Viagens do passado, ou, de quando as agências de viagem tinham importância

Este blog surgiu, em 2009, com a intenção de manter família e amigos informados sobre os acontecimentos aqui em Linköping. O que eu não sabia, então, é que um assunto seria tão predominante neste blog: viagem.

Desde que cheguei à Suécia, fiz muitas viagens. Acredito que grande parte das pessoas goste de viajar. Os jovens suecos, assim como outros europeus, viajam muito frequentemente. Deu-se uma mudança muito grande no viajar de uma, duas gerações atrás comparado ao viajar dos jovens de hoje. Hoje, na Europa, por conta de várias linhas aéreas de baixo-custo, viajar se tornou um novo tipo de consumismo. Viajar é corriqueiro, não incorre em grandes preparativos nem expectativas. Viajar para algum destino dentro da Europa virou algo como ir de Santos a São Vicente.

É claro que todos devem estar pensando “mas que ótimo, eu quero!” É claro que é muito bom ter opções baratas – não vou entrar no mérito do que essas viagens custam para o meio ambiente agora. Eu tenho aproveitado muitas oportunidades, já que estou deste lado do mundo. Porém aquele tipo de viagem que é um grande acontecimento na vida de alguém, de passagens compradas em uma agência de viagens, já chegou ao fim há tempos por aqui. São esses tipos de viagens, ditas “glamourosas”, que só as pessoas com dinheiro podiam fazer, que são mostradas em pôsteres muito bonitos em um post do BuzzFeed. Eu gostei muito das imagens quando as vi, e aqui estão os pôsteres de algumas viagens já feitas por mim. Há várias outras no post original.

Europe poster

Ainda há muitos países que eu quero visitar na Europa, como a Itália, Alemanha, Bélgica, Grécia e o Leste Europeu em geral – República Tcheca, Romênia… Sem contar voltar à França e Dinamarca, pois ainda não vi praticamente nada deste último. Mas esse está fácil, tem até um trem que vai direto de Linköping a Copenhagen.

Ireland poster

Eu adorei a Irlanda (as duas Irlandas). As paisagens são lindas. Gostaria de voltar à Irlanda para fazer uma road trip mais demorada pela mesma área onde eu e Erik estivemos (scenic routes). Vale muito a pena.

Portugal poster

É verdade, tem muito sol em Portugal. Acho que é um destino meio negligenciado por aqui. As pessoas que vão, adoram. Sem contar que é mais barato do que ir a outros países da Europa Ocidental.

Orient poster

Do que se considera Oriente, há tantos lugares que eu ainda quero conhecer. Indonésia, Vietnam, Camboja, Japão, China… e voltar à Tailândia, claro.

Palestine poster 2

Este é outro lugar –  na verdade, lugares – para onde quero voltar: Israel e Palestina, pois a viagem foi muito curta. Se tivesse que escolher, visitaria as diferentes áreas da Palestina, como o West Bank novamente. É muito bom ver com os seus olhos como as pessoas vivem nessas áreas tão agitadas do globo.

Não poderia faltar a Suécia!

Värmland

Värmland (vérmland), que significa terra quente, é um condado formado em grande parte pela província histórica de mesmo nome. A capital do condado é Karlstad. É lá que fica o maior lago da Suécia, o Vänern.

Göta Kanal poster

Göta kanal (Iióta canal), o Canal de Göta, é um canal de 190,5 Km de comprimento que atravessa a Suécia. Algumas de suas mais famosas comportas, atração turística importante, fica logo aqui, ao norte de Linköping. Chama-se Bergs slussar. Nunca fui lá. Não é sempre assim? Não visitamos as coisas que ficam em nossa região.

É uma pena não haver nenhum pôster do Brasil. Hoje me arrependo um pouco e não ter planejado mais viagens pelo Brasil ou América do Sul quando morava aí. O Brasil é enorme, e há muitos lugares que ainda quero conhecer. Vai ter que ser aos poucos.

Quero saber, agora, qual é aquele lugar que vocês definitivamente ainda vão visitar nesta vida. Pode ser mais de um.

A praia e o Rio Douro

Este é o último passeio em Portugal que mostrarei aqui. Meus pais me levaram a mais uma praia muito bonita, mas eu não me lembro o nome. Já procurei na Internet e nada. Perguntei ao meu pai por e-mail, mas ele só respondeu sobre a margem do Rio Douro, à qual também mostrarei mais adiante. Assim, fica sendo “a praia que vem antes da margem norte do Douro”.

A praia era bem bonita, o mar bem azul e profundo. Deu para perceber que a água devia estar um pouco gelada, pela cor, pela espuma, pela braveza.

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Muitas pedras, ondas batendo e gaivotas. Eu adoro gaivotas.

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Paramos para tomar algo neste bar gostoso. Eu bebi água mesmo.

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Ao seguir o caminho abaixo, chega-se à margem norte do rio Douro, onde há a ponte da Arrábida.

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Por que o nome Douro? Wikipedia:

Versões populares para a origem do seu nome são várias. Uma delas diz que provém do celta dur (água)[1]. Outra diz que, nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). Já outra versão diz que o nome do rio deriva do latim duris, ou seja, ‘duro’, atestando bem a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo). A derivação por via popular do seu nome sugere romanticamente uma ligação a “Rio de Ouro (D’ouro)”, mas tal não tem aderência histórica.”

Margem norte do Rio Douro, Porto
Margem norte do Rio Douro, Porto

Bem que aqui parece d’ouro mesmo:

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Rio Douro

Termina aqui a viagem por Portugal. Próximo destino: Escócia.

Retrospectiva 2012 II

Hoje está ainda mais frio do que ontem. Está -14C lá fora, mas aqui dentro está bem quentinho, ao som de Father John Misty. Acabei mais tarefas referentes aos estudos do semestre que vem (mais detalhes em outro post), fiz uma lasanha gigante e agora é hora de continuar com a retrospectiva 2012. Primeira parte aqui.

6) Conseguir um emprego na Inglaterra

Esta eu pensava que seria ainda mais difícil do que a da Noruega. A Inglaterra anda à beira de uma crise e o desemprego, principalmente entre os jovens, é alto. Eu sabia, também, que Liverpool não é uma capital. Os resultados não poderiam ter sido melhores. Procurei bastante, mandei muitos currículos online, mas o mais importante, fui a vários lugares pessoalmente. Eu havia decidido procurar por empregos simples, como garçonete, recepcionista etc. Mostrar-se é a melhor maneira de ter maiores chances. Eu recebi muitas ligações para entrevistas, inclusive para empregos melhores, como professora. Acabei ficando no Viva Brazil.

Castle Street, Liverpool
Castle Street, Liverpool

7) Ficar fluente em sueco

Esta meta ainda não foi conquistada 100%. Eu melhorei muito, principalmente pela experiência na Noruega. Eu apenas falava sueco no asilo e meus companheiros de apartamento eram todos suecos. Pratiquei muito lá e isso fez a maior diferença. Ainda assim, eu não fiz o principal, que é falar sueco todos os dias com o Erik. É difícil, dá preguiça e não é natural. Nossa língua, do casal, é inglês. Nos conhecemos assim. Mas não é desculpa, algumas horas por dia é algo bem possível.

8) Exercitar-me

Viajei na maionese e nem tentei realizar esta meta.

9) Fazer yoga

Idem. Mas pelo menos procurei grupos em Linköping e o preço é inacessível.

Tentei praticar yoga para continuar com o hábito saudável.
Yoga no forte de Jaisalmer, India

10) Retirar as pintas

Continuam aqui: a da boca e uma do braço.

11) Começar um dia vegan pela semana

Sim, decidi colocar no cardápio da semana um dia de comida vegan. Tem funcionado. Na verdade, percebi que algumas coisas que jea costumava cozinhar era vegan.

12) Aprender coisas para a casa

Esta meta não soa como Camila, mas eu queria mesmo aprender a plantar temperos e outras coisas. Tentei plantar algumas coisas, mas até agora, não avancei neste quesito.

Plantando cebolinha
Plantando cebolinha

13) Ler ao menos 10 livros

Eu fiquei por pouco nesta. Também, com tantas leituras para os cursos e um computador sempre disponível, não vale. Mas criei uma regra saudável: desligar o computador e ler um livro duas horas antes de ir para a cama. Nem sempre obedeço, como hoje, mas tenho tido sucesso.

Um dos livros que li em 2012 foi “O Vermelho e o Negro”, de Stendhal. Este livro é um clássico, um dos melhores romances já escritos sobre o século XIX. Ele me marcou muito, muito mesmo. Ainda penso constantemente no personagem principal, Julien (quase JuliAn). Este romance deveria ser leitura obrigatória em cursos de História Moderna.

o vermelho e o negro

14) Viajar

Esta meta está sempre presente desde que me mudei. O ano de 2012 foi muitíssimo melhor do que eu esperava e viajei muito. O que inclui uma visita aos meus pais em Portugal e à Louise em Oxford. As viagens foram: Noruega, Irlanda do Norte, Irlanda, Estados Unidos, Portugal, Inglaterra, Escócia e o Sälen, mais ao norte da Suécia. Nada mal mesmo.

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Eu e minha mãe em Murtosa
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No quarto de Louise, Oxford, Inglaterra

15) Fazer algo que eu nunca tenha feito

Esta é aquela meta que se repete todos os anos. Em 2012, fiz várias coisas que nunca havia experimentado antes, graças a Deus, como jogar pôquer em um campeonato e esquiar.

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Pôquer em Las Vegas, Estados Unidos
Sälen, Suécia
Sälen, Suécia

Havia mais metas, claro, a lista era longa e eu viajei mesmo em várias. Mas o fundamental é que realizei as mais importantes.

Agora gostaria de ver, nos comentários, quem fez alguma coisa nova em 2012, nunca feita antes. Não precisa ser nada muito exótico, eu mesma fiz várias coisinhas pequenas que contam.

Gruta das Moedas

Esta é uma atração meio escondida perto da região de Fátima. Trata-se de uma gruta localizada em São Mamede, mais ou menos aqui:

A gruta é uma atração turística da região. Está aberta à visitação, basta pagar um ingresso para se juntar ao grupo com guia que explica, de forma humorada, a história, a lenda e um pouco de geologia. Então por que essa gruta é importante? Justamente pela geologia, pelas antigas formações de estalactites e estalagmites. Volta à aula de geografia da escola. O que são estalactites? São aquelas “lanças” que se formam no teto de grutas pelo pingar da água. As estalagmites seriam os elementos que se formam no chão das cavernas, pelo pingar das estalactites do teto. O material se acumula no chão e forma a estalagmite. Vamos checar, porém, minha explicação em algum site mais oficial:

“Estalactites e estalagmites são o que conhecemos como espeleotemas, ou depósitos de minerais que formam as estruturas da caverna e revestem seu interior. As estalactites são as formações que se originam do teto das cavernas, como pingentes de gelo, enquanto as estalagmites dão a impressão de que estão saindo do chão e se assemelham a cones. Algumas podem levar milhares de anos para se formar, enquanto outras podem crescer rapidamente. Às vezes, as duas formações também são chamadas de gotejamento.

Podemos remeter as palavras estalactite e estalagmite à palavra grega “stalassein“, que significa “pingar”. Ela se encaixa direitinho, pois descreve a forma como as duas são formadas na natureza. Embora pareçam naturais e um pouco assustadoras, as estalactites e estalagmites crescem simplesmente em decorrência da água que passa sobre o material inorgânico e através dele.

As cavernas de calcário, onde a maior parte das estalactites e estalagmites é encontrada, são compostas principalmente de calcita, um mineral comum encontrado nas rochas sedimentares. As moléculas de calcita são constituídas de cálcio e íons carbonato e são chamadas de CaCO3, ou carbonato de cálcio. Quando a água da chuva cai sobre uma caverna e escorre pelas rochas, ela carrega o dióxido de carbono e os minerais do calcário. Se misturarmos água, dióxido de carbono e carbonato de cálcio, temos essa equação:

H20 + CO2 + CaCO3 = Ca (HCO3)2″

Adoro ver o que eu aprendi na escola. Adoro quando percebo que ainda lembro de várias coisas.

A parte visitável é de 350 m de extensão e chega a 45 m de profundidade. A gruta é de interesse científico justamente por abrigar tantas formações de estalactites e estalagmites, muitas bem antigas. A lenda do lugar conta o seguinte:

“Segundo a tradição, em tempos idos, um homem abastado destas redondezas ao passar por um bosque, em torno de um algar, foi assaltado por um bando de malfeitores que lhe tentaram saquear a bolsa de moedas que trazia à cintura. Com a confusão do assalto, o homem caiu para dentro do algar, levando consigo a bolsa de moedas tão cobiçada pelos assaltantes. Pelo precipício se espalharam e perderam irremediavelmente as moedas, dando ao algar o nome pelo qual ainda hoje é conhecido – Algar da Moeda.”
Mas a história é:
“As Grutas da Moeda situam-se em S. Mamede, concelho da Batalha, apenas a 2 km de Fátima. A sua descoberta aconteceu em 1971, por dois caçadores que perseguiam uma raposa que se terá refugiado num algar existente no meio do bosque. Movidos pela curiosidade, entraram e percorrendo o seu interior aperceberam-se da sua beleza natural, com galerias repletas de inúmeras formações calcárias.Durante vários meses o local foi sendo explorado pelos dois homens, permitindo a descoberta de várias galerias que se viriam a revelar de interesse científico e turístico e que hoje fazem parte da área visitável da gruta. Posteriormente, uma equipa de geólogos e espeleólogos confirmou o seu interesse científico, havendo desde esta fase e até aos dias de hoje, uma profunda preocupação na preservação rigorosa da gruta e de toda a área envolvente.”
Na realidade, a gruta é um patrimônio natural valioso, explorado comercialmente pela inciativa privada. Hum. :/ De qualquer maneira, visitei a gruta com meus pais e o interior é muito bonito. A administração do lugar instalou luzes por toda a área visitável, o que gera um efeito de luz e sombra bem legal.
Gruta das Moedas
Estalactites e estalagmites - Gruta das Moedas
Estalactites e estalagmites – Gruta das Moedas
Lago da Felicidade (é artificial)
Lago da Felicidade (é artificial)

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Saída
Saída

Aqui tem uma visita virtual à gruta. A entrada custa oito euros para adultos.

As ruas do Porto

Mais uma cidade visitada em Portugal, o Porto, uma das cidades mais importantes do país. Da Wikipedia:

A cidade do Porto é conhecida como a Cidade Invicta. É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, pelas suas pontes e arquitectura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, e por um dos seus clubes de futebol, o Futebol Clube do Porto.

Eu fui duas vezes ao Porto, a primeira com meus pais e a segunda com a minha mãe apenas, para ver algumas lojas. Do pouco que vi, achei a arquitetura bem bonita, há várias ruelas e parece ser uma cidade agitada em relação à vida cultural. O Porto era a segunda opção para eu e Erik morarmos no segundo semestre do ano passado, mas acabamos por escolher Liverpool. Aqui mostro um pouco do dia que passei com os meus pais caminhando pelas ruas do Porto. Fomos de trem e descemos na Estação de São Bento:

Estação de São Bento
Estação de São Bento à direita

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Logo na estação já se vê os típicos azulejos portugueses:

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Há um castelo perto da estação:

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Infelizmente não tirei muitas fotos do Porto, acho que estava cansada. Basicamente caminhamos bastante por várias ruas comerciais do centro até encontrarmos um café tradicional da cidade, maravilhoso, onde vale a pena parar tomar ou comer algo, o Café Majestic, na principal rua de comércio, a Santa Catarina. É um café muito bonito todo decorado com espelhos e madeira, em estilo Art Nouveau. Parei com os meus pais para tomar um café:

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Quando anoitece, é hora de voltar para a Murtosa. Pôr-do-sol no Porto:

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Mas antes fizemos uma parada na famosa rede El Corte Inglés. Compramos o jantar que eu e minha mãe já fomos comendo  no carro: pão ciabata, pesto, azeitonas verdes e rúcula. Fiz os sanduíches  no banco de trás e estavam uma delícia.

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Delicatessen no Corte Inglés

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Praia do Furadouro

Quando soube que ia viajar para Portugal, logo pensei em praia e sol. Visitei algumas praias, sim, mas acabei não passando o dia na praia, de bíquine, nadando. Não tem problema, pois era fim de verão e a água já devia estar meio fria.

Uma das praias visitadas foi a de Furadouro, ao norte da Torreira, no munício de Ovar, no distrito de Aveiro, onde fica aquela cidade de mesmo nome que mostrei aqui há poucos dias.

Achei a praia bem bonita, havia vários surfistas, as ondas devem ser boas. Como é bom estar perto do mar.

Praia do Furadouro
Praia do Furadouro

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Pôr-do-sol em Furadouro
Pôr-do-sol em Furadouro

Vocês devem ter percebido que eu apareço bastante nas fotos dessa viagem. É porque foram fotos tiradas pelo meu pai. Estou mesclando fotos minhas e dele nos posts sobre Portugal.

A Universidade de Coimbra

Mais um passeio em Portugal: desta vez fui com meus pais a Coimbra:

Eles queriam muito me mostrar a Universidade de Coimbra. A cidade tem 143.396 habitantes e é a mais antiga do país, assim como a universidade, sua marca registrada. Fundada em 1290, a Universidade de Coimbra é também uma das mais antigas da Europa. Escritores hoje clássicos da literatura portuguesa estudaram lá: Eça de Queiroz, Antero de Quental, Camões, Almeida Garrett, Gregório de Matos, Tomás Antônio Gonzaga e outros. Quem já leu algum deles? Eu já li “O Primo Basílio”, de Eça de Queiroz, gostei muito. O sociólogo Boaventura de Souza Santos também estudou em Coimbra. Aqui há uma lista dessas pessoas.

Universidade de Coimbra:

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Os estudantes têm que usar uma roupa super tradicional, o traje acadêmico:

Capa e Batina em Portugal é considerado o uniforme académico do estudante da Universidade de Coimbra. Deriva das vestes eclesiásticas e, desde sempre, é composto pela batina e capa.

[…]

A “capa e batina”, também apelidado de “traje académico” nas Universidades do país (à excepção de Coimbra no qual se mantém o nome “capa e batina”), é composto por uma batina, que foi reduzida a uma casaca (copiada das vestes burguesas), colete, gravata preta, camisa branca, calças simples, sapatos simples, e por uma capa, que deverá tocar no chão, quando colocada sobre os ombros, sem dobras. Esta é a indumentária reservada aos homens, que também podem usar um gorro simples, sem borla. As senhoras, em vez da batina, usam um casaco pela cinta, uma camisa branca, uma saia travada e abaixo do joelho, meias compridas, pretas e não opacas, sapatos pretos e clássicos, e uma capa igual à dos homens.

As origens do traje académico masculino remontam ao século XVI, embora o actual modelo provenha das vestes burguesas de finais do século XIX e inícios do XX, quando estas substituíram o traje talar.

Logo que chegamos ao campus, vimos vários estudantes com o traje.

Estudantes com o traje acadêmico
Estudantes com o traje acadêmico
Paço da Universidade de Coimbra
Paço da Universidade de Coimbra
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Eu e minha mãe, bem pequeninas na foto
Portal da Capela de S. Miguel
Portal da Capela de S. Miguel

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A universidade tem um feeling bem legal em certas partes, deve haver muitos programas interessantes para se estudar.

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Depois da visita à universidade, passeamos um pouco pela cidade:

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Mais insatisfação em Coimbra:

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