A Acrópole de Atenas

Ao passar pelo monumental portão, Propylaea, adentramos a Acrópole. Uma das primeiras construções a ser vista, a que realmente captura os olhos em uma primeira visita, é o Partenon. Talvez o mais importante elemento da Acrópole, o Partenon é um templo dedicado à deusa Atena, à qual também é a padroeira da cidade. A construção terminou no século V AC e hoje está sendo restaurado:

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Partenon, Acrópole, Atenas

O Partenon é considerado a construção mais importante da Grécia Clássica ainda de pé nestes dias, o apogeu do estilo dórico. Quando eu cursava o programa de Comunicação Social na Unisantos em Santos, Brasil, eu me inscrevi em um curso de História da Arte que fazia parte da graduação em História. Apesar de só ter completado um semestre e ter esquecido praticamente tudo, eu me lembrei destes dois estilos da arte clássica dessa área: dórico e jônico. Bom, acho que aprendemos o mesmo em um colegial comum, não é preciso fazer um curso em história da arte. Enfim, foi divertido ver com meus próprios olhos o que li e não apreendi tão bem no curso.

Voltando ao Partenon, o templo simboliza a persistência do mundo da Grécia Antiga, da democracia ateniense e da civilização ocidental. Essas palavras são todas clichê, informação retirada da Wikipedia até aqui, mas a importância histórica e cultural do Partenon parece mesmo ser inegável.

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IMG_0724Partenon, vista da parte traseira

Outro templo muito bonito e importante na Acrópole é o Erecteion, dedicado à Atenas e Poseidon e construído também no século V AC em estilo jônico. Os gregos conferiam grande importância religiosa a este templo, e acreditava-se que guardava certas relíquias como uma figura arcaica de Atenas feita de madeira pelos deuses e caída do céu, marcas do tridente de Poseidon, entre outras. Segundo a lenda, havia uma cobra no templo, cuja alimentação consistia de bolos feitos por sacerdotisas de Atenas. A recusa da cobra em comer o bolo era considerado sinal de mau agouro. Tudo isso e mais está na Wikipedia.

IMG_0689Erecteion

Uma parte muito preciosa do Erecteion são as Cariátides, estátuas de mulheres que servem de colunas do templo. Hoje elas são réplicas; as originais se encontram no Museu da Acrópole, o qual visitamos logo em seguida. Vale a pena.

IMG_0690Cariátides

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IMG_0708Colunas de estilo jônico – a decoração em formato de caracol na parte em que as colunas encontram o “teto”

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Isto é tudo que tenho para mostrar sobre Atenas. Foi o primeiro fim-de-semana na Grécia e já aproveitamos bastante. Em Atenas nós basicamente comemos muito bem (restaurantes diariamente, um luxo), fomos a bares e baladas e visitamos lugares como a Acrópole durante o dia. Eu e Erik ainda passamos duas noites extra em Atenas.  A primeira foi no meio da viagem de Zakynthos a Antiparos  – as duas ilhas que mostrarei adiante. Fomos a um show do Brian Jonestown Massacre (de novo!). A segunda noite foi a última na Grécia, antes de pegarmos o vôo de volta à Suécia no domingo 20 de julho.

No próximo post, a primeira ilha: Zakynthos.

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Subida à Acrópole

Se não me engano era domingo quando decidimos visitar um dos pontos turísticos mais famosos de toda a Grécia, a Acrópole, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Ao invés de repetir com minhas palavras, consultemos diretamente a Wikipedia:

“A Acrópole de Atenas é a mais conhecida e famosa acrópole do mundo. Embora existam muitas outras acrópoles na Grécia, o significado da Acrópole de Atenas é tal que é comunente conhecida como A Acrópole, sem qualificação. É uma colina rochosa de topo plano que se ergue 150 metros acima do nível do mar, em Atenas, capital da Grécia, e abriga algumas das mais famosas edificações do mundo antigo, como o Partenon e o Erecteion.

As acrópoles da Antiga Grécia eram, como o próprio nome diz, “cidades altas” (do grego ἄκρος, “alto”, e πόλις, “pólis“); construídas no ponto mais elevado das cidades, serviam originalmente como proteção contra invasores de cidades inimigas, e quase sempre eram cercadas por muralhas. Com o tempo, passaram a servir como sedes administrativas civis ou religiosas. A Acrópole de Atenas foi construída por volta de 450 a.C., sob a administração do célebre estadista Péricles; foi dedicada a Atena, deusa padroeira da cidade. A maior parte das estruturas da Acrópole de Atenas estão em ruínas; entre as que ainda estão de pé, estão o Propileu, o portal para a parte sagrada da Acrópole; o Partenon, templo principal de Atenas; o Erecteu, templo dos deuses do campo, e o Templo de Athena Nice, simbólico da harmonia do estado de Atenas.”

Para quem teve a paciência e ler até aqui, foram justamente essas ruínas e construções que tive o gosto de ver na Acrópole: Partenon, Erechtheion, Templo de Atena Nike e outros. Mas ainda não é o momento de mostrá-los aqui; é necessário fazer a subida até a Acrópole. Ao largo da Acrópole existe um longo passeio que liga duas partes da cidade. Mirsini me disse que às vezes costuma caminhar por ali com seus amigos, ou seja, gregos aproveitam essa atração ateniense, não apenas os turistas.

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Passeio

Começa a subida até a Acrópole. O tempo estava bem quente e seco, um céu azul divino.

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Gosto de prestar atenção à vegetação quando viajo; gosto de perceber as diferenças em relação ao que é familiar para mim e imaginar como se adaptam ao clima.

IMG_0654Vegetação mediterrânea

IMG_0656Mais subida…

O primeiro monumento de importância histórica logo aparece depois da catraca dos tíquetes – sim, a visita é paga. Há desconto para estudantes, então leve seu cartão e identidade. Pois bem, o monumento é Odeon de Herodes Ático, um verdadeiro anfiteatro de pedra. Segundo a Wikipedia, foi construído no ano de 161 DC por um rico ateniense e dedicado à memória de sua esposa. Nos dias atuais recebe artistas famosos e abriga apresentações artísticas diversas. Eu nunca pensei que veria um anfiteatro grego verdadeiro, e é bem impressionante, amplo, profundo.

IMG_0651Odeon de Herodes Ático (façada)

IMG_0661Vão da platéia e Atenas ao fundo

 

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A entrada da Acrópole chama-se Propylaea e é tão celébre que o nome virou sinônimo de portões monumentais como este em outras partes do mundo. Foi construído sob comando de Péricles durante a era de ouro de Atenas, quando tudo corria bem para esse povo depois das Guerras Médicas. A construção, que teve início em 437 AC, levou quase 1000 anos e ainda assim não foi terminada. Se alguma informação estiver errada, culpem a Wikipedia.

IMG_0671Aos pés da Propylea

IMG_0672Mirsini

Vista de Atenas:

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Com uma vista dessas, parece mesmo lógico os governantes de Atenas terem feito da Acrópole o centro político-administrativo de Atenas. O objetivo era mesmo ter uma vista de tudo o que estava ocorrendo na cidade.

IMG_0680Propylaea

IMG_0681Parte superior

IMG_0683Vista de dentro da Acrópole para fora

No próximo post adentramos a Acrópole e visitamos o famoso Partenon.

Outras coisas que fiz em Atenas estão aqui e aqui.

Arco e flecha no jardim do rei dinamarquês

Finalmente, depois de umas três ou quatro semanas que eu já fiz esta viagem, chega o último post da série Estônia.

Como mostrei no post anterior, o tempo  melhorou depois de descargas d’água absurdas. Então eu e Erik deixamos a preguiça no café e andamos um pouco mais pelo centro histórico, meio sem rumo. Sem querer, começamos a subir essa escadinha:

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Ao chegar ao topo, pode-se ver a torre da Cathedral of Saint Mary The Virgin (“Catedral da Virgem Maria”), um importante ponto turístico da região:

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A escadinha é a subida do monte Toompea. Mal sabíamos que ela levaria ao muro do qual já falei aqui, que circunda a cidade velha e a protegia há séculos atrás.

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Na frente do muro, fica o Danish King’s Garden (“jardim do rei dinamarquês”), uma área muito bonita, calma e arborizada. Dizem que aí nasceu a bandeira da Dinamarca. O rei Valdemar II acampou nesse jardim com suas tropas, antes de conquistar Toompea em 1219.

DSC08388Um sueco no jardim dinamarquês

Os jovens quase ao centro da imagem abaixo estavam fazendo velas artesanais:

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Há um restaurante/pub sobre o muro e um museu mais à esquerda, na Neitsitorn (algo como “torre das virgens”), local que já foi uma prisão para prostitutas.

Ao passar para o outro lado do muro…

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…pode-se ter uma boa visão do muro e suas torres:

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Um grupo de jovens de Tallinn tem um pequeno negócio nessa área: prática de arco e flecha para turistas. Vinte flechas custam 10 euros – é lógico que ninguém leva as flechas para casa; são apenas 2o para atirar nos três alvos que estão lá mesmo, contra o muro.

DSC08403Jovens de Tallinn

O Erik sempre foi muito fã disso, desde criança. Ele costumava fazer seus próprios arcos e flechas. Diz ele que é possível achar pontas de lança de tempos antigos, até pré-históricos, em Uppsala, sua cidade natal. São de verdade e fáceis de serem encontrados. Com essas pontas ele fazia suas flechas. Portanto, Erik se empolgou e decidiu ver se ainda estava bom nisso.

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DSC08406Instrutor em “roupas típicas”

ErikErik foi bem.

Descemos as escadas novamente e fomos embora do jardim do rei dinamarquês. Vimos um pouco mais da cidade antiga:

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E também vimos um pouquinho de uma Tallinn mais nova, mais contemporânea. Infelizmente, foi bem pouquinho mesmo, pois só deu tempo de ver um pouco da área ao redor da cidade antiga, onde havia vários teatros, um parque, um shopping, fast food etc.

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Eu e Erik voltamos ao navio quando já eram quase 6 da tarde. Chegamos a Estocolmo às 10 manhã da segunda-feira. Foi um cruzeiro bem divertido.

Grande parte das informações históricas foram tiradas daqui e daqui.

Mais cenas da medieval Tallinn

Já quase no centro de Tallinn, após uma caminhada curta a partir do cais, começam a aparecer os restaurantes para turistas. São todos muito bonitinhos, com um deck para sentar ao ar livre. Apesar da chuva pesada, era muito tentador sentar em uma dessas áreas – na verdade, muito tentador mesmo, já que são cobertas e muitas têm aquecedores.

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Um dos muitos restaurantes do centro histórico de Tallinn

O centro histórico está bem conservado e bonito. Há várias ruas estreitas e o muro está sempre presente. Essa parte de Tallinn é Patrimônio da Humanidade da UNESCO.

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A cidade se aproveita mesmo desse passado medieval para atrair turistas. Tudo tem esse tema; existem até pessoas vestidas com roupas “dessa época” no meio da rua, vendendo lembranças da cidade, ou chamando clientes para os restaurantes.

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Depois de andar embaixo de chuva pesada por um tempo, já com os pés molhados, lutando com o guarda-chuva porcaria que insistia em não fazer o seu papel, eu e Erik decidimos parar para almoçar. Não escolhemos muito o restaurante. Chegamos na praça abaixo e fomos ao primeiro que parecia bom. A comida não era espetacular, mas que seja. Ficamos quentinhos à beira do aquecedor.

Essa praça onde almoçamos se chama Raekoja plats, ou Praça da Prefeitura, e fica ao lado da prefeitura, bem no centro dessa área histórica.

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Raekoja plats

Para fazer a comida descer, nada melhor do que um café (gesto). Fomos a um lugar bem legal, bem estiloso, que está no guia Trip Advisor. Achamos esse local sem querer. Infelizmente, o café não era muito bom.

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Hummm… café!

A sorte foi que, ao darmos uns goles no espresso, a chuva passou e o sol veio para mudar o dia.

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Continuamos o passeio por Tallinn.

Uma visita à medieval Tallinn

O navio atracou no cais de Tallinn, capital da Estônia, às 10 da manhã de domingo. Os passageiros deveriam estar de volta antes das 6 da tarde, quando o navio retornaria para Estocolmo. Aproveitamos a noite de sexta, mas desta vez não estávamos de ressaca, como em Paris. Infelizmente, não tive tanta sorte, pois o tempo estava bem ruim, muita chuva. Não posso reclamar, pois quase sempre tenho sorte com isso. Desta vez, porém, era pé d’água mesmo.

Já mostrei, mas vale repetir. Tallinn fica aqui:

Tallinn, além de ser a capital, é a maior cidade de Estônia com uma população de 426.500. Por muito tempo ela teve outro nome, Reval. O que eu acho mais interessante é saber que a cidade já foi dominada por dinamarqueses, suecos e russos. Com exceção da Rússia, a história desta parte do mundo (Europa do Norte) é quase nula na escola, não?

A primeira vista que tive desta cidade foi ainda de dentro do terminal portuário:

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Tallinn

Nos arredores do cais, havia alguns barcos…

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… e este restaurante bem interessante.

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De cara já deu para sentir que estava em uma outra Europa, aquela que não se adequa à idéia provinciana de “charme europeu”:

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Estônia esteve sob domínio da União Soviética. Assim, caminhando pelos primeiros blocos, senti um clima de Leste Europeu, apesar de infelizmente nunca ter estado lá. Alguém já viu o ótimo e traumatizante “Para Sempre Lilja” (Lilja 4-Ever), do sueco Lukas Moodyson? Foi meio assim. É importante dizer, na verdade, que o Leste Europeu e os países Bálticos são todos diferentes, cada um com sua distinta história. Esse feeling é um estereótipo, uma generalização, mas estava lá.

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Como disse, não tive sorte com o tempo. Assim que deixei o navio, começou a chover muito. Comprei um guarda-chuva.

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Aniversário de 29 anos. Não queria estar sorrindo após a foto da senhora logo acima, mas esta é a única que tenho.

Eu e Erik começamos a caminhar em direção ao centro histórico de Tallinn, destino da maioria dos turistas, especialmente dos que vêm desses tipos de cruzeiro. O centro fica pertíssimo do cais. Dá uns 10, 15 minutos de caminhada. Não há como se perder. É só se guiar pela altíssima torre da igreja. A caminho do centro:DSC08351

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Herança russa

O centro histórico é todo protegido por um muro bem antigo e vários portões que datam dos tempos medievais, de quando a cidade pertencia à Liga Hanseática. Tallinn foi uma cidade importante da Liga, devido a sua posição geográfica; era um forte centro comercial por onde escoavam as mercadorias.

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Idade Média: Muro de Tallinn

Já entrando no centro, começam os restaurantes para turistas:

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No próximo post, o centro histórico.

Louvre, Tuileries, Deus e o Diabo em Paris

Finalmente chega o último dia em Paris, domingo. Como escrevi antes, não tinha mais fotos destes passeios de sábado e domingo, mas não poderia deixar de registrar aqui duas coisas muito gostosas que fizemos nesse dia: piquenique no Jardin des Tuileries (“Jardim das Tulherias”) e admirar a Catedral de Notre-Dame.

Palais du Louvre

O Palácio do Louvre era o centro do poder na França até Luís XIV se mudar para Versailles.

O Palais du Louvre (Palácio do Louvre) é um antigo palácio Real da França, localizado em Paris, na margem direita do Sena. Fica entre os Jardins das Tulherias e a igreja de Saint-Germain l’Auxerrois. A suas origens remontam a quase um milénio atrás, sendo a sua história indissociável da de Paris. A sua estrutura tem evoluído por etapas desde o século XVI.

O Louvre, cujo nome derivou da palavra franca leovar ou leower, que significa lugar fortificado de acordo com o historiador francês Henri Sauval (16231676), foi a sede do poder na França até ao reinado de Luís XIV, quando este se mudou para o Château de Versailles, em 1682, levando a encenação governamental consigo; o Louvre permaneceu como a sede formal do governo até ao final do Ancien Régime.

O Palácio do Louvre acolhe, actualmente, o Museu do Louvre, um dos mais ricos e famosos museus de arte do mundo.

Fonte: Wikipedia

Comecei com o Louvre porque o Jardin des Tuileries, agora um parque público, era o jardim oficial do palácio. Antes de começarmos o piquenique, sentamos em uma mureta bem em frente ao palácio para olhar as pessoas e fumar um cigarrinho. Esse dia de domingo foi praticamente o primeiro de primavera. Um dia muito ensolarado, fazia 25 graus. O plano era passar grande parte do domingo dentro do Louvre. Sabem o que aconteceu? Desistimos! Eu sei, um absurdo, primeira vez em Paris e não entrar no Louvre, que heresia. Heresia maior, porém, é não aproveitar um dia de sol e calor quando se vive na Suécia. Foi muito tentador, tentador demais. As pessoas estavam felizes, com roupas de verão, parecia que a cidade renascia depois de dias escuros, chuvosos, de uma primavera atrasada. Assim, essa é a história do porquê de não ter visitado o Louvre por dentro. Por outro lado, este é mais um motivo para voltar para Paris, que fica bem perto daqui.

Ainda assim, só de ver a área, o palácio por fora, valeu tudo e muito mais. O Louvre é incrível, inesperadamente incrível. Esqueçam o triângulo, aquela coisa que não tem nada de mais. O fantástico é mesmo o palácio e outras construções à volta. É esplendoroso, magnífico, ainda mais com o sol brilhando. Não deixem de ver o Louvre, mesmo que apenas de fora, se forem a Paris.

LouvreLouvre. Fonte aqui.

Jardin des Tuileries

Como explicado acima, este jardim pertencia ao Palácio do Louvre. Foi criado por Catarina de Médici em 1564 e se tornou um parque público depois da Revolução Francesa.

Jardin-des-Tuileries-Carrousel-GardenFicamos aí, nessa área no canto direito. Fonte aqui.

O sol estava bem gostoso, e o gramado estava cheio de gente jovem descansando, conversando e, claro, fumando. Eu e Erik compramos 8.6 Red desta vez (lembram-se da cerveja que tomamos no dia anterior, sábado?), umas baguetes e recheios para o Erik, quiches vegetarianos para mim e uma garrafa de vinho. Nem posso dizer como foi gostoso. Aquela mistura de sol, calorzinho agradável, álcool, comida… Eu deitei em cima do Erik, para não manchar de verde as minhas roupas preferidas, e acabamos pegando no sono ao pôr-do-sol – por volta de 8 da noite.

Notre Dame

No mesmo dia, andamos mais ainda um bocado. Achamos um bairro muito chique, com boutiques que vendiam peças por muitos euros – um xale, 5 mil euros, não estou brincando, Ferraris etc. Depois disso, chegamos ao Sena novamente e caminhamos, já à noite bem escura, em direção à Catedral de Notre-Dame. Sei que vou parecer bem repetitiva, pois só escrevo que tudo era muito lindo, mas o que é essa catedral? É tão linda iluminada à noite, tão alta, com arquitetura tão maravilhosa… Imaginem, a catedral é toda cheia de figuras entalhadas e estátuas. É de uma riqueza de detalhes tão impressionante, que leva horas para entender tudo – na verdade, deve ser impossível compreender tudo o que está simbolizado nas figuras da fachada ocidental. Foi em frente à fachada ocidental que me sentei com o Erik. O governo francês teve uma ideia genial para comemorar os 850 anos da catedral em 2013. Entre outras ações, colocou uma arquibancada em frente à fachada ocidental; assim, as pessoas são “convidadas” a sentar e observar essa beleza de arquitetura e arte. Eu e Erik passamos um tempo sentados na arquibancada.

Eu gostei tanto da catedral (Católica Apostólica Romana) que me empolguei e peguei várias fotos da página francesa da Wikipedia:

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Eu a vi assim, de noite:451px-NotreDameDeParis-1

Fachada ocidental

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Fonte aqui

Há três portões na fachada ocidental:

800px-Notre_Dame_Paris_front_facade_lowerDa esquerda para a direita: Portal da Virgem, Portal do Julgamento e Portal de Santa Ana

O Portal do Julgamento, ao meio, é o mais esplendoroso de todos:

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Os homens na parte de cima formam a Galeria dos Reis, um conjunto de 28 estátuas, cada uma de 3,5m de altura. Segundo a Wikipedia, podem ser tanto personagens do Antigo Testamento, quando monarcas franceses. Essa galeria encerra o limite entre a parte inferior, com os três portões, e a intermediária.

Está todo mundo lá, no portão central. Abaixo, ao meio, Cristo como Julgador, mostrando as chagas nas mãos:

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Apóstolos:

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Tem também o demônio e o Arcanjo Miguel com a balança das almas, escolhendo quem se salva e quem vai queimar no fogo do inferno para todo o sempre. Estão medindo as almas.

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Tem o Beau Dieu, literalmente, Deus. Ele também está lá:

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Abraão também, recebendo os escolhidos:

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Algo muito interessante também são as gárgulas de Notre-Dame.

Acredita-se que as gárgulas eram colocadas nas Catedrais Medievais para indicar que o demônio nunca dormia, exigindo a vigilância contínua das pessoas, mesmo nos locais sagrados.

Fonte: Wikipedia

Idade Média, que tempos mais leves, divertidos, não? Não basta ser constantemente relembrado que Jesus morreu por você e você é um pecador eterno; não, há também que se lembrar que o demônio está sempre à espreita.

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Para ficar mais leve, vou colocar aqui o Heavy Metal do Senhor, canção de Zeca Baleiro. Encerro, aqui, essa visita deliciosa a Paris. Espero voltar logo, pois esta é mais uma cidade na minha lista de cidades onde eu gostaria de morar.

Mais turismo: Big Ben e o Palácio de Westminster

Depois de uma visita ao St. James Park e seus habitantes de penas, eu e Erik chegamos a um dos pontos mais turísticos de Londres: o Big Ben, localizado no Palácio de Westminster. Ao pesquisar um pouco sobre o relógio na Wikipedia, descobri algo interessante que imagino poucos sabem:

“Big Ben, ao contrário do que muitos pensam, não é o famoso relógio do Parlamento Britânico, tão pouco a sua torre. É o nome do sino, que pesa 13 toneladas e que foi instalado no Palácio de Westminster durante a gestão de sir Benjamin Hall, ministro de Obras Públicas da Inglaterra, em 1859. Por ser um sujeito alto e corpulento, Benjamin tinha o apelido de Big Ben. Todos os dias, a rádio BBC transmite as badaladas do sino. O sino foi fundido por George Mears em 1858, media quase 3 metros de diâmetro e pesava 13, 5 toneladas.
No dia 26 de junho de 2012 foi anunciado que a Torre do Big Ben seria renomeada para “Elizabeth Tower” em homenagem à rainha Elizabeth II pelos seus 60 anos de reinado. A cerimônia que oficializou este novo nome aconteceu aos pés da Torre em 12 de setembro de 2012.[1]

O nome do relógio é Tower Clock (Torre do Relógio), e é muito conhecido pela sua precisão e tamanho.”

Então o Big Ben é o sino. Então eu não vi o Big Ben, mas som a Tower Clock, agora chamada de Elizabeth Tower.

Como já expliquei mais de uma vez em inúmeros posts de viagens, eu não me empolgo muito para visitar pontos turísticos, mas os que vi em Londres realmente valem a pena. O “Big Ben” é lindo. Ao caminhar por uma rua próxima, a primeira visão que tive foi de admiração por ver um marco turístico tão celebrado. É aquela sensação de “estou vendo na vida real o que já vi tantas vezes em fotos”. A torre é linda, mais ainda no fim de tarde, como nesse dia. Gostei muito da delicadeza das linhas da torre e do relógio, iluminado este por uma tênue luz verde.

A caminho do Big Ben, na Great George Street, há uma praça. O Big Ben fica logo adiante:

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Palácio de Westminster

O Palácio de Westminster, onde fica o  Big Ben como já explicado acima, é extremamente importante para a vida política da Inglaterra:

“O Palácio de Westminster, também conhecido como Casas do Parlamento, (em inglês Houses of Parliament) é o palácio londrino onde estão instaladas as duas Câmaras do Parlamento do Reino Unido (a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns). O palácio fica situado na margem Norte do Rio Tamisa, no Borough da Cidade de Westminster próximo de outros edifícios governamentais ao longo da Whitehall.”

Essa estrutura me surpreendeu, pois é de fato muito bonita e imponente. Vale a pena de verdade caminhar por essa área, a arquitetura é de cair o queixo. Não poderia ser diferente, já que Londres é a capital de um país que sempre teve muito poder historicamente, e isso se reflete em uma arquitetura imponente. O poder é exercido por meio da distribuição do espaço e arquitetura também, não?

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Palácio de Westminster

Finalmente, o Big Ben, ou melhor, a Elizabeth Tower:

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Na mesma área, fica a St. Margaret’s Church, pertencente à Abadia de Westminster. Tanto o Big Ben, quanto o Palácio de Westminster e esta igreja são Patrimônios Mundiais da UNESCO.

St. Margaret’s Church

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Esta igreja também me impressionou bastante, é lindíssima!

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Eu e Erik continuamos o nosso passeio. Cruzamos o rio Tâmisa, vimos o London Eye (a mega roda-gigante)…

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… e também encontramos um pequeno café sueco. A Suécia está em todo lugar. Paramos para um café, claro, e falei um pouco de sueco com a atendente. Småland é uma região na Suécia. Significa literalmente “terra pequena”. É onde mora a irmã mais velha do Erik e sua família.

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Depois do café, finalmente chegamos aonde queríamos: o Tate Modern, museu de arte moderna de Londres. Na saída, há uma ponte para pedestres que cruza o Tâmisa, à qual mais parece uma passarela em um aeroporto. Muito legal. Vista da ponte:

DSC07670 Londres noturna