A flora tropical jamaicana: Jardim Botânico Castleton

No dia 27 de setembro, um sábado, eu e Mirsini passamos o dia visitando partes diferentes da Jamaica. Keith, que é basicamente o único representante do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA) e trabalha no mesmo escritório onde eu trabalho, nos convidou para um tour até Ocho Rios, mais ao norte da ilha. Fiquei muito feliz pelo convite, ele é um amor, muito gentil. Éramos cinco no carro: eu, Mirsini, Keith, sua esposa e Alex, voluntário que também trabalha no mesmo lugar. Saímos cedo, rodamos por quase uma hora e chegamos à primeira parada, o Jardim Botânico Castleton.

Na entrada, havia algumas barracas: um bar, uma barraca de drinks e uma outra de sopa de frutos do mar. Parece que é tradicional tomar essa sopa picante em um copo.

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Parada para sopa na entrada do parque

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Bar

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Barraca de drinks

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Barraca de sopa. Keith e Alex à esquerda.

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Entramos no parque, muito bonito, diversas espécies de plantas tropicais. Quem vai gostar muito das fotos que seguem é a minha querida amiga Elena, que sempre lê este blog. Ela mora na Guatemala e entende tudo de plantas, principalmente árvores.

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Não é lindo?

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Mirsini no parque

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O dia estava bonito, como sempre na Jamaica.

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Fomos também ver o rio, no mesmo parque, do outro lado da estrada.

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IMG_1627Keith e Alex chupam cana. A cana aqui é muito doce e suculenta!

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Esse dia não terminou no parque. Fomos ainda à praia, minha primeira vez na Jamaica. Fica para o próximo post.

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As ruas floridas de Kingston (e porque isso não é muito democrático)

O passeio à pé pelo bairro de Barbican, quando vimos bodes e muitos negócios no local, não terminou ali. Mirsini e eu ainda caminhamos adentro, por ruas residenciais, cheias de flores. As ruas da parte mais rica da cidade são geralmente assim: duas mãos, uns buracos aqui e ali, carros, casas, muros altos, árvores, flores e calçadas em péssimo estado. Acho que estas palavras descrevem bem as ruas dessas áreas de Kingston. Como imagens sempre falam mais que palavras…

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Um grande problema em termos de espaço urbano, para mim, é a falta de calçadas para pedestres. O que acontece – explicação dada pela melhor pessoa que conheci em Kingston até o momento, o motorista Winston, que sabe absolutamente tudo sobre a cidade – é que as pessoas donas das enormes casas desses bairros acham que são donas das calçadas e plantam grama e árvores para que ninguém possa ficar vagabundeando em frente aos portões de onde só saem carros. É realmente uma deturpação do espaço público. É difícil mesmo andar por essas calçadas, e muitas vezes as pessoas acabam caminhando pela rua. Não é o caso de Mirsini na foto acima, mas é o caso de muitos outros, principalmente dos que trabalham nas casas. Sempre vejo essas pessoas tentando caminhar pelas calçadas quando estou a caminho do trabalho. Abaixo, algumas das casas que vi pelo caminho:

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Apesar de esse costume ser anti-democrático, as plantas são bonitas. Kingston é uma cidade verde neste sentido.

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Acabei chegando em uma rua que leva à Barbican Road, rua com um espírito de bairro mesmo:

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Gosto muito dessas pequenas barracas coloridas:

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Cana está em todo lado:

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No próximo post, um pouco das belezas naturais da Jamaica.

Uma vila em Zakynthos: Koiliomenos

Durante os dias em que eu, Erik e Mirsini passamos em Zakynthos, tentamos conhecer muitas partes da ilha que é, a bem dizer, grande. Existem algumas vilas na ilha, logicamente, onde as pessoas moram. Essas vilas são pequenas e até charmosas, mas sem aquele apelo de pôster de agência de turismo de ilhas como Santorini, por exemplo. Em uma das nossas idas a praias e outros pontos da ilha, paramos um pouquinho em uma dessas vilas: Koiliomenos, onde, de acordo com a Wikipedia, vivem em torno de 450 pessoas.

IMG_0970Igreja de Koiliomenos

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IMG_0976A vila de Koiliomenos

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Em outra ocasião, antes de visitarmos o navio naufragado, uma das principais atrações de Zakynthos que mostrarei mais adiante, paramos para almoçar em uma taverna tão charmosa que eu queria mostrá-la aqui. Infelizmente não consigo me lembrar do nome desta vila.

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IMG_0984Não pode entrar na taverna

A parte superior era coberta por parreiras:

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Para quem quiser mais opções de vilas como essas para visitar em Zakynthos, este site dá 15 ótimas sugestões.

Subida à Acrópole

Se não me engano era domingo quando decidimos visitar um dos pontos turísticos mais famosos de toda a Grécia, a Acrópole, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Ao invés de repetir com minhas palavras, consultemos diretamente a Wikipedia:

“A Acrópole de Atenas é a mais conhecida e famosa acrópole do mundo. Embora existam muitas outras acrópoles na Grécia, o significado da Acrópole de Atenas é tal que é comunente conhecida como A Acrópole, sem qualificação. É uma colina rochosa de topo plano que se ergue 150 metros acima do nível do mar, em Atenas, capital da Grécia, e abriga algumas das mais famosas edificações do mundo antigo, como o Partenon e o Erecteion.

As acrópoles da Antiga Grécia eram, como o próprio nome diz, “cidades altas” (do grego ἄκρος, “alto”, e πόλις, “pólis“); construídas no ponto mais elevado das cidades, serviam originalmente como proteção contra invasores de cidades inimigas, e quase sempre eram cercadas por muralhas. Com o tempo, passaram a servir como sedes administrativas civis ou religiosas. A Acrópole de Atenas foi construída por volta de 450 a.C., sob a administração do célebre estadista Péricles; foi dedicada a Atena, deusa padroeira da cidade. A maior parte das estruturas da Acrópole de Atenas estão em ruínas; entre as que ainda estão de pé, estão o Propileu, o portal para a parte sagrada da Acrópole; o Partenon, templo principal de Atenas; o Erecteu, templo dos deuses do campo, e o Templo de Athena Nice, simbólico da harmonia do estado de Atenas.”

Para quem teve a paciência e ler até aqui, foram justamente essas ruínas e construções que tive o gosto de ver na Acrópole: Partenon, Erechtheion, Templo de Atena Nike e outros. Mas ainda não é o momento de mostrá-los aqui; é necessário fazer a subida até a Acrópole. Ao largo da Acrópole existe um longo passeio que liga duas partes da cidade. Mirsini me disse que às vezes costuma caminhar por ali com seus amigos, ou seja, gregos aproveitam essa atração ateniense, não apenas os turistas.

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Passeio

Começa a subida até a Acrópole. O tempo estava bem quente e seco, um céu azul divino.

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Gosto de prestar atenção à vegetação quando viajo; gosto de perceber as diferenças em relação ao que é familiar para mim e imaginar como se adaptam ao clima.

IMG_0654Vegetação mediterrânea

IMG_0656Mais subida…

O primeiro monumento de importância histórica logo aparece depois da catraca dos tíquetes – sim, a visita é paga. Há desconto para estudantes, então leve seu cartão e identidade. Pois bem, o monumento é Odeon de Herodes Ático, um verdadeiro anfiteatro de pedra. Segundo a Wikipedia, foi construído no ano de 161 DC por um rico ateniense e dedicado à memória de sua esposa. Nos dias atuais recebe artistas famosos e abriga apresentações artísticas diversas. Eu nunca pensei que veria um anfiteatro grego verdadeiro, e é bem impressionante, amplo, profundo.

IMG_0651Odeon de Herodes Ático (façada)

IMG_0661Vão da platéia e Atenas ao fundo

 

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A entrada da Acrópole chama-se Propylaea e é tão celébre que o nome virou sinônimo de portões monumentais como este em outras partes do mundo. Foi construído sob comando de Péricles durante a era de ouro de Atenas, quando tudo corria bem para esse povo depois das Guerras Médicas. A construção, que teve início em 437 AC, levou quase 1000 anos e ainda assim não foi terminada. Se alguma informação estiver errada, culpem a Wikipedia.

IMG_0671Aos pés da Propylea

IMG_0672Mirsini

Vista de Atenas:

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Com uma vista dessas, parece mesmo lógico os governantes de Atenas terem feito da Acrópole o centro político-administrativo de Atenas. O objetivo era mesmo ter uma vista de tudo o que estava ocorrendo na cidade.

IMG_0680Propylaea

IMG_0681Parte superior

IMG_0683Vista de dentro da Acrópole para fora

No próximo post adentramos a Acrópole e visitamos o famoso Partenon.

Outras coisas que fiz em Atenas estão aqui e aqui.

A pequena vila da Murtosa

Depois dos Estados Unidos, o Erik seguiu direto para a Inglaterra, como já dito aqui, para arranjar um lugar para morarmos. Eu fui para Portugal, encontrar com os meus pais, que estavam passando férias lá. Pensei que seria uma oportunidade ótima de vê-los, já que eles estavam no mesmo continente. Quando a gente mora fora, acaba pensando assim, hehe. Foi uma semana na terra de origem da minha família, inteira portuguesa. Mesmo os meus pais são portugueses. Minha mãe nasceu em Setúbal e meu pai, na Murtosa, uma pequena vila ao norte:

De acordo com a Wikipedia, tem cerca de 3.700 habitantes e o território principal é onde se localiza a vila. A Murtosa pertence ao Distrito de Aveiro. Estou contando tudo isso, pois foi lá que fiquei. Meus pais têm uma casa muito antiga, que era do meu avô paterno, o vô Antônio. Meu avô cresceu nessa casa. Ele já faleceu, minha avó Lucinda, sua esposa, portanto minha avô paterna, também. Assim a casa ficou para o meu pai e a minha única tia “direta”. Meus pais são primos de sangue, então tudo está em família mesmo. Quando eles passam férias em Portugal, ficam na casinha da Murtosa, que já está meio que caindo aos pedaços. Precisa de reforma.

Vou mostrar um pouco de Portugal nos próximos posts, a origem da minha família. Acho que a Valéria, em especial, vai gostar bastante. Sei que você quer muito ir para lá, né? 🙂 Minha irmão vai gostar de ver também, já que ela queria muito ter estado lá conosco.

Começo então pela Murtosa, a vila onde meu pai nasceu e onde minhas duas avós, que eram irmãs, também nasceram e viveram, além do meu avô paterno. Todos vêm da Murtosa, exceto meu avô materno, que é de Lisboa.

Vila da Murtosa
Rua onde fica a casa
Rua onde fica a casa

As casas são assim:

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Tem vacas, porcos, cachorros e algumas plantações. Achei que a região trata os animais de maneira terrível. Muitos cachorros estão acorrentados nos quintais e mal podem andar, as vacas também estão presas à grama.

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Meu pai, José Maria, na plantação de milho

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A casa

Como dito, a casa é bem antiga.

Casa dos meus pais, antes da família do meu avô Antônio
Casa dos meus pais, antes da família do meu avô Antônio

O Rides II também foi:

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A casa tem um quintal com horta, tanque e poço:

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Eu e minha mãe, Maria de Jesus. Muitas caipirinhas.
Rides ao poço
Rides ao poço
Muito sol
Muito sol
Horta
Horta

Os tomates estavam maravilhosos, explodindo de sol e doçura.

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Catando tomates para uma salada

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Cenas de Palolem II: visita a Patnam

Patnam é uma praia vizinha a Palolem. Não tem o agito da primeira; é mais relaxada, menos “estragada”. Mais famílias se hospedam em Patnam e dá para praticar surf e kitesurf.

Alguns pegam rickshaws, mas eu e Erik fomos a pé. Dá uma boa caminhada, mas é totalmente possível. Há atalhos subindo o morro e pelas pedras entre Palolem e Patnam, mas nós tomamos o caminho mais longo na ida. Na verdade, mal sabíamos onde estávamos indo, mas chegamos. Bonita, Patnam vale a pena para dar uma variada de ares se você ficar por muito tempo em Palolem ou para ter mais tranquilidade, fugir de todos os turistas e comerciantes de Palolem.

A caminho de Patnam:

Praia de Patnam
Patnam

O céu trouxe umas nuvens pesadas para Patnam. Logo começaria a chover e nos abrigamos em um bar bem legal para tomar uma cerveja:

A chuva acabou por não chegar, mas o céu ficou um espetáculo de bonito:

Chuva ao longe

Em Palolem, o pôr-do-sol era lindo todos os dias.

Pôr-do-sol em Palolem

Cenas de Diu III: os pescadores de Vanakbara

Por ser uma cidade à beira mar, é claro que há atividade pesqueira na região. Um lugar legal de se visitar é uma vila de pescadores chamada Vanakbara. Eu e Erik alugamos uma moto novamente. Aliás, eu bati a moto na traseira de um pequeno caminhão, mas não foi nada. Os rapazes que alugam as motos constataram que não estava avariada. Bem, Vanakbara é uma vila cheia de barcos, bandeirinhas, crianças correndo, peixe secando ao sol, mulheres trabalhando e cheiro de pescado. Tudo ao estilo indiano.

Em um desses passeios de moto (algo a se fazer em Diu), já não me lembro se a caminho de Vanakbara, encontramos uma árvore gigantesca:

Árvore gigante
Primeira vez em meses que finalmente pude usar shorts.
Diu é tropical.

Também paramos por aqui, um ponto famoso da ilha, a uns três quilômetros da cidade:

Templo Gangeshwar, dedicado a Shiva.

Ali mesmo, havia gente pescando, apenas com linha, sem vara:

E anoitece… As cores da Índia sempre me maravilham.

Vila Vanakbara
Vanakbara

Peixe seca ao sol.
Carreta de peixe
Homens do mar

Tudo é meio rudimentar. Os homens quebram grandes blocos de gelo manualmente.

Muito bonito. Os melhores horários para visitar Vanakbara são o começo da manhã e o fim da tarde. Lógico que fomos no fim da tarde.

De Diu, praia, rumei para a selva, Sasan Gir. No próximo post.