Viagem ao Camboja

Infelizmente não tenho tido tempo nenhum para postar aqui no blog. Tenho vários posts em mente, como um sobre a cidade de Eksjö, pois quero mostrar essa cidadezinha linda onde eu morei por um tempo e onde perdi tudo; a viagem a Portugal para visitar meus pais em setembro do ano passado; a estadia na Itália em outubro e, lógico, um pouco mais de Bangkok e minhas experiências por aqui.

O trabalho tem sido intenso e eu nunca consigo sair no horário certo. Sei que não vale a pena estar nesse ritmo, por muitos motivos, mas por enquanto não consigo mudar essa situação. Quem sabe depois que eu voltar de viagem. A propósito, farei uma curta viagem ao Camboja neste sábado, 11 de junho, e volto a Bangkok na quinta 16.

Preciso renovar o meu visto, que é de apenas 3 meses. Eu tenho um visto de não-imigrante B, tipo O, para trabalho voluntário aqui. Hoje em dia é bem difícil consequir um visto de mais de três meses na Tailândia. Assim, todos tem que cruzar a fronteira para voltar com um novo.

Eu vou sozinha para o Camboja, pois o Erik teve que voltar à Suécia por conta de problemas com o visto e o passaporte, coisas que nós certamente poderíamos ter acertado antes, mas simplesmente deixamos passar.

Se eu pudesse escolher, não viajaria agora, mas mesmo assim, estou bem empolgada. Vou ficar em um hostel bem legal, bem popular, na capital Phnom Penh, chama-se The Mad Monkey. Tem bar, restaurante, piscina, festas e tours que o próprio hostel organiza. Eu pretendo curtir um pouco o hostel, a piscina e tudo o mais, mas principalmente dar uma turistada durante o dia, visitar templos, os campos de extermínio da ditadura de Khmer Rouge e outros lugares interessantes.

Assim, em breve mostrarei um pouco de Phnom Penh, mais um pouco de Bangkok e os outros posts prometidos.

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Chinatown, Bangkok II

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Mudança para a Tailândia

Há uns dois meses atrás, lembro-me de ter pensado em como seria interessante morar na Ásia. Depois de algumas semanas, cá estou eu, na Tailândia. Quem acompanha este blog desde ao menos 2011 sabe que eu já havia estado por aqui, fazendo mochilão. Hoje estou morando na capital, Bangkok. Eu me mudei há exatamente três semanas, faz pouquíssimo tempo. Espero poder compartilhar, aqui no blog, um pouco da minha vida nesta cidade frenética, poluída, divertida.

Eu estou muito atrasada em relação ao meu próprio calendário pessoal de posts, como comentei no texto anterior. Para variar, ainda me pergunto se faz sentido continuar a blogar. Por enquanto, talvez sim.

Alguns estarão se perguntando “mas e a Suécia?”. Eu ainda não sei o que será do futuro, se voltarei a morar lá. Eu continuo planejando a vida por semestres, pois no momento é o possível. Eu sinto bastante falta de Eksjö, afinal esta mudança, tão repentina, foi como ser arrancada à força de um lugar com significado para si. Apesar de eu saber que há problemas em morar em Eksjö – não há trabalho na minha “área” nessa pequena cidade -, de alguma maneira fiquei muito apegada a esse lugar. Eu chorei enquanto o ônibus que me levaria a Estocolmo, no dia do vôo à Tailândia, cruzou o centro de Eksjö. Eu me apeguei por demais à vida em um lugar onde a beleza é fato corriqueiro, onde os veados assistem as minhas corridas semanais. A mudança foi como um abuso da alma, em uma fase pós-incêndio quando eu de fato não estava me sentindo nem forte, nem com vontade de encarar algo assim. Mas estou encarando.

Eu me mudei para a Tailândia a fim de fazer (mais) um estágio na área de “desenvolvimento”, a área do meu mestrado. Depois de um certo tempo depois do incêndio, recomecei a procurar emprego, mas logo percebi que deveria, também, procurar estágio, mesmo já tendo feito um na Jamaica. Depois de considerar muitas opções interessantes, mas nada ter se concretizado de fato, acabei por me decidir por um estágio em uma ONG internacional em Bangkok. Essa ONG trabalha com projetos relacionados a abuso sexual infantil, turismo sexual, esses tipos de problemas. Comecei no dia 15 de março, no dia seguinte a minha chegada em Bangkok.Tudo tem sido muito rápido, mas já estou instalada nesta metrópole. Moro em um prédio de 37 andares. A vista mostra muitos arranha-céus, o VLT que pego toda manhã para ir para o trabalho, o supermercado da rede Tesco logo ao lado e muitas outras construções.

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Bangkok: vista do 37 andar

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Rio Chao Phraya ao fundo, um dos mais importantes da Tailândia
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Poluição diária
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Supermercado aqui ao lado
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Vista noturna
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Topo do prédio

Ainda não consegui explorar muito a cidade por ter passado grande parte do tempo me ajustando à nova vida. O Erik chega em um mês e meio; ao total, são dois meses que passarei morando sozinha aqui. Uma ótima aventura para a vida.

Então vamos lá, agora é nova fase na minha vida e neste blog.

 

Onde ficar em Milão e uma noite no teatro Scala

A resposta para a primeira pergunta implícita no título do post é simples: Navigli! Navigli é um distrito boêmio cheio de bares, pubs, restaurantes, ateliers de arte, música ao vivo e todas essas coisas que são as melhores nesse tipo de viagem. Há vários “Navigli“, de acordo com a Wikipedia, que costumava ser uma rede de canais, hoje abandonados. Naviglio Grande é a área onde fiquei, bem hip – tinha até uma lanchonete fast-food 100% vegana, além de lojas vintage.

Naviglio Grande
Naviglio Grande

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Atelier
Atelier

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O que é bem gostoso em Naviglio Grande são os restaurantes e cafés com suas mesinhas no passeio, à beira do canal. Sentar a uma delas e tomar um café ou outro drink ao sol é uma excelente maneira de passar parte do dia. Principalmente se também envolver comida. Foi o que fizemos em um dos restaurantes mais lotados:

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Pizza em Naviglio

Há com certeza melhor pizza do que essa; muitos dos restaurantes são bem turísticos. Mas ainda assim, fora a pizza ter sido saborosa, o melhor foi ter sentado ao sol e observado as pessoas que passavam. A concorrência para conseguir uma mesa é quase impossível. À noite também não faltam restaurantes nem bares. Achamos uma pérola, um restaurante cheio de italianos mesmo, com um menu pequeno, escrito à mão, e decoração rústica. A comida era muito boa, preços muito baratos, mas porções bem pequenas. Fino. Infelizmente, não me lembro do nome.

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As cervejas especiais têm bastante espaço em vários pubs/bares do local. Um excelente bar que serve suas próprias cervejas artesanais, bem pequeno, é o BQ Birra Artigianale. Para drinks refinados e uma atmosfera quase perfeita, o Ugo Bar, bem próximo ao BQ Birra, é ótimo.

Um dos muitos bares com boas cervejas. Já não me lembro do nome.
Um dos muitos bares com boas cervejas. Já não me lembro do nome tampouco.

Voltando para os arredores da praça central de Milão, onde fica a famosa catedral de Duomo, vamos agora a um outro tipo de atração na cidade, uma atração historicamente exclusiva ao aos nobres e abastados: o Teatro alla Scala, ou La Scala, como é conhecido, uma das casas de ópera mais famosas do mundo.

La Scala, Milão
La Scala, Milão

Eu e Erik demos uma de refinados, compramos entradas que não as mais baratas, mas as segundas mais baratas, e fomos a essa casa de ópera assistir a um balé! Gente, todo mundo deveria fazer isso. Não digo exatamente ir ao La Scala, pois nem todos trilham os mesmos caminhos, mas é bom ficar ligado nas casas de show e teatros na sua região, pois muitas vezes há espetáculos bons e gratuitos. Mais do que pelo espetáculo, muitas casas valem pelo nível do estabelecimento em si. O La Scala é lindo! Eu nunca tinha entrado em uma casa de ópera antes. Que luxo.

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Assentos caros

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Uma coincidência muito legal é que estou lendo Adeus às Armas (Farewell to Arms) do Hemingway nesses dias em que escrevo estes posts sobre Milão, e algumas partes da narrativa se passam lá, inclusive há menções ao La Scala e à galeria do último post. Enfim, referências literárias à parte, fora eu ter podido apreciar a beleza do teatro, a apresentação foi boa. Eu não entendo nada de balé, apesar de ter dado os meus pulos quando criança, mas gostei. Gostei mais ainda por ter caído no sono. Sim, eu caí no sono durante o balé, aquele sono pesadamente leve, irresistível, que não há como escapar. Perdi algumas partes, mas o balé era bem monotônico, então capturei o conjunto da coisa de qualquer maneira. Não acho que o meu cochilo ateste a chatice do balé; pelo contrário, atesta o conforto da obra. Mesmo que eu invariavelmente caísse no sono em cada ópera e balé que assistisse, iria continuar frequentando esses eventos. Foi um sono bom.

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Balé no teatro La Scala

E chega ao fim a “série” de posts sobre essa viagem curtinha à Itália. Nos próximos posts, mostrarei um pouco de Lund, onde morei até Junho deste ano, e também mais uma edição do Psykjunta, festival psicodélico em Småland.

O centro de Milão: catedral Duomo e um dos shoppings mais antigos do mundo

Os próximos posts neste blog, assim como o último sobre a festa de formatura do mestrado, mostrarão um pouco do que fiz neste primeiro semestre deste ano até agora, a metade, o mês de julho. Assim que eu voltei do Brasil, no dia 02 de março, não se passaram nem dois dias e eu e Erik fizemos uma mini-viagem à Itália. Eu nunca tinha estado nesse país, então foi super excitante.

Eu tinha uma imagem não muito positiva da Itália, algo como um país meio decadente, já saudoso dos tempos mais prósperos. Devo esse estereótipo a certas imagens que tenho da classe média besta brasileira da região de onde venho, sempre colocando nomes italianos em tudo, prédios, restaurantes… Essa breguice de síndrome de cão vira-lata. Mas mudei de ideia, não a respeito da classe média, mas da Itália. É um país lindo – ao menos o pouco que vi em quatro dias. Adorei.

Eu e Erik passamos um fim-de-semana prolongado em Milão, dita capital da moda italiana. O que queríamos era celebrar a minha volta à Suécia, e não há nada melhor do que uma viagem a dois desse tipo, tranquila, gostosa, sem mochilão. Para namorar muito, comer e dormir.

Já começo com uma foto minha a caminho de uma das principais atrações da cidade. Infelizmente, como já faz tempo, não me lembro de todos os nomes dos lugares. Essa foto mostra um pouco de algumas ruínas em uma rua cheia de butiques vintage muito legais, localizada entre a área onde me hospedei (Navigli) e a praça principal de Milão (Piazza del Duomo) na parte central da cidade.

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Um dos principais pontos turísticos a se visitar em Milão – e vale a pena, pela beleza – é essa praça que acabei de mencionar, onde fica a Duomo di Milano, a catedral da cidade. É a praça central; a praça em si é bem bonita, mas está cheia de poluição visual: outdoors da H&M, faixa do Mc Donald’s, o que estraga um pouquinho da suntuosidade da arquitetura. Mas não é nada que estrague o passeio, claro

Os dias de primavera estavam lindos, claros, frescos, uma temperatura por volta de 10C. Depois de sete meses de verão na Jamaica e no Brasil, eu não me importei em nada de pegar um “inverninho” na Itália. Vejam a cor do céu:

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Duomo di Milano (catedral) na Piazza del Duomo (praça), Milão

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Monumento ao Rei Victor Emmanuel II
Monumento ao Rei Victor Emmanuel II

A catedral é linda, se compara à Catedral de Notre-Dame na minha opinião. De acordo com a Wikipedia, a catedral levou seis séculos para ser construída. É a quinta maior do mundo e segunda da Itália.

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Porta trabalhada
Porta trabalhada

A entrada é gratuita.

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Quem foi criado com um pouquinho que seja de tradição católica (ir à missa uma vez ao ano, funerais e casamentos), deve reconhecer o drama da decoração católica.

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Nessa catedral tem a coisa que mais gosto de ver em uma igreja. Por conta de uma curiosidade mórbida, ou gosto pelo mistério, sempre adorei ver corpos mumificados nas igrejas:

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É de verdade. Eu me agachei e consegui ver uma partezinha do crânio.

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Na mesma praça, à esquerda da catedral para quem a olha de frente, fica uma outra atração muito famosa: a Galleria Vittorio Emanuele II, um shopping arcade, ou centro comercial em uma arcada, um dos shopping centers mais antigos do mundo, construído no século 19. O arco que marca a entrada é divino, mas a façada estava sendo reformada e tudo estava coberto por um anúncio gigante da H&M. Dentro, o centro é amplo, o teto é altíssimo com uma abóbada ao centro, e há lojas das mais finas. Muitos dos turistas que vi estavam apenas olhando e tirando fotos, como eu.

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Galleria Vittorio Emanuele II, Milão

Havia também várias pessoas vendendo flores e pequenas bugigangas, mas quando os seguranças chegavam, o povo corria. Adoro esse contraste de riqueza do outro mundo com a vida real. Os vendedores de flores & bugigangas são bem insistentes e estão não só aqui, nessa galeria, mas como também na praça. Muitos são imigrantes.

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Perto de uma das saídas da galeria, fica o famoso Teatro alla Scala, mas só o mostrarei em um outro post. Nessa mesma área, ao redor da praça, perto da galeria e do teatro, há muitas e muitas ruas de comércio.

Comércio
Comércio

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Mais para perto da catedral e dos museus ao pé dela, há vários restaurantes também. Achamos, sem querer, uma padaria que foi assim o meu lugar preferido para comer em Milão – e experimentamos vários. É uma padaria (rede) que vende de tudo: pizza, focaccia e muitas delícias. Chama-se Princi. Não é caro, perfeito para café-da-manhã, almoço… Mas também um jantar cedo, por que não? Para quem gosta de pizzas e pães maravilhosos… Eu, apesar de não gostar de rotina, também sou uma pessoa de hábitos circulares, assim como os cachorros (foi o Milan Kundera que escreveu que os cachorros tem uma noção de tempo circular). Assim, quando eu descubro um lugar para comer que amo, quero sempre voltar lá, frequentemente, e comer a mesma coisa. Por isso fomos a Princi acho que em três dos quatro dias que ficamos em Milão, para um “almoço” bem tarde. Essa padaria fica na Via Speronari, a menos de cinco minutos da praça Duomo.

Comida deliciosa no Princi
Comida deliciosa no Princi

Não faltam alternativas ótimas para comer em Milão. A cidade é cheia de restaurantes, padarias, bares, confeitarias… A comida estava uma delícia em todos os lugares que comi. A pizza, o macarrão, os pães são muito bons. Amei a comida lá.

Uma das muitas delicatessens em Milão
Uma das muitas delicatessens em Milão

Viajando pela Jamaica: Negril

Este é o último post sobre a minha temporada de quatro meses na Jamaica. Já chega, né? Fui embora desse país super legal, estiloso, lindo e divertido já em Dezembro do ano passado. Os próximos posts serão sobre a viagem que fiz à Itália nesta primavera (março) e sobre a cerimônia de formatura do mestrado. Fiquem ligados.

Bom, o último lugar que visitei na Jamaica, já somente eu e Erik, chama-se Negril. De todos os lugares que conheci por lá, acho que é o que mais vale à pena, principalmente se você estiver interessado(a) em praia e natureza. Negril tem uma praia linda, que eles chaman de Seven-mile Beach  (a praia de 11 Km de extensão). Eu não experimentei nenhuma aventura pelas florestas, mas tanto em Negril quanto em outras partes da Jamaica, há muito o que fazer no que toca a esportes radicais – canoagem, arvorismo etc. Talvez na próxima.

A parte de Negril onde fiquei não é a dos resorts de luxo, uma área mais afastada com muitos hotéis e restaurantes que se chama West End. Ainda assim, considero o lugar onde me hospedei muito bom: um hotel chamado Pure Garden Resort a dois minutos da praia citada acima, com mercadinho de conveniência e restaurantes ao redor. Acho que qualquer hotel na avenida ao largo da praia, a Norman Manley Boulevard, onde fica o Pure Garden, é uma boa opção budget.

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Pure Garden Resort, onde fiquei

Nas minhas andanças pela Jamaica, vi muitas barraquinhas de comida de rua e bares/botecos coloridos. Esses pequenos negócios estão em toda parte, principalmente os que vendem jerk chicken, churrasco de frango com um molho jamaicano especial chamado jerk, que também é o nome da técnica de churrasco empregada. Havia uma dessas barracas bem em frente ao hotel.

Barraca de frango "jerk" e água de côco
Barraca de frango jerk e água de côco
Onde o churrasco é assado
Onde o churrasco é assado

Seven-mile Beach  (a praia de 11 Km)

É aí que passamos todos os dias e também noites em Negril. Era baixa temporada por ser inverno e época de furacão, mas ainda assim o bar Bourbon Beach ficava cheio à noite. Muito gostoso tomar Red Stripe, sentir a brisa do mar, ouvir reggae e apreciar o estilo dos frequentadores do bar.

Praia: Seven-mile beach
Praia: Seven-mile Beach
Bourbon
Bar Bourbon Beach

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Erik lê Clarice Lispector em Inglês
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Tem puculinho lá também

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Pôr-do-sol na "Seven-mile beach" em Negril
Pôr-do-sol na Seven-mile Beach em Negril
Bourbon Beach bar à noite
Bourbon Beach bar à noite

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West End

Essa é a área mais chique de Negril, 0nde ficam resorts e hotéis de luxo. Mas a Jamaica sempre oferece opções para todos os bolsos: há lugares ótimos para comer por lá, super baratos. Um imperdível é o Just Natural, onde tomei a melhor piña colada da minha vida, e olha que não gosto desse drink. O restaurante é um charme rastafari. As mesas ficam espalhadas em um jardim tropical com uma decoração muito fofa. A comida é ótima e super barata, mas as porções são pequenas. Uma outra pérola imperdível também é o Ras Rody’s Roadside Organic. É uma barraca de madeira super colorida, à beira da West End Avenue, que vende comida rastafari. Uma delícia, muito simples, servida diretamente da panela. Um achado.

Eu e Erik fizemos um passeio de barco por West End com direito a paradas para snorkeling. Deu para ver um pouco do lugar chique:

West End, Negril, vista do mar
West End, Negril, vista do mar

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Imagine passar um mês aí
Imagine passar um mês aí

Vários lugares tinham escadinhas direto para o mar. Eu adoraria morar em uma casa assim, com escadinha para o mar. Assim eu poderia mergulhar todos os dias.

Escadinha para o mar
Escadinha para o mar

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E assim acaba, minha gente, o capítulo Jamaica. Veja também os passeios a Montego Bay e Portland.

Viajando pela Jamaica: Montego Bay

Montego Bay é um daqueles lugares bem turísticos mesmo. Turismo de excursão. Acredito que muitos turistas que visitam a Jamaica achem que Mobay, como a cidade é conhecida, seja destino obrigatório. Mas não é. Apesar de haver praias lindíssimas, como é a regra na Jamaica, dá para pular esse destino. A não ser que você se hospede na cidade ao invés de em um dos resorts de luxo mais afastados, com o intuito de sentir o caos das cidades um pouco maiores da Jamaica. Nada contra a turistada que se hospeda nos resorts, cada um que fique contente com o tipo de viagem que lhe agrade. Essa história também de mochileiros-viajantes-turistas que criticam a turistada mainstream por não procurar alguma “essência” ou “experiência” ou “originalidade” é uma das piores babaquices do imaginário desses tipos. Enfim, vamos falar de Mobay. Eu fui, junto com Erik e Mirsini.

Passei, se não me engano, uns quatro dias em Montego Bay já no finalzinho de novembro do ano passado. Era inverno, mas estava bastante calor. Não há inverno na Jamaica. A cidade em si é barulhenta, colorida. Uma área muito turística é a Gloucester Avenue, a Hip Strip, que não tem nada de hip. Se você já foi ao Sudeste Asiático, por exemplo, vai reconhecer o mesmo cenário: intermináveis lojinhas/barracas de porcarias baratas para turistas – chaveiros, canecas, cangas etc. É nessa avenida que fica a única praia onde fomos em Montego Bay: Doctor’s Cave. É uma praia privada, há que se pagar a entrada. Custa em torno de 10 dólares americanos, e cada cadeira, 5. Não preciso dizer que a praia estava mesmo cheia de americanos. A Jamaica é tão perto da Flórida.

Doctor’s Cave é muito bonita, mas não espere nada selvagem. É aquele destino ideal se o que você quer é mesmo vida fácil, sol e conforto. O mar é lindo, cristalino, e é possível fazer snorkeling perto da beira mesmo, pois já bastante o que se ver.

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Doctor’s Cave, Montego Bay

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Sueco à sombra. Mirsini, de coque, à direita

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A água é tão cristalina…

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Ficamos na praia até o anoitecer.

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Mirsini

Para ver o destino anterior, Portland, clique aqui.