2

O centro de Milão: catedral Duomo e um dos shoppings mais antigos do mundo

Os próximos posts neste blog, assim como o último sobre a festa de formatura do mestrado, mostrarão um pouco do que fiz neste primeiro semestre deste ano até agora, a metade, o mês de julho. Assim que eu voltei do Brasil, no dia 02 de março, não se passaram nem dois dias e eu e Erik fizemos uma mini-viagem à Itália. Eu nunca tinha estado nesse país, então foi super excitante.

Eu tinha uma imagem não muito positiva da Itália, algo como um país meio decadente, já saudoso dos tempos mais prósperos. Devo esse estereótipo a certas imagens que tenho da classe média besta brasileira da região de onde venho, sempre colocando nomes italianos em tudo, prédios, restaurantes… Essa breguice de síndrome de cão vira-lata. Mas mudei de ideia, não a respeito da classe média, mas da Itália. É um país lindo – ao menos o pouco que vi em quatro dias. Adorei.

Eu e Erik passamos um fim-de-semana prolongado em Milão, dita capital da moda italiana. O que queríamos era celebrar a minha volta à Suécia, e não há nada melhor do que uma viagem a dois desse tipo, tranquila, gostosa, sem mochilão. Para namorar muito, comer e dormir.

Já começo com uma foto minha a caminho de uma das principais atrações da cidade. Infelizmente, como já faz tempo, não me lembro de todos os nomes dos lugares. Essa foto mostra um pouco de algumas ruínas em uma rua cheia de butiques vintage muito legais, localizada entre a área onde me hospedei (Navigli) e a praça principal de Milão (Piazza del Duomo) na parte central da cidade.

2015-03-05 16.22.24

Um dos principais pontos turísticos a se visitar em Milão – e vale a pena, pela beleza – é essa praça que acabei de mencionar, onde fica a Duomo di Milano, a catedral da cidade. É a praça central; a praça em si é bem bonita, mas está cheia de poluição visual: outdoors da H&M, faixa do Mc Donald’s, o que estraga um pouquinho da suntuosidade da arquitetura. Mas não é nada que estrague o passeio, claro

Os dias de primavera estavam lindos, claros, frescos, uma temperatura por volta de 10C. Depois de sete meses de verão na Jamaica e no Brasil, eu não me importei em nada de pegar um “inverninho” na Itália. Vejam a cor do céu:

2015-03-05 16.43.07
Duomo di Milano (catedral) na Piazza del Duomo (praça), Milão

2015-03-06 17.40.42

Monumento ao Rei Victor Emmanuel II
Monumento ao Rei Victor Emmanuel II

A catedral é linda, se compara à Catedral de Notre-Dame na minha opinião. De acordo com a Wikipedia, a catedral levou seis séculos para ser construída. É a quinta maior do mundo e segunda da Itália.

2015-03-05 16.43.32-2

2015-03-05 16.46.44

2015-03-05 16.46.30

Porta trabalhada
Porta trabalhada

A entrada é gratuita.

2015-03-05 17.15.06

2015-03-05 17.09.51

Quem foi criado com um pouquinho que seja de tradição católica (ir à missa uma vez ao ano, funerais e casamentos), deve reconhecer o drama da decoração católica.

2015-03-05 17.09.59

2015-03-05 17.11.47-1

Nessa catedral tem a coisa que mais gosto de ver em uma igreja. Por conta de uma curiosidade mórbida, ou gosto pelo mistério, sempre adorei ver corpos mumificados nas igrejas:

2015-03-05 17.12.52

É de verdade. Eu me agachei e consegui ver uma partezinha do crânio.

2015-03-05 17.13.02

Na mesma praça, à esquerda da catedral para quem a olha de frente, fica uma outra atração muito famosa: a Galleria Vittorio Emanuele II, um shopping arcade, ou centro comercial em uma arcada, um dos shopping centers mais antigos do mundo, construído no século 19. O arco que marca a entrada é divino, mas a façada estava sendo reformada e tudo estava coberto por um anúncio gigante da H&M. Dentro, o centro é amplo, o teto é altíssimo com uma abóbada ao centro, e há lojas das mais finas. Muitos dos turistas que vi estavam apenas olhando e tirando fotos, como eu.

2015-03-06 20.25.40
Galleria Vittorio Emanuele II, Milão

Havia também várias pessoas vendendo flores e pequenas bugigangas, mas quando os seguranças chegavam, o povo corria. Adoro esse contraste de riqueza do outro mundo com a vida real. Os vendedores de flores & bugigangas são bem insistentes e estão não só aqui, nessa galeria, mas como também na praça. Muitos são imigrantes.

2015-03-06 20.27.16

2015-03-06 20.25.51

2015-03-06 20.27.37

Perto de uma das saídas da galeria, fica o famoso Teatro alla Scala, mas só o mostrarei em um outro post. Nessa mesma área, ao redor da praça, perto da galeria e do teatro, há muitas e muitas ruas de comércio.

Comércio
Comércio

2015-03-07 17.50.44

Mais para perto da catedral e dos museus ao pé dela, há vários restaurantes também. Achamos, sem querer, uma padaria que foi assim o meu lugar preferido para comer em Milão – e experimentamos vários. É uma padaria (rede) que vende de tudo: pizza, focaccia e muitas delícias. Chama-se Princi. Não é caro, perfeito para café-da-manhã, almoço… Mas também um jantar cedo, por que não? Para quem gosta de pizzas e pães maravilhosos… Eu, apesar de não gostar de rotina, também sou uma pessoa de hábitos circulares, assim como os cachorros (foi o Milan Kundera que escreveu que os cachorros tem uma noção de tempo circular). Assim, quando eu descubro um lugar para comer que amo, quero sempre voltar lá, frequentemente, e comer a mesma coisa. Por isso fomos a Princi acho que em três dos quatro dias que ficamos em Milão, para um “almoço” bem tarde. Essa padaria fica na Via Speronari, a menos de cinco minutos da praça Duomo.

Comida deliciosa no Princi
Comida deliciosa no Princi

Não faltam alternativas ótimas para comer em Milão. A cidade é cheia de restaurantes, padarias, bares, confeitarias… A comida estava uma delícia em todos os lugares que comi. A pizza, o macarrão, os pães são muito bons. Amei a comida lá.

Uma das muitas delicatessens em Milão
Uma das muitas delicatessens em Milão

Um pouco deste semestre

Quem acompanha este blog há tempos sabe que eu sempre gosto de mostrar os lugares onde vivo ou para onde viajo. Desta vez foi uma exceção: fora o post sobre o local onde moro, não há nada por aqui que mostre essa cidade fofa que é Lund. Eu simplesmente não tive tempo, ou me desesperei demais e pensei não ter tempo para essas coisas – fotografar a cidade. Uma pena, pois são essas “coisas” que realmente são mais relaxantes e divertidas. Tenho algumas poucas fotos tiradas com o celular em diferentes  ocasiões, às quais aproveito para postar aqui.

1) Seminário do curso de gerenciamento

Tivemos muitos seminários neste programa de mestrado até agora, em diferentes formatos: apresentações, debates, role play, discussões… Os professores nos tratam como bebês e falam que vale nota, mas nunca vale. No seminário abaixo, o grupo estava apresentando a quantas andava a proposta de projeto “de desenvolvimento” que tivemos que elaborar ao longo do semestre. Três professores dos cursos de Saúde Pública, Desenvolvimento Sustentável/Manejo de Recursos Naturais e  Desenvolvimento Rural e Urbano estavam lá para ajudar com sugestões e também nos colocar na parede.

2014-03-05 15.08.57

O projeto do meu grupo foi sobre soberania alimentária no Haiti:

2014-03-05 15.09.15Problem tree

2) Dia Internacional das Mulheres

Teve demonstração no dia Internacional das Mulheres. Eu e Erik acompanhamos a demonstração, que também incluiu protestos por conta de problemas no sistema de saúde e polícia.

2014-03-08 15.23.28Praça principal de Lund, onde se concentram muitas demonstrações

2014-03-08 15.23.31

“Luta das mulheres é luta de classes”

3) St. Patrick’s Day

Eu e alguns amigos da classe comemoramos o St. Patrick’s em um bar meio parado onde não estava acontecendo muita coisa. No caminho de volta para casa, vimos que o pub abaixo, o John Bull, ainda estava aberto, e uma banda tocava músicas típicas irlandesas como Whiskey in the Jar.

Acabamos decidindo entrar e tomar mais uma, e foi muito divertido.

2014-03-18 01.10.34

Eu, Augusto (Itália) e Mirsini (Grécia)

2014-03-18 01.11.42

4) Lebres aproveitam a primavera

Sempre há lebres no extenso jardim atrás da casa onde moro. Adoro vê-los quase diariamente. Eles estão aproveitando o mato e as flores.

2014-04-25 19.10.57

5) Surpresas da Páscoa 2014

Como já virou costume, meus pais enviam uma caixa pesada de surpresas de Páscoa todos os anos. Amo receber caixas!

2014-05-18 16.58.12

Meu ovo favorito

Este ano veio uma surpresa especial, inesperada:

2014-05-18 16.58.29Cachaça Nega Fulô

Amei, ainda nem abri.

6) Penúltimo piquenique para celebrar a entrega do penúltimo trabalho

Ainda faltava um trabalho e mais uma celebração, hehe, mas esta já estava em clima de despedida. Todos estavam felizes, pois tínhamos acabado de entregar a proposta de projeto mencionada no item 1. Ainda faltava mais um exame (e um rascunho de proposta de tese, para mim), mas já dava para sentir as férias. O dia estava lindo no Stadsparken (“Parque da Cidade”), onde fizemos o piquenique.

2014-05-30 20.40.54

Da esquerda para a direita: Joana (Suécia – saiu do programa depois do primeiro semestre), Dayu (Indonésia), Florence (Canadá), Yasmin (Suécia), namorado da Lívia e Emelie (Suécia).

 

2014-05-30 18.44.25Da esquerda para a direita: Florence, Emelie, Anna Lena (Suécia – fala Português fluentemente, morou no Brasil) e Sara (Suécia).

 

2014-05-30 18.44.39Da esquerda para a direita: Augusto (Itália), Anna (Suécia) e Andrei (Bielorrússia)

Picnic may 14

7) Visita ao cavalo de Elena em Lomma

Elena também é da classe. Viramos amigas, adoro ela. Ela é alemã, mas mora na Guatemala com o namorado guatemalteco. A irmã dela mora aqui em Lund e acabou de comprar uma fazenda, que não é a que está abaixo. O local da foto é um aras onde pessoas pagam uma taxa para que os cavalos morem lá. Elena e a irmã tem um cavalo que está lá. Também não é o da foto abaixo, mas sim o marrom das últimas duas fotos.

2014-06-11 19.03.17

2014-06-11 19.03.34

Estávamos muito cansadas, pois tínhamos acabado de entregar a última tarefa do primeiro ano, um rascunho de proposta de tese de mestrado. Eu não aguentava mais ficar sentada em frente ao computador, então fomos a Lomma para alimentar o cavalo e limpar o estábulo. Lomma fica nos arredores de Lund. Depois disso tudo, fomos até a praia de Lomma, caminhamos, foi uma delícia.

2014-06-11 19.04.02Elena e seu cavalo

 

2014-06-11 19.04.18

No primeiro semestre de 2015, se tudo der certo, estarei de volta a Lund. Aí tentarei tirar fotos da cidade.

Os vira-latas de Linköping

Vira-latas são adoráveis, como todos os outros animais, não? Mas aqui em Linköping, os vira-latas são um pouco diferentes. Eles têm orelhas bem finas e pontudas.  Eles têm pelo bem macio. Eles são dentuços. Eles comem grama. Eles são… coelhos! Ou melhor, lebres. Aqui tem muito coelho solto pela cidade, nem tanto pelo centro, mas sim pelos bairros residenciais, como onde moro. Não sei como pode uma cidade ter coelhos assim, vira-latas, comendo no jardim dos outros, é incrível. Deve ser pelo fato de haver uma floresta próxima, talvez eles venham de lá. Fato é que os vejo quase todos os dias aqui no jardim do prédio. Acho que tem sempre um mesmo que vem aqui, comer as gramíneas. No inverno dá para ver muitas pegadas na neve, muitas mesmo; aí sem tem uma ideia da quantidade de coelhos soltos por aqui. De madrugada é também um bom período do dia para vê-los – aí eles tomam conta da cidade, junto com passarinhos (na primavera, pois no inverno os pássaros são espertos e imigram).

Assim, todos os dias vou à janela para ver se flagro alguma dessas delícias comendo grama bem em frente do prédio.

DSC08227

Jardim em frente ao prédio, a primavera já havia chegado. Há algo na grama?

Sim, um coelho!

DSC08223

DSC08225Eles comem bastante.

DSC08221

DSC08228

Na grama mais verde do vizinho

DSC08235

Agora são dois.

DSC08232Fugindo

Há mais ou menos um mês atrás, havia uma pata que passou um bom tempo aqui no jardim também. Não sei se ela estava doente, pois os patos vivem no rio, logo abaixo da próxima rua. Ela ficava sentadinha na grama, andava para lá e para cá comendo do chão. Eu acabei levando comida todos os dias que a via, e também água em um potinho. Ela era tão inteligente que logo aprendeu a me reconhecer, aprendeu a reconhecer o meu assobio, os meus beijinhos e a beber a água do potinho. Isso pode parecer fácil para quem tem passarinhos em gaiola, mas patos selvagens não sabem para que servem o potinho. eu fui jogando pedacinhos de pão até ela chegar bem próxima ao potinho. Ela logo percebeu que o pão e a ração para passarinhos eram muito secos. Então ela me ensinou a colocar a comida na água. Um dia ela não voltou mais, mas eu fiquei feliz, pois provavelmente ela se sentiu bem e foi embora. Afinal, patos não vivem em jardim, ela precisa de água para nadar.

Sintam-se à vontade para contar histórias de interação com animais.

DSC08182a

Primavera em Paris

No fim-de-semana passado, eu e Erik não estávamos na pacata Linköping. Estávamos em um cidade linda, divertida, deliciosa: Paris. Ir a Paris foi a primeira viagem do ano, espero que seja apenas uma entre muitas por vir. Infelizmente esta viagem não foi bem documentada em fotos, então não haverá muitos posts. Sei que é uma decepção, mas é que minha câmera está realmente cansada. Tenho três baterias, a original e duas genéricas. No começo,  todos funcionavam bem, mas agora duram apenas uma tarde se eu bater muitas imagens. Para piorar, esqueci o carregador com uma das baterias aqui em Linköping. Assim, eu tinha apenas duas baterias comigo; a segunda acabou no segundo dia. Ou seja, há muitos lugares e situações dos quais não tenho fotos, uma pena muito grande. Não haverá muitos posts nem muitas fotos divertidas. Acredito que eu só tenha uma meia dúzia de fotos onde eu apareça. Por outro lado, isso é motivo para ir de novo a Paris!

Para começar, Paris fica aqui (todos sabem onde, mas eu gosto de colocar mapas):

Por que fomos a Paris? Fora o fato a França ser um país que eu queria visitar, Paris foi uma escolha dentro de possibilidades definidas previamente. Há uns dois anos atrás, eu ganhei do pai do Erik, de Natal, uma caixinha chamada Smartbox. É um “vale-experiências” para dar de presente. Eu ganhei um vale para duas noites para um casal em um hotel fino daqui. Depois de adiarmos bastante essa escapada de fim-de-semana por aqui, eu e Erik descobrimos que havia a possibilidade de trocar o vale por um outro, “Fim-de-semana em Paris” (Weekend in Paris). Pagamos a diferença e pronto.

Os hotéis variavam em luxo e localização. Eu escolhi um mais simples, um pouco mais longe do centro, mas com três noites e café-da-manhã – que logicamente quase nem aproveitei, pois estava de ressaca todos os dias. George Sand era o nome do hotel de três estrelas e ficava em Courbevoie, um bairro bem tranquilo, residencial, a 15 minutos da principal área de negócios de Paris, La Défense, localizada fora do centro de Paris:

O hotel era bem fofo e antigo, bem decorado, muito limpo e simples. Assim que cheguei, cansada do vôo da Ryan Air que partiu da Suécia às 6.30 de sexta, 12 de abril, logo senti um perfume no ar. Já sabia que a estadia seria ótima.

DSC08180

Entrada, hotel George Sand

DSC08179

DSC08178Escada que leva aos quartos (há um elevador também)

Quarto de casal:

DSC08111

DSC08118

DSC08110

Deixamos as malas e fomos logo almoçar em uma das muitas maravilhosas boulangeries/patisseries, que são as coisas mais maravilhosas de Paris. São lojinhas pequenas, geralmente sem mesas nem cadeiras, onde se vende todos os tipos de pães, quiches, sanduíches (baguetes, ciabatta, paninis), tortas e outros salgados desse tipo, além dos doces divinos – bolos, macarons, e muitas outras delícias. Eu e Erik compramos um sanduíche gigante na baguete para ele, um quiche de cebola, um tipo de baguete menor e mais fina com mussarela ervas e tomates para mim, além de sonhos recheados com nuttela e um enorme pedaço enorme de bolo de chocolate para o almoço. Sentamos em um banco em frente ao hotel e comemos muito, enquanto locais passavam tranquilos, muitos com seus sanduíches de baguete em mãos. Essas boulangeries são o que mais gostei de Paris em termos culinários. É tudo o que eu gosto em um lugar. É isso que eu quero que exista na Suécia.

Boulangerie na rua do hotel:

DSC08184

DSC08183

DSC08182

Os bonitos e gostosos macarons

Depois de muita comida, atravessamos a rua e subimos ao nosso quarto. Estávamos exaustos, assim dormimos enquanto chovia na capital francesa. Ao acordarmos, choveu até granizo. Primavera atrasada em Paris.

DSC08112Momentos antes de o granizo cair, vista da sacada do quarto

DSC08113

Muito granizo

Depois de descansada, arrumei-me para sair (foto bem mais acima, sentada na cama), rumo a Bastille.

 

Hotel George Sand

18 Avenue Marceau

92400 Courbevoie – France

+33 1 43 33 57 04

reception@georgesandhotel.net

Mais uma novidade: primeira viagem de 2013

caffe tour

Mal posso acreditar que já vou poder viajar novamente! É a primeira viagem deste ano. É aqui no mesmo continente mesmo; eu e Erik vamos, dentro de duas semanas, para a França. Passaremos três noites em Paris. E será primavera… Dizem que é a época mais bonita e romântica para visitar Paris.

O bom é que o Erik já esteve lá, então ele meio que já sabe como se virar nessa cidade enorme e o que há para ser visto em tão pouco tempo. Além de ir aos lugares óbvios, como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e o Louvre, o que mais quero fazer mesmo é:

Tomar vinho francês

vin

Comer baguetes/croissant/pão em geral, além de bolos

Tomar champanhe francês

Sentar em cafés por horas e beber muito café

cafe

Eu e o Erik pegamos o vôo da Ryan Air no dia 12 de abril, uma sexta, e voltamos na segunda seguinte. É pouco tempo, mas vai dar para aproveitar muito.

A viagem foi, em termos, um presente do pai do Erik. Há uns dois anos, ele me deu de presente de Natal uma caixinha chamada Smartbox. Era um vale para uma noite em um hotel luxo aqui na Suécia. Eu acabei trocando por uma outra caixinha, chamada “fim-de-semana em Paris”. Paguei a diferença para receber esse vale de três noites em um hotel decente em Paris. As passagens são por nossa conta, claro. Não vejo a hora.

 

DSC07696

Primavera no Trädgårdsförening

Quando a primavera chega, ou ameaça chegar (temperaturas acima de 10C), os suecos ficam todos agitados. As lojas se enchem de roupas de verão que só podem ser usadas em outros países mais quentes, e o cheiro de churrasco e flores predomina nas ruas. Mesmo que esteja 16 ou 17 graus, basta fazer um solzinho para que os suecos – principalmente as meninas – coloquem as roupas mais curtas e saiam para tomar sol.

Um parque muito popular se chama Trädgårdsförening e fica a uns dez minutos de bicicleta. É lá que muitos aproveitam os dias de sol. Um fato interessante é que muitas pessoas tomam sol com roupas de baixo, muitas meninas relaxam e ficam de sutiã. Ninguém olha, ninguém se importa. As meninas bem jovens, de 16, 17, às vezes exageram e ficam peladas demais, um tanto sem noção. Ainda assim, ninguém repara. É ótimo.

Em um dia de sol – o contrário de hoje, dia cinza de chuva e 6 C em junho, o Trädgårdsförening fica assim:

O parque se enche de flores, é muito lindo:

Esta é uma das cenas mais esperadas depois do inverno, as primeiras folhinhas verdes:

Suecos se estiram e tomam sol.

Os suecos realmente têm o hábito de se sentar em parques ou em gramados no meio da cidade mesmo. Não é mal visto, pelo contrário, muito comum.

Lá tem uma floricultura – os suecos, no geral, adoram jardinagem, flores, plantar seus próprios legumes…

Também há um café:

Tropikhuset: “a casa tropical” – nem tanto.

Não há praia por aqui, então nos contentamos com o parque.

Update:

Tivemos mais uns dias de sol na primavera, então o parque ficou ainda mais lindo e florido:

01.06.12

DSC07546

Primeira praia sueca

Muita gente deve pensar que Suécia rima com gelo, não praia. É verdade que rima com gelo, mas também com praia. A Suécia tem um litoral vasto. Visitei o litoral sudeste do país enquanto passava a Páscoa em Österlen. Foi a primeira vez que fui à praia aqui e precisava matar a saudade do mar.

Uma mistura de campo e praia

Como ainda estava frio, o povo levou até garrafa térmica de café para a praia:

Suecos curtem praia.

Erik e seu pai

O mar avançou.

O outro lado

Eu acredito que os suecos tenham uma resistência a mais contra o frio. Os meninos abaixo acabaram tirando os casacos, sapatos, meias e arregaçando as calças para brincarem na água.

Após a visita à praia, fomos a uma cidadezinha chamada Kivik, famosa pela produção de maçãs – já encontrei geléia dessa empresa no Brasil, por um mercado anual dessa mesma empresa e outras coisinhas. Há uma delicatessen com muitas coisas gostosas, desse tipo de loja que eu adoro entrar para ver os azeites caros etc. Mas o que eles vendem mesmo é peixe e frutos do mar. Estava cheia:

Arredores
O dinheiro está lá.

Macieiras secas

O passeio acaba no café Annorlunda (significa diferente), famoso por ter um sistema de bufe onde se come à vontade:

Café Annorlunda