Um pouco deste semestre

Quem acompanha este blog há tempos sabe que eu sempre gosto de mostrar os lugares onde vivo ou para onde viajo. Desta vez foi uma exceção: fora o post sobre o local onde moro, não há nada por aqui que mostre essa cidade fofa que é Lund. Eu simplesmente não tive tempo, ou me desesperei demais e pensei não ter tempo para essas coisas – fotografar a cidade. Uma pena, pois são essas “coisas” que realmente são mais relaxantes e divertidas. Tenho algumas poucas fotos tiradas com o celular em diferentes  ocasiões, às quais aproveito para postar aqui.

1) Seminário do curso de gerenciamento

Tivemos muitos seminários neste programa de mestrado até agora, em diferentes formatos: apresentações, debates, role play, discussões… Os professores nos tratam como bebês e falam que vale nota, mas nunca vale. No seminário abaixo, o grupo estava apresentando a quantas andava a proposta de projeto “de desenvolvimento” que tivemos que elaborar ao longo do semestre. Três professores dos cursos de Saúde Pública, Desenvolvimento Sustentável/Manejo de Recursos Naturais e  Desenvolvimento Rural e Urbano estavam lá para ajudar com sugestões e também nos colocar na parede.

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O projeto do meu grupo foi sobre soberania alimentária no Haiti:

2014-03-05 15.09.15Problem tree

2) Dia Internacional das Mulheres

Teve demonstração no dia Internacional das Mulheres. Eu e Erik acompanhamos a demonstração, que também incluiu protestos por conta de problemas no sistema de saúde e polícia.

2014-03-08 15.23.28Praça principal de Lund, onde se concentram muitas demonstrações

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“Luta das mulheres é luta de classes”

3) St. Patrick’s Day

Eu e alguns amigos da classe comemoramos o St. Patrick’s em um bar meio parado onde não estava acontecendo muita coisa. No caminho de volta para casa, vimos que o pub abaixo, o John Bull, ainda estava aberto, e uma banda tocava músicas típicas irlandesas como Whiskey in the Jar.

Acabamos decidindo entrar e tomar mais uma, e foi muito divertido.

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Eu, Augusto (Itália) e Mirsini (Grécia)

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4) Lebres aproveitam a primavera

Sempre há lebres no extenso jardim atrás da casa onde moro. Adoro vê-los quase diariamente. Eles estão aproveitando o mato e as flores.

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5) Surpresas da Páscoa 2014

Como já virou costume, meus pais enviam uma caixa pesada de surpresas de Páscoa todos os anos. Amo receber caixas!

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Meu ovo favorito

Este ano veio uma surpresa especial, inesperada:

2014-05-18 16.58.29Cachaça Nega Fulô

Amei, ainda nem abri.

6) Penúltimo piquenique para celebrar a entrega do penúltimo trabalho

Ainda faltava um trabalho e mais uma celebração, hehe, mas esta já estava em clima de despedida. Todos estavam felizes, pois tínhamos acabado de entregar a proposta de projeto mencionada no item 1. Ainda faltava mais um exame (e um rascunho de proposta de tese, para mim), mas já dava para sentir as férias. O dia estava lindo no Stadsparken (“Parque da Cidade”), onde fizemos o piquenique.

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Da esquerda para a direita: Joana (Suécia – saiu do programa depois do primeiro semestre), Dayu (Indonésia), Florence (Canadá), Yasmin (Suécia), namorado da Lívia e Emelie (Suécia).

 

2014-05-30 18.44.25Da esquerda para a direita: Florence, Emelie, Anna Lena (Suécia – fala Português fluentemente, morou no Brasil) e Sara (Suécia).

 

2014-05-30 18.44.39Da esquerda para a direita: Augusto (Itália), Anna (Suécia) e Andrei (Bielorrússia)

Picnic may 14

7) Visita ao cavalo de Elena em Lomma

Elena também é da classe. Viramos amigas, adoro ela. Ela é alemã, mas mora na Guatemala com o namorado guatemalteco. A irmã dela mora aqui em Lund e acabou de comprar uma fazenda, que não é a que está abaixo. O local da foto é um aras onde pessoas pagam uma taxa para que os cavalos morem lá. Elena e a irmã tem um cavalo que está lá. Também não é o da foto abaixo, mas sim o marrom das últimas duas fotos.

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Estávamos muito cansadas, pois tínhamos acabado de entregar a última tarefa do primeiro ano, um rascunho de proposta de tese de mestrado. Eu não aguentava mais ficar sentada em frente ao computador, então fomos a Lomma para alimentar o cavalo e limpar o estábulo. Lomma fica nos arredores de Lund. Depois disso tudo, fomos até a praia de Lomma, caminhamos, foi uma delícia.

2014-06-11 19.04.02Elena e seu cavalo

 

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No primeiro semestre de 2015, se tudo der certo, estarei de volta a Lund. Aí tentarei tirar fotos da cidade.

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Courbevoie e arte no distrito financeiro de Paris

Uma das melhores partes em se fazer estes posts sobre viagens passadas é exatamente relembrá-las. Não sei, mas Paris me deixou com uma impressão forte, uma saudade imensa. Que delícia de fim-de-semana que tivemos. O primeiro post da viagem à França mostrou o hotel e uma boulangerie com macarrons deliciosos – de verdade, pois eu os experimentei, a um euro cada. Agora vou aproveitar para mostrar o bairro onde fica o hotel, chamado Courbevoie, a 10 minutos do distrito financeiro de Paris, La Défense.

Courbevoie não tem nada de mais, mas é interessante por ser relativamente perto do centro de Paris (muito fácil e perto se você for de metrô), mas ao mesmo tempo mais reservado. Quase não vimos turistas, a não ser a meia dúzia que estava hospedada no hotel. É um bairro simples, sem nada de mais, mas pelo menos vimos pessoas comuns que vivem lá – velhinhas puxando o carrinho de feira, etc. Ou seja, é um bairro tranquilo para ficar, e ao mesmo tempo, com acesso fácil ao trem e metrô.

Courbevoie

O hotel ficava um pouco depois desse restaurante chinês. A ponte ao fundo é a linha de trem.

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Bairro residencial:

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Mas com muitos comércios daquele tipo que já morreu em cidades maiores (peixaria, loja de queijos, açougue, padarias e outros).

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As boulangeries, como já mostrei no outro post, estão por todo lado. É uma tentação enorme, eu queria comer o tempo inteiro.

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Estava um clima de primavera fria e chuvosa. Tinha acabado de chover, e ainda ía cair um pouco mais de água. A temperatura estava por volta de 10-13C, o que deixou os dois turistas suecos muito felizes.

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O metrô fica a uns 10 minutos de caminhada do hotel. Fica em La Défense mesmo. Segundo a Wikipedia, La Défense é não apenas o centro financeiro de Paris, mas também o maior da Europa. Foi legal ter podido ver essa área, onde o povo corporativo trabalha. Do contrário, quando que eu iria visitá-la? Nunca. Não há nada para fazer por lá, só há shoppings. Os prédios são muito altos, bonitos. Não se compara a Manhattan, mas bonitos. Eu me senti um pouco em São Paulo ao caminhar para o metrô todos os dias.

La Défense

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Bem perto da estação do metrô, ficava esse complexo com um tipo de anfi-teatro/palco gigantesco. Chama-se La Grande Arche de la Défense, construído por arquitetos dinamarqueses. O Erik deve ter sentido um feeling nórdico no monumento, pois ele adorou.

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E tinha um dedo também. É uma escultura gigante chamada Le Pouce (“O Polegar”), do artista César Baldaccini, de Marseille. Aparentemente, há várias dessas esculturas de dedões espalhadas pelo mundo. Alguém já viu uma outra?

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Primavera em Paris

No fim-de-semana passado, eu e Erik não estávamos na pacata Linköping. Estávamos em um cidade linda, divertida, deliciosa: Paris. Ir a Paris foi a primeira viagem do ano, espero que seja apenas uma entre muitas por vir. Infelizmente esta viagem não foi bem documentada em fotos, então não haverá muitos posts. Sei que é uma decepção, mas é que minha câmera está realmente cansada. Tenho três baterias, a original e duas genéricas. No começo,  todos funcionavam bem, mas agora duram apenas uma tarde se eu bater muitas imagens. Para piorar, esqueci o carregador com uma das baterias aqui em Linköping. Assim, eu tinha apenas duas baterias comigo; a segunda acabou no segundo dia. Ou seja, há muitos lugares e situações dos quais não tenho fotos, uma pena muito grande. Não haverá muitos posts nem muitas fotos divertidas. Acredito que eu só tenha uma meia dúzia de fotos onde eu apareça. Por outro lado, isso é motivo para ir de novo a Paris!

Para começar, Paris fica aqui (todos sabem onde, mas eu gosto de colocar mapas):

Por que fomos a Paris? Fora o fato a França ser um país que eu queria visitar, Paris foi uma escolha dentro de possibilidades definidas previamente. Há uns dois anos atrás, eu ganhei do pai do Erik, de Natal, uma caixinha chamada Smartbox. É um “vale-experiências” para dar de presente. Eu ganhei um vale para duas noites para um casal em um hotel fino daqui. Depois de adiarmos bastante essa escapada de fim-de-semana por aqui, eu e Erik descobrimos que havia a possibilidade de trocar o vale por um outro, “Fim-de-semana em Paris” (Weekend in Paris). Pagamos a diferença e pronto.

Os hotéis variavam em luxo e localização. Eu escolhi um mais simples, um pouco mais longe do centro, mas com três noites e café-da-manhã – que logicamente quase nem aproveitei, pois estava de ressaca todos os dias. George Sand era o nome do hotel de três estrelas e ficava em Courbevoie, um bairro bem tranquilo, residencial, a 15 minutos da principal área de negócios de Paris, La Défense, localizada fora do centro de Paris:

O hotel era bem fofo e antigo, bem decorado, muito limpo e simples. Assim que cheguei, cansada do vôo da Ryan Air que partiu da Suécia às 6.30 de sexta, 12 de abril, logo senti um perfume no ar. Já sabia que a estadia seria ótima.

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Entrada, hotel George Sand

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DSC08178Escada que leva aos quartos (há um elevador também)

Quarto de casal:

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Deixamos as malas e fomos logo almoçar em uma das muitas maravilhosas boulangeries/patisseries, que são as coisas mais maravilhosas de Paris. São lojinhas pequenas, geralmente sem mesas nem cadeiras, onde se vende todos os tipos de pães, quiches, sanduíches (baguetes, ciabatta, paninis), tortas e outros salgados desse tipo, além dos doces divinos – bolos, macarons, e muitas outras delícias. Eu e Erik compramos um sanduíche gigante na baguete para ele, um quiche de cebola, um tipo de baguete menor e mais fina com mussarela ervas e tomates para mim, além de sonhos recheados com nuttela e um enorme pedaço enorme de bolo de chocolate para o almoço. Sentamos em um banco em frente ao hotel e comemos muito, enquanto locais passavam tranquilos, muitos com seus sanduíches de baguete em mãos. Essas boulangeries são o que mais gostei de Paris em termos culinários. É tudo o que eu gosto em um lugar. É isso que eu quero que exista na Suécia.

Boulangerie na rua do hotel:

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Os bonitos e gostosos macarons

Depois de muita comida, atravessamos a rua e subimos ao nosso quarto. Estávamos exaustos, assim dormimos enquanto chovia na capital francesa. Ao acordarmos, choveu até granizo. Primavera atrasada em Paris.

DSC08112Momentos antes de o granizo cair, vista da sacada do quarto

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Muito granizo

Depois de descansada, arrumei-me para sair (foto bem mais acima, sentada na cama), rumo a Bastille.

 

Hotel George Sand

18 Avenue Marceau

92400 Courbevoie – France

+33 1 43 33 57 04

reception@georgesandhotel.net

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Primavera no Trädgårdsförening

Quando a primavera chega, ou ameaça chegar (temperaturas acima de 10C), os suecos ficam todos agitados. As lojas se enchem de roupas de verão que só podem ser usadas em outros países mais quentes, e o cheiro de churrasco e flores predomina nas ruas. Mesmo que esteja 16 ou 17 graus, basta fazer um solzinho para que os suecos – principalmente as meninas – coloquem as roupas mais curtas e saiam para tomar sol.

Um parque muito popular se chama Trädgårdsförening e fica a uns dez minutos de bicicleta. É lá que muitos aproveitam os dias de sol. Um fato interessante é que muitas pessoas tomam sol com roupas de baixo, muitas meninas relaxam e ficam de sutiã. Ninguém olha, ninguém se importa. As meninas bem jovens, de 16, 17, às vezes exageram e ficam peladas demais, um tanto sem noção. Ainda assim, ninguém repara. É ótimo.

Em um dia de sol – o contrário de hoje, dia cinza de chuva e 6 C em junho, o Trädgårdsförening fica assim:

O parque se enche de flores, é muito lindo:

Esta é uma das cenas mais esperadas depois do inverno, as primeiras folhinhas verdes:

Suecos se estiram e tomam sol.

Os suecos realmente têm o hábito de se sentar em parques ou em gramados no meio da cidade mesmo. Não é mal visto, pelo contrário, muito comum.

Lá tem uma floricultura – os suecos, no geral, adoram jardinagem, flores, plantar seus próprios legumes…

Também há um café:

Tropikhuset: “a casa tropical” – nem tanto.

Não há praia por aqui, então nos contentamos com o parque.

Update:

Tivemos mais uns dias de sol na primavera, então o parque ficou ainda mais lindo e florido:

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Primeira praia sueca

Muita gente deve pensar que Suécia rima com gelo, não praia. É verdade que rima com gelo, mas também com praia. A Suécia tem um litoral vasto. Visitei o litoral sudeste do país enquanto passava a Páscoa em Österlen. Foi a primeira vez que fui à praia aqui e precisava matar a saudade do mar.

Uma mistura de campo e praia

Como ainda estava frio, o povo levou até garrafa térmica de café para a praia:

Suecos curtem praia.

Erik e seu pai

O mar avançou.

O outro lado

Eu acredito que os suecos tenham uma resistência a mais contra o frio. Os meninos abaixo acabaram tirando os casacos, sapatos, meias e arregaçando as calças para brincarem na água.

Após a visita à praia, fomos a uma cidadezinha chamada Kivik, famosa pela produção de maçãs – já encontrei geléia dessa empresa no Brasil, por um mercado anual dessa mesma empresa e outras coisinhas. Há uma delicatessen com muitas coisas gostosas, desse tipo de loja que eu adoro entrar para ver os azeites caros etc. Mas o que eles vendem mesmo é peixe e frutos do mar. Estava cheia:

Arredores
O dinheiro está lá.

Macieiras secas

O passeio acaba no café Annorlunda (significa diferente), famoso por ter um sistema de bufe onde se come à vontade:

Café Annorlunda
Mesa sueca de Páscoa

Comidas estranhas de uma Páscoa sueca

O clima do dia anterior permitiu uma longa caminhada, mas quando acordei no dia seguinte, o mundo havia mudado:

Mas era Páscoa e isso lembra comida.

Os suecos têm um gosto peculiar para comida quando se compara ao que os brasileiros estão acostumados a ver na mesa. Isso é bastante óbvio no dia a dia, mas ainda mais em comemorações que envolvem mesas postas, como o Natal e a Páscoa. Os feriados podem ser já difíceis de se aturar com a família, hehe. Imagine sem. Eu nunca entendi essa tristeza que as pessoas dizem sentir nos feriados, sempre achei que fossem dias como qualquer outro para quem está longe, mas acabei percebendo que nunca me sinto muito bem nos feriados por aqui. O fato de não se encontrar aquela comida familiar e gostosa que é tudo o que você quer na mesa de Páscoa/Natal só piora o quadro. Parece que um sentimento específico dessas datas não está lá.

Enfim, de volta aos suecos, as comidas tradicionais são um tanto exóticas aos olhos dos brasileiros. Peixe fermentado? Peixe podre? Peixe em conserva? Para comer com molhos à base de leite e ovo cozido? Acompanhado de uma bebida parecida com vodca? É, foi assim o almoço do sábado antes da Páscoa:

Mesa sueca de Páscoa

Houve o tradicional momento “vamos pintar ovos e depois atacar uns aos outros”. Primeiro há uma competição velada de quem pinta o ovo mais legal. Depois um parceiro é escolhido e as duas pessoas vão bater os dois ovos um no outro com jeito. O objetivo é atacar o outro, mas sem quebrar o ovo, que está cozido. Eu e minha brutalidade já é história por aqui, e no ano passado meu ovo se esmigalhou todo em cima do Erik devido à força com que eu ataquei o ovo dele com o meu. Este ano, competi com um primo do Erik e o meu ovo quebrou de novo, mas pelo menos a sala não ficou cheia de pedacinhos de ovo cozido desta vez.

Meu ovo 2012

Eu tenho que ser chata e deixar claro aqui que, se eu pudesse escolher, não haveria tal atividade. As galinhas sofrem muito em fazendas para botar ovos. Mas os ovos estavam lá e a família também.

Comidas estranhas:

Janssons frestelse

Prato típico de datas festivas. A receita original é um gratinado que leva batatas, creme de leite, leite e anchovas. Uma das tias do Erik fez uma versão vegetariana só para mim, com azeitona preta e tomates secos, estava muito gostoso.

Janssons frestelse versão vegetariana

Arenque em conserva (inlagd sill)

O sill é um tipo de arenque. Aqui há várias versões em conserva.

Arenque em conserva (inlagd sill)
Outra versão de inlagd sill

Para acompanhar, schnapps, álcool típico sueco. Há vários sabores. Eu gosto. Ano passado trouxe uma caixa dessas para o meu pai e nos divertimos bastante tomando shots junto com o Erik.

Caixinha com várias miniaturas de sabores distintos
Cerveja sueca e schnapps sueca
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Páscoa bucólica II

O passeio continua…

Tinha muitas pinhas pelo caminho:

Mais uma pequena fazenda, mais cavalos que vieram correndo assim que encostamos na cerca. Tão sociáveis!

Passei por florestas…

Vi cervos selvagens…

E finalmente eu e Erik chegamos ao desfiladeiro, ponto final do passeio:

Desfiladeiro

Aí começou a chover e ficou mais frio.

As casas pintadas de vermelho são tipicamente suecas:

Casa típica sueca

Voltamos à casa e à noite tivemos um jantar com todos os parentes que estavam por lá, incluindo um dos poetas noruegueses mais famosos da Noruega, Jan Erik Vold, tio do Erik. Eu já havia escrito sobre ele aqui.

Jan Erik Vold