que realizei as mais importantes.

Agora gostaria de ver, nos comentários, quem fez alguma coisa nova em 2012, nunca feita antes. Não precisa ser nada muito exótico, eu mesma fiz várias coisinhas pequenas que contam.