Regras básicas de vôo na Malásia

Kota Bharu, Malásia

Depois de mais ou menos duas semanas pela Malásia, chega a hora de partir para a Tailândia. Lá vamos nós de bote das Ilhas Perhentian até a cidade de Kota Bharu, para no dia seguinte pegarmos um vôo de volta à capital, Kuala Lumpur (A-B-C no mapa abaixo):

Ao chegarmos ao pequeno aeroporto de Kota Bharu – cidade perto da fronteira da Tailândia com forte presença muçulmana – percebemos que havia muitos muçulmanos no aeroporto, muito mais do que o normal para um aeroporto doméstico.

Aí descobrimos o porquê: era a peregrinação anual a Meca (Arábia Saudita). Foi tão legal ver isso em frente aos meus olhos, na vida real. Achei interessante registrar por aqui, mas este é o motivo verdadeiro do post:

Desde os ataques de 9/11, as regras para despacho de bagagem já estão bem claras, mas alguns ainda precisam ser relembrados de que certos itens básicos não entram em avião:

Indignaçao: não se pode nem levar explosivos básicos

Já no aeroporto de Kuala Lumpur…

… outra mensagem amigável:

Cartão de imigração: pena de morte para traficantes de drogas prevista na lei malaia

Acaba aqui a viagem pela Malásia.

O dragão de Perhentian

Ilhas Perhentian, Malásia

Como já dito anteriormente, a natureza está muito próxima das pessoas nas Ilhas Perhentian. Tão próxima que você se depara com isso no meio da noite:

Lagarto-monitor no escuro

Esse acima é um lagarto monitor, presença forte na ilha. Ele faz parte do mesmo grupo dos gigantescos dragões-de-komodo:

Dragão-de-komodo

Este veio de uma busca rápida pelo Google Images, mas o da primeira foto é de verdade e estava descansando em uma poça de água no meio da floresta no escuro. Nós o vimos a caminho de um restaurante:

A comida era muito boa, e a vista, esplêndida:

Achamos esse pequenininho em uma almofada lá:

Tivemos mais sorte em um outro dia. Estávamos a caminho desse mesmo restaurante quando, ao lado direito da estradinha de terra, algumas folhas se mexiam bruscamente ao som de passos pesados. De repente, uma cabeça surge em meio à folhagem: era o preguiçoso lagarto-monitor que decidiu deixar a poça d´água para um banho de sol no meio do caminho. No meio do caminho não tinha uma pedra, mas sim o enorme lagarto.

Depois de um tempo, ele se cansou da nossa presença e foi embora.

Tubaroes

Ilhas Perhentian, Malásia

Ao viajar, uma das atividades prediletas e snorkeling. Todos os dias. Ao final da tarde, ao se deixar a agua, o que resta e uma calma e uma certeza de que  essa, sim, e uma vida saudavel. Em Perhentian, participamos de uma mini excursao a varios pontos ao redor da ilha. Na verdade, trata-se de um passeio de bote de quase um dia inteiro, com direito ao equipamento de snorkeling (mascara, tubo e pe-de-pato). Ao deixar a praia principal, vista da pequena embarcacao:

Este e o barco, cabe em torno de umas dez pessoas:

No meio do dia, os barcos se dirigem a uma pequena vila de pescadores para o almoco.

Vila de pescadores
Moradores da vila

Observem o sino e os dizeres em arabe. A Malasia e um pais predominantemente muculmano e, enquanto esperavamos pela comida, ouviamos as rezas a ecoar:

Restaurante

Paramos em dois pontos, perto da costa, mas sem praia, somente para mergulhar. E saltar do barco para a infinitude de corais maravilhosos, divinos, coloridos (ate neon), diversificados e tranquilos, exatamente como os peixes, presentes em grande numero e em varios tamanhos, formas e  tomando comportamentos distintos. E lindissimo, um desperdicio nao ter camera subaquatica para registrar todo esse mundo cristalino.

Eu fui nesse mesmo passeio de bote dois dias seguidos. Na segunda vez, o Erik foi praticar mergulho com toda aquela parafernalia – tubo de oxigenio etc… Eu ainda nao tenho certificacao, por isso fiquei apenas no snorkeling, o que e bem excitante tambem. Nesse quesito, houve dois pontos bem especiais. O primeiro foi o Turtle Point, das tartarugas. Nadei com enormes tartarugas marinhas. Super pacificas e placidas, pareciam voar dentro d’agua. Esse ponto e bem profundo, no meio do oceano mesmo. Varios botes param por la e, assim que um guia avista uma delas, todos os turistas nadam desesperadamente atras do animal, que por sua vez tenta fugir o mais rapido possivel. Um dia todas desaparecerao desse ponto, pois e muito estressante para os animais marinhos. Eu tive a sorte de estar nadando a esmo, sem ninguem ao redor, quando vi uma delas ao fundo. Ela subiu, subiu e nadou ao meu lado. Grande, encarou-me friamente – elas tem uma feicao bem seria. Senti-me em paz enquanto nadava lado a lado com a tartaruga.

O segundo ponto foi mais do que excitante, foi aterrorizante. Chama-se Shark Point, ou seja, e o ponto dos tubaroes. Nao adianta adiar a novidade neste texto. Nadei, sim, com tubaroes! E dificil expressar a adrenalina e, ao mesmo tempo, curiosidade. Os tubaroes ficam perto de uma parte da costa, cheia de recifes. Eles sao tubaroes-de-pontas-negras-do-recife e vivem em aguas rasas. Esse local onde estao, no entanto, e profundo, assim o interessante e ir atras deles nos recifes de coral. Na primeira vez, com o Erik, a visibilidade nao estava tao boa, o fundo do mar parecia um tanto marrom… Ate algo em formato de torpedo cinza fugir velozmente abaixo dos nossos pes. Foi tao rapido, mas suficiente para fazer o coracao sair pela boca. Ja no segundo dia, sem Erik, nadei com o grupo em busca de mais examplares desse peixe fantastico. A agua estava bem clara, filtrada em raios de sol, muito facil de ver ao longe. Assim, logo encontramos um, nao muito proximo. Eu ja estava bem contente de ter visto tubaroes nos dois dias e decidi relaxar, nadar em uma parte mais tranquila, ver outros peixes, lula, coral… Parar de buscar. Logo que fiquei sozinha, avisto outro torpedo cinza, rapido, mas desta vez proximo e nadando em uma direcao que parecia ser a minha. Eu nao podia crer nos meus olhos, mas estava ali, um missil, agil, sagaz, tenaz. Com todo o imaginario relacionado a tubaroes acumulado, bateu um terror e nadei obstinada ate estar “segura” dentro do bote. Amei a experiencia, nadaria la de novo e, na proxima vez, ficarei la por mais tempo, para assistir e apreciar esses peixes fantasticos.

Ao final, o bote nos leva a uma praia, Turtle Beach, onde tartarugas marinhas desovam. Eu me perdi enquanto fazia snorkeling e tive que nadar uns bons metros ate chegar exausta na praia.

O que fazer a noite quando se esta isolado em uma ilha paradisiaca

Ilhas Perhentian, Malásia

O dia ja acabou, o ceu escureceu. Teoricamente, as atividades praianas se acabaram. Nada mais de banho de mar, leitura enquanto estirada na areia, volei ou passeios de bote. Assim, resta:

1) Comer. Ha diversos restaurantes bem simples a beira mar, com os mesmos simples cardapios, todos alterados para atender aos gostos dos turistas ocidentais. Portanto, os curries, os noodles e o arroz refogado nao sao tao picantes – ainda assim queima a boca a maior parte das vezes. Nao e pareo para as papilas gustativas locais, que ja devem estar amaciadas de tanto chilli. A comida e bem barata, comi muito noodles/arroz refogado com legumes (veg fried noodles/rice) por volta de tres, quatro reais.

Mesas na areia

2) Beber/dancar. Este e na verdade o motivo deste post. Mostrar o arranjo que os locais inventaram para dar festas na praia. A noite, apenas a noite, eles abrem bares improvisados os quais vendem bebida barata (rum, vodca etc) misturada com refrigerantes. Varias mesinhas de madeira com narguile espalhadas pela areia e pronto. Dois bares desse tipo concorriam para atrair mais turistas.

Bar improvisado
Mesinhas pela areia

PS: eu estou retro-blogando. Todos os ultimos posts sao sobre a Malasia. Desde o “O Paraiso Perhentian”, sobre as Ilhas Perhentian, Malasia. Agora mesmo estou em uma pequena lan house em Palolem, Goa, India.

O paraiso Perhentian

Ilhas Perhentian, Malásia

Depois de deixarmos o inferno de poluicao e trafico que e Kuala Lumpur, chegamos ao paraiso: Ilhas Perhentian. Viajamos a noite inteira de onibus ate alcancarmos Kota Bharu; dai, foi mais ou menos uma hora em um barquinho motorizado tao veloz que, a cada segundo, eu era lancada meio metro acima, apenas para aterrissar novamente em um duro assento de madeira antes do proximo lancamento.

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E de fato um dos lugares mais belos onde ja estive, uma praia idilica, um mar turquesa onde os barcos parecem flutuar no ar. Nos nos hospedamos em um bungalo que fica em uma colina – o que significou um suor descendo testa abaixo toda vez que deixavamos a praia ao final do dia.

Vista da colina

O clima era bem quente e humido, tropical, era quase impossivel tomar banho de sol sem banho de mar.

O bungalo em que ficamos era melhor do que esse:

O nosso quarto era o da esquerda. Quando o fim de tarde chegava, era impossivel ficar la dentro, pois o ventilador nao dava conta. Tambem nao era possivel ficar na varanda sem repelente. Ainda assim, o chale era otimo. Logo tive que me acostumar a conviver com lagartixas – e bem grandes. Eram pelos menos um meia duzia correndo pelo teto todas as noites. A natureza esta muito presente na ilha, os avancos do turismo ainda nao espantaram todos os animais. Vimos muitos lagartos, insetos, passaros, peixes e outros. De fato, o mais incrivel era onipresenca dos lagartos-monitor, os quais pertencem ao mesmo grupo dos dragoes de Komodo. Eles sao enormes e havia sempre um bebezinho ao redor do banheiro publico (nao era suite, era banheiro comum para todos os hospedes). A historia dos lagartos-monitor nas Ilhas Perhentian fica para um outro post.

Caminho que leva ao banheiro comum do hotel

O Rides gostou muito de toda essa natureza ao redor. A proposito, o Rides se foi. Ficou na India, mais provavelmente em Varanasi. Estou triste.

Muito comum na Malasia

A caminho da praia…:

Barcos flutuantes

O mar era tao transparente que as vezes pensava estar em uma piscina tratada com cloro. Mesmo no fundo, eu podia ver meus pes.

Havia sempre peixinhos e siris perto dessas pedras:

Calor
Erik toma banho de mar

Diversas barracas oferecem passeios de bote para pratica de snorkeling em varios pontos ao redor das Ilhas Perhentian. Ai e quando se pode encontrar tartarugas marinhas, tubaroes… Mas este tambem e outro post.

Uma das poucas atividades a que nos dedicamos foi jogar volei ao por-do-sol:

Escola de mergulho - certificacao PADI
Tempestade a caminho

Dois anos na Malasia

Kuala Lumpur, Malásia

Sei que o titulo e ambiguo. Nao, nao iremos nos mudar e viver por dois anos na Malasia. Este post e mais para registrar uma data mais do que especial: dois anos de relacionamento. Comemoramos em Kuala Lumpur, em um restaurante japones bem bacana. A caminho do restaurante havia uma fonte bem bonita, toda iluminada:

O restaurante era estiloso, e o sushi muito  bom. Infelizmente e dificil encontrar um bom shoyu na Malasia.

Lindo!

Eu nao podia deixar de postar algo sobre esta data tao especial.

PS:  Aqui na India esta bem dificil atualizar o blog. Ha lan houses, mas muitos dos computadores sao lentos, a conexao idem, a luz sempre acaba… Leva um eternidade para fazer posts legais. Ai vai um gostinho da India:

Bodas de ouro de um casal Sikkim:

Pushkar, Rajastao

Fomos convidados a almocar no templo:


Vendedoras de pulseiras, aneis e outras coisinhas:

Jaisalmer, Rajastao

Haveli (casa tipica do Rajastao):

Jaisalmer, Rajastao

Templo jaina:

Jaisalmer, Rajastao

Templos do consumo em Kuala Lumpur

 Kuala Lumpur, Malasia

Nao e a toa que, segundo a Wikipedia, Kuala Lumpur e o sexto destino mais visitado do mundo. A capital da Malasia esta recheada de enormes shopping centers de luxo, alem de alguns serem totalmente dedicados a artigos tecnologicos.

As ruas estao infestadas de motoristas que nao respeitam os pedestres e nem leis de transito. Pior do que isso, so a Tailandia. Pior, muito pior do que isso, so a India. Pois bem, Kuala Lumpur e uma cidade para carros, nao para pessoas. Chegar a qualquer lugar, mesmo que perto do ponto de partida, e longe e cansativo.

Alem de muitos carros, a cidade esta coberta de outdoors:

Varios sao de massagem chinesa nos pes:

Reflexologia

Todas as redes estao la:

O cartao postal de Kuala Lumpur e as torres Petronas, pertencentes a companhia de mesmo nome, a qual monopoliza o mercado de petroleo e gas na Malasia. Os escritorios funcionam nessas torres, abertas a visitacao e localizadas sobre um luxuosissimo shopping cheio de grifes internacionais. O shopping tambem pertence a Petronas.

A caminho de la, outro cartao postal da cidade:

Ao fundo, KL Tower

Antes de chegarmos as Petronas Towers, havia um parque com piscina gratuita para criancas. Genial, pois e um calor infernal.

Petronas Towers

Elas sao as maiores torres gemeas do mundo.

Entrada do shopping

Caiu um temporal, entao tivemos que esperar por la:

Decidimos entao ir a um bom restaurante de comida malaia nesse shopping mesmo. A Malasia e um pais barato. Para se ter uma ideia, um McChicken do Mc Donalds custa em torno de 3 reais.

A comida estava apimentadissima. Apesar de muito boa,  nao foi possivel comer nem metade. Acima, camarao com um molho tipico que leva suco de tamarindo.

Esse shopping e realmente gigantesco:

Visitamos, tambem, um outro shopping bem grande e totalmente dedicado a tecnologia. Nao ha roupas nem nada; apenas computadores, Ipods, Iphones, cameras, TVs e muito mais. Os asiaticos gostam de tecnologia.

Varios andares
Stand da Sony

Depois de muito andar, achamos a loja do Famous Amos, onde se pode comprar o melhor sorvete de chocolate do mundo, Death by Chocolate. Tudo acompanhado de donuts deliciosos em formato de sushi, de uma outra rede:

Sushi donuts

Proximo destino: Ilhas Perhentian, Malasia.