IMG_1031

O centrinho antigo de Eksjö antes do incêndio de 2015

Acabei de voltar de Phnom Penh, capital do Camboja, mas antes de começar a mostrar um pouco do que eu vi por lá, quero trazer dois posts sobre um lugar com um canto fixo no meu coração: Eksjö. Eksjö, uma cidadezinha de um pouco mais de 9.000 habitantes na região de Småland, ao sul da Suécia, foi onde morei de julho de 2015 a março deste ano. Na verdade, antes de me mudar de vez para lá nessa referida data, eu já dividia bastante o meu tempo entre Lund e Eksjö, onde o Erik já estava morando desde que vendemos o apartamento em Linköping no comecinho de 2015. Ou seja, passei dois verões e muitos finais-de-semana lá antes de me mudar definitivamente.

Eksjö foi a cidade onde perdi tudo em um incêndio há 10 meses atrás. Mas foi também onde ganhei muito; onde acabei de vez me enamorando da floresta, da vida em meio a árvores, veados, neve e ar puro. Sinto muita falta da floresta, de minhas caminhadas explorando trilhas, de presenciar as sutilezas da mudança do ambiente com o passar dos meses, de ser surpreendida por algo belo ou distinto quase que diariamente. Agora eu me refiro especificamente ao bairro de Kvarnarp, onde morei ao pé da floresta. Não que o resto de Eksjö não seja bonito – de fato é, muito – mas essas impressões sobre a vida em meio às árvores, os veados e as raposas que um ou outro dia vinham nos visitar se referem a Kvarnarp.

O centro de Eksjö, cidade do tempo medieval sueco, é onde fica a gamla stan, cidade velha. É uma atração turística importante e é onde eu morava antes do incêndio. Muitos turistas visitam o centrinho vintage, preservado, com suas casas de madeira datando de séculos. É essa parte da cidade que resgistrei em fotos no verão de 2015, um pouco antes do incêndio, e que deixo agora registrada aqui.

IMG_1052
Gamla Stan, o centrinho antigo de Eksjö

IMG_1031

IMG_1107

IMG_1100
Este hotel fica na rua onde eu morava antes do incêndio.

IMG_1070

Na cidade, há alguns gård, que seriam casarões com pátios internos. O que eu morava, um dos mais importantes e antigos da cidade, tinha mais de 400 anos de idade. Era onde pessoas que faziam selas para cavalo moravam e trabalhavam. Abaixo, outro gård turístico. Apesar de receberem muitos turistas no verão, muitas pessoas vivem nesses casarões, dividos agora em pequenos apartamentos.

IMG_1054

IMG_1063
Este é um gård parecido com onde eu morava.

IMG_1062

IMG_1061

IMG_1029

IMG_1048

IMG_1037

IMG_1084

IMG_0978

Abaixo, a igreja principal da cidade, localizada na praça central:

IMG_1117

As casas abaixo já ficam fora do centrinho velho, mas estão construídas em um local antigo também:

IMG_1558IMG_1563

Para terminar, uma casa típica do campo nessa região sueca. Se me lembro bem, tem em torno de cem anos, provavelmente mais:

IMG_1568

 

IMG_1131

O ano em que perdi tudo em um incêndio

Estou atrasadíssima nos posts – para variar, tenho ruminado a respeito de parar com este blog novamente. Estou sempre ruminando essas ideias, justamente porque fazer um blog que acaba mostrando apenas fotinhos de viagem leva um tempo desgraçado. E, como Cassady, eu conheço o tempo.

Mas por hoje decidi contar um pouco mais sobre um evento daqueles derradeiros na vida, divisor de águas como funeral, morte e parir filho: incêndio. Em agosto do ano passado perdi tudo, a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e tudo em um incêndio na casa onde eu morava em Eksjö, Suécia. O incêndio aconteceu no dia 16 de agosto. Vejam, eu tenho muitas datas importantes que caem em um dia 16: meu aniversário, o aniversário da minha irmã, o dia em que me mudei para a Suécia (outro desses eventos de vida ou morte na vida) e acho que foi até no mesmo dia 16 que eu conheci o Erik em 2009 (mais um).

Era uma manhã de domingo muito cedo, 6 horas. Eu e o Erik tínhamos estado dormindo por duas horas apenas, pois na noite anterior, fizemos uma de nossas festinhas com muita música e bebidinhas. Escuto um homem berrando do lado de fora e penso que deve ser alguém ainda bêbado da noite de sábado. Tinha tido festinha no vizinho também. Mas os gritos são insistentes, aí me assusto um pouco e penso que alguém pode ter invadido algum dos apartamentos.

Até que a batida vem forte na nossa porta. Acordamos de sobressalto, logo nos levantamos. Batem novamente, o Erik abre, é a nossa vizinha Jenny avisando que está rolando um incêndio. Completamente sem noção da gravidade do negócio, eu peço para o Erik fechar a porta porque quero me trocar em paz. Aí sim dá para sentir um cheiro de fumaça. Antes disso, enquanto dormíamos e o fogo comia tudo lá fora, não dava para sentir nada. Bom isolamento.

Enquanto nos trocávamos, soltávamos suspiros de chatice. Pensávamos em como seria chato ter que passar o domingo inteiro fora desde tão cedo. Pensávamos em como não seria nada, talvez apenas uma cozinha pegando fogo, como é tão comum em repúblicas de estudantes, segundo o Erik. Saímos caminhando do casarão. Fomos os últimos a sair de lá, graças à vizinha que nos acordou.

Na rua, vemos um caminhão dos bombeiros, muita fumaça, e os vizinhos que eu mal conhecia ao redor. De início o fogo estava saindo pela janela de um apartamento. Tinha gente de roupão, chinelo… Por sorte era verão.

IMG_1127

IMG_1129

IMG_1125

Eu mesma saí com a primeira calça e camiseta que vi, e um par velho de AllStar. Levei apenas a minha carteira e o meu celular, além de todos os meus documentos importantes como certificados de antigos empregos etc. É, é super estranho se lembrar de pegar uma pasta dessa se você não pode levar muita coisa em um incêndio. Mas a pasta estava à mão, porque eu estivera procurando emprego nas semanas anteriores. Na minha cabeça, pensei: “Vai que…”. E foi. Perder essa pasta teria sido uma dor de cabeça muito grande, pois toda a minha vida profissional e educacional está lá, nesses documentos. Eu tambem levei uma “to do list” (lista de coisas a fazer) e minhas pílulas naturais contra a ansiedade. Não sei se essas coisas que levei fazem de mim uma pessoa muito louca ou muito chata. Se você precisa salvar alguma coisa de um incêndio, vai salvar justamente a sua “to do list”? Tem que ter muito problema mental mesmo.

Depois de uns cinco minutos que os bombeiros estavam lutando contra o fogo, percebo que umas fagulhas se espalham para o tenhado. Aí começo a me preocupar de verdade, pois parece os bombeiros não estão contendo o fogo. Mas há sempre aquele sentimentozinho lá dentro que diz que vai ficar bem. Surpresa! Esse sentimento nem sempre está certo. Se há algo profundo que eu aprendi com esse incêndio é que as coisas, de fato, acontecem. Eu sei que vocês vão ler e pensar, “nossa, verdade”, “eu sei”. Não sabe, não. A gente não sabe que coisas ruins acontecem conosco jovens até que elas aconteçam mesmo. Hoje tenho essa lucidez de saber que qualquer coisa pode acontecer mesmo, qualquer coisa. Mas aí o tempo passa novamente e a gente perde um pouco dessa lucidez.

IMG_1131

IMG_1133

Quando eu começo a me preocupar de verdade, os bombeiros evacuam a área e a polícia nos manda para o hotel da cidade, o único hotel grande na pracinha principal. Lá ficamos, tomamos café da manhã do bufê do hotel, patrocinado pela prefeitura. Às 9 da manhã, fico sabendo que o casarão onde está meu apartamento deve ser sacrificado. Ou já está sendo sacrificado nesse momento. Aí eu chorei, olhando o relógio da torre da igreja bater 9 horas.

 Fiz amizade com a vizinha que bateu na porta. Ficamos à deriva o dia inteiro, gravitando ao redor da nossa rua e do hotel. Era muito difícil sair desses locais, se afastar muito da nossa rua. Era como uma força centrípeta que nos puxava para o epicentro do acontecido. A cidade ficou em comoção. Houve reuniões coletivas no hotel e na igreja. Uma menina de 26 anos faleceu.

2015-08-16tre-ungdomar-blev-bostadslosa
Gravitando em torno do desastre. Foto do jornal Jmini (Jönköpingsnyheter), tirada algumas horas depois do início do incêndio. Erik, eu e a vizinha, Jenny. A chamada da matéria diz “Três jovens se tornam sem-teto”. A gente dá muita risada sempre que vê essa foto.

O casarão onde ficava o meu apartamento e mais o de um monte de gente jovem que morava lá ficava bem no centrinho da cidade, uma área turística, bem privilegiada. O nosso próprio casarão, feito de madeira e já de mais de 400 anos de idade, era uma das principais atrações turísticas de Eksjö, essa cidadezinha conhecida por ser uma das mais antigas e preservadas na Suécia, conhecida pelos seus casarões de madeira, como o que eu morava.

O dia passou assim. Todos os jornais e canais de TV estavam lá, cobrindo o desastre de repercussão nacional. E assim perdi tudo. A prefeitura nos colocou em um albergue bem simples, com uma cozinha coletiva. De lá para cá, não encontramos mais moradia fixa, até pelas circumstâncias mesmo. No albergue ficamos cinco dias, depois nos mudamos para um apartamento ótimo, onde a prefeitura coloca pessoas com problemas com drogas e problemas psicológicos para morar. Então era como o BNH. Um apartamento ótimo, mesmo. Ainda assim não foi oferecido pela prefeitura logo de cara. Foi novamente graças à vizinha, que é assistente social e tem todos os contatos na cidade, que o responsável por essas moradias gentilmente nos cedeu uma para alugar. De lá fui a Portugal. Depois fomos eu e Erik à Itália. Por fim, nos mudamos para um casarão ao pé da floresta, alugado por uma enfermeira que trabalha no mesmo hospital que o Erik. Ficamos nessa casa de outubro do ano passado até março deste ano. Amei morar ao pé da floresta, que divino.

Nossa história saiu no Aftonbladet, um dos jornais mais importantes da Suécia, daqueles bem sensacionalistas, bem Datena mesmo:

http://www.jmini.se/nyheter/36281/tre-ungdomar-blev-bostadslosa

Neste aqui tem vídeo com entrevista comigo e com o Erik:

http://www.aftonbladet.se/nyheter/article21263350.ab

http://www.aftonbladet.se/nyheter/article21269221.ab

Este link já é mais recente, sobre a reconstrução do casarão:

http://www.smt.se/article/hus-byggs-upp-efter-branden-i-gamla-stan/

Os dias seguintes:

IMG_1137

IMG_1138

IMG_1139

Depois de alguns dias, já não me lembro quantos, acho que uma semana, pudemos entrar no que sobrou do pátio para ver o estado das coisas e ver se teríamos sorte de encontrar algo nos escombros. É bom ver o nível da destruição com seus próprios olhos. Por fora:

IMG_1183

IMG_1182

IMG_1156

IMG_1170

IMG_1171
Vista do interior de um apartamento

Por dentro, pátio:

IMG_1154

Agora, a vista do meu apartamento:

IMG_1188
O apartamento ficava detrás dessa varanda
IMG_1196
Apartamento

IMG_1190

IMG_1147

A bicicleta, que comprei usada em Lund por uns 50 reais, também sobreviveu:

IMG_1195

Semanas depois, o trabalho já está bem avançado:

IMG_2598

Aproveitem para responder nos comentários: se vocês só pudessem levar três coisas fora a carteira e o celular para escapar de um incêndio, o que seria?

Pausa de seis meses

Uau, o WordPress acabou de me lembrar que fazem seis meses desde que não atualizo este blog. Não foi por uma decisão deliberada; foi por um evento inesperado: um incêndio que levou tudo o que eu tinha de material. Talvez esse assunto fique para um outro post.

O incêndio ocorreu há seis meses também. Desde agosto de 2015, muita coisa aconteceu além do incêndio. Na verdade, desde julho: acidente de patins em Lund; mudança de vez para Eksjö, no sudeste sueco; mudanças para “lares” provisórios após incêndio; viagem a Portugal; viagem à Itália; mudança para um casarão à beira da floresta; Ano-Novo em Estocolmo; apresentação da minha tese em um colóquio internacional; “novos planos” profissionais (também conhecido como “socorro não sei o que fazer”); novo estágio e viagem ao Brasil.

Tentarei mostrar alguns desses acontecimentos em posts separados, mas nada muito longo que é melhor otrar pra frente do que pra trás. Por exemplo, passei três semanas na Itália em Outubro. Daria para muitos posts, né. Mas talvez vire apenas um, para marcar o evento por aqui. Álbum de fotos, né, que todo mundo gosta. Então nos próximos dias, vamos ver se sai alguma coisa.

poster

De volta a Psykjunta

Depois que o mestrado terminou, passei um mês só aproveitando com a galera que iria embora para casa (seus países de origem). Quem aí se lembra de um certo festival psicodélico em Småland, esse estado sueco coberto por florestas e fazendas? Está aqui para refrescar a memória: Psykjunta. Pois é, eu e Erik planejamos há uns meses atrás, antes da graduação, irmos novamente ao Psykjunta, pois foi uma experiência muitíssimo legal no ano passado. Este ano, não foi diferente.

a

Como no ano passado, tivemos que acampar também. Dessa vez, além do trio da última vez (eu, Erik e o Jonas, irmão do Erik), vieram também a Mirsini e o Pontus, super amigo do Erik. Dessa vez também ficamos mais tempo, de sexta a domingo. tivemos sorte, pois fez sol todos os dias, mas à noite, especialmente a de sábado… Muita chuva! E  dentro da barraca que eu dividi com a Mirsini. Acabou chovendo mais para o lado dela.

2015-06-12 20.26.22

É muito bom ficar em barraca, né. Acho que traz algo da infância. É aconchegante, é aventura. Mas aventura também pode ficar meio complicada quando chove dentro, como aconteceu, quando vomitam bem ao lado de onde você estae dormindo… Mas enfim, fizemos churrasco na sexta e no sábado, churrasco de hambúrguer e cachorro-quente vegetarianos, estava tudo muito bom.

2015-06-12 20.26.32
Mirsini, Jonas, eu e Pontus

2015-06-12 20.27.41

Os Hellman
Os Hellman

Teve bagunça dentro da barraca:

2015-06-12 21.51.10

DSCN0824

DSCN0826

O tempo ficou feio na noite de sábado:

2015-06-13 21.23.50

Dentro do festival, as coisas estavam animadas.

Psykjnta 2015
Psykjnta 2015

Tinhas umas coisas meio estranhas na área do festival, como uma escultura de papel alumínio e um escorregador:

2015-06-12 18.27.26
Ao menos parece papel alumínio.

DSCN0818

Discutindo coisas
Discutindo coisas “muito” importantes

Todas as bandas que eu assisti eram excelentes. Não sei como, mas a acústica é ótima nesse lugar. Havia dois palcos, como antes.

2015-06-12 18.47.39

O outro palco é o principal:

Mirsii e eu no palco principal, o
Mirsini e eu no palco principal, o “circo”

2015-06-12 18.31.31

2015-06-12 19.07.56

2015-06-12 22.24.08

De verdade, gostei de absolutamente todas as bandas que assisti. Essas meninas, por exemplo, vale a pena baixar umas músicas delas:

siri-karlsson

Esta outra banda, chamada Dungen, está fazendo sucesso por aqui na cena indie. Eles tocaram uma trilha sonora para um filme de animação muito bonito, mostrado em um telão. A banda não apareceu até o fim do filme. Tocaram no escuro. A trilha era toda improvisada, eles tocavam à medida que as coisas evoluíam no filme. Brilhante.

dungen

Dá para assistir aqui. Sério, assistam. É muito bonito e mágico. Outra banda que tenho ouvido ultimamente, que também está fazendo sucesso no cenário indie aqui e foi uma das principais atrações é Amason.

amason

Duas músicas são muito boas: Yellow Moon e Ålen.

2015-06-14 01.40.57
Só de canto enquanto bandas tocavam.

Nessa noite de sábado, como comentei antes, choveu, choveu muito. Ficou tudo enlamaçado. O bom desse festival é que, além de ser pequeno, o palco principal é coberto graças a Deus. Então pode cair o que for de chuva lá fora, a não ser que sua barraca não seja muito boa, como a minha, que custou uns 70 reais apenas.

Chuva na noite de sábado
Chuva na noite de sábado

2015-06-14 02.18.40

2015-06-14 02.19.20

Na manhã seguinte, domingo, estávamos lógicamente de ressaca. Fomos ao palco principal onde fica o único café do festival, que nem serve comida boa. Tinha pão integral com manteiga de amêndoas e pepino. Até é bom, mas isso não é comida para curar ressaca de festival.

2015-06-13 10.43.07
Manteiga de amêndoa com pepino e café

2015-06-13 10.45.33

2015-06-13 11.26.40

Tinha um violeiro muito talentoso tocando a trilha do café:

2015-06-13 11.15.12

2015-06-13 11.26.23

Foi nesse momento que percebi que todo o chocolate que tínhamos havia se metamorfoseado em uma massa homogênea durante o ensolarado dia anterior:

2015-06-13 10.42.48

Comi mesmo assim.
Comi mesmo assim.

E é isso minha gente. Esse foi o Psykjunta 2015. Ficou um gosto muito bom de festival. Foi difícil ir embora; por mim, ficaria por mais uma semana. Dependendo de onde eu estiver no ano que vem, estarei lá novamente.

new

Formatura do mestrado

Trago hoje um post bem esperado por algumas pessoas, pelo menos pelos meus pais, que já pediram várias vezes: um post com as fotos da festa de graduação do mestrado. A festa aconteceu no dia 08 de junho, seis dias depois da defesa da minha tese. Eu tenho que admitir que imaginei esse dia inúmeras vezes; não havia nada que eu quisesse mais do que sentir aquele alívio de “fim”. E o dia finalmente chegou e passou, como tantos outros.

A festa foi uma celebração simples no principal prédio da universidade, um casarão lindo, muito antigo, que fica bem no centro da cidade. Casarão é diminutivo neste caso; é realmente um palácio. A cerimônia foi organizada pela universidade, que custeou todo o babado. A parte chata, mais oficial, começou às 10 da manhã. Os estudantes entraram o salão em fila, a maioria carregando bandeiras referentes às nacionalidades dos alunos. Muitas fotos não estão muito boas, foram tiradas com o celular do Erik. Na foto abaixo, notem as bandeiras brasileira e portuguesa. São as minhas duas nacionalidades.

 2015-06-08 10.03.15

2015-06-08 10.03.27
Eu estou lá no fim da fila

2015-06-08 10.03.33

2015-06-08 10.03.56

2015-06-08 10.04.50

Depois dessa entrada com as bandeiras, nós nos sentamos nas primeiras fileiras e ouvimos discursos do diretor do programa de mestrado e da diretora do departamento de Ciências Sociais da Universidade de Lund.

Discurso
Discurso

Depois começou a entrega dos diplomas, cópias falsas, lógico. Eu ainda nem mandei o requerimento para a entrega do verdadeiro.

Quando chegou a minha vez, eu tive que me concentrar no salto, né. Não queria cair na frente de todo mundo, o que seria muito possível de minha parte. Só que quando ouvi meu nome e me levantei, um dos sapatos meio que descolou do pé. Eu dei uma sambadinha e tudo deu certo. Muita gente veio comentar depois que eu fiz um movimento muito engraçado, tipo um passinho de dança, lá na frente. E eu ainda por cima me virei para o público, depois de pegar o diploma, e meio que agradeci, haha. Não sei por que, mas senti que devia uma atenção ao público.

Recebendo o diploma
Recebendo o diploma
2015-06-08 10.34.05
Beijo na ex-diretora do programa, Lisa.

2015-06-08 10.34.17

2015-06-08 10.40.15
LUMID turma 8

Depois da cerimônia, que foi curta, teve bastante sessão de fotos.

Anna (Suécia)
Anna (Suécia)
Mirsini
Mirsini
Louise (Suécia), ao centro
Louise (Suécia), ao centro
2015-06-08 10.52.09-1
Querídissima Elena (alemã, mas vive na Guatemala)

2015-06-08 10.52.22-1

Da esquerda para a direita: eu, Elena, Catherine (África do Sul), Mirsini, Louise, Emanuel (Suécia), Florence (Canadá)
Da esquerda para a direita: eu, Elena, Catherine (África do Sul), Mirsini, Louise, Emanuel (Suécia), Florence (Canadá)
Da esquerda para a direita: Anna Maria (Hungária), Elena, eu, Daniela (Áustria), Catherine, Mirsini e Sophie (Áustria)
Da esquerda para a direita: Anna Maria (Hungária), Elena, eu, Daniela (Áustria), Catherine, Mirsini e Sophie (Áustria)

2015-06-08 10.46.02

2015-06-08 10.46.19-2

A universidade também bancou o coquetel com champagne. Foi no mesmo prédio. Champagne à vontade e canapés que estavam uma delícia de verdade – teve até canapés vegetarianos e veganos.

Salão
Salão

Teve mais discurso:

Lisa, ex-diretora do programa
Lisa, ex-diretora do programa
Sanna (Suécia), à esquerda. Já nem me lembro do que estávamos falando.
Sanna (Suécia), à esquerda. Já nem me lembro do que estávamos falando
Queridíssima Malin (Suécia)
Queridíssima Malin (Suécia)

A foto abaixo pertence à Malin, eu roubei do facebook. É o meu grupo de orientação da tese:

Da esquerda para a direita: eu, Elena, Malin, Sophie e Andrea (orientadora)
Da esquerda para a direita: eu, Elena, Malin, Sophie e Andrea (orientadora)

Do lado de fora do prédio, quando a festa acabou…

2015-06-08 12.32.05-2

… teve  piquenique no jardim até quase o fim da tarde.

À esquerda, de malha: Emelie (Suécia)
À esquerda, de malha: Emelie (Suécia)
Emilia (Suécia/Estados Unidos)
Emilia (Suécia/Estados Unidos)

2015-06-08 15.21.24

Entregando a tese

De volta a este blog depois de praticamente uma pausa de (quase) dois anos. Bem, não é assim verdade que não houve nada por aqui nesse interlúdio. Teve Jamaica. Teve May Day Cat. Mas agora terá muito mais. E começo por celebrar o fim do mestrado de dois anos. Acabou! Finalmente acabou! E acabou comigo também, pois agora durmo por 10, 12 horas seguidas e não é suficiente. Continuo exausta.

LUMID, o programa de mestrado que terminei, foi de fato muito pesado em termos de quantidade de papers e outras atividades. Houve também o estágio obrigatório, ou seja, eu e todos da classe tivemos que ir atrás de um bom estágio na área de desenvolvimento internacional por nossa conta mesmo. No estágio, tivemos ainda que desenvolver vários relatórios e projetos um tanto trabalhosos. Por fim, a tese foi a última etapa em que se chegou ao pico de ansiedade e loucura. Eu não fiz outra coisa a não ser sentar em frente ao computador por dois meses e meio.

Mesa de trabalho
Mesa de trabalho no meu quarto na república de estudantes onde morei este semestre (Vildanden)

Essa tese tomou um tanto de mim. Ainda estou por entender o tamanho do estrago, mas percebo mais e mais, com o passar do tempo, que eu estava muito louca e alterada. Essa tese me deixou muito fora do eixo, fora do mundo. Agora já me sinto mais aliviada e estou aproveitando mais os dias. Na verdade, tenho andado bem ocupada ainda, mas de uma maneira muito mais gostosa. Tenho passado tempo com o pessoal da classe; muitos já estão deixando a Suécia. Fui novamente ao Psykjunta, festival psicodélico em Alvesta, como no ano passado. O sol está voltando a brilhar.

O que vou mostrar neste post, porém, é a entrega da tese no dia 19 de maio. Foi um dia ensolarado, um dia colorido em meio a tantos dias cinzas nesta primavera, agora verão, tão ruins neste ano. Fui bem cedinho, a primeira a chegar na papelaria para imprimir a tese. Medo de que houvesse uma fila enorme, sei lá. Encontrei com Mirsini e Catherine da África do Sul às 9 da manhã nessa papelaria que fica no próprio campus da universidade.

2015-05-19 09.42.50
Catherine tentando imprimir a tese
Catherine e Prince, de Gana
Catherine e Prince, de Gana

Mirsini, feliz
Mirsini, feliz

Foi um momento muito bom finalmente ter a tese final impressa em mãos…

Tese final
Tese final

…e também entregá-la na admistração do departamento de Geografia Humana, onde estudei:

2015-05-19 10.30.39

2015-05-19 10.30.27

Fim da comemoração de 30: ilha de Kleven e Lindsteds myr

Acabei de voltar da Grécia e alguns milhares de posts virão sobre essa viagem deliciosa. Mas antes de começar essa tarefa gigantesca, aproveito para postar o último da série do fim-de-semana de aniversário em Oslo. A segunda de aniversário, 16 de junho, foi passada em uma cidadezinha bem turística na costa leste da Suécia, Smögen, mostrada no post anterior. Agora aproveito para trazer imagens de uma parte muito bonita de Smögen, a junção com a ilha de Kleven.

IMG_0588Smögen

IMG_0589

Smögen se conecta à ilha de Kleven por meio de uma ponte. Acho que não é a ponte abaixo. O que se vê na imagem abaixo é a Lindsteds myr, uma espécie de pântano. A região mais ao sul de Kleven se localiza depois dessa área.

IMG_0591Lindsteds myr

IMG_0590

Gosto muito de paisagens assim, onde é possível ver o mar até os olhos podem enxergar, de preferência ao alto.

IMG_0593

IMG_0595

IMG_0596

IMG_0600

Depois dessa visita, dirigimos de volta a Eksjö, e o fim-de-semana de comemoração do aniversário chegava ao fim.